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Quinta-feira, Outubro 1, 2026
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GGPEN promove palestra sobre tecnologia espacial com especialistas do MIT

O investimento em tecnologia espacial pode trazer uma série de benefícios significativos para os cidadãos de um país, incluindo aqueles em nações africanas como Angola.

É nesta senda que se realiza nesta sexta-feira(26) uma palestra gratuita denominada “A importância da tecnologia espacial para a sociedade”, com os preletores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), com os Dr.ª Danielle Wood, Dr. Sharif Islam e Dr.ª Katlyn Turner.

O evento vai abordar como os satélites de comunicação podem melhorar drasticamente as redes de comunicação em áreas remotas, proporcionando acesso à internet, telecomunicações e serviços de transmissão de dados. A palestra vai incidir ainda sobre como os satélites são ferramentas valiosas para monitorar mudanças ambientais, como desmatamento, condições climáticas e padrões de agricultura. Isso permite uma gestão mais eficaz dos recursos naturais, contribuindo para a sustentabilidade ambiental e a prevenção de desastres naturais.

MAIS: Cientista do MIT lidera projeto financiado pela NASA para monitorizar seca no sul de Angola

Segundo o comunicado que a redação da MenosFios teve acesso, o evento é uma realização do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do GGPEN, em parceria com o MIT.

Para participar da palestra, que irá decorrer das 10h às 12h, no Auditório do Instituto de Tecnologia de Informação e Comunicação (INSTIC), em Luanda, deverá realizar inscrição através no link: https://forms.office.com/r/tLun2zR7em.

iPhone recebe nova atualização para proteger dispositivo

A Apple lançou hoje novas atualizações para dois dos seus dispositivos, nomeadamente para iPhone e iPad.

O iOS 17.3 e o iPadOS 17.3 já se encontram disponíveis para todos os detentores de dispositivos compatíveis, mas, no que diz respeito a novas funcionalidades, o destaque vai para o Stolen Device Protection incluído nesta mais recente versão do iOS.

MAIS: Próxima geração dos iPhone terá maior capacidade de bateria

A Stolen Device Protection adiciona mais uma camada de proteção ao iPhone, uma que será particularmente útil caso alguém lhe roube o dispositivo e tenha também o código que permite desbloquear o dispositivo.

Com esta funcionalidade ativa poderá exigir que o Face ID ou o Touch ID sejam exigidos na hora de desbloquear o iPhone numa localização considerada estranha ao dispositivo.

Governo elogia uso do Angosat-2 no combate à seca no sul do país

O Executivo angolano destacou recentemente os progressos registados com a Tecnologia Espacial no apoio às políticas de combate à seca no Sul do país, por via da produção de mapas e informações, ajudando o Governo na tomada de decisões, com o Angosat-2.

Para o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, falando na apresentação e atualização dos dados do trabalho desenvolvido, um ano depois do lançamento do projecto, dirigido pela investigadora norte-americana e diretora do Space Enabled Research Group, MIT Media Lab, Danielle Wood, ressaltou que “o projeto está no bom caminho. Mais uma vez, temos cá os especialistas norte-americanos que trabalham connosco. Vamos, agora, nesta fase, recolher, de outros Departamentos Ministeriais, informações de suporte daquilo que temos sobre a análise da seca no país”.

O responsável reitera que existe um conjunto de informações, desde 2019, que hoje permite saber, com recurso a imagens de satélite e base de dados, o que aconteceu nos últimos anos em relação às questões climáticas no Sul do país.

“Estamos a observar não só aquilo que se vê na face da Terra, mas também sobre o que está no subsolo”, disse Mário Oliveira, frisando que o projeto de apoio ao Programa Espacial Nacional é a contribuição das Telecomunicações e Tecnologias de Informação para um melhor ambiente sócio-económico do país.

“Temos apoio do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos EUA, no estudo do fenómeno da seca no país. De um tempo a esta parte, há um conjunto de desenvolvimentos com o nosso Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), com recurso a imagens e programas de satélites, para, de facto, estudarmos o fenómeno, muito particularmente, na província do Cunene”, ressaltou Mário Oliveira.

MAIS: Tecnologia espacial vai minimizar efeitos da seca no sul do país

Sobre o projeto de suporte ao programa do Executivo para mitigar o impacto da seca no país, o ministro disse que é mais abrangente, pois vai permitir, também, com recurso às plataformas espaciais, fazer um estudo demográfico sobre a densidade populacional e as questões mais severas do ponto de vista ambiental.

“Com ele, vai ser possível que as diferentes estruturas governamentais, o Governo Central, realizem ações para a melhoria da qualidade de vida das populações e, consequentemente, do crescimento da economia, e saber qual a participação de cada região do país no desenvolvimento económico”, explicou o ministro.

Mário de Oliveira disse que, com esta tecnologia, é possível criar uma base de dados capaz de permitir a tomada de decisões para ultrapassar situações climáticas naturais, que o homem não controla.

“O homem não controla por si só a seca. Mas hoje em dia está em condições, recorrendo a estudos científicos, para minimizar estas questões de forma a que as nossas populações e a economia não sofram muito nos períodos de desastres ambientais e naturais, fruto da própria natureza”, salientou.

Com estudos, acrescentou, vai ser possível ter informações para mitigar os desastres, o que faz a economia crescer, assim como o país controlar as doenças e a extinção de algumas espécies na terra, que vão ser protegidas e salvaguardadas.

Abertas as inscrições para .NET Conf Luanda 2023

Já estão abertas as inscrições para o .NET Conf Luanda 2023, que nos últimos anos tornou-se um local empolgante para ficar por dentro das últimas tendências em tecnologia .NET.

Segundo o comunicado enviado a redação da MenosFios, a edição deste ano vai contar com várias palestras inspiradoras, workshops práticos e a oportunidade de se conectar com uma comunidade apaixonada por inovação.

Realizado pela Angola Open-source Community, o evento irá realizar-se no próximo dia 10 de fevereiro de 2024, no antigo ISUTIC (agora INSTIC), onde podes fazer a sua inscrição clicando em aqui.

Skype ganha função alimentada por Inteligência Artificial

Há uma nova forma de tirar partido de Inteligência Artificial (IA) com o Skype da Microsoft, com os utilizadores a terem a capacidade de modificar uma mensagem automaticamente dependendo do tom que pretendam.

A nova funcionalidade ainda não está disponível para todos os utilizadores do Skype e tem sido lançada de forma gradual. No entanto, quem a tem à disposição verá a nova funcionalidade surgir assim que escrever algumas palavras, surgindo botões com sugestões de estilo.

MAIS: Skype ganha atualização com novo design e funcionalidades novas

Ao escrever uma pequena frase poderá ver, acima do campo de texto, sugestões para mudar o tom da mensagem para esta ser mais engraçada, educada, profissional ou tenha um estilo semelhante ao de uma publicação numa rede social. Além de uma ajuda útil para adequar uma mensagem a um determinado contexto, a funcionalidade também será certamente engraçada de experimentar entre amigos.

A funcionalidade reflete a mais recente ‘empreitada’ da música, com a introdução de IA nos seus mais variados serviços.

SIC prende grupo chinês por mineração de criptomoedas em Luanda

O Serviço de Investigação Criminal deteve um grupo organizado chinês que minerava criptomoedas com tecnologia informática de ponta dentro de uma oficina auto, na via expressa, em Luanda.

Segundo o que foi revelado, os cidadãos estrangeiros foram acusados de crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais, retenção de moeda, tráfico, detenção de armas e munições proibidas e furto de energia, usavam a oficina para a exploração de mineração e criação de criptomoedas ilegalmente.

Durante a detenção, foram encontrados em posse dos implicados, mais de 70 milhões de kwanzas, oito mil dólares, duas armas de fogo, do tipo pistola de marca Glock, com 100 munições, entre outros meios.

MAIS: Luanda é o local com mais mineração de criptomoedas, revela SIC

A mineração de criptomoedas é o nome dado ao processo de validação e inclusão de novas transações na blockchain, enorme banco de dados público que regista o histórico de movimentações dos usuários. Como resultado, novas moedas digitais são criadas.

Em outras palavras, a mineração é a responsável por colocar mais criptomoedas em circulação, assim como faz um banco central ao “imprimir” dinheiro. A diferença é que, no caso de moedas digitais como o Bitcoin, não há uma autoridade gere o processo – tudo é regido por algoritmos.

Remova aplicações indesejadas com apenas um clique

Talvez já conheça o utilitário O&O AppBuster como uma ferramenta brilhante para remover as aplicações indesejadas da Microsoft Store, que ocupam desnecessariamente espaço no seu disco rígido.

Uma atualização recente adicionou a capacidade de remover também programas do Ambiente de Trabalho, tornando-o numa espécie de balcão único para limpar o lixo do seu PC. Neste artigo, explicamos como pode utilizar as novas funcionalidades para limpar o lixo do Ambiente de Trabalho e (ainda) como remover o bloatware incorporado da Microsoft do seu PC.

Visite https://bit.ly/3sQJnxN e clique no grande botão verde de ‘Download’ à direita para guardar a versão mais recente do AppBuster no seu PC. É um programa portátil, o que significa que não é necessário instalar nada no seu computador – basta fazer duplo clique no ficheiro ‘OOAPB.exe’ que descarregou para executar a ferramenta e, em seguida, clicar em ‘Sim’ na janela de alerta do Controlo de Conta de Utilizador que aparece.

O AppBuster efetuará uma verificação rápida das aplicações e programas no seu computador quando for iniciado. A interface principal é simples. Ao longo da parte superior existem três separadores: ‘All’ (‘Tudo’), ‘Desktop’ (‘Ambiente de Trabalho’) e ‘Windows’.

Clicar num destes separadores determinará quais as aplicações e ferramentas que são apresentadas na lista principal abaixo. A lista é dividida em colunas e pode clicar nos
cabeçalhos das colunas para ordenar as aplicações por Nome (‘Name’), Editor (‘Publisher’), Tamanho de armazenamento (‘Storage’), etc., por ordem descendente ou ascendente.

Em alternativa, se houver uma aplicação específica que esteja a procurar, pode clicar na caixa ‘Search’ (‘Procurar’) no canto superior direito, escrever o nome (ou nome parcial) da aplicação que pretende e, em seguida, premir ‘Enter’.

Para remover software indesejado do Ambiente de Trabalho, clique no separador ‘Desktop’ (‘Ambiente de trabalho’) na parte superior. A lista mostrará agora os programas de Ambiente de Trabalho instalados no seu computador. Procure os programas que pretende desinstalar e assinale a caixa adjacente.

Quando estiver pronto, clique no botão vermelho ‘Remove’ (‘Remover’). No ecrã de confirmação que se abre, pode selecionar se pretende desinstalar o software para ‘Todos os Utilizadores’ (‘All Users’) (a opção predefinida) ou apenas para o ‘Utilizador Atual’ (‘Current User’). Em alternativa, selecione ‘Computador’ (‘Computer’) para remover totalmente o software do seu PC. Clique em “Yes” quando estiver pronto.

A janela principal do programa é muito simples: tem disponível três separadores, onde determinará quais as aplicações e ferramentas que são apresentadas na lista abaixo.

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe assinam protocolos para informatizar a Justiça

Cabo Verde e São Tomé e Príncipe vão assinar um protocolo de cooperação para profissionais de Justiça no âmbito da assistência técnica ligada à informatização judiciária.

“Com a assinatura do protocolo, estaremos a criar uma base para que os nossos profissionais da Justiça consigam trocar assistência técnica, consigam falar e abordar questões que sejam de interesse comum“, afirmou a ministra da Justiça, Administração Pública e Direitos Humanos de São Tomé e Príncipe, Ilza Amado Vaz, que iniciou uma visita de quatro dias à capital cabo-verdiana.

Após um encontro na Praia com a homóloga, Ilza Amado Vaz disse que os “dois países têm muitas similitudes, laços históricos” e que a matriz jurídica e organização judiciária são semelhantes, o que facilitará a entreajuda.

“Existem várias áreas em que podemos colaborar e contar com a experiência de Cabo Verde” na informatização do sistema judiciário, disse, numa altura em que São Tomé e Príncipe iniciou o processo de informatização dos processos penais.

MAIS: Cabo Verde e Microsoft assinam acordo para apoio tecnológico

A ministra da Justiça de Cabo Verde, Joana Rosa, destacou o reforço de cooperação “com um país irmão” e a partilha de boas práticas.

“Vamos assinar um protocolo com a ministra da Justiça de São Tomé, delineando as várias áreas a reforçar, intensificar as nossas relações, disponibilizando-nos para alguma assistência técnica em função daquilo que são as necessidades de São Tomé e Príncipe“, acrescentou.

Durante a visita a Cabo Verde, que decorre até quinta-feira, a comitiva são-tomense terá vários encontros com intervenientes no setor judiciário e visitas ao centro de dados do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), entidade pública que desenvolve soluções digitais, na terça-feira, e ao Arquivo Nacional de Identificação Civil e Criminal, e respetivo centro de digitalização, na quarta-feira.

No mesmo dia, Ilza Amado Vaz participa no lançamento do projeto de Mapeamento da Diáspora cabo-verdiana, atividade do Ministério das Comunidades, no Palácio do Governo.

No último dia da visita, a governante vai encontrar-se com a equipa de transformação digital da Justiça.

A comitiva são-tomense inclui o diretor-geral dos Registo e Notariado, Silvestre D’Apresentação, e a diretora-adjunta da Polícia Judiciária, Djamila Braga.

Estudo do MIT revela impacto da IA nos empregos

Qual será o impacto da inteligência artificial nas profissões? Será que a IA vai roubar o emprego às pessoas? Estas são perguntas que diversos estudos procuram responder com a adoção cada vez mais recorrente de sistemas de IA pelas empresas. Ainda recentemente o Fundo Monetário Internacional projetou que a IA iria afetar cerca de 40% dos empregos a nível global, não necessariamente substituir os trabalhadores, mas pelo menos otimizar a sua produtividade.

Um novo estudo da MIT CSAIL tem uma visão mais positiva sobre o impacto da IA nos empregos. O estudo examinou a praticabilidade económica da utilização de IA para tarefas automatizadas no local de trabalho, com ênfase específica na visão computacional. Os investigadores concluíram que apenas cerca de 23% das tarefas pagas que envolvem a visão são economicamente viáveis para a automatização através da IA. Ou seja, apenas num quarto dos empregos onde a visão é chave faz sentido substituir a mão-de-obra humana pela IA.

A investigação focou-se na visão computacional de IA por ser uma área que tem recebido avanços significativos. Os investigadores procuraram examinar a capacidade de usar a IA na automatização de tarefas específicas e se compensa economicamente a construção de determinado sistema. E a experiência na visão computação acumulada ao longo dos anos permite dar uma previsão do que o futuro pode oferecer na adoção de modelos de linguagem.

Os investigadores dizem que o desenvolvimento, lançamento e os custos de manutenção devem descer e a indústria tecnológica pode transformar-se para oferecer soluções de IA como um serviço, eliminando dessa forma a necessidade de um investimento de capital substancial.

Dando um exemplo, se os custos de implementação de IA nos postos de trabalho decrescerem significativamente, isso poderia acelerar a adoção da tecnologia nos vários sectores, levando a mudanças mais rápidas no mercado de trabalho. Mas, por outro lado, se a computação de IA requerer a expansão, se os dados se tornarem difíceis de encontrar e se os técnicos especializados serem poucos, os elevados custos podem abrandar a transição, permitindo dar mais tempo aos trabalhadores e industrias de se adaptarem.

MAIS: Uma em cada três pessoas diz que Inteligência Artificial lhe tirará o emprego

Fala-se ainda de outro aspeto crítico que são as plataformas que oferecem IA como serviço. Estes têm o potencial de expandir o uso de inteligência artificial e neste caso as implicações são profundas, podendo democratizar o acesso a tecnologias de IA. Este aspeto permitiria às pequenas empresas e organizações beneficiar do impacto da IA sem a necessidade de grandes recursos.

A MIT diz que as implicações do estudo estendem-se para lá das considerações económicas imediatas, tocando no impacto social mais amplo, tal como a retenção de mão-de-obra ou desenvolvimento de políticas. E com a automatização de certos empregos, vai ser preciso aumentar a necessidade de postos focados na gestão, manutenção e melhorias dos sistemas de IA, assim como outros postos em que a necessidade humana é insubstituível pela IA.

Segundo o documento, novos modelos de negócio vão surgir. E é dado um exemplo prático, como por exemplo, pequenas ourivesarias que podem beneficiar de ferramentas de classificação de diamantes através de análise de uma imagem através de IA, sem a necessidade de um especialista em joalharia. Outro exemplo dado é como a Nvidia construiu uma plataforma de computação de alta performance de IA que permite de forma contínua ser melhorada e atualizada através de sistemas “over-the-air” para a indústria automóvel. As fabricantes de carros deixam de ter de construir estas capacidades em duplicado, tais como câmaras ou tecnologias de reconhecimento de rotas.

Na sua conclusão, os investigadores afirmam que grande parte dos estudos sobre o impacto da IA no emprego se focam no pressuposto de que se o trabalho pode ser automatizado, então será. Mas as conclusões do MIT pretendem focar-se nos custos de implementação destas tecnologias, desde a instalação à manutenção. E concluiu que mesmo que um sistema de IA seja “apenas” tão bom como um trabalhador humano poderá ter custos proibitivos de adoção, comparado com os custos da mão-de-obra. E neste caso, apenas uma pequena porção do mercado de trabalho está em risco de automatização, quando comparado com o que as estimativas gerais sobre a exposição de IA sugerem.

Moçambique com média de download móvel de 27,8 Mbps

De acordo com o último relatório da empresa especializada Ookla, que analisa trimestralmente a Internet em todo o mundo, o desempenho da operadora detida pelo Estado moçambicano fica acima dos 21,46 Megabytes por segundo (Mbps) da operadora mais rápida no Senegal e próxima dos 30,13 Mbps da operadora na Costa do Marfim, mas também acima de operadoras em alguns países na América do Sul e da Ásia.

O relatório da Ookla, que analisa globalmente a rede em 52 países, refere ainda que no quarto trimestre de 2023, a Tmcel também apresentou “a maior consistência móvel” da rede de 91,6% – pelo menos uma velocidade mínima de download de 5 Mbps e uma velocidade mínima de upload de 1 Mbps – do tempo, entre as três operadoras móveis do país.

“Das cidades mais populosas de Moçambique, Maputo teve as velocidades médias de download móveis e fixas mais rápidas, com 26,33 Mbps e 14,65 Mbps, respetivamente“, lê-se no relatório.

Em setembro, o Presidente da Comissão de Gestão da Tmcel, Mahomed Adamo Mussá, afirmou, em Maputo, que a estatal moçambicana de telecomunicações está num “novo renascer”, no âmbito da revitalização das operações até maio de 2024, orçada em 132 milhões de dólares (123 milhões de euros).

“Os primeiros dois meses foram para elaborar um plano a 18 meses para reverter a situação da empresa (…) É isso que vamos fazer: um novo renascer“, afirmou Mahomed Adamo Mussá.

Os acionistas da operadora de telecomunicações móveis e fixas aprovaram, em maio, uma Comissão de Gestão, planos de revitalização da empresa e de redução de custos, a par de um estudo de rentabilização de centros de custos.

A administração mostrou crescimentos em vários indicadores com a inclusão de novos produtos e explicou que o projeto de expansão e modernização da rede de telecomunicações da Tmcel, orçado em 132 milhões de dólares (123 milhões de euros) e financiada pelo Eximbank da China, com conclusão prevista para maio de 2024, já foi executado a 57%, o que implicou, entre outros investimentos, a instalação de mais 778 antenas de transmissão do sinal de telecomunicações, numa previsão de 1.350.

Ainda no âmbito da modernização e expansão da rede, iniciada em janeiro de 2022, após “quase dez anos sem investimento“, a Tmcel, que opera uma rede de suporte de 7.600 quilómetros de fibra ótica e de 8.500 quilómetros de redes de acesso, já aumentou a cobertura de banda larga de 10 para 400 gigabits por segundo (Gbps).

“Já cobrimos todas as províncias do país, cumprindo assim com o nosso compromisso feito em setembro último de modernizar a rede de Lichinga e introduzir o 4.5G nesta cidade capital“, acrescentou Adil Ginabay. A entrada em funcionamento da nova rede na capital da província de Niassa acabaria por ocorrer em 8 de dezembro.

Atualmente, a quota de mercado da Tmcel em Moçambique é de 10 a 12%, em termos de clientes ativos, mas o objetivo assumido pela comissão de gestão passa por ultrapassar os 25% a médio prazo.