Saiba o que é o NAT, o grande “inimigo” do IPv6

O conceito de NAT é sempre alvo de discussões devido às questões de segurança que advêm da utilização desta técnica mas também, nos últimos tempos, devido ao “pressing” no uso do IPv6.

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Sabe-se que os IPs públicos (IPv4) são um recurso limitado e atualmente escasso, o NAT tem como objectivo poupar o espaço de endereçamento público, recorrendo a IPs privados.

Os endereços públicos são geridos por uma entidade reguladora, são pagos, e permitem identificar univocamente uma máquina (PC, routers, etc) na Internet.

Por outro lado, os endereços privados apenas fazem sentido num domínio local e não são conhecidos (encaminháveis) na Internet, sendo que uma máquina configurada com um IP privado terá de sair para a Internet através de um IP público.

A tradução de um endereço privado num endereço público é definido como NAT e está documentado no RFC 1631.

Existem 3 tipos de NAT

  • NAT Estático– Um endereço privado é traduzido num endereço público.
  • NAT Dinâmico –Existe um conjunto de endereços públicos (pool), que as máquinas que usam endereços privados podem usar.
  • NAT Overload (PAT) –Esta é certamente a técnica mais usada. Um exemplo de PAT é quando temos um endereço público e por ele conseguimos fazer sair várias máquinas (1:N). Este processo é conseguido, uma vez que o equipamento que faz PAT utiliza portas que identificam univocamente cada pedido das máquinas locais (ex: 217.1.10.1:53221, 217.1.10.1:53220, etc) para o exterior.

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