Como o Uber tem se adaptado ao mercado africano?

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Pode ter ouvido sobre as polémicas com os taxistas em todo mundo, ou pelos elogios relacionados com a comodidade que o serviço oferece, mas de uma forma ou de outra, o nome “Uber” já deve ter chegado aos seus ouvidos.

Uber

O Uber mantém a sua ideia inicial: conectar pessoas que precisem de deslocar-se, com outras que tenham um carro e decidam ir pela rota solicitada.  Actualmente há novos serviços, como o Uber Foods, mas a ideia é a mesma…

Em África, 8 países foram contemplados pelo Uber, Angola não é um desses países. No entanto isso não é mau de todo, tivemos espaço para um serviço nacional, o Kubinga!

Mas, voltando ao Uber, lançado em África há 5 anos, em Joanesburgo (África do Sul), o serviço teve dificuldades para sobreviver durante os primeiros meses. Um dos principais motivos era a forma de pagamento. Quando tornamos obrigatório o uso de um cartão de crédito para o pagamento do Uber em África, obviamente concorremos para o fracasso do serviço. Após a mudança de estratégia, a Uber notou que o pagamento em dinheiro (físico) era bastante popular, principalmente na Tanzânia.

Outro ponto chave que a companhia americana percebeu: em algumas regiões de África, nem sempre os carros são a opção primária. Pode ser disponibilizado o Uber X, Uber XL – com carros confortáveis, mas as pessoas simplesmente não usarem a aplicação.

Em zonas periféricas, os Bajaj (como são chamados na Tanzânia, ou Tuk-Tuk, terminologia mais conhecida em outras regiões para os motociclos com 3 rodas) são bastante populares. Basta andar um pouco pela cidade para ver que locais (e até turistas) usam bastante este tipo de transporte.

O facto é que a empresa tem dado uma lição às demais, sobre como promover a adaptação em mercados emergentes…


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