Ghost Of Tsushima – Um hino à cultura samurai

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Ghost Of Tsushima é um jogo de mundo aberto, exclusivo para a Playstation 4, que foi aguardado com muita expectativa, o hype criado à volta dele tornou-o num dos jogos mais esperados do ano. E as expectativas não foram defraudadas!

Para quem assiste animes sabe que “é regra” assistir em japonês com legendas na língua em que se sentir mais confortável. No Ghost Of Tsushima não é diferente, tem-se uma melhor experiência com o áudio em japonês e legendas.

A história é centrada na personagem de Jin Kasai, um Samurai que vê a sua ilha atacada por invasores Mongols, enquanto combatia na praia de Komoda ao lado do seu tio, Comandante em Chefe, Lord Shimura, e tornou-se num dos sobreviventes daquilo que acabou por se tornar num massacre. Como um dos últimos samurais do seu clã, Jin deve lutar para defender a sua terra do implacável General Khotun Khan.

O jogo começa com uma cena cinematográfica de cortar o fôlego, até faz lembrar as cenas de Metal Gear Solid de Hideo Kojima, facilmente te apaixonas logo pelo jogo.

Durante a sua jornada, Jin Kasai reúne uma equipa de aliados para lutar contra os invasores, que tencionam ocupar toda a ilha de Tshushima, e resgatar Lord Shimura que foi feito prisioneiro pelo General Khotun Khan. Estes aliados são conhecidos antigos mas que também estão a passar por sérios problemas, cabe a Sakai ajudar-lhes a resolver os seus pendentes para que eles possam estar disponíveis para lhe ajudar a recuperar o seu território.

No decorrer do jogo, Sakai se depara com um problema interno. É obrigado a lutar contra o código de honra Samurai, contra aquilo que é o seu modo de vida, se quiser ter uma chance de vencer os invasores. Em vez de enfrentar o inimigo de frente, ele é obrigado a agir também como um assassino, aproximando-se sorrateiramente pelas costas para matar um guerreiro sem o olhar nos olhos – um acto não digno de um Samurai, de acordo com Lord Shimura. Este tipo de actos não são considerados dignos para um Samurai, aliás, eles desprezam-no, mas Sakai carrega esta estratégia durante toda a sua jornada e serve para espalhar a lenda do “Fantasma”, um samurai tombado que se levantou para se vingar do exército Mongol.

Aos poucos, o jogador aprende mais sobre a personagem e vai desbloqueando habilidades como novos estilos de luta. São 4 estilos de luta e cada um deles é mais eficaz contra determinado adversário: a postura de pedra é mais eficiente contra adversários com espada, a postura de água funciona melhor contra adversários que empunham escudos, a postura do vento quebra facilmente a defesa de adversários com lança e a postura da Lua causa mais danos a brutamontes. Parece complicado de usar mas durante o jogo percebes que até é bem simples.

O jogo tem algumas particularidades interessantes, Sakai guia-se pelo vento… Sim, é isso mesmo, seguir a brisa é a forma que a personagem usa para chegar ao seu objectivo ou a lugares escolhidos no mapa. Mas não é a única maneira de explorar o vasto mapa do jogo, podes seguir pássaros dourados, raposas e borboletas para encontrar locais de interesse que não aparecem no mapa. Durante o jogo, tens alguns mini-games que fornecem power-ups ou aumentam a barra de vida do protagonista.

Outro ponto interessante no jogo são os duelos. Duelos são batalhas de um contra um onde apenas é permitido usar a katana. A sua paciência e habilidade com a katana ditará o destino do duelo. Uma verdadeira representação de um duelo de samurais.

Por ser um jogo de samurais, as comparações com Sekiro ou NiOh são inevitáveis mas logo percebe-se que são jogos distintos. Ghost Of Tsushima é muito mais próximo à realidade, não vais encontrar monstros gigantes (nem pequenos, na verdade) e está longe do género soulslike de Sekiro ou NiOh.

Apesar da história ser baseada em factos reais e com imensas referências cinematográficas (e não só), o personagem da história não é cativante. Jin Sakai não é um Kratos ou um Solid Snake… Ok, talvez tenha elevado demais a fasquia! Não é nenhum Deacon St. John, por exemplo, é uma personagem seca e que facilmente será esquecida.

Algumas side missions acabam por ser repetitivas mas elas não são obrigatórias, à menos que queiras acabar o jogo à 100%, podes pular.

No geral, é um jogo que vale a pena gastar o seu dinheiro, os pontos positivos sobrepõe-se aos negativos, que na verdade acabam por não ser tão relevantes assim. O gameplay é muito bom, de fácil adaptação. Este é daqueles jogos que nem precisa de história pra ser bom na mesma, mas no caso, achei a história bem interessante, um hino à cultura samurai. Por instantes me senti um verdadeiro samurai… Aí lembrei que estou careca!

Yoi gēmu!

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