Sociedade angolana desinformada sobre a reciclagem de resíduos electrónicos, revela founder

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A sociedade angolana ainda está desinformada sobre a reciclagem de resíduos electrónicos e o seu impacto no ambiente, segundo Décio Silva, CEO da startup Narisrec, que actua na gestão de resíduos electrónicos.

Não percebem os prejuízos que podem causar a saúde, o que mostra que o País tem potencial, mas devido a burocracia de mercado é extremamente difícil uma empresa como a nossa crescer de forma natural, visto que a maioria da população precisa aprender muito sobre as vantagens e desvantagens na gestão dos resíduos electrónicos”.

Para o founder, a necessidade urgente de um trabalho conjunto entre as autoridades e as comunidades no tocante às questões “legais e ambientais”, bem como a realização de campanhas de sensibilização e educação ambiental.

Em entrevista a revista MERCADO, Décio Silva frisou que Angola é o terceiro maior produtor de resíduos electrónicos dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs), seguido do Brasil e Portugal. Segundo o mesmo, 68% dos angolanos são pobres e muitos dos quais não têm oportunidades de comprar equipamentos electrónicos novos e 90% das empresas públicas e privadas armazenam os resíduos electrónicos inapropriadamente. Explicou ainda que, todos os anos entram no País aproximadamente 225 mil novos equipamentos electrónicos.

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A startup Narisrec era uma pequena loja de reparação de computadores, que se transformou mais tarde em uma empresa de gestão de resíduos electrónicos, onde o seu objectivo principal é reciclar resíduos electrónicos “ecologicamente e de forma sustentável”.

Para além da gestão e comercialização de resíduos electrónicos, a startup actua, igualmente, na área de gestão de activos de tecnologia de informação (TI), consultoria ambiental para empresas indicado como podem gerir melhor os seus resíduos electrónicos, desactivação de datacenters para uma melhor racionalização, bem como a valorização e diminuição de custos aquando da mudança de infra-estruturas de informática.

Actua também na destruição de dados e discos através de procedimentos internacionalmente aceites, sem descurar a venda de equipamentos electrónicos recondicionados e usados.

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