
Investigadores de diferentes países, incluindo Angola e outros países africanos, já podem candidatar-se ao Academy Scholars Program, programa de pós-doutoramento da Harvard Academy for International and Area Studies, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
A oportunidade é destinada a investigadores que tenham concluído recentemente o doutoramento ou que estejam em fase avançada de conclusão do PhD nas áreas das Ciências Sociais. Os seleccionados terão a oportunidade de desenvolver os seus projectos de investigação durante dois anos, em regime presencial, em Cambridge, Massachusetts.
Para a edição com início previsto para 1 de Agosto de 2027, podem candidatar-se investigadores que tenham concluído o doutoramento ou grau equivalente a partir de 1 de Agosto de 2025, assim como candidatos que estejam próximos de concluir a formação. O programa aceita candidaturas de todas as nacionalidades.
Os investigadores seleccionados receberão um auxílio anual de 80 mil dólares, acrescido de 6 mil dólares por ano para apoio à investigação.
A cada edição, são seleccionados cerca de cinco a seis Academy Scholars, que passam a integrar a comunidade académica da Harvard Academy e têm acesso a actividades académicas, apoio à investigação e acompanhamento de investigadores seniores.
Entre as áreas elegíveis estão Antropologia, Economia, Geografia, História, Relações Internacionais, Direito, Ciência Política, Políticas Públicas, Sociologia, Psicologia e Estudos Sociais, entre outras.
Também são aceites projectos relacionados com estudos regionais, incluindo Estudos Africanos, desde que estejam enquadrados numa das áreas das Ciências Sociais consideradas elegíveis.
Os interessados devem submeter as candidaturas até às 23h59 de 18 de Setembro de 2026, no horário de verão do Leste dos Estados Unidos (EDT). As cartas de recomendação poderão ser enviadas até 28 de Setembro.
O processo inclui currículo vitae, proposta de investigação com até 2.000 palavras, um trabalho académico em inglês com no máximo 50 páginas, histórico académico do doutoramento e três cartas de recomendação.
Todos os documentos devem ser submetidos online, em formato PDF.
Os candidatos que chegarem à fase final deverão estar disponíveis para uma entrevista presencial, prevista para 4 de Dezembro de 2026. Os resultados deverão ser anunciados ainda em Dezembro.
A iniciativa representa uma oportunidade para investigadores africanos desenvolverem projectos de investigação em áreas ligadas às questões sociais, económicas, políticas e históricas, integrando uma comunidade académica internacional de referência.
Mais informações e inscrições aqui: https://academy.wcfia.harvard.edu/programs/academy_scholar

Para muitos pequenos comerciantes angolanos, aceitar pagamentos digitais começa por um obstáculo simples: conseguir acesso a um TPA. Entre equipamento, processos de adesão e limitações de mobilidade, a aceitação de pagamentos electrónicos continua pouco acessível para negócios que trabalham no dia-a-dia com margens reduzidas.
O novo relatório “Cyber Security Report 2026”, da Check Point Research, coloca África no topo do ranking mundial de ciberataques: em 2025, as organizações africanas sofreram, em média, mais de 3.000 ataques por semana, o valor mais alto de todas as regiões do planeta, acima da Ásia-Pacífico, da América Latina, da Europa e da América do Norte.

Se alguma vez uma janela no seu computador lhe pediu para premir “Windows + R”, colar um texto e carregar em “Enter” só para “provar que não é um robô”, esteve a um passo de ser infectado. O novo relatório da Check Point Research revela que esta técnica, chamada ClickFix, cresceu cerca de 500% em 2025 e já foi identificada em quase metade de todas as campanhas de malware documentadas no mundo, tornando-se uma das ameaças mais comuns também para utilizadores comuns em Angola.





A região da África Austral foi apontada pelo relatório da INTERPOL como “a região mais digitalmente avançada e mais visada” do continente em 2025, em grande parte devido à elevada conectividade proporcionada pelos cabos submarinos e pelos centros de dados ali concentrados. Angola surge repetidamente citada como um dos países da região com maior exposição a diferentes tipos de Ciber – Ataques.
Angola foi identificada como o país africano com o maior volume de detecções de botnets em 2025, de acordo com o mais recente Relatório de Avaliação de Ciber-Ameaças Africanas da INTERPOL (INTERPOL African Cyberthreat Assessment Report 2026), publicado em Junho do corrente ano.

