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Sábado, Fevereiro 7, 2026
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WhatsApp e Facebook dominam o ecossistema digital em Angola, aponta estudo da MIRA

O WhatsApp e o Facebook continuam a ser as plataformas digitais mais influentes em Angola, consolidando-se como pilares da vida online dos angolanos. A conclusão é do 17.º Estudo de Audiências da MIRA Pesquisa, que analisou os hábitos digitais da população em várias regiões do país.

Realizado nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Huíla, o estudo envolveu uma amostra representativa de mais de 11 milhões de angolanos com 15 ou mais anos, revelando uma forte dependência destas redes sociais para comunicação, informação e entretenimento.

Segundo os dados, o uso do WhatsApp e do Facebook supera de forma significativa outras plataformas digitais, confirmando o seu papel central no dia a dia dos cidadãos. Mais do que simples ferramentas de troca de mensagens, ambas assumem hoje um lugar de destaque como fontes de notícias, consumo de conteúdos e partilha de informação.

O relatório aponta ainda que estas plataformas têm impacto direto na forma como os angolanos se informam, constroem opiniões e interagem socialmente, refletindo uma mudança clara no padrão de consumo de media no país.

 

Nova Siri com IA será um chatbot integrado ao iOS 27, diz analista

A Apple prepara uma profunda reformulação da Siri. Segundo o analista da Bloomberg, Mark Gurman, a nova versão da assistente virtual será baseada em inteligência artificial generativa e funcionará como um chatbot totalmente integrado ao iOS 27.

A novidade deverá ser apresentada durante a WWDC (Worldwide Developers Conference) deste ano, evento anual da Apple que, tradicionalmente, acontece em Junho.

Diferente da Siri actual, a nova assistente terá uma interface semelhante à dos chatbots populares, como o ChatGPT e o Gemini, permitindo conversas contínuas, mais naturais e contextualizadas. A grande aposta da Apple está na integração profunda com o sistema operativo, tornando a Siri mais inteligente e útil no dia a dia dos utilizadores.

De acordo com Gurman, a nova Siri poderá interagir directamente com aplicações nativas da Apple, como Música, Podcasts, TV e até o Xcode, ferramenta usada por programadores. As interacções deverão acontecer tanto por texto como por voz, mantendo o contexto da conversa mesmo após vários comandos.

Actualmente, a Siri já aceita comandos por texto e voz, mas ainda apresenta limitações quando se trata de manter diálogos contínuos ou compreender pedidos mais complexos. A reformulação com IA generativa promete resolver essas falhas e elevar a experiência do utilizador dentro do ecossistema Apple.

O iOS 27 ainda não tem data oficial de lançamento, mas, seguindo o padrão da empresa, o sistema deverá ser revelado oficialmente durante a WWDC, em Junho, com lançamento ao público nos meses seguintes.

FONTE: TECMUNDO

WhatsApp redefine a identidade digital com nomes de utilizador

Esta inovação, embora aparentemente simples, redefine o conceito de identidade online, permitindo que indivíduos e empresas sejam encontrados e contactados sem a necessidade de partilhar o número de telefone. A novidade já está disponível na versão beta para Android, assinalando uma nova era para a comunicação na plataforma.

Pela primeira vez na história da aplicação, será possível estabelecer uma ligação e partilhar um contacto utilizando apenas um nome de utilizador, eliminando a dependência dos contactos guardados. Esta funcionalidade permitirá que cada pessoa ou entidade adote um identificador único, como @menosfios, que facilita a interação e a conexão com outros utilizadores.

Análise da Mudança e Implicações

A capacidade de criar um nome de utilizador personalizado oferece uma camada adicional de privacidade e controlo sobre a presença digital. Em vez de depender exclusivamente de contactos guardados, os utilizadores podem agora iniciar conversas e partilhar informações de contacto de forma mais segura e direta, utilizando apenas o seu nome de utilizador.

Esta actualização alinha-se com a crescente necessidade de proteger a vida digital, permitir que cada utilizador controle activamente como quer ser percebido e com quem deseja comunicar. Além disso, em grupos, o WhatsApp passará a exibir apenas o nome de utilizador de contactos não gravados, o que reforça a privacidade dos membros e minimiza a exposição de números de telefone.

A transição não se restringe aos utilizadores individuais. Empresas que dependem do WhatsApp para a comunicação têm até junho de 2026 para se adaptarem a esta nova realidade. Este desafio implica a actualização de sistemas, a revisão de estratégias de comunicação e a reavaliação de como os nomes de utilizador podem funcionar como uma extensão da sua marca digital.

“Já não se trata apenas de enviar mensagens, agora, trata-se de controlar como queremos ser vistos e com quem queremos falar.”

A implementação dos nomes de utilizador únicos pelo WhatsApp representa um passo importante para a evolução da identidade digital e da privacidade online.

Ao oferecer maior controlo e segurança, a plataforma adapta-se às exigências de um mundo cada vez mais conectado, impacta tanto a interação pessoal quanto as estratégias de comunicação empresarial. Esta mudança sublinha a importância de uma presença digital consciente e protegida.

TikTok vende maioria das operações nos Estados Unidos

Os novos proprietários, entre eles Oracle, MGX, Silver Lake e a entidade de Michael Dell, controlarão mais de 80% da nova entidade e garantir a continuidade do aplicativo popular nos Estados Unidos, de acordo com a ByteDance.

Desde 2019, o TikTok enfrentou tentativas de bloqueio por parte de legisladores, universidades, Exército e pela Casa Branca, numa sucessão de atritos na relação entre os Estados Unidos e a China nos domínios tecnológico e comercial. A aplicação tinha sido alvo de ameaças de proibição e um apagão temporário de 14 horas.

A operação foi negociada durante mais de um ano e põe fim a uma disputa legal que se prolongou por seis anos.

A venda foi antecipada em 18 de dezembro de 2025, informando-se na altura que três entidades terão 45% das participações, enquanto cerca de 33% ficarão nas mãos de subsidiárias dos principais investidores por etrás da ByteDance, que manteria o controle de aproximadamente 18% do restante das ações.

Utilizadores e influenciadores organizaram protestos e campanhas, durante o longo limbo jurídico, para manter ativa a plataforma, que conta com mais de 200 milhões de utilizadores nos Estados Unidos e se assumiu como um terreno importante na disputa entre as duas potências.

Angola aprova Proposta de Lei Contra Informações Falsas

Recentemente, o Governo Angolano enviou à Assembleia Nacional dois diplomas para combater as falsas informações na internet e outro para reforçar a cibersegurança. Na visão do Governo, os dois diplomas visam proteger o espaço digital, garantir informação confiável e criar órgãos especializados para enfrentar ameaças cibernéticas.

A Proposta de Lei contra Informações Falsas na Internet, com 97 votos a favor, 74 contra e três abstenções. Um diploma que foi amplamente discutido, com diferentes abordagens e manifestação de posições pelos deputados.

Durante o debate, o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, defendeu que o Estado e as famílias devem estar atentos ao elevado nível de disseminação de informações falsas na internet.

Governo autoriza 8,6 mil milhões de kwanzas para licenciamento de serviços Microsoft

Segundo o governante, o fenómeno das fake news não se limita ao campo político ou ao activismo, tendo impactos profundos, sobretudo, no plano social. “Famílias são destruídas e muitos jovens enfrentam sérios problemas emocionais devido a informações falsas criadas e difundidas de forma intencional”, afirmou.

Este pacote legislativo que foi à consulta pública em Abril do ano passado, foi aprovado na segunda-feira, pela Comissão de Defesa, Segurança, Ordem Interna, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria da Assembleia Nacional.

Crescimento digital de África será decidido por custos baixos e tecnologia simples

Para alcançar escala, será essencial apostar em tecnologias leves e em políticas públicas de apoio, com aplicações de baixo consumo de dados e sistemas de pagamento acessíveis, capazes de funcionar de forma fiável em telemóveis simples e em redes lentas. É esta abordagem pragmática que vai sustentar a próxima fase do crescimento digital em África.

A expansão digital de África em 2026 já não é uma probabilidade, é uma inevitabilidade. À medida que os telemóveis consolidam o seu estatuto como instrumentos principais para o comércio, a agricultura, a gestão de energia e os serviços públicos, o impulso da digitalização é imparável. No entanto, a trajectória deste crescimento não será uniforme. Embora a procura por serviços digitais seja garantida, as recompensas não irão para aqueles com os produtos mais chamativos ou o marketing mais agressivo.

Em vez disso, o domínio do mercado vai pertencer aos participantes do ecossistema, governos, fornecedores de infra-estrutura e startups, que podem oferecer suporte regulatório, trabalhista e técnico com o menor custo e a maior eficiência. Nesse ambiente, as estratégias de custo «lite» não são meramente uma táctica orçamentária; elas são o motor fundamental da escala.

Nigéria prepara lei para regular a Inteligência Artificial

O The Economist Intelligence Unit identifica os serviços digitais como um dos principais motores económicos do continente em 2026, mas esse potencial está intimamente ligado ao custo da conectividade. O acesso à Internet evoluiu de um luxo para um recurso essencial, tão vital quanto a electricidade ou o transporte. Consequentemente, os serviços que terão sucesso nessa onda de crescimento inevitável são aqueles projectados para tratar os dados como um recurso escasso.

O sucesso pertence às plataformas que carregam instantaneamente, consomem largura de banda mínima e funcionam de forma robusta, mesmo quando os sinais se degradam. Ao respeitar a realidade financeira dos pequenos pacotes pré-pagos e rendimentos irregulares, estes serviços de baixo atrito garantem que tarefas essenciais, seja pagar uma conta ou gerir uma quinta e que possam ser concluídas sem esgotar os recursos do utilizador.

Esta filosofia de eficiência aplica-se ao hardware e ao design, que se foca em produtos digitais que reduzem o custo por ação do utilizador. Smartphones de entrada e redes lentas exigem soluções leves, com interfaces simples, aplicações de baixo consumo de dados e actualizações discretas. Funcionalidades como pagamentos rápidos em 3G ou confirmações de entrega que usam poucos dados demonstram eficiência de engenharia. Estes cuidados reduzem erros, diminuem pedidos de suporte e fricção operacional, criam um ciclo que aumenta a satisfação, a retenção e a rentabilidade dos serviços digitais.

A busca por custos mais baixos e maior eficiência está a redefinir o mapa geográfico da inovação em África. Embora polos tradicionais como Lagos e Nairobi permaneçam importantes, o aumento de custos operacionais e as pressões de infra-estrutura estão a atrair investidores para mercados com custos mais competitivos.

Quénia e Huawei unidos para impulsionar as competências digitais no sector público

O capital flui para regiões que combinam mão de obra, infra-estrutura e estabilidade de forma eficiente. O Egipto aproveita a sua escala para a manufactura digital, o Senegal destaca-se por estruturas regulatórias estáveis que reduzem custos, e a África do Sul mantém-se como referência em software empresarial graças à infra-estrutura robusta de dados. Em 2026, a estratégia vencedora será alinhar actividades empresariais com locais que ofereçam a base de custos mais eficiente.

O crescimento digital de África depende cada vez mais da evolução dos sistemas de pagamento, que estão a tornar-se mais rápidos e económicos, que reduzem os custos das transações e aceleram o comércio transfronteiriço. Taxas mais baixas e tempos de processamento reduzidos permitem que comerciantes e prestadores de serviços operem de forma eficiente entre cidades e países.

A sustentabilidade deste crescimento exige políticas que priorizem a eficiência regulatória, com custos previsíveis de energia e espectro, evitem medidas que encareçam dados ou dispositivos. A transparência sobre a qualidade das redes incentiva a concorrência e melhora a fiabilidade do sistema. Em 2026, vencerão as nações e empresas que entenderem que quanto menor o custo, mais rápido se concretiza o futuro digital do continente africano.

YouTube vai apostar na Inteligência Artificial em 2026, mas quer travar os “vídeos preguiçosos”

O YouTube vai reforçar o uso da Inteligência Artificial (IA) em 2026, mas pretende, ao mesmo tempo, reduzir de forma significativa a circulação de conteúdos considerados “preguiçosos” ou de baixo valor, produzidos com recurso a essa tecnologia.

A posição foi assumida pelo CEO da plataforma, Neal Mohan, na sua carta anual dirigida aos colaboradores do YouTube, publicada nesta quarta-feira (21), onde apresenta as principais prioridades da rede social de partilha de vídeos para o próximo ano.

Segundo Mohan, um dos grandes desafios actuais é o combate ao chamado “AI Slop”, termo usado para descrever conteúdos curtos, repetitivos e de fraca qualidade, criados apenas para captar a atenção dos utilizadores sem acrescentar valor real.

Na mesma carta, o responsável máximo do YouTube alertou ainda para os riscos associados aos deepfakes, destacando que este tipo de material representa uma ameaça crescente à credibilidade do conteúdo online.

“Está cada vez mais difícil distinguir o que é real do que é gerado por Inteligência Artificial”, afirmou.

O executivo sublinhou igualmente que a plataforma mantém um acompanhamento rigoroso dos conteúdos produzidos com recurso à IA. Embora esse tipo de publicação seja permitido, o YouTube exige que os criadores indiquem claramente quando um vídeo foi alterado ou gerado com ferramentas de Inteligência Artificial.

Com estas medidas, a empresa pretende promover um ecossistema mais transparente, responsável e focado na qualidade do conteúdo disponibilizado aos utilizadores

EMIS anuncia instabilidade em alguns serviços do Multicaixa Express

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) informou, na manhã desta quarta-feira (22), a existência de alguma instabilidade em certos serviços do Multicaixa Express, situação que poderá provocar dificuldades na realização de algumas operações.

Em comunicado, a EMIS esclarece que as equipas técnicas já estão a trabalhar no sentido de normalizar o sistema com a maior brevidade possível, garantindo a reposição total dos serviços.

A instituição pede desculpas pelos transtornos causados aos utilizadores e recomenda que as operações sejam tentadas novamente mais tarde.

Os perigos de carregar telemóvel no quarto

O período noturno é o escolhido por muitos utilizadores para carregar o respetivo telemóvel, mas acontece que – dependendo dos seus hábitos – esta pode ser uma prática que está a prejudicar a qualidade do seu sono e (potencialmente) também a colocá-lo em risco.

Comecemos desde logo pela luz azul emitida pelo ecrã do telemóvel e que pode ser um problema por impactar o relógio biológico. Se tiver todas as notificações ativadas no telemóvel, o constante piscar do ecrã não demorará a interferir com a qualidade do seu descanso.

Há ainda o facto de, por esta a pouca distância, o telemóvel poderá gerar estímulos constantes e levá-lo a pegar nele várias vezes antes de dormir – interferindo diretamente nas horas de sono e contribuindo uma sensação de cansaço ao acordar.

Mas, tirando estes problemas, há ainda o facto do perigo que representa carregar o telemóvel no quarto, sobretudo se este estiver pousado na cama.

Acontece que todos os dispositivos electrónicos aquecem um pouco mais enquanto estão a carregar, com a temperatura a subir um pouco mais caso o aparelho esteja rodeado de tecidos como lençóis, cobertores e almofadas. A maior dificuldade na dissipação de calor pode resultar num risco de incêndio caso o telemóvel tenha algum problema técnico.

A nova geração de centros de dados na era da Inteligência Artificial

Não se tratam de acontecimentos comuns mas, se carregar o telemóvel na cama é uma prática habitual, o sobreaquecimento da bateria pode resultar em deformações e, eventualmente, poderá ter problemas. Adicione-se o facto de o utilizador estar a dormir e não estar alerta para sinais como cheiro ou fumo para ter um problema à espera de acontecer.

Como carregar o telemóvel no quarto (em segurança)

Se usar o telemóvel para acordar de manhã e não estiver disponível para comprar um relógio despertador, deverá então garantir que adota práticas que não só assegurem a qualidade do sono como ainda a sua segurança.

Para tal, o site BGR recomenda que coloque o telemóvel fora do alcance de tecidos e numa área mais ventilada. Uma superfície rígida como uma mesa, uma cómoda ou até uma mesa de cabeceira serão mais indicados para reduzir a probabilidade de um sobreaquecimento.

Mais ainda, se quiser continuar a carregar o telemóvel no quarto, recomendamos que coloque sempre o telemóvel com o ecrã voltado para baixo para evitar que a luz emitida com o ecrã não interfere com o seu sono.

A nova geração de centros de dados na era da Inteligência Artificial

É um momento para o qual temos vindo a preparar-nos desde que o ChatGPT da OpenAI trouxe a Inteligência Artificial para o mainstream no final de 2022, causando um impacto em todas as áreas, desde a academia e os cuidados de saúde mental até todos os tipos e tamanhos de negócios.

Uma transformação verdadeiramente profunda vai começar a ocorrer em 2026, à medida que a IA se tornar cada vez mais enraizada em todos os aspectos da vida e o foco mudar dos grandes modelos de linguagem (LLMs) para a inferência da IA. De certa forma, 2026 será o ano em que a IA realmente entrará em ação.

De acordo com a última pesquisa State of AI da McKinsey, 78% das organizações utilizam IA em pelo menos uma função de negócios; isso representa um aumento em relação aos 72% no início de 2024 e aos 55% no ano anterior. Embora a maior parte da adoção continue a ser em vendas e marketing, a IA está a expandir-se rapidamente nos sectores de manucfatura, saúde, finanças e, principalmente, centros de dados.

  • Os fabricantes que utilizam IA para apoiar a previsão da procura melhoraram a precisão em uma mediana de 30 pontos percentuais.
  • Os hospitais estão a utilizar IA predictiva para faturação, agendamento de consultas e identificação proactiva de pacientes ambulatoriais de alto risco.
  • As instituições financeiras estão a aproveitar a IA para deteção de fraudes, optimização de pagamentos e gestão de riscos.

Os centros de dados estão cada vez mais a utilizar sistemas de refrigeração baseados em IA e análises predictivas para minimizar o sobreaquecimento, reduzir o desperdício de energia e melhorar a eficiência da rede através de um melhor equilíbrio entre a oferta e a procura de electricidade.

À medida que a adoção se aprofunda, a IA não irá simplesmente apoiar as funções empresariais, irá transformar as indústrias. Por exemplo, os agentes de IA que operam com pouca ou nenhuma supervisão tornar-se-ão centrais para as operações, que vai depender de vários modelos e exigir uma vasta capacidade computacional dentro das fábricas de IA.

A ascensão das fábricas de IA

Uma fábrica de IA é um centro de dados que não só armazena dados, mas também produz inteligência. Na verdade, estamos a avançar para além do treino de modelos para a inferência. É aqui que o ROI é realizado e estes ambientes se tornam essenciais.

Além disso, as cargas de trabalho de inferência estão a tornar-se mais variadas, desde prompts de chatbots até análises em tempo real em sistemas de saúde, retalho e sistemas autónomos. Embora normalmente exijam menos energia por servidor do que o treino, as cargas de trabalho de inferência estão a tornar-se cada vez mais variadas e difundidas.

Agora, elas variam de simples prompts de chatbots a análises complexas em tempo real nas áreas de saúde, retalho e outros sectores que utilizam sistemas autónomos e agentes. Consoante a implantação e a carga de trabalho, os ambientes de inferência variam entre menos de 20 kW, no caso de modelos comprimidos ou ajustados, e até 140 kW por rack, nos casos de uso de agentes mais avançados.

Para acompanhar o ritmo, as operadoras adotarão GPUs de última geração, como a NVIDIA Rubin CPX, com lançamento previsto para o final de 2026. E, combinado com as CPUs NVIDIA Vera e as GPUs Rubin na plataforma NVIDIA Vera Rubin NVL144 CPX, este sistema oferece 8 exaflops de computação de IA e um desempenho de IA 7,5 vezes superior ao da NVIDIA GB300 NVL72.

A sustentabilidade continua a ser fundamental

O abastecimento de energia continuará a ser um grande desafio em 2024. Os operadores contarão com diversas fontes de energia, incluindo turbinas a gás natural com captura de carbono, geradores de reserva movidos a HVO, energia eólica, solar, geotérmica e armazenamento em baterias.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), as energias renováveis fornecem atualmente 27% da eletricidade consumida pelos centros de dados e espera-se que satisfaçam quase metade do crescimento adicional da procura até 2030.

Espera-se que 2026 seja um ano crítico, em que o impacto da IA passe de uma força disruptiva para um elemento fundamental dos negócios e da tecnologia. À medida que a IA remodela todas as camadas da infraestrutura digital, os centros de dados do futuro não irão simplesmente suportar a tecnologia, irão permitir a própria inteligência.