A compra de computadores pessoais (PC) aumentou no último ano, mas as vendas avizinham-se tímidas para este por causa da falta de “chips”. No entanto, a Nvidia parece querer colocar este problema atrás das costas. Se a fabricante liderada por Jensen Huang estava focada nos centros de dados, a visão está agora na reinvenção dos portáteis.
Em conjunto com a Microsoft, a Nvidia anunciou o lançamento da plataforma RTX Spark na Computex, que decorre em Taipei até 5 de junho. Este é, de acordo com as tecnológicas, um “superchip” para reinventar os PC para a era dos agentes de inteligência artificial. Se na teoria parece complexo, na prática isto significa que o PC se vai transformar num agente autónomo e com capacidade para organizar tudo o que hoje requer mão humana.
A reinvenção do portátil é tão importante quanto a transformação do telefone, que hoje conhecemos como ‘smartphone’.
Para tal, Jensen Huang apresentou os processadores N1, destinados para os portáteis, e os N1X, para computadores de secretária. A fabricante de “chips” marca então a sua entrada num novo modelo de negócio, tendo o CEO apresentado os novos produtos com portáteis à sua frente, das mais variadas marcas que existem no mercado.
Ao associar-se à Microsoft, a Nvidia vai concorrer diretamente com a Intel, a AMD, a Qualcomm e mesmo com a Apple. “A reinvenção do portátil é tão importante quanto a transformação do telefone, que hoje conhecemos como ‘smartphone'”, apontou Jensen Huang no discurso no palco da Computex, acrescentando que “a Microsoft e a Nvidia estão a reinventar o PC”. “Esta é a primeira linha totalmente redesenhada e reinventada dos últimos 40 anos”, adiantou o CEO.
Os primeiros equipamentos com um processador desenvolvido pela Nvidia começam a chegar a partir de Setembro. A empresa vai ter o novo chip em modelos fabricados pela Dell, Lenovo, Microsoft (equipamentos Surface), HP, Asus e a MSI. Os preços estarão virados para um segmento de topo de gama. Serão computadores “finos, com até 14 milímetros e leves com cerca de 1,4 quilos”, com dimensões de ecrã entre 14 e 16 polegadas.
Em comunicado, a Nvidia refere que os agentes de IA “atingiram um momento de inflexão”, devido a plataformas como a OpenClaw. Mas considera que uma “adoção ampla está ainda limitada pela incapacidade de os agentes serem executados de forma segura e privada no PC principal dos utilizadores”.






