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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026
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Consultório MenosFios: Descubra o destino de qualquer avião com este aplicativo

Certamente que quando vê um avião no céu já se perguntou qual o seu país de destino, ou mesmo qual o seu modelo. A aplicação PlaneAboveMe utiliza o microfone do iPhone para captar a presença de sons gerados por aviões. E quando deteta, este ativa os dados de APIs e acede aos detalhes de voo, mostrando fotografias desse modelo que se encontra a voar sobre si.

A aplicação destina-se aos fãs da aeronáutica ou simplesmente curiosos que querem saber mais sobre os aviões que passam sobre si. Esta mostra também o atual percurso do avião, sendo possível pesquisar a localização e o número de voo.

                 

O utilizador pode fazer um scan ao céu manualmente, ou deixar que a app detete automaticamente os voos. O developer salienta que os dados são apenas recolhidos dos voos perto do local onde está a usar a aplicação. E que estes nunca são armazenados ou enviados para outros locais. O mesmo para os sons captados dos aviões, que servem apenas para identificação dos aparelhos.

Pode fazer o download gratuito da aplicação para smartphones iOS.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Mais de 5 mil milhões de telefones abandonados vão ser reciclados

O lixo eletrónico é uma realidade e há vários anos que se tenta combater. As medidas podem ser simples, mas muitos efetivas, como se tem visto. Agora, uma coligação de vários operadores e a GSMA querem reciclar 5 mil milhões de telefones abandonados.

A GSMA associou-se a 12 operadores para dar uma nova vida aos 5 mil milhões de telefones abandonados no planeta. Quer aproveitar estes equipamentos e reciclar a maioria dos metais nobres e outros materiais presentes. A lista das operadoras é a seguinte: BT Group, Globe Telecom, GO Malta, Iliad, KDDI, NOS, Orange, Proximus, Safaricom, Singtel, Tele2 e Telefonica.

O plano a aplicar está definido e assenta em duas medidas que se esperam venham a ser cumpridas na íntegra pelos operadores. Espera-se que assim ajude a reduzir o lixo eletrónico que é gerado todos os anos em todo o mundo, já que um telefone recondicionado pode ter 87% menos impacto climático do que um aparelho novo.

  • Aumentar a devolução de telefones “ociosos” – Em primeiro lugar, estes doze operadores prometeram que, até 2030, o número de dispositivos móveis usados ​​recolhidos através dos seus programas de devolução será de pelo menos 20% do número total de novos equipamentos vendidos diretamente aos clientes.

MAIS: Lixo eletrónico acumulado em 2021 pesa mais do que a Grande Muralha da China

  • Promover a recuperação e evitar que os dispositivos vão para aterros ou incineração – Da mesma forma, estes doze operadores também se comprometeram a que, até 2030, 100% dos terminais usados ​​recolhidos através dos seus planos de recuperação serão reparados, reutilizados ou transferidos para organizações de reciclagem controlada.

A GSMA estima que os 5 mil milhões de telefones atualmente inativos poderiam recuperar 8 mil milhões de dólares em ouro, paládio, prata, cobre e outros minerais críticos. Vão ainda conseguir produzir cobalto suficiente para abastecer 10 milhões de baterias.

China cria o primeiro processador totalmente feito por uma IA

O conflito entre os Estados Unidos e a China dificilmente terá um fim à vista e as tecnologias avançadas de Inteligência Artificial são o mais recente mote para a discórdia entre as duas nações.

As mais recentes notícias, baseadas no relatório “Semiconductor Industry Vertical and Horizontal”, revelam que uma equipa do Instituto de Tecnologia de Computação da Academia Chinesa de Ciências usou a tecnologia de Inteligência Artificial para projetar e desenhar o primeiro chip de CPU totalmente automático do mundo sem qualquer intervenção humana.

O documento com todas as informações sobre o projeto foi lançado no final de junho de 2023 e pode ser consultado aqui.

O processador, designado por Qimeng Nº 1 ou Enlightenment Nº 1, foi criado a partir do conjunto de instruções RISC-V com uma arquitetura de 32 bits, com base no algoritmo BSD Binary Speculation Diagram (BSD). O mecanismo inteligente conseguiu gerar 4 milhões de portas lógicas num total de 5 horas, o que é 4.000 vezes maior do que o chip que pode ser projetado pelo GPT-4.

MAIS: A China na conquista da Inteligência Artificial

Este chip foi posto a funcionar no sistema operativo Linux onde se executou o teste SPEC CPU2000 e concluiu-se que este processador oferece um desempenho semelhante ao 486 da Intel.

O Qimeng Nº 1 é então o primeiro chip de processador do mundo totalmente gerado automaticamente sem intervenção qualquer intervenção manual. Conta com o processo de fabrico de 65 nm e uma frequência de 300 MHz.

No entanto, para já, o nível destes processadores ainda não pode ser comparado com a atual geração de CPUs avançados. Mas como a tecnologia de IA está a avançar a um ritmo alucinante, possivelmente em pouco tempo haverá mais novidades nesta área, contribuindo para um melhor e mais automático design dos chips.

Para além disso, espera-se que os processadores gerados apenas por IA consigam atingir ou até superar o nível projetado por especialistas humanos dentro de 5 ou 10 anos e, eventualmente, qualquer pessoa consiga criar um chip sem ser exatamente um profissional na área.

Inclusão digital nacional promove a competitividade entre as empresas

O Governo Angola está cada vez mais a apostar em criar políticas para acelerar a transformação digital, através de plataformas de certificação de inclusão e de monitorização das empresas, de modo a proporcionar um ambiente de negócio mais afável.

Essa opinião foi defendida pela técnica da Direção Nacional Para a Economia e Fomento Empresarial, órgão ligado ao Ministério da Economia e Planeamento (MEP), Mirian Marques, falando no painel “Transformação Digital e o Futuro das Cidades em Angola”, no “Forum Angola Economic”, salientando que o INAPEM tem certificado empresas com o suporte da transformação digital dos serviços.

Essa plataforma, explicou, visa certificar os pequenos empresários, dando apoio para o desenvolvimento da empresa.

MAIS: Descentralização dos serviços públicos passa pela inclusão digital, afirma INAPEM

Para quem está certificado na plataforma, fez saber, beneficia de isenções fiscais e tem a vantagem de estar no ecossistema de micro, pequenas e médias empresas tendo um apoio contínuo do Estado, sobretudo, naquilo que é a capacitação.

“Temos ainda um trabalho muito árduo naquilo que é o desenvolvimento das nossas empresas, é preciso capacitar os nossos gestores”, disse a especialista.

Quanto aos planos existentes para que o país possa atingir a transformação digital, Mirian Marques frisa que o MEP trabalha com as startups nacionais e tem recebido bons projetos, mas, são aptos apenas os projetos identificados com a realidade angolana.

Avançou que a instituição está a trabalhar com as associações empresariais no sentido de criar um ecossistema, uma plataforma digital.

Apple atinge patamar dos 3 biliões de dólares

A Apple tornou-se a primeira empresa com ações transacionadas na bolsa a atingir uma valorização de 3 biliões de dólares. Este valor foi atingido na sexta-feira, dia 30 de junho, quando as ações da tecnológica de Cupertino a terem tido uma subida de 2,31%.

Serve recordar que a Apple já atingiu esta valorização de 3 biliões de dólares em janeiro de 2022, sendo que na altura a empresa falhou em conseguir manter-se neste patamar até o fecho do mercado. Como conta o site TechCrunch, este ano o valor das ações da Apple tiveram um aumento de 46%.

MAIS: Conheça os aparelhos que recebem os novos sistemas da Apple

Notar também que Apple alcançou este patamar pouco após ter apresentado os Vision Pro, os óculos de realidade virtual e aumentada da empresa com os quais a tecnológica pretende entrar num novo segmento de mercado. O lançamento dos Vision Pro está marcado para o início de 2024.

Digitalização entre os principais motivos para demissões na banca comercial

A digitalização dos meios operacionais foi um dos principais motivos para a queda no número de trabalhadores na banca comercial angolana, liderados pelos bancos BPC e pelo BCI que, juntos, são responsáveis pela saída de 801 funcionários no último ano.

Segundo o jornal Expansão, a banca comercial demitiu 1.135 trabalhadores em 2022, com base nos relatórios e contas de um conjunto de 20 bancos, sendo a modernização do sector no sentido da digitalização no pós-Covid o principal motivo para as respectivas demissões. Só nos últimos cinco anos, o sector bancário já perdeu 3.669 funcionários.

Na base destas saídas face a 2022 estão ainda os processos de reestruturação em curso na banca, liderados pelos bancos BPC, BCI e Económico, bem como o processo de digitalização e o encerramento de dois bancos, nomeadamente o BMF e o Prestígio.

MAIS: Bancos nacionais não cumprem regra que prevê transferências aos fins-de-semana

Para Noelma Viegas D”Abreu, da academia BAI, entende que se trata de uma redução natural, da diminuição da necessidade de profissionais para o exercício de algumas funções na banca, especialmente ao nível do atendimento, ao balcão.

Grande parte das operações bancárias faz-se, atualmente, sem necessidade de deslocação às agências bancárias. Logo, o fenómeno da digitalização, mesmo num país como o nosso onde há ainda muito por fazer, do ponto de vista da literacia financeira, a transformação digital é a principal razão. A utilização do telemóvel para o levantamento de dinheiro sem cartão, só para citar um exemplo de evolução, foi um salto gigante de aceleração de processos e de vantagens da tecnologia, da inteligência artificial que impacta sobre os serviços bancários“, enfatizou.

Ainda nesta senda, o avanço no uso da tecnologia e da Inteligência Artificial (IA) tem levantado diversas questões sobre o impacto desta tecnologia nas profissões. Apesar de haver especialistas que afirmam que a IA não pode substituir o trabalho humano, há profissões em risco de desaparecer nos próximos 5 anos.

Clica aqui e saiba quais são as profissões em causa e se a sua está em risco.

Estratégia de Transformação Digital

Com uma visão clara de impulsionar a evolução e proporcionar valor aos clientes, as empresas devem desenvolver uma estratégia de transformação digital abrangente. A estratégia deve primeiramente incluir a adoção de soluções tecnológicas avançadas, a implementação de processos ágeis e a capacitação da equipa para lidar com as mudanças e desafios decorrentes dessa transformação.

A estratégia de transformação digital também deve incluir a Gestão de Processos como um componente essencial e fundamental para uma organização. A Gestão de Processos é uma peça fundamental para o bom desempenho de uma organização e reflete a sua organização interna. A existência de grandes volumes de informações, tanto provenientes do exterior quanto internos, de sistemas que não falam entre si, pode levar a perda de documentos e informações, dificultar a sua localização (tanto em termos de acesso à informação quanto à sua localização física) e causar impactos na produtividade da própria organização. Além disso, torna-se mais difícil aceder rapidamente às informações e controlar os fluxos de informação.

A Gestão de Processos é o que permite as organizações gerirem todas as informações não estruturadas, como documentos e outros conteúdos, sendo um fator decisivo para os negócios. Esta abordagem implementa os seguintes conceitos:

  • Desmaterialização: envolve a digitalização de documentos em formato papel, transformando-os em documentos eletrónicos, assim como a informação vinda por e-mail ou outros meios digitais, sendo classificados e disponibilizados de acordo com critérios específicos.
  • Integração e aproveitamento de outros sistemas: permite a gestão unificada
    da informação e conteúdos existentes na organização, tais como sistemas de gestão do núcleo de correio eletrónico ou sistemas de arquivo.
  • Normalização de documentos: estabelece métodos de classificação e identificação para todos os tipos de documentos existentes na instituição.
  • Normalização de processos: garante que os mesmos procedimentos são utilizados em todos os casos.
  • Indexação: envolve a catalogação e classificação de documentos eletrónicos, equivalente ao processo de arquivo físico, mas tirando partido das vantagens dos sistemas de informação, permitindo a gestão integrada de arquivos físicos e eletrónicos.
  • Arquivamento de documentos: resulta no aumento da produtividade no encaminhamento e gestão da pesquisa de documentos, na redução dos custos de cópias físicas e na redução das necessidades de espaço para arquivo.
  • Fluxo de trabalho: define os diferentes estados pelos quais um documento passa, incluindo publicação, aprovação, distribuição, circulação ou arquivo
  • Pesquisa: é conseguida através da implementação de um mecanismo de pesquisa capaz de procurar o conteúdo de qualquer documento ou os seus atributos, permitindo a sua localização e disponibilização imediata quando necessário, em qualquer lugar.
  • Redução de Custos: ocorre através do aumento de produtividade na pesquisa, encaminhamento e gestão de documentos, redução de custos de cópias físicas e redução de espaço necessário para arquivo.
  • Relatórios e métricas: são essenciais para analisar a produtividade e a rentabilidade de uma organização, fornecendo informações baseadas em dados para tomar decisões estratégicas, identificar áreas de melhoria e maximizar o desempenho financeiro.
  • Segurança da informação: A segurança da informação é uma prioridade. Com políticas rigorosas, encriptação avançada, monitorização e auditoria contínuas, garantimos a confidencialidade e a proteção dos dados em todos os processos envolvidos.

Esta abordagem de Gestão de Processos ajudou a reforçar a transformação digital de muitas empresas, proporcionando maior eficiência, controlo e acesso à informação, ao mesmo tempo que reduziu os custos operacionais. A jornada de transformação digital destaca como as empresas podem evoluir e prosperar num cenário empresarial em constante mudança.

O Gana abre um centro de operações de cibersegurança para os bancos

O projeto foi realizado pela Virtual InfoSec Africa, uma empresa ganesa de segurança da informação, em colaboração com o Banco Central.

O Banco do Gana iniciou o Projeto FICSOC em 2019 com o objetivo de “partilhar informações sobre ameaças, sensibilização para a situação do sector e resposta a incidentes entre as suas instituições financeiras regulamentadas”.

Desde abril, todos os bancos comerciais foram conectados ao FICSOC e a comunicação de informações sobre ameaças cibernéticas, na forma de alertas e avisos do FICSOC, está sendo comunicada a esses bancos, diz o Banco Central.

No seu discurso de abertura, na semana passada, o Vice-Presidente Mahamudu Bawumia sublinhou a importância de uma infraestrutura de segurança cibernética robusta para manter a confiança no sector financeiro.

“A utilização das tecnologias digitais continua a transformar os modelos de negócio das instituições financeiras com novas oportunidades de gerar receitas e valor. Embora estas tecnologias digitais apoiem os serviços bancários e permitam estratégias bancárias, as vulnerabilidades de segurança subjacentes representam riscos cibernéticos fundamentais para estas instituições.”

“Os riscos de cibersegurança podem afetar as capacidades operacionais e ameaçar a viabilidade das instituições financeiras. Do mesmo modo, o contágio do risco cibernético num sistema financeiro é agravado pela extensão da interconexão, por conseguinte, qualquer ataque cibernético grave pode ameaçar a estabilidade do sistema financeiro”, observou.

Bawumia elogiou o Governador, o conselho de administração e a direção do Banco do Gana pelos seus esforços para proteger o sector financeiro.

“A entrada em funcionamento deste importante edifício e infraestrutura, que, segundo sei, é o primeiro do género financiado e detido por um banco central em África, é um feito notável do Banco do Gana. Não há dúvida de que, muito em breve, outros bancos centrais da sub-região visitarão o Banco do Gana para estudar a vossa abordagem à defesa da cibersegurança no sector financeiro”, afirmou.

“A minha expectativa, e a do governo, é que as instituições financeiras estejam mais bem equipadas para lidar com as ameaças cibernéticas graves e emergentes que visam o sector bancário, incluindo as ameaças de dia zero, as ameaças e explorações persistentes avançadas, e lhes permitirem tomar decisões informadas sobre a resposta a essas ameaças.

“Gostaria de sublinhar que a plataforma FICSOC não concorre nem substitui a gestão dos riscos de cibersegurança das instituições regulamentadas (incluindo as suas operações de SOC), mas complementa o quadro de gestão da cibersegurança e da segurança da informação de cada instituição financeira. Por conseguinte, a responsabilidade pela gestão dos riscos de cibersegurança e de segurança da informação cabe, em última análise, a cada instituição financeira regulamentada e não aos operadores da FICSOC ou ao Banco do Gana.”

WEB 3.0- o que é esta nova Internet que quer substituir antiga?

A Web 3.0 é um conceito que se refere a uma nova geração de aplicações descentralizadas na Internet, sem intermediários ou autoridades centrais, como acontece normalmente.

Em vez disso, a web 3.0 utiliza tecnologias como blockchain, criptografia e redes ponto-a-ponto para garantir a segurança, a transparência e autonomia dos utilizadores e dos dados.

Esta nova Internet promete um mundo online mais democrático, inclusivo e participativo, onde os utilizadores podem controlar os seus próprios dados, identidade, recursos e colaborar em comunidades auto geridas.

Além disso, é também uma das tecnologias por trás da Internet das Coisas- IoT e permite criar aplicações descentralizadas, executadas em blockchain.

As aplicações são semelhantes a quaisquer outras aplicações que usamos nos smartphones e computadores, com a diferença de se basearem na infraestrutura blockchain para dar mais controlo, autonomia e transparência aos utilizadores, em vez de serem totalmente controladas por grandes empresas de tecnologia.

Mais Segurança

Outra das promessas da Web3.0, é aumentar a segurança na Internet, por se basear em blockchain- com esta tecnologia, todas as atividades terão de ser assinadas com uma chave privada.

Em teoria, isto pode resolver um dos problemas com a atual estrutura de funcionamento da Internet: o facto de não haver qualquer controlo sobre onde é que os dados são guardados.

Por exemplo, quando se usa um serviço de armazenamento na cloud, não sabemos onde é que os dados estão gravados e quem tem acesso aos mesmo. Com Web3.0, o utilizador pode escolher onde é que os dados serão gravados, quem deverá ter o acesso e por quanto tempo.

Realidade ou Utopia?

Apesar de todas estas promessas, a Web3.0 não passa de uma utopia, para muitas pessoas. Se olharmos para questão das Apps, as APIs usadas são desenvolvidas, principalmente, por duas empresas e as casas de câmbios de criptomoedas são dominadas por quatro empresas de dimensão mundial.

Outra dificuldade que a passagem de um modelo centralizado para um descentralizado é a da regulação. Segundo vários juristas, a descentralização da Internet pode levar a um grande aumento de cibercrime, crimes de ódio ou de assédio online.

Os Angolanos e as Redes Sociais: dados importantes em 2023

Comemorou-se na última sexta-feira(30), Dia Mundial das Redes Sociais, data criada pelo site Mashable em 2010, como uma forma de reconhecer a revolução digital que fez dos media um ambiente social.

O dia é comemorado com a organização de encontros informais de pessoas de todo o mundo por meios tecnológicos ou presencialmente. Alguns eventos são transmitidos on-line e são abertos a todos, para tornar a data verdadeiramente social.

Falando de Angola, tendo como base os números para 2023, do Data Reportal Digital, revelou que até janeiro(2023) o país registou 3,70 milhões de utilizadores das redes sociais em todo o território nacional.

Esse número de utilizadores das redes sociais em Angola representa 10,2% da população total, onde a investigação ressalta que esses utilizadores das redes sociais não representam indivíduos únicos.

FACEBOOK

Dados publicados nos recursos publicitários da Meta indicam que o Facebook tem 3,55 milhões de utilizadores em Angola no início de 2023.

No entanto, a Meta fez alterações importantes na forma como os seus recursos publicitários reportam que a audiência atinge dados no final de 2021 – incluindo fazer revisões significativas aos seus dados base de audiência para o Facebook – pelo que esses números não são diretamente comparáveis aos números publicados aos de outras plataformas, informa o estudo.

Os números publicados nas próprias ferramentas da Meta indicam que o alcance potencial de anúncios do Facebook em Angola aumentou 1,2 milhões (+47,9 por cento) entre 2022 e 2023.

Para um contexto mais recente, os mesmos dados mostram que o número de utilizadores que os marketeiros podem atingir com anúncios no Facebook em Angola diminuiu 250 mil (-6,6 por cento) entre outubro de 2022 e janeiro de 2023.

No entanto, é importante ressaltar que esses números de alcance de publicidade não são os mesmos que os números de usuários ativos mensais que a Meta informa nos seus anúncios de ganhos para investidores e não devem ser interpretados como tal.

 

INSTAGRAM

Números publicados nas ferramentas de publicidade da Meta indicam que o Instagram teve 506,8 mil utilizadores em Angola no início de 2022.

Os números recentemente revistos da empresa sugerem que o alcance dos anúncios do Instagram em Angola era equivalente a 1,4 por cento da população total no início do ano.

No entanto, o Instagram restringe o uso da sua plataforma a pessoas com 13 anos ou mais, por isso é útil saber que 2,3% do público “elegível” em Angola usa o Instagram em 2023.

É importante notar também que o alcance do anúncio do Instagram em Angola no início de 2023 era equivalente a 4,3 por cento da base de usuários de internet local (independentemente da idade).

No início de 2023, 46,4 por cento da audiência publicitária do Instagram em Angola era feminina, enquanto 53,6 por cento era masculina.

 

FACEBOOK MESSENGER

Os dados publicados nos recursos publicitários da Meta indicam que os anúncios no Facebook Messenger atingiram 770,0 mil utilizadores em Angola no início de 2023.

Os números de audiência recentemente revistos da empresa sugerem que o alcance dos anúncios do Facebook Messenger em Angola era equivalente a 2,1 por cento da população total no início do ano.

No entanto, o Facebook Messenger restringe o uso da sua plataforma a maiores de 13 anos, pelo que também vale a pena destacar que os anúncios atingem 3,6 por cento do público “elegível” do Facebook Messenger em Angola em 2023.

Para contexto adicional, o alcance do anúncio do Facebook Messenger em Angola é equivalente a 6,5 ​​por cento da base de usuários da Internet local (independentemente da idade).

No início de 2023, 42,5 por cento da audiência publicitária do Facebook Messenger em Angola era feminina, enquanto 57,5 ​​por cento era masculina.

 

LINKEDIN

Os números publicados nos recursos publicitários do LinkedIn indicam que o LinkedIn tinha 690,0 mil “membros” em Angola no início de 2023.

No entanto, observe que as ferramentas de publicidade do LinkedIn publicam dados de alcance de público com base no total de membros registrados, em vez de usuários ativos mensais que formam a base dos números de alcance de anúncio publicados pela maioria das outras plataformas de media social.

Os números do alcance publicitário da empresa sugerem que a audiência do LinkedIn em Angola era equivalente a 1,9 por cento da população total no início de 2023.

O LinkedIn restringe o uso da sua plataforma a pessoas com 18 anos ou mais, portanto, também é útil saber que 3,9% do público “elegível” em Angola usa o LinkedIn em 2023.

Para contexto adicional, o alcance do anúncio do LinkedIn em Angola foi equivalente a 5,9 por cento da base de usuários da Internet local (independentemente da idade) no início do ano.

No início de 2023, 27,8 por cento da audiência publicitária do LinkedIn em Angola era feminina, enquanto 72,2 por cento era masculina.

 

TWITTER

Os números publicados nos recursos publicitários do Twitter indicam que o Twitter tinha 104,6 mil utilizadores em Angola no início de 2023.

Este valor significa que o alcance dos anúncios do Twitter em Angola era equivalente a 0,3 por cento da população total da época.

No entanto, é importante enfatizar que esses números de alcance de publicidade não são iguais aos números de usuários ativos mensais, e pode haver diferenças significativas entre o tamanho do público de anúncios do Twitter e a sua base total de usuários ativos.

Também é importante notar que o Twitter restringe o uso da sua plataforma a pessoas com 13 anos ou mais, então esses números sugerem que 0,5% do público “elegível” em Angola usa o Twitter em 2023.

Para um contexto adicional, o alcance dos anúncios do Twitter em Angola foi equivalente a 0,9 por cento da base local de usuários da Internet (independentemente da idade) no início do ano.

No início de 2023, dados da própria empresa indicavam que 20,5 por cento da audiência publicitária do Twitter em Angola era feminina, enquanto 79,5 por cento era masculina.

No entanto, vale a pena notar que o Twitter infere o gênero dos seus usuários, analisando sinais como o nome que os usuários inserem no seu perfil e a sua atividade mais ampla na plataforma.

Isso contrasta com os dados de gênero oferecidos nas ferramentas de publicidade de plataformas como o Facebook, que se baseiam no gênero que os próprios usuários inserem no seu próprio perfil.