Nutrix, a vencedora da batalha de startups na Web Summit 2019

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Os números mostram que a Web Summit é um evento de alto interesse para as Startups. Cerca de 2150 Startups estiveram a exibir os seus produtos/serviços na Web Summit 2019.

Os investidores estiveram em massa no evento: 1221 investidores prontos para encontrar o próximo Unicórnio. Para facilitar a vida desses investidores (da mídia e os visitantes em geral), um painel de júris selecionou 135 startups que teriam a chance de batalhar (com um pitch) para conseguir chegar ao palco principal da Web Summit.

Angola teve o seu nome bem referenciado, com a participação da Appy Saúde, que foi também a única Startup Africana entre as 135 seleccionadas. A Appy ficou pelos oitavos de final, uma posição bastante

No final, 3 startups conseguiram chegar a fase final:

  • Nutrix – Categoria: MedTech
  • BRB – Categoria: Viagens
  • Banjo Robinson – Categoria: Educação

A Nutrix foi a primeira a fazer o pitch, apresentando o projeto, que pretende desenvolver um nano-sensor que se coloca junto a um dos dentes e assim fazer a recolha de dados da glicose a partir da saliva, de uma forma não invasiva. Seguiu-se a apresentação da BrB uma plataforma de subscrição de viagens e para fechar, o projecto a Banjo Robinson, uma plataforma de ensino alternativo para crianças, usando a troca de correspondência.

O público teve a chance de escolher o vencedor (com peso de 25% na votação final) e foi unânime, tanto o júri, quanto o público, escolheu a Nutrix como a melhor startup do Web Summit 2019.

Vantagens do nanossensor

Para além de recolher dados de forma não invasiva, o nanossensor criado pela Nutrix é «invisível». Os fundadores garantem também que este dispositivo será 50% mais barato que outros biossensores que já existem no mercado.

Outro ponto importante é que além da monitorização de açúcar no sangue esta tecnologia poderá ser útil para monitorizar outros indicadores de saúde.

Quando o sensor da Nutrix estará disponível comercialmente?

Maria Hahn, que apresentou o projecto, não tem dúvidas, este será um sensor que revolucionará a medicina e entre três à cinco anos estará disponível para ajudar a cuidar de quem sofre diabetes.