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Hackers iranianos “miram” infraestruturas críticas dos EUA e já causam impactos operacionais

Um alerta conjunto de várias agências de segurança dos Estados Unidos aponta para uma nova onda de ciberataques atribuídos a grupos ligados ao Irão, com foco em sistemas que controlam infraestruturas críticas do país.

De acordo com o FBI, a NSA e a CISA, os hackers estão a explorar vulnerabilidades em sistemas industriais e plataformas de monitorização para comprometer serviços essenciais, como abastecimento de água, redes de energia, saneamento e operações governamentais locais.

As autoridades afirmam que os ataques já resultaram em interrupções operacionais e prejuízos financeiros, embora não tenham sido divulgados detalhes específicos sobre os alvos atingidos. O foco dos invasores está, sobretudo, em tecnologias utilizadas para gerir equipamentos de infraestrutura frequentemente baseadas em sistemas industriais conhecidos como ICS (Industrial Control Systems).

O alerta também conta com o envolvimento da Environmental Protection Agency e do Department of Energy, indicando a preocupação com possíveis impactos em setores estratégicos.

Especialistas em cibersegurança alertam que este tipo de ataque representa um risco crescente, sobretudo porque muitos destes sistemas.

FONTE: G1

IMA no Angola Quality Summit 2026 destaca impacto da IA na governação electrónica

O IMA participou na 1.ª edição do Angola Quality Summit 2026, um evento dedicado à promoção da qualidade, inovação e transformação digital, reunindo especialistas, instituições públicas e parceiros estratégicos para debater os desafios e avanços na modernização administrativa em Angola.

Durante o evento, o IMA, representado pelo Eng. Mário Domingos, Chefe do Departamento de Transformação Digital e Desenvolvimento Aplicacional, apresentou o tema “O Impacto da Inteligência Artificial, Desafios e Avanços na Governação Electrónica”, destacou o papel estruturante da Inteligência Artificial (IA) na optimização dos processos administrativos, na melhoria da eficiência dos serviços públicos e na centralidade do cidadão na prestação de serviços.

A intervenção evidenciou ainda os principais desafios associados à adopção da IA na Administração Pública, com enfoque na necessidade de reforço da conectividade, desenvolvimento de capital humano especializado, consolidação da infra-estrutura tecnológica e garantia de mecanismos adequados de protecção de dados e governação ética da tecnologia.

Samsung vai encerrar app de mensagens e reforça aposta no Google Messages

A Samsung anunciou que vai descontinuar o aplicativo Samsung Messages a partir de julho de 2026, orientando os utilizadores a migrarem para o Google Messages. A informação foi divulgada num comunicado oficial publicado pela empresa.

A decisão não chega como surpresa no sector tecnológico. Nos últimos anos, a Samsung já vinha a adoptar o Google Messages como aplicação padrão nos dispositivos da linha Galaxy, incluindo smartphones, tablets e wearables.

Com este passo, a gigante sul-coreana formaliza uma transição que vinha a acontecer de forma gradual, alinhando-se cada vez mais com o ecossistema da Google, especialmente no que diz respeito à comunicação via RCS (Rich Communication Services), que oferece funcionalidades mais avançadas em comparação ao SMS tradicional.

Apesar da mudança, a empresa garante que os utilizadores com dispositivos a correr Android 11 ou versões anteriores não serão afectados pelo encerramento do serviço, podendo continuar a utilizar o Samsung Messages normalmente.

A recomendação, no entanto, é clara: quem usa equipamentos mais recentes deve começar a adaptar-se ao Google Messages, que será o centro das comunicações nos dispositivos Galaxy daqui para frente.

FONTE: TECMUNDO

IPhone 17 Pro Max ganha destaque na Artemis II ao ser usado por astronautas para registar imagens no espaço

Fotos da Terra tiradas por astronautas foram feitas com iPhone 17 Pro Max (Imagem: Flickr/NASA)

A missão Artemis II, da NASA, que assinala o regresso de voos tripulados às proximidades da Lua, está a destacar-se não só pelos avanços na exploração espacial, mas também pelo uso de tecnologia de consumo, com o iPhone 17 Pro Max a assumir um papel de destaque a bordo.

Equipados com smartphones de última geração da Apple, os astronautas utilizam o iPhone 17 Pro Max para captar imagens e vídeos em ambiente de microgravidade, oferecendo uma nova forma de documentar a experiência no espaço. As primeiras imagens divulgadas mostram momentos inéditos dentro da cápsula Orion, incluindo a troca de dispositivos entre tripulantes em gravidade zero.

A iniciativa faz parte de uma estratégia da NASA para aproximar o público da realidade das missões espaciais, apostando em conteúdos mais autênticos, acessíveis e envolventes.

Além dos smartphones, a missão conta com câmaras de acção GoPro, instaladas no exterior da nave, nomeadamente nos painéis solares. Estes equipamentos permitem captar imagens da Terra, da Lua e da própria Orion, ao mesmo tempo que funcionam como ferramentas de apoio à monitorização e inspeção da estrutura.

No interior da nave, a documentação do dia-a-dia dos astronautas conta ainda com o apoio da National Geographic, numa parceria que pretende contar a dimensão humana desta missão histórica.

O uso do iPhone 17 Pro Max em órbita reforça uma tendência crescente: a integração de tecnologia do quotidiano em contextos extremos. Mais do que um simples dispositivo de comunicação, o smartphone transforma-se aqui numa ferramenta de registo, partilha e aproximação entre o espaço e o público na Terra.

FONTE: TECMUNDO

Ruanda acelera regulamentação das criptomoedas após 35 casos de fraude

De acordo com o documento oficial, a proposta de lei visa prevenir os riscos relacionados com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo, proteger os consumidores da natureza altamente especulativa dos activos digitais e garantir a integridade e a transparência do mercado. Tem ainda como objectivo preservar a estabilidade financeira, limitar os riscos sistémicos associados à crescente interligação entre os activos digitais e o sistema financeiro tradicional.

O projecto de lei introduz um quadro regulamentar estruturado, que inclui a criação de uma autoridade de supervisão encarregada de fiscalizar os prestadores de serviços de activos virtuais, em coordenação com o banco central. Abrange igualmente actividades essenciais, tais como plataformas de câmbio, serviços de conversão entre moedas fiduciárias e activos digitais, e ofertas públicas de criptoactivos, que estarão sujeitas a requisitos de divulgação reforçados.A iniciativa surge num contexto de crescente utilização de activos digitais, mas também de riscos crescentes. As autoridades ruandesas relataram vários casos de fraude relacionados com projectos falsos de activos digitais. De acordo com dados apresentados durante os debates parlamentares, o Gabinete de Investigação do Ruanda identificou 35 casos de esquemas piramidais e fraudes que envolveram as chamadas criptomoedas, e causaram perdas financeiras significativas ao público.

Ao estabelecer um quadro regulamentar específico, as autoridades pretendem reforçar as práticas do sector, fomentar a confiança nos serviços financeiros digitais e posicionar o Ruanda no mercado emergente de activos digitais de África. O projecto de lei será agora remetido à comissão competente para uma análise aprofundada, antes de uma eventual votação.

Angolano Xaciano Culandi cria “Mail Task” que converte e-mails em tarefas organizadas

A plataforma, criada em 2025, nasceu da convicção de que tecnologia deve servir à produtividade real, combinando engenharia de software de ponta com uma compreensão profunda dos processos empresariais para criar soluções que fazem a diferença no dia a dia das organizações.

Segundo Xaciano, o Mail Task resolve um problema muito específico, mas extremamente crítico, já que o e-mail virou uma lista de tarefas desorganizada.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões”, sustentou.

De acordo com Xaciano Culandi, a plataforma foi desenvolvida com Inteligência Artificial (IA) e lê o contexto da mensagem, identifica prioridade, categoriza e permite que o utilizador gerencie tudo como um sistema de produtividade, não como uma caixa de entrada caótica.

As pessoas passam horas a tentar decidir o que é importante, o que responder, o que ignorar, isso consome energia mental que deveria ser usada para pensar, criar e tomar decisões. Integramos a nossa plataforma com Outlook. É como se fosse uma assistente virtual”, apontou.

Actualmente, a Conexão Logística, empresa angolana que actua de forma inovadora no sector da logística e serviços integrados, revelou o jovem, já usa a plataforma para dinamizar os seus processos neste sentido.

Entretanto, avançou que existem duas empresas nacionais em fase de testes, nomeadamente a Tubostrans (prestadora de serviços sólida e inovadora para o próspero setor de petróleo e gás de Angola) e a InterSeguros (corretora de seguros angolana, em actividade desde 2007, especializada em gestão de riscos empresariais).

No entanto, na visão de Xaciano, “os países em desenvolvimento ainda enfrentam muitos problemas com sistemas tecnológicos burocráticos. Por isso, utilizamos Inteligência Artificial para que as pessoas trabalhem com mais clareza”.

Angola junta-se ao regresso tecnológico às missões tripuladas à Lua

Angola está a marcar presença num dos momentos mais relevantes da nova corrida espacial, ao integrar o lançamento da missão Artemis I, promovida pela NASA, que assinala o regresso de voos tripulados às proximidades da Lua após mais de 50 anos.

A delegação angolana, liderada por Zolana Rui João, director-geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional, encontra-se na Flórida, Estados Unidos, onde acompanha de perto o lançamento e participa nas etapas estratégicas que antecederam este marco tecnológico.

A participação de Angola está ligada à adesão aos Acordos Artemis, uma iniciativa internacional que define princípios para a exploração sustentável da Lua, Marte e outros corpos celestes, colocando o país dentro de um ecossistema global de inovação espacial.

Mais do que uma presença simbólica, o envolvimento do GGPEN permite acompanhar o desenvolvimento tecnológico, estratégico e diplomático da missão, aproximando Angola das principais potências e organizações que lideram a chamada “nova economia do espaço”.

Este posicionamento abre portas ao acesso a conhecimento especializado, transferência de tecnologia e desenvolvimento de competências nacionais nas áreas da ciência, engenharia e inovação, factores-chave para o crescimento do sector tecnológico no país.

A integração neste programa representa também um reconhecimento internacional dos avanços de Angola no domínio espacial, consolidando o seu papel entre os poucos países africanos envolvidos em iniciativas globais desta dimensão.

Com este passo, Angola reforça a aposta no espaço como um eixo estratégico para o desenvolvimento tecnológico, económico e científico, alinhando-se com as tendências globais que apontam para uma crescente digitalização e exploração comercial do espaço.

FONTE: JORNAL DE ANGOLA 

Gana moderniza o Cartão de Cidadão com pagamentos digitais incorporado

A Autoridade Nacional de Identificação do Gana (NIA), organismo oficial responsável pelo sistema nacional de identificação, integrou uma carteira digital no Ghana Card, o documento de identificação utilizado para serviços como o registo de cartões SIM e os pedidos de passaporte.

Anunciada pela primeira vez em setembro de 2025, a nova funcionalidade de pagamentos permitirá aos utilizadores usar caixas automáticas (ATM), efectuar pagamentos em lojas e em linha, realizar transações internacionais com mais de 200 países e aceder a serviços complementares, como seguros e assistência de emergência.

O objectivo da NIA é reforçar a inclusão financeira no país. O contexto justifica a iniciativa: em 2024, a taxa de penetração dos cartões de crédito no Gana situava-se nos 0,6%, com tendência de queda prevista até 2029.

Ao integrar uma carteira digital num documento de identificação emitido a nível nacional, o Gana procura eliminar barreiras e alargar o acesso da população aos serviços financeiros.

A carteira electrónica assenta naquilo que a NIA descreveu como uma visão tripartida para o Cartão do Gana: identificação, passaporte e pagamentos.

A identificação electrónica já se encontra em uso e o passaporte electrónico foi activado em 2022 o que, segundo a NIA, permitiu que o cartão passasse a ser aceite como documento de viagem em 197 países. Agora, com a entrada em funcionamento da carteira electrónica, completa-se a terceira vertente dessa visão.

O sistema não será controlado por um único banco ou instituição financeira. A NIA concebeu a carteira incorporada como uma plataforma unificada, aberta à integração de múltiplos bancos.

O Gana não é pioneiro na convergência entre identidade digital e serviços financeiros, países como a Estónia, a Dinamarca, Singapura e a Índia já dispõem de sistemas semelhantes, e em África, o Ruanda, a Nigéria e o Djibuti exploram soluções orientadas para a inclusão financeira. O que distingue o modelo ganês é a integração directa da carteira no cartão físico, que passa a funcionar como instrumento de pagamento autónomo.

Etiópia lança primeiro serviço policial inteligente em Adis Abeba

A Etiópia lançou o seu primeiro serviço policial inteligente na capital, Adis Abeba, marcando um passo importante na modernização das forças de segurança.

Segundo a Agência de Notícias Etíope, o sistema permite aos cidadãos aceder a diversos serviços por meio de quiosques digitais, incluindo o registo de ocorrências, envio de documentos e pagamento de multas.

A infraestrutura funciona 24 horas por dia e utiliza inteligência artificial e gestão centralizada de dados, garantindo maior rapidez no atendimento e redução de erros humanos.

O modelo conta com uma presença física reduzida de agentes, sendo que grande parte do apoio é prestado remotamente, assegurando acompanhamento contínuo dos casos.

As autoridades consideram a iniciativa como um projeto-piloto, com perspetivas de expansão para outras regiões do país.

FONTE: TECHINAFRICA

Apple completa 50 anos, de garagem a gigante da tecnologia.

Steve Jobs ajudou a criar a Apple em 1976, foi expulso em 1985 e voltou em 1997 para a reconstruir quando ela estava à beira do colapso. Tudo antes de as blusas pretas de gola alta se tornarem o seu uniforme.

Em 1976, numa garagem em Los Altos, nascia uma das empresas mais influentes da história. Fundada por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, a Apple não só acompanhou a evolução tecnológica como a definiu. A empresa começou com o Apple I, um kit montado à mão por Wozniak. Pouco depois, o Apple II tornou-se um sucesso comercial e ajudou a lançar a indústria dos computadores pessoais.

Jobs destacava-se pela visão. Não era engenheiro como Wozniak, mas percebia como ninguém a ligação entre tecnologia e experiência humana. Essa visão seria o fio condutor da Apple nas décadas seguintes.

A marca Apple deve o seu nome ao gosto de Steve Jobs por maçãs. A origem do logo da maçã mordida despertou inúmeros rumores, desde uma referência ao fruto proibido de Adão e Eva até uma homenagem ao matemático britânico Alan Turing.

Em entrevista à Forbes em 2018, o criador do logo, o designer gráfico americano Rob Janoff, revelou que recebeu apenas uma instrução quando lhe encomendaram o trabalho em janeiro de 1977: queria algo mais simples do que o primeiro logo da “Apple Computer”, uma ilustração de Isaac Newton sob uma árvore. “Não o faça bonitinho”, disse-lhe Jobs.

A Apple foi determinante em várias frentes. Democratizou a computação pessoal, simplificou interfaces, elevou o design a elemento central e criou um ecossistema onde hardware, software e serviços funcionam como um todo.

Hoje, conceitos como aplicações móveis, lojas digitais, interfaces intuitivas ou integração entre dispositivos são padrão. Em grande parte, porque a Apple os tornou desejáveis e acessíveis.