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Sexta-feira, Fevereiro 20, 2026
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Angola vai contar com um Sistema de Pagamento em Tempo Real

Nos últimos tempos o país está a contar com vários sistemas de pagamentos, com o objetivo de facilitar a vida do cidadão, estamos a falar de serviços como as aplicações bancarias desenvolvidas por cada uma das entidades bancarias, o Multicaixa Express, bem como as demais existentes no nosso mercado.

Independentemente das aplicações/serviços já existentes, a maioria já oferece a possibilidade de se fazer transferências em tempo real, mas o Banco Nacional de Angola está a desenvolver um serviço que permitirá as transações bancárias, efetuadas à sexta-feira e ao sábado de manhã, passarem a ter os valores refletidos nas contas bancárias dos beneficiários no dia seguinte, através do Sistema de Pagamento em Tempo Real (SPTR) 24/7.

Segundo o comunicado, o BNA explica que em outubro de 2022 entrou em produção a primeira fase do Sistema de Pagamento em Tempo Real (SPTR) 24/7, que permitiu aos beneficiários de operações de transferências e pagamentos efetuados, com recurso a cartão de débito Multicaixa, passarem a ter refletidos os valores referentes àquelas operações, no dia imediatamente seguinte, nas suas contas bancárias.

Já no dia 13 de janeiro de 2024 entrou em produção a segunda fase do projeto, que permitiu aos beneficiários transferências efetuadas à sexta-feira e ao sábado de manhã, por via de balcões e canais remotos (mobile e internet. A modernização do Sistema de Pagamentos de Angola (SPA), impulsionada pela dinâmica de novos serviços de pagamentos, assume uma importância crescente na vida quotidiana dos cidadãos e dos agentes económicos, através da disponibilização de produtos e serviços financeiros inovadores.

O Banco Central aponta que, neste contexto, o BNA desencadeou um conjunto de ações, em coordenação com a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) e os Bancos Comerciais, com vista a aumentar a credibilidade, eficácia e comodidade dos pagamentos, com realce para a disponibilização de fundos nas contas dos beneficiários aos sábados, domingos e feriados

Microsoft alvo de ciberataque de hackers russos

A Microsoft anunciou na passada sexta-feira, dia 19, que os seus sistemas foram invadidos por hackers russos pertencentes ao conhecido grupo Midnight Blizzard, indicando que conseguiram aceder a uma percentagem muito pequena de contas de e-mail de executivos.

Ao que parece, os hackers tinham como alvo os e-mails da equipa sénior de liderança e também de membros dos departamentos de cibersegurança. Acredita-se que o objetivo do Midnight Blizzard tenha sido encontrar informação sobre o próprio grupo, conseguindo obter alguns e-mails e documentos anexados.

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O ataque não foi resultado de uma vulnerabilidade nos produtos e serviços da Microsoft. Até à data, não há provas de que o responsável tenha tido acesso a ambientes de clientes, sistemas de produção, códigos fonte ou sistemas de Inteligência Artificial, afirmou um porta-voz da Microsoft.

Ataque cibernético a ENDE? Empresa volta interromper vendas de energia pré e pós-pago

Uma anomalia no sistema informático da Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade (ENDE) interrompeu as vendas de energia Pré-Pago nos canais presenciais e não presenciais em todo o território nacional.

Segundo o comunicado oficial da ENDE, que a redação da MenosFios teve acesso, ainda não existem datas concretas para o restabelecimento do normal funcionamento das vendas de energia, mas realçou que uma equipa já está a trabalhar para superar a situação.

De informar que a última vez que a referida empresa teve esta situação foi devido a um ataque cibernético reivindicado pelo BlackCat Ransomware Group via Twitter.

BlackCat Ransomware Group: Uma nova gangue de resgate está à solta

OBlackCat utiliza técnicas de encriptação semelhantes a outros tipos de resgates, mas também acrescenta algumas medidas de segurança adicionais para dificultar decifrar ficheiros se estes forem encriptados. Isto inclui a utilização de dois algoritmos de encriptação diferentes e a garantia de que a chave de desencriptação nunca é armazenada na mesma unidade que os ficheiros encriptados.

Os criadores do BlackCat parecem visar empresas e organizações em vez de indivíduos, o que faz sentido uma vez que estes tipos de organizações tendem a estar mais dispostos a pagar o resgate do que os indivíduos estariam.

BlackCat é um grupo de cibercriminosos que tem como alvo as empresas para roubar a sua propriedade intelectual e informação pessoal. É conhecido por visar negócios nos sectores da construção e engenharia, retalho, transportes, serviços comerciais, seguros, etc.

Angola com aumento de fraudes e burlas nos sistemas de compra e pagamentos eletrónicos

As fraudes e burlas por meio dos sistemas de compra e pagamentos eletrónicos continuam a aumentar em Angola, segundo um relatório da Empresa Interbancária de Serviços S.A (EMIS).

Pelo que conta a investigação, descreve um registo de 1 792 casos nos últimos nove meses, com uma média de dez denúncias/mês, contra as 179 queixas recebidas nos últimos anos.

Entre as tipologias criminais com maior incidência constam as transações financeiras, com 453. 011 008 movimentos feitos, em 2022, contra 498. 082 534 do ano de 2021.

A lista integra ainda crimes de clonagem de cartões, com 77 casos, roubos, furtos, com 1615, troca de cartões, com 6, e burla express, com 95.

Entretanto, o engenheiro da empresa CYBER SECUR, Alberto Afonso, avança que no mesmo período foram registados 50 ataques cibernéticos em instituições públicas e privadas.

Já o investigador de crimes informáticos do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Francisco Pedro, acrescentou que de janeiro a novembro de 2023 ocorreram 1.209 denúncias de crimes cibernéticos.

Os números, segundo o oficial, tendem a aumentar, sendo que os infratores recorrem a vários “modus operandis”, como o uso de links patrocinados de PHISHING EMIS (Surveymonkey, Google forms), Sim SwAp (solicitação de 2ª via fraudulenta) e acesso fraudulento a sistemas bancários, com particular desta para o BAI Directo.

MAIS: BFA denúncia burlas através de e-mail e SMS

De acordo com o director nacional das políticas de cibersegurança, Hecdiântro Mena, é necessário que as autoridades do sector estabeleçam diretrizes básicas e ampliem a cultura de segurança cibernética no país.

Apesar de o sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) criar, por meios dos órgãos apropriados, políticas e ações viradas à defesa do ciberespaço, o responsável defendeu a aprovação urgente da “Estratégia Nacional de Cibersegurança”.

Em Angola, como em outros países, o uso de sistemas de compras e pagamentos eletrónicos tem promovido inovações importantes que facilitam a vida das empresas e das famílias.

No entanto, o lado obscuro desta realidade está associado às burlas e aos crimes, praticados diariamente.

Os especialistas indicam que em 2019, os malfeitores intensificaram as suas ações de clonagem e engenharias sociais, por conta da falta de literacia digital e financeira dos utilizadores dos cartões multicaixas e internet baking.

Para fazer face às ações maliciosas, a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) e os bancos implementam várias medidas de mitigação contra fraudes e asseguram um serviço de apoio ao cliente mais eficiente, presente e proactivo, tais como Card Protetor (bloquear e desbloquear o cartão) e definição do limite diário de movimentação do cartão.

Também assegura-se a migração para cartões de tarja magnética para cartões EMV, envio de SMS aos clientes a partir do sistema central da EMIS e dos bancos, registo obrigatório do número do telemóvel na base de dados do banco para impedir adesões e adições de telemóveis indesejáveis.

As medidas, segundo a EMIS, tiveram efeito rápido na diminuição de furtos e trocas de cartões, apesar do aumento das burlas no MCX Express.

CINFOTEC do Huambo arranca com os primeiros formandos

Arrancaram os primeiros ciclos formativos do Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC) da província do Huambo, sendo inaugurado recentemente pelo Presidente da República, João Lourenço.

O tempo de duração tecnológico de cada curso varia de acordo com as especificidades, sendo alguns de curta duração, frequentados maioritariamente por profissionais que queiram fazer o aperfeiçoamento nas áreas específicas. Os de média e longa duração vão de quatro meses a um ou dois anos.

O CINFOTEC tem uma capacidade para 732 formandos por cada período, sendo que no primeiro ciclo de formação, arrancou com cinquenta por cento do total geral.

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Tem 12 salas de aula teóricas, uma de Desenho Técnico e cada área de formação tem os seus laboratórios e oficinas de forma independente.

A formação é assegurada por 25 professores e 19 trabalhadores administrativos.

Atualmente, a instituição regista uma afluência de candidatos que pretendem se inscrever, porque os cursos estão com preços promocionais com desconto de 50 por cento.

Biblioteca de Luanda vai apostar na digitalização do acervo bibliográfico

A Biblioteca de Luanda vai apostar na digitalização do seu acervo, estimado em 39 mil volumes, entre livros, documentos e jornais da época antes e pós-colonial, segundo da instituição, Aldemira de Vasconcelos.

Essa decisão da Biblioteca de Luanda é tendo em conta à nova era das tecnologias de informação, onde revelou que já foram digitalizados 500 volumes, cuja prioridade recaiu para os documentos antigos em estado avançado de degradação.

Aldemira de Vasconcelos informou ainda que a biblioteca está a desenvolver um projeto para levar a leitura a todos os cantos da província, para que cada comunidade tenha acesso aos livros.

No que toca as preocupações, Aldemira de Vasconcelos, sublinhou a falta do hábito de leitura por parte dos cidadãos, facto que levou ao desenvolvimento de uma ação de incentivo da leitura.

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O ex-diretor da Biblioteca Provincial de Luanda (1983 a 2020), António Emídio de Brito, revelou que a biblioteca é a mais antiga da África a sul do Saara, tendo documento apenas existente na instituição, dando como exemplo os documentos das guerras de Matamba e Ndongo, entre os portugueses e os povos angolanos.

Referiu que mesmo com o evoluir das novas tecnologias, o livro nunca deixará de ser um livro, dado a sua especificidade.

Aconselhou os jovens a apostarem mais no desenvolvimento da prática de leitura, com afluência aos espaços que oferecem conhecimento e crescimento intelectual.

Especialista angolano “José Quintino” distinguido pela Microsoft

A Microsoft revelou recentemente os especialistas eleitos ao nível mundial que partilham com as suas comunidades os seus conhecimentos em produtos e serviços da empresa, com um angolano em destaque: José Quintino.

Em entrevista a redação da MenosFios, José Quintino frisa que “ser um Microsoft Most Valuable Professional (MVP) é uma distinção significativa em qualquer parte do mundo, incluindo em Angola. Este reconhecimento da Microsoft para profissionais de tecnologia que não são funcionários da empresa, mas que demonstram um excecional conhecimento técnico e uma contribuição significativa para a comunidade, tem várias implicações profissionais“, com destaque para Reconhecimento Global, Oportunidades de Networking, Impacto na Comunidade Local e outros.

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A distinção da empresa tecnológica baseia-se principalmente na partilha de conhecimento por via de palestras, publicações nas media sociais, redação de livros e ajuda a outras pessoas em comunidades on-line.

Quanto a atuação do especialista nacional para constar na renomada lista é pela de artigos técnicos, formações, mentorias e realização de lives.

José Quintino começou desde muito jovem na carreira de técnico de informática a cerca de 20 anos atrás, e desde então sempre se dedicou em aprender mais e mais. Atualmente trabalha com cloud azure, possuindo várias certificações como arquiteto de soluções, engenheiro de segurança, instrutor Microsoft (MCT) e agora MVP em Azure Compute Infraestrutura.

Tribunal de Contas assina acordos para enfrentar desafios da transformação digital

Com objetivo de enfrentar os desafios da transformação digital, o Tribunal de Contas rubricou três acordos de cooperação técnica tecnológica com as congéneres brasileiras do Estado do Ceará, Baía e o Instituto Rui Barbosa.

Os acordos assinados, segundo o presidente do Tribunal de Contas, Sebastião Gunza, representam um “marco importante” na história da instituição, em virtude de assinalar o “processo de consolidação da criação e promoção do aprimoramento técnico e científico” dos técnicos, através de ações de intercâmbio tecnológico e troca de experiências.

As instituições congéneres, disse, são de referência no universo lusófono e no campo do controlo das finanças públicas, sublinhando que os acordos celebrados são fundamentais para o processo de transformação digital do órgão.

Neste momento, o Tribunal de Contas está a implementar o seu Sistema Integrado de Gestão, o SIG-TC. Ou seja, estamos no caminho da transformação digital”, assegurou, assegurando estar a instituição no bom caminho, sustentando o otimismo com o facto de ter ganho dois “grandes parceiros”, disse.

MAIS: Tribunal de Contas vai apostar na modernização tecnológica da instituição

Ganhámos fôlego para continuar a trilhar, com firmeza, os caminhos da modernização tecnológica dos sistemas de controlo externo e de fiscalização, através de ações contínuas de cooperação técnica”, acrescentou Sebastião Gunza, para quem o processo deve estar alinhado ao desenvolvimento institucional, aperfeiçoamento técnico, científico e cultural das competências humanas.

O Congresso Internacional, de acordo ainda com o presidente do Tribunal Supremo, permitiu a partilha de soluções e a troca de experiências com instituições participantes com elevada experiência, perante os desafios impostos pela revolução digital, no controlo externo do dinheiro público.

Controlo externo “versus” controlo social na era digital, inteligência artificial, fake-news no processo do controlo externo das finanças públicas e, entre outros, dominou os temas abordados no certame, tendo os especialistas defendido a aposta na criação de competências técnico-profissionais como solução para acompanhar a revolução digital.

Países africanos usam tecnologia para detetar medicamentos falsos

Shelf life app during delivery at Princess Pharmacy in Nairobi on November 8, 2019

Os Governos africanos estão a combater o uso de medicamentos falsificados com recursos tecnológicos na área de sistemas de rastreio e localização, através do programa ENACT, financiado pela União Europeia e implementado pelo ISS, em parceria com a Interpol e a Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional.

As parcerias e a partilha de informações entre os países africanos são vitais para combater a contrafação de ACT“, segundo o ISS.

Os recursos limitados e as técnicas inadequadas de identificação de medicamentos falsificados são obstáculos à luta contra a sua comercialização.

A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença parasitária do sangue, provocada por um parasita do género, plasmodium’ sendo transmitido através da picada de um mosquito (do género ‘Anopheles’).

MAIS: BAD. África tem a tecnologia e inovação para acabar com a fome

A doença é endémica em vários países tropicais, sendo potencialmente fatal se não for tratada atempadamente. A malária afeta, anualmente, cerca de 250 milhões de pacientes e causa mais de 600 mil mortes no mundo.

No entanto, um relatório internacional revela que mais de 267 mil pessoas já morreram na região subsaariana de África devido à ação de medicamentos falsificados de combate à malária.

Ao longo dos anos, os medicamentos antipalúdicos, que eram amplamente recomendados e fornecidos na África Ocidental – Cloroquina e Sulfadoxina-pirimetamina – perderam a sua eficácia, por isso os Governos da África Subsaariana seguiram uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e mudaram para terapias combinadas à base de Artemisinina (ACT), segundo o comunicado do ISS divulgado ontem.

Indústria angolana deve apostar na inovação e tecnologia, realça especialista

A indústria angolana deve apostar na inovação e tecnologia para responder aos desafios atuais, na opinião do assessor principal do Ministério Indústria, Manuel José.

Segundo o especialista, é necessário dotar as principais áreas de transformação tecnológica poder levar a energia elétrica, água e melhorar os acessos, financiamento fácil e flexível para terem mais investidores a apostar no sector.

Manuel José reitera que a indústria nacional “está no caminho certo”, mas a industrialização do país é um processo que depende da coordenação de outros sectores como o da água, o da energia, estradas, entre outros, que se melhorados, durante cinco ou dez anos, proporcionarão uma indústria melhorada.

MAIS: Sonangol defende implementação de inovação e tecnologia no sector

Avançou faltar mais trabalho conjunto entre esses sectores, pois ainda existe “muita” burocracia e os recursos são excessivos, no entanto, os promotores devem ser mais proativos, sem esperar tudo do Estado e montar as suas pequenas unidades industriais.

Realçou se mercado nacional tiver congestionado, a opção será a exportação, mas é preciso que o produto tenha qualidade.

A qualidade da produção nacional precisa melhorar, precisamos de ter mais entidades a trabalhar na qualidade, mais laboratórios para melhorar. Mesmo que avançarmos com a indústria, não vamos conseguir comercializar os nossos produtos por conta desta falta de qualidade”, disse.