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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026
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Uma em cada três pessoas diz que Inteligência Artificial lhe tirará o emprego

Um relatório levado a cabo pela Boston Consulting Group (BCG) indica que uma em cada três pessoas acredita que o seu emprego será eliminado pela introdução de Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho.

O relatório, com o título ‘AI at Work: What People Are Saying’, teve como ponto de partida um inquérito realizado a 12.800 inquiridos em 18 países, tanto a trabalhadores como líderes e empresas. Serve notar que, enquanto 62% dos líderes e empresas se diz otimista com a tecnologia de IA, entre os trabalhadores apenas 42% espelha este sentimento.

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Para lidar com a entrada ‘em cena’ de IA, 86% dos trabalhadores diz que precisará de formação para aperfeiçoar as suas competências. Entre os trabalhadores, 14% diz já ter recebido a formação necessária para atualizar as respetivas competições, enquanto 44% dos líderes diz já estar preparado para a chegada da IA.

O relatório nota também que 71% dos participantes acredita que a IA terá recompensas, mas, para que esta tecnologia seja implementada, 79% diz que é necessário promulgar regulamentações específicas.

A transformação financeira em África: pagamentos digitais impulsionam o progresso

Não há como negar a contínua relevância do dinheiro em espécie em África. Segundo a McKinsey, o numerário ainda representa aproximadamente 90% de todos os pagamentos em todo o continente. No entanto, estamos a testemunhar uma transformação em curso, à medida que um número crescente de empresas e consumidores abraçam a era dos pagamentos digitais.Uma pesquisa divulgada em 2022, por exemplo, mostra que 41% dos africanos efetuaram um pagamento digital em 2021, em comparação com 27% em 2017. O crescimento destes pagamentos é importante tanto para os africanos comuns como para as empresas que operam no continente. Para os primeiros, não só oferecem maior segurança e menor risco, como também podem ser um ponto de acesso vital a outros serviços financeiros formalizados. As empresas que adotam os pagamentos digitais, por sua vez, podem esperar obter poupanças de custos, um processamento de pagamentos mais rápido, uma manutenção de registos simplificada, uma maior segurança e uma melhor experiência do cliente, entre outras coisas.

Mas não são os únicos a beneficiar dos pagamentos digitais. O aumento da sua utilização e adoção também beneficia os países em que esses pagamentos são efetuados. Eis como:

Colher os frutos de consumidores e empresas capacitados

Alguns dos maiores benefícios que os países podem esperar obter são uma consequência direta dos benefícios obtidos pelos consumidores e pelas empresas.

A melhoria dos dados e da manutenção de registos que os pagamentos digitais oferecem às empresas, por exemplo, também facilita-lhes o acesso a financiamento formal de bancos e outros credores institucionais. Isto significa que podem tirar partido da melhor experiência do cliente que os pagamentos digitais oferecem para se expandirem e crescerem. Por sua vez, isso significa mais crescimento económico, mais empregos e mais receitas fiscais.

Entretanto, no que respeita aos consumidores, os benefícios são múltiplos, mas a inclusão financeira proporcionada pelos pagamentos digitais é especialmente importante. Incentivar os pagamentos digitais pode ajudar a promover a inclusão financeira, proporcionando acesso a serviços bancários e financeiros a populações carenciadas. Isto, por sua vez, ajuda a reduzir a desigualdade de rendimentos e a apoiar o desenvolvimento económico, o que, por sua vez, resulta numa base fiscal ainda mais alargada.

Um dos outros efeitos positivos decorrentes da utilização generalizada dos pagamentos digitais é o facto de os governos terem muito mais dados à sua disposição. Estes dados podem fornecer informações valiosas sobre as tendências económicas e o comportamento dos consumidores. Os governos podem também utilizar estes dados para o planeamento económico, a formulação de políticas e a tomada de decisões.

Os bancos centrais, por sua vez, podem beneficiar dos dados gerados pelos pagamentos digitais para tomar decisões mais informadas sobre política monetária, taxas de juro e objetivos de inflação, contribuindo para a estabilidade económica.

Benefícios diretos

O aumento da utilização de pagamentos digitais tem também benefícios diretos.

Os governos podem, por exemplo, racionalizar os seus processos financeiros aceitando pagamentos digitais para serviços como impostos, coimas e taxas. Isto pode reduzir os custos administrativos e melhorar a eficiência. Os sistemas de pagamento digital podem também ser utilizados para melhorar a prestação de serviços públicos, tornando-os mais eficientes e acessíveis aos cidadãos.

Outra grande vantagem que os pagamentos digitais oferecem aos países é o facto de os pagamentos com características de segurança robustas poderem ajudar a reduzir a fraude e a corrupção, o que pode ter um impacto significativo nas finanças públicas e na confiança do público.

O crescimento dos pagamentos digitais pode, além disso, impulsionar os investimentos em infraestruturas tecnológicas, incluindo o acesso à Internet e os sistemas de processamento de pagamentos digitais, o que pode beneficiar outros sectores da economia. Isto para não falar do facto de os pagamentos digitais permitirem transações internacionais mais simples, reforçando ainda mais a economia ao estimular o comércio.

Todos estes benefícios contribuem para o desenvolvimento económico, a estabilidade financeira e a melhoria das operações governamentais, promovendo, em última análise, o bem-estar geral de um país.

Maximizar os benefícios

Para que os países africanos possam colher todos os benefícios dos pagamentos digitais, precisam de garantir que têm as condições adequadas. Embora parte disso signifique garantir a existência de ambientes regulamentares que favoreçam os pagamentos digitais seguros (algo que um número crescente de governos africanos está a fazer), não se trata apenas disso.

Os governos podem, por exemplo, trabalhar com o sector privado para impulsionar o crescimento dos pagamentos digitais. Isso significa trabalhar em conjunto para fornecer apoio, financiamento e caixas de areia regulamentares para incentivar o crescimento de startups FinTech que oferecem soluções inovadoras de pagamento digital.

O Banco de Reserva da África do Sul (SARB), por exemplo, criou uma unidade fintech para regular e apoiar a inovação fintech. A unidade desenvolveu a posição inicial do banco central sobre as estruturas de facilitação da inovação (tais como unidades de orientação regulamentar e “sandboxes”) e também tomou iniciativas como o acolhimento da parte sul-africana do Global Fintech Hackcelerator, o Projeto Khokha.

Este tipo de assistência, juntamente com os conhecimentos e recursos financeiros pré-existentes do país, ajudou a criar um ambiente em que algumas das startups de fintech do país estão classificadas entre as melhores do mundo e em que o país é responsável por 40% de todas as receitas de fintech em África.

Entretanto, numa perspetiva transcontinental, aspetos como a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) levaram os países a melhorar as infraestruturas de pagamentos digitais transfronteiriços para simplificar o comércio intra-africano.

Isto inclui esforços para harmonizar os sistemas de pagamento e reduzir os custos das transações transfronteiriças. Talvez o mais destacado desses esforços seja o Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS).

Mencionado pela primeira vez em 2019 e lançado em 2022, o sistema foi concebido para garantir que os facilitadores de pagamentos (sejam bancos ou fintechs) possam se conectar a ele e fazer pagamentos instantâneos e seguros em nome dos seus clientes. É, por outras palavras, um excelente exemplo de uma maré alta que levanta todos os barcos proverbiais.

Muito espaço para crescimento

Embora o numerário continue provavelmente a desempenhar um papel importante no panorama dos pagamentos em África, deve ser claro que a utilização e a importância dos pagamentos digitais só irão aumentar nos próximos anos. Uma vez que parte desse crescimento será orgânico, os benefícios de níveis elevados de pagamentos digitais para os países individuais e para o continente como um todo o são demasiado significativos. Por conseguinte, é fundamental que os intervenientes públicos e privados façam tudo o que estiver ao seu alcance para incentivar a sua adoção.

X/Twitter vai ter chamadas de áudio e vídeo…, mas só para assinantes Premium

O dono da rede social X (ou Twitter), Elon Musk, já adiantou que a empresa estava a trabalhar para lançar a capacidade de realizar chamadas de voz e vídeo na plataforma. Pois bem, graças a imagens que mostram o código da X é possível vermos que esta novidade será exclusiva de subscritores.

As fotografias foram partilhadas pelo investidor Chris Messina na sua página na rede social Threads, que indica que será possível receber chamadas de voz e de vídeo de pessoas que seguem, dos seus contactos ou apenas de utilizadores verificados.

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Além disso, nas fotografias também está claro que as chamadas de voz e vídeo são uma funcionalidade ‘premium’” e que os utilizadores estarão obrigados a “subscrever para terem acesso.

Não se sabe ainda quando é que a X vai lançar estas funcionalidades na sua app, mas, tendo em conta que já se encontram sinais na app, é possível que o lançamento oficial aconteça em breve.

Huawei e ISPTEC lançam formação sobre Segurança Cibernética e Proteção

Começou esta terça-feira(26), em Luanda, uma formação em Segurança Cibernética e Proteção da Privacidade junto do Instituto Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), organizado pela Huawei Angola.

Segundo comunicado enviado ao Jornal Angola, a formação é na parceria da Huawei Angola e o ISPTEC que visa no domínio de formação de estudantes no sector das TICs desde 2020, que, recentemente, renovou a sua licença com a multinacional com o objetivo de ministrar às direções técnicas voltadas a várias áreas, nomeadamente: AI, Big Data, Computação em Nuvem, Serviço em Nuvem, Comunicação de Dados, Computação Inteligente, IoT, Segurança, Armazenamento, e WLAN até 2024.

De informar que muito recentemente, a empresa chinesa abriu inscrições para 10 mil vagas gratuitas nos cursos da área das telecomunicações, tecnologias e comunicação.

O ciclo formativo ira abranger de setembro a dezembro de 2023, onde a ação de formação que prevê capacitar cerca de 10 mil técnicos, resulta do acordo de cooperação recentemente rubricado entre as duas instituições, e visa contribuir para o desenvolvimento técnico e tecnológico do país, através da formação e capacitação de jovens talentos e especialistas angolanos.

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Assim, entre os meses de setembro e dezembro, serão ministrados no formato híbrido (presencial e virtual), sendo o presencial em Luanda – Talatona, no Centro Tecnológico da Huawei, três (3) cursos intensivos, nomeadamente:

a) Operações de DataCenter em Nuvem;

b) HCIA-Datacom;

c) Big Data.

Hackers’ alegam ter comprometido sistemas da Sony

Um grupo de piratas informáticos diz ter invadido e comprometido os sistemas da Sony num novo ciberataque, pode ler-se num artigo da revista australiana de cibersegurança Cyber Security Connect partilhado esta segunda-feira, dia 25.

Como adianta o site Kotaku, os sistemas da PlayStation terão sido comprometidos por um grupo de nome Ransomed.vc – um novo grupo de ‘hackers’ que opera desde o início e que será alegadamente formado por membros de outros fóruns e grupos da ‘dark web’.

MAIS: Como mitigar o aumento dos incidentes cibernéticos em África

Alegadamente, o ciberataque resultou na obtenção de uma apresentação interna de PowerPoint, ficheiros Java e também um documento com 6 mil ficheiros. Parece que a intenção do grupo seria pedir um resgate à Sony para recuperar os documentos, mas, aparentemente, a tecnológica japonesa não manifestou interesse em fazê-lo.

“Comprometemos com sucesso todos os sistemas da Sony. Não vamos pedir resgate. Vamos ver os dados. A Sony não quer pagar. Os dados estão à venda. Vamos vendê-los”, pode ler-se na mensagem partilhada pelo Ransomed.vc, com o grupo a ter deixado os respetivos contactos para a Sony e ter dado o dia 28 de setembro como prazo de validade.

Depreciação do kwanza elevou os custos das empresas de telecomunicações, afirmam gestores

A depreciação do kwanza nos últimos tempos tem tornando os custos das empresas de telecomunicações no país mais elevados, já que grande parte dos fornecedores são estrangeiros, segundo os preletores de uma mesa-redonda com o tema “Os desafios das infraestruturas, financiamentos e novos conceitos digitais”, no VI Fórum Telecom do Jornal do Expansão.

Para os painelistas do evento, a instabilidade da moda nacional depois da flexibilização do câmbio, em 2018, não só aumenta os custos das empresas das telecomunicações, como também condiciona novos investimentos em infraestruturas e dificulta os financiamentos. Assim, para seguir o processo de digitalização que ocorre em todo o mundo, os players procuram manobras enquanto não ajustam os preços.

Segundo o CEO da Unitel, Miguel Geraldes, a empresa já se depara com o problema da depreciação do kwanza há cinco anos, uma vez que uma parte dos investimentos exige capital estrangeiro e os fornecedores também são estrangeiros, o que obriga a empresa a refazer os cálculos sempre que a moeda nacional deprecia.

O que aconteceu com kwanza num mês, para nós significa refazer totalmente as contas. Agora resta-nos saber até que ponto conseguimos aguentar financeiramente este nível, que de facto, é um desafio“, disse o gestor.

O responsável não descarta a possibilidade de reajustar os preços nos próximos tempos, uma vez que a depreciação tem sido recorrente.

O negócio das telecomunicações em todas as operadoras em Angola era de três mil milhões de dólares, hoje não estamos a conseguir chegar a mil milhões de dólares. É preciso que se tome conhecimento do que estamos a falar“, reiterou.

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Já Gonçalo Farias, administrador da Africell, argumenta que ainda há muita coisa para se consertar antes de se avançar com uma possível subida dos preços, já que com a inflação crescente que se tem verificado, os rendimentos líquidos das famílias também baixaram.

O rendimento líquido disponível que é alocado para o consumo de telecomunicações tem vindo a decrescer, portanto, as pessoas têm menos poder de compara“, afirmou.

Ainda na sua abordagem, o gestor reitera que os orçamentos das empresas das telecomunicações são feitos de forma a que haja capacidade para absorver choques externos. E para haver alterações no preço tem de haver uma concertação entre os players e o regulador.

Tem de se perceber os ciclos, conversar com o regulador e consertar decisões. No fundo, é nivelar e sermos proporcionais àquilo que está a acontecer“, argumentou.

Já Carlos Pinho, da Quality, entende que para além da instabilidade do kwanza, o atual cenário macroeconómico condiciona o acesso ao crédito e o desempenho das empresas do sector. “O financiamento é um processo doloroso, não porque os bancos não se disponibilizem a financiar quando percebem que o projeto é sólido e dá garantias de cumprir com as suas obrigações, mas pelo desafio económico”, disse.

Google e BAD assinam parceria para promover a transformação digital em África

O Banco Africano de Desenvolvimento e a Google formalizaram, recentemente, um acordo para promover a transformação digital em África, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A carta de intenções, assinada entre as duas entidades, sublinha o compromisso partilhado de aproveitar as tecnologias emergentes, alargar e melhorar as infraestruturas e aperfeiçoar o talento e as competências no continente.

As partes têm um historial de promoção do desenvolvimento digital. Ao longo da última década, o Banco Africano de Desenvolvimento investiu 1,9 mil milhões de dólares em projetos que fomentam o desenvolvimento de infraestruturas de banda larga, políticas favoráveis e ambientes regulamentares, competências digitais e startups de tecnologia inovadoras.

A nossa jornada, desde uma penetração de 2% da telefonia em 1998 até à era atual de 4G, 5G e IA significa um imenso progresso. Com 70% dos africanos subsaarianos com menos de 30 anos, o nosso foco é catalisar as empresas, para criar empregos e oferecer soluções inovadoras”, disse o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina.

2Africa só começa a funcionar no II trimestre de 2024

O cabo submarino 2Africa operado pela Unitel só começa a funcionar no segundo trimestre de 2024, anunciou o CEO da operadora nacional, Miguel Geraldes, que falava durante a mesa-redonda do VI fórum telecom do Expansão.

Segundo o responsável, o cabo submarino vai trazer uma conectividade de 25 terabits por segundo, enquanto o País na totalidade consome no máximo 300 bits por segundo.

Estamos a fazer um investimento que tem uma capacidade de quase 100 vezes mais do que temos cá hoje“, disse abordando o tema “Os Desafios das Infraestruturas, Financiamentos e Novos Conceitos Digitais”.

Proveniente de Londres, o 2Africa é um produto que resulta do consórcio entre a Vodafone, WIOCC, China Mobile Internacional, MTN, Orange, Telecom Egypt, STC, Meta (empresa responsável pelo Facebook e Whatsapp) e a Unitel. O projeto tem como missão aumentar a capacidade, qualidade e disponibilidade de ligação de Internet entre os três continentes.

Assim, a oportunidade de negócio levou a Unitel a investir cerca de 50milhões USD na ligação ao cabo submarino 2Africa, um dos maiores do mundo, sendo gerido por um consórcio internacional que envolve dezenas de empresas em vários países.

Para além do tráfego interno, a maior operadora de telecomunicações do País também pretende captar novos negócios com as ligações de fibra óptica que conectam Angola com a Zâmbia e o Botswana, países que não têm acesso ao mar e, por essa razão, aos cabos submarinos de forma direta.

Com 45.000 Km de extensão, o 2Africa é o maior cabo do mundo e irá conectar 33 países, com 46 pontos de amarração em toda a África, Europa e Ásia. A Alcatel Submarine Networks (ASN) é responsável pela fabricação e implantação do cabo de 16 pares de fibras ópticas.

O 2Africa chegou a Luanda no final de julho deste ano. Ponto de amarração está situado em Cacuaco e abre novas perspetivas para a contratação de tráfego internacional de telecomunicações à operadora Unitel, que realizou o investimento e passa dessa forma a ser concorrente da Angola Cables.

Luanda também é um ponto de aterragem do cabo SAT-3/WASC de 2002, que liga a África do Sul à Espanha e Portugal. Mais ao sul, Sangano é o ponto de aterragem dos sistemas de cabos South Atlantic Cable System (SACS) e West Africa Cable System
(WACS), lançados em 2018 e 2012, respetivamente.

SpaceX terá perdido mais de 200 satélites da Starlink nos últimos 2 meses

É graças à SpaceX que a Starlink tem conseguido aumentar exponencialmente a sua rede de satélites de órbita baixa terrestre. Estes oferecem o serviço de acesso à Internet que muitos usam fora dos locais de acesso garantido. Agora, do que é revelado, estes satélites estão com algum problema, com a SpaceX a ter perdido mais de 200 satélites da Starlink nos últimos 2 meses.

Ainda que possa não parecer normal, a perda de satélites pela Starlink é algo recorrente e que acontece naturalmente. A sua vida útil, ainda que grande, acaba por expirar por diversos fatores e estes caem na direção da terra, num processo que acaba antes de tocarem no solo.

Este processo parece agora ter sido acelerado por um qualquer fator externo, com mais de 200 satélites da SpaceX a serem perdidos. Este número foi apresentado pelo site satellitemap.space, que acompanha e monitoriza estes ativos da Starlink.

Esta é a primeira vez que a Starlink perde um número significativo de satélites num curto espaço de tempo. Essas são normalmente causadas por explosões solares que resultam em mudanças na órbita e danificam ou destroem estes elementos.

Não se sabe a natureza destes satélites, pois o seu modelo não é claro. Se forem os satélites Starlink mais recentes que a SpaceX lança regularmente, então a empresa terá de realizar pelo menos nove lançamentos do Falcon 9 da SpaceX para compensar os perdidos.

SpaceX Starlink satélites Falcon 9

Este mesmo site mostra que em 15 de julho, 353 satélites Starlink queimaram ao reentrar na atmosfera. Esse número saltou em mais de 200 para 568 satélites nas últimas leituras. A título de comparação, apenas 248 arderam no início deste ano, pelo que o número destruído durante os últimos dois meses é superior ao valor dos primeiros sete meses do ano.

Não se conhecem as razões para esta perda de satélites, mas a SpaceX e a Starlink vão ter de acelerar os lançamentos para cobrir estas falhas. A mudança nos satélites feita recentemente veio alterar o número que os Falcon 9 transportam, aumentando assim a necessidade de voos para compensar a diferença.

4 mil candidatos para o check-in na Escola da Rede 42 em Luanda

Mais de quatro mil e quatrocentos candidatos foram selecionados para integrar a fase de check-in da Escola da Rede 42 no país, uma das melhores em programação do mundo e que dispensa a presença de professores, em que se aprende de forma diferente assente no trabalho em equipa e em projetos práticos (gamificação), em vez de uma formação teórica, ganhando-se pontos e passando-se de nível, como se fosse um jogo.

Segundo o comunicado enviado, os estudantes foram selecionados não por terem conhecimentos prévios de programação, mas sim pela capacidade de lidar com a pressão e o raciocínio, através de jogos de lógica online.

Os candidatos foram selecionados de um total de mais de 22 mil inscrições.

Entre 26 de setembro até à última semana de outubro, indica, os candidatos vão visitar a 42 Luanda para conhecer a escola, a metodologia e o ambiente.

Divididos em diferentes sessões, os candidatos vão agora visitar as instalações da Escola 42 até ao final do mês de outubro.

MAIS: Consultório MenosFios: Eis tudo o que deve saber sobre a escola de programação Rede 42

O check-in é imprescindível e obrigatório para que os candidatos possam integrar a Piscina, uma etapa em que serão apresentadas as bases da programação e a importância de trabalhar em equipa neste modelo de aprendizagem.

Para o efeito, lê-se na nota, os candidatos devem chegar uma hora antes da sessão de check-in em que estão inscritos e fazer-se acompanhar de um documento de identificação válido e do seu código QR.

Angola é o primeiro país da África Subsariana a adotar esta plataforma transformadora, sendo que os seus primeiros alunos candidataram-se a partir de Luanda, Portugal, França, Cuba, Brasil, República Democrática do Congo, Reino Unido e Índia.

Para os novos candidatos que pretendam integrar a Escola 42 Luanda ou os candidatos que não tenham realizado os jogos anteriormente têm ainda a possibilidade de fazer a sua inscrição e a realização dos testes, uma vez que as candidaturas se manterão abertas.