Quanto tempo falta para o lançamento do AngoSat-2?

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Em Dezembro do ano passado, técnicos do GGPEN foram certificados para controlar o Voo do AngoSat-2, dando assim a perceber que o processo de construção do substituto do AngoSat-1 está a decorrer conforme planeado.

Mas, para começarmos bem o ano de 2021, surge a primeira noticia oficial sobre o AngoSat-2, que foi anunciada por Zolana João (Director geral do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional – GGPEN), avançou que o satélite angolano de telecomunicações geoestacionário (Angosat-2), em construção pela AirBus Defence and Space, entrará em órbita dentro de 17 meses.

O responsável prestou esta informação quando falava sobre o estado do Angosat-2, durante o webinar sobre “Angosat-2, benefícios económicos para a melhoria da vida das populações”, na “sexta-feira das TICs”, realizada pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social. De acordo com o director, tendo em conta a complexidade das métricas de avaliação da construção deste tipo de aparelhos, o Angosat-2 está feito a cima dos 60 por cento e tem como previsão de lançamento o primeiro semestre de 2022.

Quanto as especificações do novo satélite. 

O Angosat-2 terá algumas inovações e correções dos erros cometidos no Angosat-1, nomeadamente terá uma capacidade de transmissão sete vezes maior do que o primeiro. O Angosat -1 tinha 16 transponders na banda C e seis na banda KU, já o Angosat-2 terá seis transponders na banda C, 24 na banda KU e como novidade será acrescentado um transponder na banda KA. Com o peso total de duas toneladas, o Angosat-2 será ainda um satélite de Alta Taxa de Transmissão (HTS) e disponibilizará 13 Gbps em cada região iluminada (zonas de alcance do sinal do satélite).

O satélite será baseado na plataforma Eurostar-3000 e o tempo de vida útil será de 15 anos. A construção deste novo satélite não trouxe custo para o Estado angolano, pelo facto do contrato de mais de 300 milhões de dólares, rubricado com a parte russa, para construção do Angosat-1, ter acautelado os interesses de Angola, em caso de desaparecimento ou destruição do satélite.

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