Novo cabo submarino conectará 4 continentes via África do Sul

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Recentemente foi colocado em funcionamento o cabo submarino SACS,  a primeira e mais rápida ligação entre o continente africano e as Américas, com a menor latência e capacidade de fornecer um roteamento mais directo para o tráfego da Internet no Hemisfério Sul.

Mas parece que as coisas não vão ficar por ai, visto que já está se deu inicio do planeamento de um novo cabo submarino denominado  South Atlantic Express (SAEx), que irá conectar a América do Norte, América do Sul, Ásia e África. Esse anuncio foi oficializado pela SAEx International Ltd e pela Alcatel Submarine Networks, uma subsidiária da Nokia, a quando da assinatura de um acordo para dar inicio a actividade de pesquisa para a nova rede de cabos submarinos de 25.000 km.

Segundo Rosalind Thomas (Director Administrativo da SAEx), “O SAEx apoiará a eficiência na conectividade asiática e africana, adicionando uma rota direta de baixa latência capaz de atender aos crescentes requisitos de capacidade para a interconexão do centro de dados globalmente. Além disso, irá evoluir ainda mais o posicionamento da África do Sul como um hub global, fornecendo uma ligação directa entre as Américas e Ásia, simplificando e melhorando as comunicações entre os 5 países mais populosos do mundo”.

Mais cabos de alta velocidade para África

O SAEx não será o primeiro cabo a conectar África à América do Sul ou à Ásia. No final de Setembro de 2018, o Sistema de Cabo do Atlântico Sul (SACS) tornou-se o primeiro cabo submarino a conectar directamente a África (Angola) com a América do Sul (Brasil). Isto se soma aos longos cabos submarinos da SEACOM (que cobrem principalmente a costa leste da África e a conexão com a Europa) e a WACS (West African Cable System), cobre a costa oeste da África).

A vantagem  de ter todos esses cabos conectados directamente ao continente Africano é a redução na latência. A outra razão, entre muitas outras razões, é que, como temos testemunhado com a SEACOM no sul e leste da África, o cabo pode afectar directamente os preços do consumidor positivamente à medida que mais Pontos de Presença (PoPs) são estabelecidos no interior. E do ponto de vista comercial, isso abre muitas oportunidades, não apenas no sector de telecomunicações, mas também nos sectores de mídia e conteúdo.