Angola precisa de um motor de busca nativo?

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Responder à pergunta que dá o título ao artigo, sugere antes, fazer algumas considerações importantes.

Um motor de busca (Search Engine) é um mecanismo de pesquisa que agrega e apresenta de forma metódica conteúdos provenientes de uma ou mais. Estes apresentam várias classificações, todavia, interessa-nos o tipo GLOBAL – procura tudo existente na internet.
Dos motores de busca global, três são muito conhecidos e são todos Americanos (EUA); nomeadamente o Google, Bing e o Yahoo. Analisemos então estes mecanismos de forma simples e objectiva:

A Empresa Google, com o seu mecanismo Google Search que é extremamente poderoso, tenciona agregar todo conteúdo da internet (web visível), porém, a mesma atropela o conceito PRIVACIDADE. O Google search em comunhão com o navegador Chrome (Propriedade do Google) rastreia tudo que nele se faz, criando um perfil que é armazenado na base de dados do Google. As políticas de privacidade desse Gigante não garantem a isenção de partilha de informação com Governo Americano. Vale aqui lembrar, que, mesmo com essa falha (possivelmente intencional) grave, o Google é o Google!

Relativo ao Bing e ao Yahoo, que também são excelentes ferramentas de pesquisa, ambos apresentam a mesma filosofia no que toca a PRIVACIDADE. Ambos têm acordo na área de pesquisa; Muitos (se não todos) dos resultados do Yahoo search são fornecidos pelo robot (software de pesquisa) do Bing. Tal como o Google, o Bing é o Bing, e tem muito por dar.
Pelas referências acima, podemos ver que estes motores de busca modelam os usuários destes serviços, pondo em causa a PRIVACIDADE que é um aspecto literalmente essencial, principalmente quando o assunto for espionagem (Caso Facebook). A Europa e a Asia, observando este aspecto, decidiram investir na área de pesquisa com os mecanismos:

  • Yandex Search (Rússia);
  • Qwant (França);
  • Baidu (China);

No entanto, estes países estão preocupados com a PRIVACIDADE e com a tipologia de CONTEÚDOS a fornecer aos seus internautas, pois, eles têm a filosofia de que informação é PODER. Todavia, Angola não foge da possibilidade de ser um País OBSERVADO, os gigantes da web, com os seus mecanismos de pesquisa sabem o que fazemos, como pensamos e o que pensamos.

Portanto, a exemplo dos Países que tomaram a iniciativa em construir seus próprios motores de busca, Angola deve seguir os mesmos passos, não apenas pela PRIVACIDADE, também por ser independente e ter as suas PRÓPRIAS FILOSOFIAS (conteúdos próprios, linguagem própria.