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Sábado, Junho 6, 2026
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WhatsApp agora permite fixar mensagens nas conversas

WhatsApp mensagem fixa

O WhatsApp encontra-se a revelar mais novidades para as conversas dentro da sua plataforma, que se aproximam com o que outros utilizadores já possuíam em plataformas como o Telegram.

A partir de agora, os utilizadores podem colocar mensagens fixas nas suas conversas, para dar destaque a informações importantes. Esta nova funcionalidade será particularmente útil para grupos, que podem ter uma forma de aceder rapidamente a informações importantes sem terem de navegar pelo histórico das conversas.

Todos os géneros de mensagens podem ser colocadas como “fixas” da conversa, sejam mensagens de texto, imagens, vídeos ou votações.

As mensagens podem permanecer fixas na conversa pelo período de 24 horas a 30 dias, sendo que o padrão será de sete dias. Além disso, no caso de grupos, os administradores do mesmo terão a capacidade de escolher se pretendem que todos os utilizadores possam fixar mensagens ou apenas os administradores.

Para fixar uma mensagem basta pressionar a mesma durante alguns segundos, e selecionar a opção “Fixar” do menu.

O WhatsApp sublinha ainda que todas as mensagens fixadas continuam a ser encriptadas na plataforma, para garantir a segurança e privacidade dos conteúdos.

Os utilizadores apenas necessitam de garantir que se encontram com a versão mais recente do WhatsApp para poderem usar a funcionalidade.

Operadora moçambicana Tmcel quer “democratizar acesso” à Internet

“Com estas ofertas, a Tmcel contribui, de forma determinante, para que todos os moçambicanos estejam, sempre, comunicáveis e conectados à internet com os preços mais baixos do mercado. Esta é uma forma de contribuir para a inclusão digital dos moçambicanos, bem como para a democratização do acesso à internet”, afirma o diretor comercial, Adil Ginabay, citado num comunicado da operadora enviado à Lusa.

A Tmcel, operadora estatal, indica que, com a medida agora adotada, os clientes “passam a ter acesso à Internet sem preocupações em relação ao volume de dados consumido ou a limitação para aplicativos predefinidos”, em que os pacotes variam entre os cinco e os 50 meticais (sete a 70 cêntimos de euro), “sendo que o cliente tem acesso a todos os conteúdos e aplicativos que pretende usar”.

A operadora explica que esta medida junta-se a outros “pacotes ilimitados”, entretanto disponibilizados, incluindo chamadas e mensagens escritas ilimitadas, e tráfego de dados de até 140 Gigabytes por mês.

Em setembro, o Presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Adamo Mussá, afirmou, em Maputo, que a estatal moçambicana de telecomunicações está num “novo renascer”, no âmbito da revitalização das operações até maio de 2024, orçada em 132 milhões de dólares (123 milhões de euros).

“Os primeiros dois meses foram para elaborar um plano a 18 meses para reverter a situação da empresa (…) É isso que vamos fazer: um novo renascer”, afirmou Mahomed Adamo Mussá.

Os acionistas da operadora de telecomunicações móveis e fixas aprovaram em maio passado uma Comissão de Gestão, planos de revitalização da empresa e de redução de custos, a par de um estudo de rentabilização de centros de custos.

A administração mostrou crescimentos em vários indicadores com a inclusão de novos produtos e explicou que o projeto de expansão e modernização da rede de telecomunicações da Tmcel, orçado em 132 milhões de dólares (123 milhões de euros) e financiada pelo Eximbank da China, com conclusão prevista para maio de 2024, já foi executado a 57%, o que implicou, entre outros investimentos, a instalação de mais 778 antenas de transmissão do sinal de telecomunicações, numa previsão de 1.350.

Ainda no âmbito da modernização e expansão da rede, iniciada em janeiro de 2022, após “quase dez anos sem investimento”, a Tmcel, que opera uma rede de suporte de 7.600 quilómetros de fibra ótica e de 8.500 quilómetros de redes de acesso, já aumentou a cobertura de banda larga de 10 para 400 gigabits por segundo (Gbps).

“Já cobrimos todas as províncias do país, cumprindo assim com o nosso compromisso feito em setembro último de modernizar a rede de Lichinga e introduzir o 4.5G nesta cidade capital ainda no decurso do ano corrente”, acrescentou Adil Ginabay, referindo que a entrada em funcionamento da nova rede na capital da província de Niassa ocorreu a 8 de dezembro.

Atualmente, a quota de mercado da Tmcel em Moçambique é de 10 a 12%, em termos de clientes ativos, mas o objetivo assumido pela comissão de gestão passa por ultrapassar os 25% a médio prazo.

Google revela as 10 séries mais pesquisadas em 2023

Google Trends divulgou a retrospetiva 2023, onde indica quais os temas mais pesquisados do ano. No segmento de séries, The Last of Us da HBO alcançou o topo do Top 10 global, superou as outras séries como Wandinha e One Piece.

A popular série da HBO conquistou o mundo com a sua história num mundo pós-apocalíptico. Na narrativa, acompanhamos a viagem de Joel (Pedro Pascal) e Ellie (Bella Ramsey) numa viagem perigosa e emocionante por os Estados Unidos devastado.

As séries mais pesquisadas foram The Last of Us do HBO e Wandinha da Netflix. Outros destaques ficam para a produção One Piece, inspirada na obra de Eiichiro Oda e também dos doramas A Lição e Sorriso Real, mostrando a formação dos seriados, sul coreanos.

    1. The Last of Us
    2. Wandinha
    3. Ginny and Georgia
    4. One Piece
    5. Kaleidoscope
    6. Sorriso Real
    7. A Lição
    8. That ’90s Show
    9. A Queda da Casa Usher
    10. Sombra e Ossos

Previsões de cibersegurança para 2024

De acordo com as Previsões de Segurança Cibernética para 2024 da WatchGuard Technologies, os ataques mais proeminentes do próximo ano irão envolver truques maliciosos de engenharia rápida que visam grandes modelos de linguagem (LLM), “vishers” que utilizam chatbots de voz baseados em Inteligência Artificial (IA), bem como hacks a auscultadores de realidade virtual e mista (RV/RM) modernos.

Além disto, os investigadores da WatchGuard acreditam que, em 2024, os fornecedores de serviços geridos (MSP) irão duplicar a sua adoção de plataformas de segurança unificadas com uma forte componente de automação.

“Cada nova tendência tecnológica abre novos vetores de ataque para os cibercriminosos”, afirma Corey Nachreiner, diretor de segurança da WatchGuard Technologies. “Em 2024, as ameaças emergentes que visam empresas e indivíduos serão ainda mais intensas, complicadas e difíceis de gerir. Com a contínua escassez de valências em cibersegurança, a necessidade de MSPs, segurança unificada e plataformas automatizadas para reforçar a segurança cibernética e proteger as organizações do cenário de ameaças em constante evolução nunca foi tão grande”.

As principais tendências de cibersegurança previstas pela equipa do Laboratório de Ameaças da WatchGuard para 2024 incluem:

  • Truques de engenharia contra LLM: enquanto as empresas estão a experimentar LLM para melhorar a eficiência operacional, os cibercriminosos estão a aprender a utilizá-los para executar atividades maliciosas e, em 2024, irão ser capazes de manipulá-los para a captura de dados privados;
  • MSP duplicam serviços de segurança através de plataformas automatizadas: no próximo ano, mais empresas pequena e média dimensão recorrerão a MSP e MSSP. Estes profissionais duplicarão as plataformas de segurança unificadas com uma forte automatização através da IA e de machine learning (ML) como resposta à crescente procura e à escassez de recursos humanos;
  • Aumento das vendas de ferramentas de spear phishing com IA na dark web: embora os cibercrminosos já possam comprar ferramentas que enviam emails de spam, criam textos convincentes de forma automática e procuram informações e ligações de um determinado alvo na Internet, estas são manuais e só é possível visar um utilizador ou grupo de cada vez. Desta forma, ao permitir a automatização de tarefas processuais, as ferramentas alimentadas por IA serão os best-sellers na dark web;
  • O vishing baseado em IA ganhará destaque: com a combinação de áudio deepfake e os LLM capazes de manter conversas com as pessoas visadas, a escala e o volume das chamadas de vishing aumentarão substancialmente no próximo ano, sendo que podem nem mesmo exigir a participação de um atacante humano;
  • Auscultadores de RV/RM permitem a recriação de ambientes de utilizador: os auscultadores de (RV/RM) estão a ganhar popularidade e, no próximo ano, um investigador ou um hacker malicioso encontrará uma técnica para recolher dados dos sensores destes equipamentos, visando recriar o ambiente em que os utilizadores estão a jogar;
  • Utilização desenfreada de códigos QR vai causar ataques importantes: com a generalização da utilização dos códigos de resposta rápida (QR), o próximo ano será marcado por ataques causados pela utilização de códigos QR que remetem para destinos maliciosos.

Governo defende maior aposta na formação no domínio das TICs

O Governo Angolano defende uma maior aposta na formação no domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), com o objetivo de garantir o desenvolvimento da economia nacional, da ciência e da inovação.

Para o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva, falando na 2ª edição do Fórum de Tecnologia e Educação (FTE) 2023, ressaltou a contínua capacitação de quadros nas áreas da ciência, engenharia e matemática para se encontrar soluções dos vários problemas que afligem as comunidades.

Em seu discurso, o responsável reconheceu, em diversos setores, existeren profissionais altamente qualificados e que têm dado um grande contributo do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico nas áreas da Saúde, Educação, Engenharia e Agricultura.

MAIS: Universidade Agostinho Neto destaca vantagens da IA no ensino superior

Muitos quadros angolanos, informou, estão a fazer formação, em pós-graduação, no exterior do país e no futuro vão contribuir mais para o desenvolvimento tecnológico em Angola. Para tal, disse, é preciso um maior investimento financeiro, pois a aquisição dos meios tecnológicos tem custos elevados.

Este desenvolvimento tecnológico, assim como a qualificação do capital humano só vão ser alcançados se contar com o Orçamento Geral do Estado e financiamentos alternativos, de parceiros internacionais”, destacou.

O Fórum de Tecnologia e Educação, referiu, é uma oportunidade para debater mais sobre o desenvolvimento tecnológico e como a educação e o ensino superior podem contribuir neste setor.

O que está em causa não é somente a instalação de infraestruturas tecnológicas, mas, acima de tudo, a formação de competências para saber lidar com as tecnologias”.

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, garantiu, tem estado a trabalhar para desenvolver estratégias e políticas para a implementação de programas tecnológicos e digitais, capazes de tornar o sector adequado e ajustado aos desafios actuais.

Os ataques DDoS aumentaram 40% nos últimos seis meses

Um estudo recente demonstrou que os ataques DDoS estão longe de ser uma coisa do passado, uma vez que o número de ataques DDoS aumentou 40% nos últimos seis meses, visando cada vez mais sectores como a banca, o comércio eletrónico e a educação. Estes tipos de ataques podem ter um impacto significativo nas organizações, causando perdas financeiras e danos à reputação e, à medida que se tornam mais frequentes, as perturbações DDoS continuam a representar uma ameaça real para as empresas.

Porque esses ataques ainda são eficazes? 

Apesar de não serem sofisticados em comparação com outros ataques cibernéticos, os ataques DDoS ainda estão a perturbar os negócios online e as infraestruturas governamentais. Em junho deste ano, Diablo 4, um dos lançamentos de videogame mais proeminentes deste ano, e outros jogos desenvolvidos pela empresa Blizzard, foram alvo de um ataque DDoS que interrompeu temporariamente os seus serviços. No mesmo mês, a Microsoft confirmou que foi vítima de ataques DDoS na camada 7, que causaram interrupções intermitentes nos serviços Azure, Outlook e OneDrive.

Então, se esses ataques são considerados “antiquados”, por que estão a aumentar? 

  • São simples: os ataques DDoS podem ser perpetrados com relativa facilidade em comparação com ameaças mais sofisticadas, como o ransomware de caça a grandes animais. Isto significa que qualquer agente malicioso com um nível básico de conhecimento de rede pode iniciar um ataque DDoS.
  • Eles são oferecidos como um serviço: é possível contratar um hacker para realizar o ataque por US$ 30 por dia ou entre US$ 10 e US$ 5 por hora. Essa taxa varia dependendo do tamanho e duração do ataque ou do tipo de botnet usado pelo fornecedor.
  • Disponibilidade: Os ataques DDoS estão aumentando devido a fatores como o crescimento do mercado DDoS como serviço. Provavelmente nunca foi tão fácil realizar um ataque DDoS.
  • São oportunas para os atacantes: as empresas estão cada vez mais dependentes dos seus serviços online, mercados digitais e serviços em tempo real. A interrupção dos serviços causada pelo DDoS é dispendiosa para as empresas e pode prejudicar a sua reputação, dando aos cibercriminosos a oportunidade de extorquir-lhes dinheiro.
  • Eles servem como uma distração: são frequentemente usados ​​como uma tática diversiva para mascarar outras atividades maliciosas. Eles também podem ser uma forma poderosa de atrair a atenção, tornando-os uma escolha popular entre grupos hacktivistas.
  • Eles aumentam a pressão sobre os ataques de ransomware: alguns operadores de ransomware, como o Lockbit 3.0, usam ataques DDoS para aumentar a pressão sobre a organização alvo e fazê-la pagar o resgate numa estratégia conhecida como extorsão tripla.
  • São imediatos: ao contrário de outros ataques cibernéticos, como o phishing, que requerem um tempo de espera até que a vítima caia na armadilha, os ataques DDos podem ser realizados rapidamente, dando aos hackers acesso instantâneo aos dados e permitindo-lhes prolongar ou modificar um ataque em qualquer local escolhido.

Firewalls como medida de proteção contra-ataques DDoS

O aumento contínuo dos ataques DDoS alertou as principais instituições de cibersegurança, como a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestruturas dos EUA (CISA), que emitiu recentemente um aviso sobre os perigos desta tática maliciosa. A CISA aconselha as organizações que suspeitem ter sido vítimas de um ataque DDoS a identificar a fonte e a mitigar a situação através da aplicação de regras de firewall.

Uma firewall pode bloquear endereços IP e portas, bem como definir limites de tráfego pré-determinados para servidores e clientes, ações que evitarão que um ataque DDoS danifique as redes empresariais.

Banca nacional deve investir em inovação tecnológica, alertam especialistas

As instituições financeiras angolanas devem aderir, a inovação tecnológica ou irão “perder eficácia” no mercado, na opinião de vários analistas que falavam em uma conferência sobre Inovação tecnológica na banca.

Para o analista em soluções Oracle, Eduardo Farah, “a Banca, como hoje a conhecemos, não será mais viável num futuro próximo. Sofrerá profundas alterações, e quanto mais depressa as Instituições Financeiras atuantes no mercado angolano aceitarem e integrarem novas práticas nas suas dinâmicas, desenvolverem procedimentos e equipas necessárias para esta integração, maior proveito tirarão do que não é contornável: inovação tecnológica”.

Já o economista Carlos Rosado de Carvalho, que falava sobre a Globalização e Dinâmica de Mercado, reiterou que “os bancos que não olharem para as tendências, acabarão por perder eficiência. (…) é também urgente a introdução de soluções financeiras para a população não bancarizada pelo impacto económico positivo que trará à Economia”. Colaboração, integração e inclusão são o futuro da rentabilidade das Instituições e na fidelização do cliente.

Quem também teceu uma opinião similar foi Eduardo Bettencourt, representante da EMIS, que participou no painel sobre Inovação no Sector de Pagamentos, onde defendeu a “adaptação das empresas as tendências implica uma alteração no mindset da gestão, e reforça a necessidade de um alinhamento entre o currículo pedagógico das Instituições de Ensino e o tecido empresarial, para maior eficiência na utilização dos recursos humanos”.

Os Programas LISPA e SANDBOX assim o demonstram. A Regulação assume, pois, uma barreira ou incentivo à Inovação Tecnológica, consoante o empenho de todos aqueles que, de alguma forma, atuam no panorama financeiro.

MAIS: Empresas financeiras angolanas devem encarar o Openbanking como uma oportunidade, defende especialista

Questionado sobre em que ponto Angola se encontra nesta jornada da inovação tecnológica, no que à banca diz respeito, Felipe Retke, Director Geral da ETIC, referiu que “estamos no ponto de viragem. Open Banking, Open Finance, IoT e adopção da Cloud são incontornáveis e já chegaram o nosso país.

Por sua vez, a DBS menciona que os parceiros locais são fundamentais para a adequação e sucesso no desenvolvimento e implementação de projetos dedicados, de elevada complexidade, como são os da sua especialidade.

Nuno Fernandes CEO da Pay4all e Vasco Oliveira sócio da DBS Angola, afirmam: “Pretendemos contribuir no processo de modernização do sistema core dos bancos angolanos, e colaborar com os nossos clientes para que se possam manter competitivos e oferecer melhores serviços bancários alinhados com as melhores práticas internacionais. Não menos importante temos como Missão em Angola capacitar recursos humanos num conjunto de soluções e tecnologias inovadoras e de futuro. Como um dos pilares fundamentais desta estratégia pretendemos criar uma Academia de Formação em tecnologias inovadoras e de futuro onde a Oracle tem um papel fundamental.”

Cabo Verde- Regulador esclarece informação sobre ataque informático

Segundo os esclarecimentos prestados pela ARME, o incidente “foi devido a um ataque cibernético de ‘malware’ do tipo ‘ransomware lockbit’, conhecido como ‘vírus de criptografia'”.

Apesar de a definição de ‘ransomware’ consistir num bloqueio de um sistema informático com pedido de resgate para voltar a haver acesso à informação, a ARME referiu que não se pode “inferir” dos seus esclarecimentos que tenha havido resgate no caso da CV Telecom.

Questionada pela Lusa sobre mais detalhes, a entidade reguladora referiu que o caso “encontra-se sob investigação das entidades competentes”.

O ataque de 19 de outubro à CV Telecom paralisou os serviços de televisão, telefones (fixos e móveis), atendimento ao cliente e mensagens de textos, alguns só plenamente recuperados passados alguns dias.

Quatro dias depois, em conferência de imprensa, a operadora anunciou ter adotado mais de 10 medidas para reforçar a segurança.

A CV Telecom classificou o ataque como um “ato criminoso” e a autoridade reguladora disse ter recebido, “no prazo de 48 horas, como reza a lei”, informação “detalhada” sobre o incidente.

As tendências tecnológicas para as empresas em 2024

Colt Technology Services indicou as principais tendências previsões que projeta no contexto das Tecnologias de Informação (TI) para as empresas em 2024. No próximo ano, as aplicações práticas de Inteligência Artificial (IA), as redes mais sustentáveis e o edge computing dominarão as agendas dos responsáveis de TI numa escala global, prevê a Colt.

“A utilização da IA irá tornar-se mais efetiva e abrangente em 2024: criando mais valor nas das empresas e de forma transversal, impulsionando o edge computing e transformando atividades e negócios”, comenta Mirko Voltolini, VP Innovation da Colt Technology Services. “Esperamos que se venha a falar muito mais de soberania digital, como resultado de uma atenção crescente das empresas sobre as rigorosas exigências regulatórias a nível local, conjugada com a procura crescente de soluções de reforço da segurança que lhes permitam proteger melhor os seus dados contra eventuais riscos”.

“Acreditamos que em 2024 veremos surgirem novos serviços, novas plataformas e novas aplicações digitais mais disruptivas, que serão suportados por tecnologias inteligentes e por infraestruturas digitais mais flexíveis. Esperamos, além disso, que este seja também o ano em que a evolução para as infraestruturas de rede mais sustentáveis e responsáveis acelere de forma significativa”, projeta Voltolini.

Utilização da IA para criar valor

Segundo um estudo realizado pela Colt no âmbito do seu Digital Infrastructure Report, os próximos 12 meses serão marcados pela exploração de uma aplicação mais ampla da IA pelas empresas, que visam criar valor.

As empresas planeiam recorrer à IA com diferentes finalidades: melhorar a experiência de cliente (46%); formação de pessoal (46%); impulsionar as vendas (45%); gestão de riscos (45%); utilizar a tecnologia no marketing, nas operações, e para impulsionar a sua infraestrutura digital (44%).

Além disto, 69% dos inquiridos no estudo Global Digital Trust Insights Study, da PWC, afirmam que planeiam utilizar a IA contra ciberataques. Neste sentido, a Colt prevê que “o uso de conjuntos de dados corporativos sensíveis para experimentação dos modelos de IA irá impulsionar a adoção de implementações dedicadas e privadas de inteligência artificial nas empresas”.

Application-driven edge: empresas inteligentes e orientadas por dados

A integração crescente na cloud, em conjunto com a diminuição dos níveis de latência, tem contribuído para o aumento do processamento na edge das grandes quantidades de dados, existindo cada vez mais casos de uso nos setores industriais, de saúde e comerciais.

No próximo ano, a Colt acredita que o número de aplicações localizadas na edge registará um crescimento significativo como resultado da crescente adoção da IA, conjugada com as tecnologias inteligentes como o IoT e a Extended Reality (XR) imersiva.

Network as a Service

O Network as a Service, a capacidade de utilizar a infraestrutura digital como e quando dela precisarmos, estará em destaque em 2024, de acordo com as previsões da Colt. Esta tendência possibilita a redução de custos e a diminuição de emissões de energia desnecessárias, apoiando igualmente a necessidade de adaptação das organizações à dinâmica do mercado, destaca a empresa.

Segundo um estudo da Colt, 20% dos inquiridos consideram que a conectividade on-demand “é absolutamente essencial para os seus negócios”, enquanto 89% revela já estar a utilizar partes da infraestrutura digital inteligente ou planeiam utilizá-la.

Crescimento de SD WAN e SASE

De acordo com o Global SD WAN and SASE forecast de Matt Small e Catherine Hammond da Analysys Mason, o número de ligações globais SD WAN atingirá os 7.5 milhões até 2028, sendo o dobro do valor registado em 2023. No mesmo estudo, prevê-se que o SASE representará 17% do investimento total conjugado em SD WAN e segurança na Cloud, gerando 21 mil milhões de dólares até 2028. Desta forma, a Colt acredita que o SD WAN e o SASE continuarão em crescimento em 2024 e nos próximos anos.

Redes sem fios privadas

Tendo em conta o interesse das empresas em desenvolver uma integração estreita entre as suas TI e os seus ambientes operacionais (OT), a Colt estima que os requisitos internos das redes de comunicação tornar-se-ão mais exigentes ao nível de desempenho, latência e qualidade de serviço relativamente às aplicações.

Além disto, a Colt indica que a adoção da IA e das tecnologias inteligentes impulsionarão a implementação de redes privadas 5G sem fios em instalações empresariais e operacionais.

Soberania das infraestruturas

Para a Colt, a necessidade de infraestruturas soberanas – que abrange os dados estáticos e os dados em movimento – irá aumentar em 2024, especialmente no contexto dos atuais desafios geopolíticos, dos requisitos de rigor na conformidade dos dados à regulamentação e o aumento de ciberameaças. Ainda mais, as empresas serão confrontadas com exigências para poderem gerir grandes quantidades de dados confidenciais privados.

Segurança e soluções Zero Trust

A segurança é a maior prioridade para a maioria dos líderes de TI inquiridos (53%) no âmbito de um estudo da Colt. Além disto, de acordo com uma investigação da PWC, observou-se um aumento de 27% em 2022 para 36% em 2023 do número de empresas que sofreram uma violação de dados que lhes custou mais de um milhão de dólares.

Com o objetivo de diminuir as suas superfícies de ataque, serão cada vez mais as empresas à procura de soluções e estratégias Zero Trust – um movimento que a Colt espera que continue em 2024.

Redes mais verdes e amigas do ambiente

As projeções da Colt apontam para um aumento do nível de responsabilidade das empresas de tecnologia pelas suas metas ESG, que será em parte motivado pelas novas regras do Parlamento Europeu para conter o “greenwashing”.

Espera-se que as emissões de carbono do setor das TICs irão exceder as emissões geradas pela indústria das viagens. Por esta razão, as empresas de telecomunicações são responsáveis por construir redes digitais poderosas com um nível mínimo de impacto ambiental, através da redução das emissões de Scope3 no que diz respeito à utilização de recursos energéticos sustentáveis e de componentes de hardware recondicionados, bem como à incorporação de processos de fim de vida dos equipamentos que promovam os princípios da economia circular.

Neste sentido, a Colt prevê que, nos próximos 12 meses, ocorrerão consultas e reformas regulatórias em diferentes mercados, com o objetivo de fomentar economia circular.

Aumento das fusões e aquisições no setor de telecomunicações

Depois de uma desaceleração influenciada pelo cenário geopolítico de incerteza em 2023, a Colt espera que as fusões e aquisições aumentarão no próximo ano, muito devido ao crescimento rápido da IA, à migração para a cloud e à evolução dos programas de transformação digital das organizações.

O CEO como CCO (Chief Culture Office)

De acordo com a Colt, ao mesmo tempo que a tecnologia continuará à procura de novas formas de combater a falta de talentos em 2024, a cultura será um fator crítico de sucesso e diferenciador. Assim, os CEO serão considerados como os Chief Culture Officer (CCO), passando a desempenhar um papel importante na formatação das culturas das empresas e dos seus negócios.

Conectar África: acesso fixo sem fios 5G para superar a exclusão digital

O 5G, enquanto solução de acesso fixo/sem fios (FWA), está a ser posicionado como a “tecnologia de eleição para colmatar o fosso digital que ainda existe em África”, afirma Rami Osman, diretor de desenvolvimento empresarial da MediaTek para o Médio Oriente e África.

“O 5G é fundamental para a implementação de serviços de banda larga em África que podem suportar as aplicações mais exigentes de amanhã em escala, a um custo que será comercialmente viável para os operadores e acessível para os consumidores”, afirma.

Com velocidades de transmissão mais rápidas e menor latência, o 5G é mais adequado para satisfazer as necessidades digitais cada vez maiores da população da África Subsariana do que as tecnologias móveis 3G e 4G existentes.

No entanto, com apenas 25% da população a utilizar atualmente a Internet móvel, de acordo com a Associação GSM, ainda há muito a fazer. A associação prevê que o 5G passe de cerca de um por cento do total de ligações em África atualmente para 22% em 2030.

Osman cita estatísticas recentes da Huawei, segundo as quais a penetração da fibra até casa em África está estimada em apenas cerca de 5%, em comparação com a média global de 30%. Diz também que as soluções FWA mais antigas, como a LTE e a WiMax, não conseguiram penetrar no continente.

“No entanto, o FWA 5G permite que os operadores implementem a tecnologia de conetividade em comunidades onde a fibra não é comercialmente viável.

“É possível implementar o 5G com uma despesa de capital por utilizador que é uma fração da escavação de trincheiras e da instalação de fibra, especialmente em áreas onde já existem torres móveis. Isto torna o FWA 5G uma opção muito atrativa para os operadores móveis africanos”, afirma.

Osman acrescenta que o facto de visar as casas e as empresas conectadas com serviços FWA 5G permite aos operadores criar novos fluxos de receitas.

No entanto, subsiste um desafio: a atribuição do espetro necessário para os serviços 5G ainda não foi licenciada em muitos países africanos. Osman está otimista quanto à resolução deste problema relativamente em breve. “Os governos e as entidades reguladoras reconhecem que o desbloqueio do acesso ao espetro irá desencadear benefícios económicos e sociais consideráveis. Estamos, por isso, otimistas quanto ao facto de virmos a assistir a uma grande atividade 5G nos próximos anos.”