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Domingo, Abril 12, 2026
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Angola participa na cimeira mundial de inteligência artificial

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, participa na “Cimeira para a Acção sobre Inteligência Artificial”, um evento de alto nível promovido pelo Governo francês, que decorre, desde segunda-feira, no emblemático Grand Palais, em Paris.

A Cimeira, na qual Adão de Almeida participa em representação do Presidente João Lourenço, reúne importantes figuras do cenário político, tecnológico e empresarial mundial, com destaque para o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o Vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e vários CEO das maiores empresas tecnológicas globais.

O dia de ontem foi dedicado à interacção e abordagem técnica.Para hoje, está agendado o evento de alto nível, com as sessões de abertura e encerramento a serem dirigidas pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.

A Cimeira acontece num contexto de exploração de oportunidades para a adopção de políticas públicas e regulamentação do uso da Inteligência Artificial em Angola, um tema cada vez mais relevante na actualidade.

À margem do encontro, o Presidente Emmanuel Macron ofereceu um jantar, no Palácio do Eliseu, aos Chefes de Estado, dirigentes de organizações internacionais e representantes governamentais de diversos países.

A delegação angolana integra a embaixadora de Angola em França, Guilhermina Prata, o director do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), Meick Afonso, e quadros da Casa Civil do Presidente da República.

Data Center do Governo já sofreu mais de 20 mil tentativas de ataques cibernéticos

Data Center (centro de processamento de dados) do Governo, implementado em Junho de 2024, já sofreu mais de vinte mil tentativas de ataques cibernéticos, revelou o director-geral do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade de Informação (INFOSI), André Pedro.

O dirigente que falava durante o workshop Ciberlive subordinado ao tema “Golpes Digitais: como reconhecer e evitar armadilhas online”, disse que que a instituição tem trabalhado para reduzir as chances de tentativas de invasão ao Data Center e fortalecer a segurança digital do país.

As tentativas de derrubar a infra-estrutura governamental são constantes, disse, pois os criminosos cibernéticos querem continuar a explorar vulnerabilidades e atingir a população. Por isso, precisa-se investir na protecção máxima dessas estruturas críticas.

MAIS: Angola Cables vai construir mais dois Data Centers

Questionado sobre o aumento das tentativas de ataques, André Pedro disse que o uso de domínios nacionais proporciona maior segurança para a disponibilização de serviços tecnológicos.

Estamos a promover fóruns de segurança na internet em todo o país para conscientizar a população sobre os riscos dos golpes digitais e como se proteger. Esse é um esforço contínuo do INFOSI”, acrescentou.
Por conta dos vários ataques registados no Centro de processamento de dados do Governo, explicou, deve-se aconselhar aos gestores maior atenção e uma maior flexibilidade na garantia da formação dos quadros das diversas instituições.
 “Vale lembrar que quando se fala de quadros, normalmente alguns entendem que os engenheiros são os únicos que devem participar nas formações ligadas à tecnologia ou à questão da defesa de segurança, deve haver o envolvimento dos variados quadros”, ressaltou.

Cimeira mundial de inteligência artificial arranca em Paris

A Cimeira de Ação sobre Inteligência Artificial (IA) arranca hoje e decorre até terça-feira em Paris, reunindo líderes governamentais, organizações internacionais, académicos, artistas e membros da sociedade civil com intuito de debater sobre a temática.Cerca de uma centena de países deverão participar nesta cimeira mundial, estando Portugal representado pela ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes.

Os Estados Unidos serão representados pelo vice-presidente J.D. Vance na cimeira onde estarão também presentes o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Guoqing, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e ainda o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Olaf Scholz, entre outros nomes que estão a ser confirmados.

A cimeira, que é co-organizada com a Índia, será uma oportunidade de compromisso conjunto para desenvolver a ciência, soluções e padrões que garantam que a tecnologia serve o fundamental interesse público, de acordo com um comunicado da presidência francesa.

No domingo, França e mais oito países, associações e empresas anunciaram o lançamento durante o evento de uma iniciativa de inteligência artificial (IA) “de interesse público”, patrocinada por 11 líderes tecnológicos.

Denominada “Current AI”, a parceria conta com o apoio de responsáveis como Arthur Mensch, da start-up francesa Mistral AI, e Fidji Simo, diretor da plataforma americana de entrega de compras Instacart, e tem um investimento inicial de 400 milhões de dólares.

A iniciativa espera angariar um total de 2,5 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos para desenvolver o acesso a bases de dados privadas e públicas em áreas como a saúde e a educação, e investir em ferramentas e infraestruturas de código aberto para tornar a IA mais “transparente e segura”, referem em comunicado os promotores.

O projeto pretende também desenvolver “sistemas para avaliar o impacto social e ambiental” da IA, acrescentam.

“A Current AI contribuirá para o desenvolvimento dos nossos próprios sistemas de inteligência artificial em França e na Europa para diversificar o mercado e promover a inovação em todo o mundo”, disse o Presidente francês Emmanuel Macron, citado no comunicado.

Os países fundadores da parceria incluem o Chile, a Finlândia, a Nigéria, Marrocos, o Quénia, a Alemanha, a Eslovénia e a Suíça.

Do lado empresarial, a “Google”, a editora de software “Salesforce” e o grupo “AI Collaborative” do fundador do “eBay”, Pierre Omidyar, estão a participar na iniciativa.

O anúncio antecedeu a abertura da cimeira sobre IA que reunirá em Paris, na segunda e terça-feira, líderes políticos e empresariais para debater os grandes desafios colocados por esta tecnologia, que está a revolucionar a sociedade.

Ingombotas ganhará sistema de parquímetros para estacionamento público

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A província de Luanda, propriamente o municipio de Ingombotas, vai ganhar um sistema de controlo electrónico de estacionamento de viaturas (parquímetros) na via pública, anunciou a administradora do território, Milca Caquesse.

A dirigente que falava à margem do I Conselho Municipal de Auscultação da Comunidade, frisou que o processo está bastante avançado e a taxa de estacionamento vai custar 100 kwanzas por hora.

Recolhemos as contribuições e depois desta fase, vamos seguir para os procedimentos finais, culminando com a publicação no Diário da República”, explicou.

A administradora municipal da Ingombota esclareceu que, nesse momento, decorrem estudos para a abertura do Concurso Público, com vista à gestão dos parquímetros a uma empresa especializada.

Milca Caquesse garantiu que através de um levantamento prévio, feito pelas autoridades, o projecto prevê, igualmente, a integração de jovens “ lotadores “ de táxi, responsáveis pela ocupação de espaços de estacionamentos no município como forma de garantir emprego.

São eles quem conhecem as zonas de estacionamento, ruas e paragens. Por isso, queremos incluí-los nesse projecto ”, afirmou.
Sobre a segurança pública, no município da Ingombota, a administradora garantiu a intensificação das operações para o combate às práticas que perturbam a ordem e tranquilidade públicas nas comunidades.
Novas acções estão previstas para os próximos dias, com o objectivo de reforçar a segurança e o bem-estar dos moradores, reflectindo o compromisso das autoridades em promover um ambiente harmonioso para a população”.

Pirata informático detido por invadir sistemas militares dos EUA e Espanha

As autoridades em Espanha confirmaram ter detido um suspeito de ter realizado vários ataques informáticos a grandes entidades e organizações mundiais. O suspeito encontra-se indiciado por mais de 40 ataques a entidades como a NATO, entidades militares dos EUA, várias universidades e ao Ministro da Defesa.

Segundo fontes em Espanha, o suspeito terá sido presente ao tribunal, que decidiu libertar o mesmo depois de lhe confiscar o passaporte, para prevenir que o mesmo fuja do país. As investigações ao suspeito começaram em 2024, depois de vários casos de roubos e ataques registados a sistemas informáticos em entidades em Espanha.

Os dados eram depois colocados em vários portais da dark web para venda, por utilizadores com diferentes nomes – possivelmente para evitar a ligação entre si. O suspeito usava até três pseudónimos online, que eram usados em diferentes ataques e formatos, para evitar que ocorresse uma interligação entre os mesmos.

Durante o ano de 2024, o suspeito terá realizado mais de 40 ciberataques a grandes entidades, tanto em Espanha como em vários outros países, de onde tentava obter dados que eram depois colocados para venda em portais da Dark web. O objetivo seria exatamente obter ganhos monetários com estas vendas.

Embora o suspeito tenha usado várias técnicas para tentar ocultar a sua identidade, eventualmente as autoridades viriam a conseguir identificar o mesmo com a ajudar de várias organizações de apoio internacionais.

De acordo com a lei em Espanha, o suspeito encontra-se agora perante uma pena de prisão que pode atingir os 20 anos, além de várias coimas aplicadas pelos atos realizados. De momento o suspeito encontra-se em liberdade condicionada.

Conheça os países em que a DeepSeek foi proibida e porquê

A DeepSeek deu-se a conhecer ao público há relativamente pouco tempo e a reação do mercado à sua chegada foi impressionante. Por vários motivos, a empresa de Inteligência Artificial (IA) já foi proibida em alguns países, esperando-se que outros adotem a mesma medida. Quais e porquê?

Numa reportagem, a Al Jazeera compilou os países em que a DeepSeek já foi proibida, bem como as medidas que estão a ser consideradas.

Que países já proibiram a DeepSeek?

#Itália

No dia 30 de janeiro, a autoridade italiana para a proteção de dados anunciou que tinha ordenado “a limitação do tratamento dos dados dos utilizadores italianos” pela DeepSeek devido à falta de informações sobre como a empresa poderia utilizar os dados pessoais fornecidos pelos utilizadores.

#Taiwan

Na segunda-feira, Taiwan impediu os departamentos governamentais de utilizarem os programas da DeepSeek, alegando riscos de segurança.

#Austrália

Na terça-feira, o Governo australiano anunciou que bloqueou o acesso aos serviços da DeepSeek em todos os dispositivos do governo, alegando que a proibição se destinava a “proteger a segurança nacional e os interesses nacionais da Austrália“, segundo os meios de comunicação australianos.

Esta proibição foi ordenada a todas as agências governamentais, numa declaração, assinada pelo secretário do Departamento de Assuntos Internos, e obrigava todas as entidades governamentais:

[…] impedir a utilização ou a instalação de produtos, aplicações e serviços Web da DeepSeek e, sempre que possível, remover todas as instances existentes de produtos, aplicações e serviços Web da DeepSeek de todos os sistemas e dispositivos do Governo australiano.

#Coreia do Sul

Na quarta-feira, um porta-voz do Ministério do Comércio, Indústria e Energia da Coreia do Sul anunciou que tinha proibido temporariamente a DeepSeek nos dispositivos dos funcionários, citando preocupações de segurança.

As autoridades disseram que o Governo sul-coreano tinha aconselhado os ministérios e agências a terem cuidado com a utilização de programas de IA em geral, incluindo o ChatGPT e DeepSeek.

Isto aconteceu depois de a Comissão de Proteção de Informações Pessoais de Seul ter anunciado, no dia 31 de janeiro, que iria enviar um pedido por escrito à DeepSeek para obter detalhes sobre como as informações pessoais dos utilizadores são geridas.

A Korea Hydro & Nuclear Power, gerida pelo Governo sul-coreano, disse que bloqueou a utilização de serviços de IA nos dispositivos dos seus trabalhadores, incluindo o da DeepSeek, no mês passado.

#Estados Unidos da América

Na quinta-feira, o The Wall Street Journal informou que os legisladores dos Estados Unidos estavam a planear apresentar um projeto de lei para bloquear a DeepSeek de dispositivos governamentais.

Antes disso, no dia 31 de janeiro, a NASA bloqueou a DeepSeek nos seus sistemas e nos dispositivos dos seus funcionários.

Uma semana antes, a Marinha dos Estados Unidos já havia avisado os seus membros, por e-mail, contra a utilização da DeepSeek devido a “potenciais preocupações éticas e de segurança associadas à origem e utilização do modelo“, segundo a CNBC.

Será a recolha de dados pela DeepSeek preocupante?

De acordo com a política de privacidade do ChatGPT, a OpenAI recolhe, também, informações pessoais, como o nome e as informações de contacto fornecidas durante o registo, informações sobre o dispositivo, como o endereço IP, e informações fornecidas ao chatbot “apenas durante o tempo necessário“.

Estas informações podem ser partilhadas com as empresas parceiras da OpenAI.

Proibições devem-se, geralmente, a questões de segurança nacional

Sem surpresas, a maioria dos países que bloqueiam os serviços da DeepSeek diz estar preocupada com os riscos de segurança que a empresa chinesa representa.

Conforme argumentam, as autoridades nacionais não dispõem de informações suficientes sobre como os dados pessoais dos utilizadores serão armazenados ou utilizados pela empresa.

De facto, segundo Eddy Borges-Rey, professor associado residente na Northwestern University, no Qatar, à Al Jazeera, “praticamente todas as grandes empresas tecnológicas – da Meta à Google e à OpenAI – exploram os dados dos utilizadores até certo ponto“.

Utilizam os dados para publicidade direcionada, aperfeiçoamento de algoritmos e treino de IA. Muitas foram multadas ou investigadas por violações de privacidade, mas continuam a operar, porque as suas atividades estão de certa forma regulamentadas em jurisdições como a União Europeia e os Estados Unidos.

Esclareceu Eddy Borges-Rey, explicando que as aplicações ocidentais não são vistas como uma ameaça pelos governos ocidentais, pois “as empresas ocidentais são frequentemente vistas como problemáticas, mas passíveis de serem resolvidas através de regulamentação“.

Em 2023, o ChatGPT suscitou preocupações por ter violado o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da União Europeia, tendo sido temporariamente bloqueado, em Itália.

Por sua vez, plataformas chinesas como a DeepSeek são “tratadas de forma diferente pelo ocidente, porque são vistas como estando a operar sob a jurisdição do Governo chinês, que tem leis [como a Lei de Inteligência Nacional] que teoricamente permitem o acesso do Estado aos dados“.

[Por este motivo,] os governos ocidentais receiam que os dados dos utilizadores recolhidos pelas plataformas chinesas possam ser utilizados para espionagem, operações de influência ou vigilância.

Se isto está a acontecer na prática é discutível, mas a mera possibilidade é suficiente para justificar proibições numa perspetiva de segurança nacional.

Telefonia fixa em Angola em queda: TV Cabo mantém liderança

O mercado de telefonia fixa em Angola tem registado uma queda constante no número de clientes nos últimos anos, conforme mostram os dados mais recentes do Instituto Nacional das Comunicações. Em 2019, o total de subscritores era de 124.726, enquanto em 2023 esse número caiu para 86.592, evidenciando uma retração significativa do setor.

A TV Cabo continua a liderar o mercado, mantendo uma base expressiva de clientes ao longo dos anos. Em 2019, possuía 49.677 assinantes, e, mesmo com a redução do mercado, conseguiu manter uma presença forte em 2023, com 37.490 clientes.

A MS Telecom também tem demonstrado resiliência, embora tenha visto a sua base diminuir de 35.464 em 2019 para 33.854 em 2023.

MAIS: Conheça a quota do mercado de telefonia fixa de Angola em 2024

Já a Angola Telecom, que no passado foi uma das principais operadoras de telefonia fixa no país, sofreu uma queda considerável, passando de 33.574 clientes em 2019 para 15.363 em 2023, indicando dificuldades na retenção de clientes.

O número de clientes de outras operadoras também se manteve em níveis reduzidos, variando entre 1.578 e 2.039 ao longo dos anos analisados.

Essa queda reflete a crescente migração dos consumidores para soluções móveis e digitais, que oferecem maior flexibilidade e custos reduzidos. O futuro da telefonia fixa em Angola dependerá da capacidade das operadoras em inovar e oferecer serviços que atendam às necessidades do mercado atual.

Financiamento para startups africanas cai 7% em 2024

As startups africanas angariaram, no ano passado, 3,2 mil milhões USD em capital de risco e dívida, em 534 negócios, revelam os dados do último relatório da empresa de capital de risco Partech Africa.O ecossistema registou uma queda de 7% no financiamento total e uma diminuição de 2% no número de negócios financiados, em relação a 2023, queda que afectou sobretudo os financiamentos por endividamento, com as taxas de juro e a depreciação das moedas locais a pesar nos encargos no cumprimento do serviço da dívida.

Estes números mostram uma estabilização após queda acentuada em 2023 (-46% no financiamento e -28% na actividade). Embora o sector não tenha regressado à trajectória de crescimento, o ecossistema tecnológico africano está a sair-se relativamente bem em comparação com outras tendências do mercado global”, conclui o relatório da Partech Africa.

Com o título «Africa Tech Venture Capital 2024», o relatório mostra que África “teve um desempenho relativamente bom em termos de actividade de capital de risco” e que a retracção no financiamento afectou sobretudo os empréstimos, com uma queda de 17%, justificada com o aumento das taxas de juro e o fortalecimento do dólar americano em relação às moedas africanas.

Como a maior parte da dívida disponível continua a ser em moeda estrangeira, estes factores agravaram o custo dos empréstimos e fizeram crescer os encargos dos reembolsos, o que representa um “fardo adicional” para as startups africanas.

Ao todo, o financiamento concedido em 2024, com o recurso à dívida, desceu para os mil milhões USD, enquanto o financiamento, através de capital de risco, manteve-se estável nos 2,2 mil milhões USD, igualando os números de 2023. Já o número de negócios sofreu uma pequena queda de 2%, passando de 547 em 2023 para 534 em 2024.

Depois de um arranque promissor no primeiro semestre do ano, com o primeiro e segundo trimestres a apresentarem um crescimento na contagem de negócios, o primeiro ganho de actividade desde a crise, o ritmo voltou a abrandar no segundo semestre. Embora alguns meganegócios em Fintech tenham ajudado a estabilizar o mercado, o terceiro e quarto trimestres registaram um declínio notável na contagem de negócios”, refere a Partech Africa, que regista um estreitamento nos fluxos de negócio, nas fases de arranque e de consolidação, para a qual não arrisca uma justificação definitiva.

Por países, Nigéria liderou com 103 acordos, no montante de 520 milhões USD (um crescimento de 11%); seguido de África do Sul, com 67 negócios e 459 milhões USD (-16%) e o Egipto, com 89 acordos e 297 milhões USD (-31%). Angola conseguiu um acordo de financiamento, no montante de 1 milhão USD.

Ao todo, startups de 24 países conseguiram financiamentos em 2024. Além dos países que integram o top 10 (ver infografia) conseguiram financiamento a Tunísia (11 acordos, no valor de 24 milhões USD), Camarões (3, de 14 milhões USD), Namíbia (1, de 11 milhões USD), Etiópia (4, de 10 milhões USD), Uganda (13, de 8 milhões USD), Congo (2, de 8 milhões USD), Sudão (1, de 5 milhões USD), Argélia (2, de 4 milhões USD), Somália (1, de 3 milhões USD), Zimbabué (2, de 2 milhões USD), RDC (1, de 2 milhões USD), Zâmbia (1, de 1 milhão USD), Angola (1, de 1 milhão USD) e Seicheles (1, de 200 mil USD).

Angola ganha solução de gestão com IA para os contabilistas

Angola conta agora com uma nova solução de gestão com Inteligência Artificial (IA) para profissionais de Contabilidade em Angola, lançada pela Cegid, companhia europeia que opera no desenvolvimento de soluções e gestão empresarial na cloud.

Segundo o director executivo da empresa, Josep Raventós, a nova solução tecnológica está associada a uma forma diferente de trabalhar com o software de gestão, que trará aumento de produtividade e de eficiência a nível das execuções locais.

MAIS: Empresários pedem uma maior aposta na transformação digital para indústria nacional

A referida iniciativa, sustentou, destina-se a apoiar os profissionais dos ramos ligados ao sector financeiro como tesouraria, fiscalidade, Enterprise Resource Planning (ERP), Recursos Humanos, Contabilidade, Retalho e Empreendedorismo. O software desenvolvido denominado “Cegid Pulse”, vai permitir automatizar tarefas, alertar, aconselhar e ceder informações de negócios, elevando ao máximo o potencial de cada profissional de Contabilidade, bem como de cada empresa cliente.

Neste processo, além do software já abordado, destaca-se ainda a Cegid Primavera outra geração de ERP para escritórios de contabilidade disponível na cloud e on-premise, concebida para apoiar os profissionais do sector a enfrentar os desafios do presente e do futuro, associando tecnologia avançada e de IA, a solução que visa simplificar e elevar o papel dos contabilistas enquanto consultores estratégicos para os seus clientes.

Site da DeepSeek envia dados de usuários para empresa estatal chinesa, revela investigação

O site da empresa de inteligência artificial DeepSeek tem um código informático que pode enviar informações do utilizador para uma empresa estatal chinesa de telecomunicações que foi proibida nos Estados Unidos, segundo investigadores de segurança, citados pela AP.

A página de ‘login’ do ‘chatbot’ da DeepSeek mostra “conexões” com a infraestrutura de computadores de propriedade da China Mobile, uma empresa estatal de telecomunicações.

Na sua política de privacidade, a DeepSeek reconheceu o armazenamento de dados em servidores dentro da República Popular da China, mas o seu ‘chatbot’ parece estar diretamente ligado ao Estado chinês através da ligação à China Mobile.

Os EUA alegaram a existência de laços estreitos entre a China Mobile e os militares chineses como justificação para impor sanções limitadas à empresa.

A DeepSeek e a China Mobile não responderam aos pedidos de esclarecimentos enviados pela AP.

O código que liga a DeepSeek a um dos principais fornecedores de telemóveis da China foi descoberto pela primeira vez pela Feroot Security, uma empresa canadiana de cibersegurança, que partilhou as suas descobertas com a Associated Press.

MAIS: Regulador italiano ordena bloqueio de DeepSeek no país

A AP levou as descobertas da Feroot a um segundo grupo de peritos informáticos, que confirmaram de forma independente que o código da China Mobile estava efetivamente presente.

Nem a Feroot nem os outros investigadores observaram a transferência de dados para a China Mobile quando testaram os ‘logins’ na América do Norte, mas não puderam excluir que os dados de alguns utilizadores estivessem a ser transferidos para a empresa de telecomunicações chinesa.

A análise aplica-se apenas à versão web do DeepSeek e não foi analisada a versão móvel, que continua a ser um dos programas mais descarregados nas lojas de aplicações da Apple e da Google.

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA negou por unanimidade a autoridade da China Mobile para operar nos Estados Unidos em 2019, citando preocupações “substanciais” de segurança nacional sobre as ligações entre a empresa e o estado chinês.

A tendência é que os utilizadores estejam cada vez mais a colocar dados sensíveis nos sistemas de Inteligência Artificial (IA) generativa, desde informações comerciais confidenciais a detalhes altamente pessoais sobre si próprios.

As pessoas estão a utilizar sistemas de IA generativa para verificação ortográfica, investigação e até para consultas e conversas pessoais.

As implicações desta situação são significativamente maiores porque as informações pessoais e exclusivas podem ser expostas. É como o TikTok, mas a uma escala muito maior e com mais precisão. Não se trata apenas de partilhar vídeos de entretenimento. É a partilha de consultas e informações que podem incluir informações comerciais altamente pessoais e sensíveis“, disse o co-fundador da Feroot, Ivan Tsarynny.