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Terça-feira, Fevereiro 24, 2026
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USAID e Africell lançam projeto para apoiar o desenvolvimento de sistema de pagamentos digitais

Com o objetivo de promover o dinheiro digital em Angola, a operadora de telefonia móvel Africell e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), lançaram no princípio desta semana o projeto “Dinheiro digital é melhor”, num investimento aproximado de 10 milhões de dólares.

Segundo o que foi revelado no lançamento do serviço inovador, o “Dinheiro digital é melhor” visa realçar a importância do dinheiro digital, nomeadamente no que diz respeito ao envio e à receção monetária.

O projeto vai ainda focar-se na melhoria e na expansão da utilização de aplicações de dinheiro móvel e no apoio ao Governo de Angola para aumentar a inclusão financeira, contando com um financiamento de quase cinco milhões de dólares da USAID e outro tanto da Africell.

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Nos últimos tempos o dinheiro virtual é uma ferramenta comprovada para a capacitação financeira, mas os seus benefícios são muito pouco explorados em Angola, em comparação com o resto de África. Através do projeto “Dinheiro Digital é Melhor”, o Governo dos EUA, através da USAID – US Agency for International Development irá apoiar o desenvolvimento de um sistema de pagamentos digitais que beneficie o povo angolano, permitindo-lhe efetuar e receber pagamentos na ponta dos dedos. O projeto irá também promover a inclusão e a literacia financeira, com enfoque no benefício das mulheres e pequenas empresas.

O Dinheiro Digital é Melhor da USAID é um investimento de quase 5 milhões de dólares em infraestruturas de rede móvel, e faz parte do compromisso do Presidente Biden na Cimeira do G7 de 2023 de apoiar o desenvolvimento do Corredor do Lobito através da Parceria para infraestruturas e Investimentos Globais #PGII, e o compromisso do Governo dos EUA de apoiar o desenvolvimento económico e a criação de empregos em Angola.

Instagram vai informar os utilizadores sobre conteúdo gerado por IA generativa

Segundo novos rumores, o Instagram estará a desenvolver uma nova etiqueta concebida para ajudar os utilizadores a identificarem conteúdos criados ou modificados por inteligência artificial generativa.

De acordo com dados avançados pelo developer e “informador” Alessandro Paluzzi no Twitter (agora X), a etiqueta dará a conhecer se os criadores das publicações utilizaram IA para criar o conteúdo apresentado.

MAIS: Instagram testa chatbot de IA para interagir com usuários

Como é possível ver na imagem partilhada pelo “informador”, a etiqueta inclui uma breve explicação sobre o que é a tecnologia de IA generativa, assim como uma ligação onde os utilizadores poderão ver mais sobre como a Meta pode ajudar a compreender como a IA funciona nos seus produtos.

Para lá do foco no metaverso, a empresa liderada por Mark Zuckerberg também tem feito grandes investimentos em IA. Ainda na semana passada, a tecnológica, em colaboração com a Microsoft, lançou a mais recente geração do seu modelo de IA, o Llama 2. Dias antes, a empresa revelou o CM3leon, uma solução de IA generativa que transforma texto em imagens.

Em abril, durante a apresentação dos resultados financeiros da empresa para o primeiro trimestre do ano, Mark Zuckerberg deu a conhecer que a Meta estava empenhada na sua estratégia em torno da IA.

Para o responsável, os avanços recentes da tecnologia eram uma “oportunidade para apresentar agentes de IA a milhares de milhões de pessoas de diferentes formas úteis e significativas”.

Mais recentemente, surgiram novos dados que indicam que o lançamento destes agentes de IA pode estar próximo. Como avança o Financial Times, esta será uma funcionalidade com chatbots integrada nas plataformas na empresa que poderá chegar já no próximo mês.

Constantes assaltos em táxis por aplicativo preocupa cidadãos

Vários cidadãos angolanos denunciam uma “onda de assaltos” ao utilizar o serviço de táxi por aplicativo, relatando o medo e insegurança enquanto utilizam esse meio de mobilidade inovador.

Segundo a TV ZIMBO, numa reportagem especial, frisa que muitos cidadãos nunca sabem quando serão vítimas de bandidos ao utilizar o serviço de táxi por aplicativo, onde alguns já pensam em desistir ao utilizar o serviço.

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De acordo com o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, Nestor Goubel, as ocorrências de assaltos ao utilizar o serviço de táxi por aplicativo só aumentam nos últimos tempos, sendo que muitos passageiros falam de tentativas de assaltos e de violações sexuais.

Os passageiros afirmam que há alguns motoristas disfarçados e que são autênticos criminosos, onde na realização das suas ações utilizam armas de fogo e brancas.

Atualmente, Angola conta com vários serviços de táxi por aplicativo, com destaque para Yango, Heetch, UGo, Kubinga, Tupuca e outros.

Apenas 23% da população moçambicana tem acesso à internet no país

A internet beneficia apenas 23% da população moçambicana e somente 50% tem acesso aos serviços de telecomunicações, onde o Governo do país compromete-se a melhorar estes indicadores.

Os dados revelados na última reunião do Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, que visou refletir sobre as atividades do sector, onde se constatou que houve, em termos de produção, um crescimento nominal na ordem de 11,8% de janeiro a outubro de 2022.

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Neste Conselho Coordenador, constatámos que, no balanço da produção do sector, registámos um crescimento nominal na ordem de 11,8% de janeiro a outubro de 2022, ultrapassando a meta fixada de 5%, para o ano de 2022”, disse Mateus Magala, Ministro dos Transportes e Comunicações.

Ainda naquele evento que decorreu em Maputo e juntou quadros do Ministério dos Transportes e Comunicações de todo o país, discutiu-se a sinistralidade rodoviária que vem causando muitas nas estradas nacionais e decidiu-se que o trabalho ser integrada e multissectorial.

EMIS. Kwik vai marcar o futuro dos pagamentos de retalho em Angola

A plataforma Kwık-Kwanza Instantâneo (KWIK) vai marcar o futuro dos pagamentos de retalho, em linha com o que tem surgido pelo resto do mundo, premiando a adoção das novas tecnologias como o telemóvel, na opinião de José Matos, Presidente da Comissão Executiva da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).

Falando na 17.edição do Banca em Análise, estudo que se tem assumido como uma das principais iniciativas da Deloitte Angola, o gestor frisa que o Kwik “passa a ser o meio primordial para a utilização deste novo instrumento de pagamento, a transferência instantânea“.

Pela primeira vez, um sistema de pagamentos reúne num mesmo sistema participantes bancários e não bancários, garantindo a interoperabilidade entre estes dois mundos, trazendo inúmeros benefícios para o sistema de pagamentos e a população em geral. Ou seja, num mesmo sistema, será possível juntar o que comumente chamamos de Pagamentos Móveis e as suas Carteiras Digitais, e o sector bancário tradicional, garantido, através do Arranjo e marca Kwik a interoperabilidade entre contas de pagamento e contas bancárias“, disse José Matos.

MAIS: [FILDA 2023] EMIS lança KWIK para incluir pessoas fora sistema financeiro

Para o responsável, o objetivo é criar uma plataforma onde, os prestadores de serviços de pagamentos, cujo target é a população não bancarizada, possam transacionar e realizar inúmeras operações, prestando serviços inovadores e levando assim os serviços financeiros à camada da população menos servida.

Interessa ainda relembrar que este serviço de transferências se baseia não só no número de conta tradicional, o IBAN, mas ainda na utilização de identificadores alternativos, como o número de telefone, o e-mail e outros, possibilitando a transferência de fundos utilizando apenas estes dados para a identificar a conta do destinatário“, frisou.

José Matos salienta que o KWIK pretende ser a próxima grande marca nacional de pagamentos, com acesso generalizado e constituir-se assim como o futuro dos pagamentos em Angola, contando com a chancela da EMIS, e tudo aquilo que isso significa, no respeito da segurança, fiabilidade e qualidade de serviço.

Threads perde 82% dos usuários ativos um mês após lançamento

A nova rede social da Meta, a Threads, foi lançada no dia 6 de julho e, na semana seguinte, conseguiu ultrapassar os 100 milhões de inscritos. Todavia, parece que os utilizadores têm passado cada vez menos tempo na rede social.

Diz a plataforma de análise de desempenho Sensor Tower que o número de utilizadores ativos por dia na plataforma teve uma queda de 82%, dados estes referentes ao dia 21 de julho. A empresa refere que, por dia, acedem à Threads apenas 8 milhões de pessoas. Muito menos do que o máximo de 44 milhões de pessoas que acederam à plataforma no dia 7 de julho.

MAIS: Threads ganha feed cronológico

Serve recordar que o fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, reconheceu na mais recente apresentação de resultados financeiros da empresa que a retenção de utilizadores da Threads era um problema, notando que a plataforma continuará a ser desenvolvida para melhorar esta questão.

Tupuca. startup angolana avança expansão na RDC

Mais de 20 mil pessoas na República Democrática do Congo utilizam os serviços da Tupuca, startup angolana que oferece aos seus clientes o serviço de Take Away e entrega ao domicílio de alimentos.

Segundo o CEO da startup, Erickson Mvezi, falando na margem da I edição do Fórum Económico Angola-RDC, o projeto inovador angolano gerou mais de 50 empregos, número que prevê aumentar para 100 nos próximos tempos.

 “O interessante deste mercado, é o poder de compra bastante alto, inclusive em relação ao nosso país”, frisou Erickson Mvezi, salientando que “o objetivo da empresa é continuar a ser pioneiro e a interligar os dois povos através das soluções digitais e logísticas”.

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Em um ano de expansão na RDC, o responsável frisa que várias pessoas utilizam os serviços de táxi e aplicativos de encomenda da Tupuca para lojas, mercados e restaurantes, onde o objetivo para os próximos tempos, são realizar mais de 400 mil por ano.

O nosso foco é criar uma solução inclusiva, estamos aqui para servir as outras empresas, um posicionamento positivo”, prosseguiu.

Depois vincou que a Tupuca pode elevar o nome de Angola e fazer parte da SADC.

Apple vai continuar a investir no desenvolvimento de Inteligência Artificial

O CEO da Apple, Tim Cook, adiantou na mais recente apresentação de resultados financeiros que a empresa continua a investir fortemente no desenvolvimento de Inteligência Artificial (IA).

O presidente executivo apontou até para o orçamento do departamento de investigação e desenvolvimento da empresa que, no último trimestre, ultrapassou os 20 mil milhões de euros.

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Todavia, um dos analistas mais respeitados em temas relacionados com a Apple, Ming-Chi Kuo, teceu comentários antes da apresentação de Cook onde referiu que não acredita que a empresa lance em breve o seu próprio rival do ChatGPT da OpenAI.

O progresso da Inteligência Artificial generativa da Apple está significativamente atrás da concorrência, notou Kuo, contrariando outros rumores que afirmam que a ‘Empresa da Maçã’ deverá apresentar nos próximos anos mais produtos relevantes para a área da IA.

Africell chega a província da Huíla

A partir da próxima quarta-feira, 16 de agosto, os cidadãos da província da Huíla já poderão usufruir todos os serviços da quarta operadora móvel em Angola, Africell, com a ativação das suas instalações de redes de infraestruturas para gerir as operações na província, com destaque para a cidade do Lubango.

Com a chegada Huíla, a Africell passa assim a funcionar em quatro regiões (com Luanda, Kwanza Sul e Benguela), sendo que a empresa espera chegar a mais três províncias até ao final do ano, nomeadamente Huambo, Cabinda e Zaire, numa altura em que já conta com mais de sete milhões de clientes em apenas um ano de operações.

Pelo que a redação da MenosFios apurou, a morosidade no processo de expansão da rede da Africell em todo o país não é devido a um problema financeiro, mas sim estruturais, bem como outras questões.

Temos que fazer obras em todas as províncias, temos que importar material, instalar, otimizar, licenciar e testar. Todo este trabalho leva tempo e a demora não tem a ver com a questão financeira“, disse Gonçalo Farias, administrador para estratégia da Africell.

Falando no V Fórum de Transformação Digital do Jornal Expansão, o gestor frisou também que as dificuldades se batem com a capacidade de assegurar que os fabricantes forneçam os equipamentos necessários no decurso das datas estipuladas, reiterando que existe uma grande procura de equipamentos de telecomunicações em todo o mundo.

Quanto a pressão feita pela comunicação social e pelos clientes sobre a Africell não ter cobertura nacional, Gonçalo Farias deixou como exemplo o caso da Unitel, que demorou três anos para se alargar para lá das fronteiras de Luanda e seis anos para atingir a cobertura nacional, ressaltando que a Africell opera há menos de um ano.

Moçambique com pouco investimento em tecnologias de informação, revela FSDMoç

 

O investimento em tecnologias de informação em Moçambique é “quase zero”, segundo a Diretora Executiva da FSDMoç, Esselina Macome, falando do contributo da tecnologia para captar investidores para a Bolsa de Valores de Moçambique.

A gestora deu exemplos de países como Uganda e Nigéria em que os investidores são captados através das empresas que usam a tecnologia de informação, tendo adiantado que são poucas as empresas que investem em tecnologias de informação no país.

A tecnologia pode jogar por dois lados, ou seja, para as próprias empresas, mas também facilitar os investimentos para outras. Em relação às tecnologias de informação em Moçambique, o investimento é quase zero, mas estamos a trabalhar no sentido de colocar as nossas empresas mais apetecíveis”, disse.

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Segundo a 6.Edição do Absa Africa Financial Markets Index aponta que Moçambique é um dos piores países para se investir devido aos altos impostos que também condicionam o desenvolvimento do país. Na opinião da Diretora da Banca Corporativa e de Investimentos do Absa Bank Moçambique, Patrícia Darsam, a recente reforma fiscal, anunciada pelo Governo no âmbito das medidas de aceleração económica, deve impulsionar o desenvolvimento da economia e não só o sector fiscal.

O investidor interessa-se por aquele imposto que não o afeta diretamente que é o imposto sobre o rendimento que é gerado. Se é um investimento nacional ou estrangeiro que investe na bolsa, este imposto incide sobre esse rendimento é-lhe benéfico, mas não podemos olhar só para a questão desse imposto. A reforma fiscal deve ser algo que possa impulsionar o desenvolvimento da economia, não só no sector financeiro e no mercado de capitais, mas como um todo”, sublinhou.