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Segunda-feira, Abril 13, 2026
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Angola vai expandir redes de transmissão e acesso da Angola Telecom

O consórcio de empresas Gemcorp Commodities Global DMCC e Geoglobal Consulting Corp vai reabilitar e expandir redes rurais e metropolitanas de transmissão e acesso da Angola Telecom, por 188 milhões de dólares, foi anunciado.

De acordo com um comunicado de imprensa da Gemcorp a que a agência Lusa teve acesso, o contrato foi assinado entre o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e o consórcio de empresas.

O projeto tem como objectivo reposicionar e potenciar a Angola Telecom, através da reabilitação e expansão das redes rurais e metropolitanas de transmissão e acesso, abrangendo duas áreas essenciais para o funcionamento da operadora nacional, nomeadamente a renovação e expansão dos seus ativos de telecomunicações e a sua reestruturação transversal para a criação de processos internos que lhe permitam melhorar a conduta, a faturação e a eficiência dos seus serviços.

Com este projeto, o Governo angolano espera a melhoria e expansão das redes de transporte e de acesso da Angola Telecom, com vista ao aumento da interligação nacional e internacional, cobertura e qualidade da conectividade rural; a qualificação de quadros nacionais no domínio das telecomunicações; e a melhoria das infraestruturas de telecomunicações no país, para beneficiar diretamente uma população de três milhões de pessoas, designadamente habitantes das zonas que não são atualmente servidas por nenhum outro operador nacional.

O consórcio constituído pela Gemcorp Commodities Global DMCC e Geoglobal Consulting Corp compromete-se “a concretizar o projeto nos prazos estabelecidos aquando da adjudicação do mesmo” e a “contribuir de forma profissional e eficaz para a modernização das telecomunicações em Angola”, por se tratar de um dos setores-chave de desenvolvimento de qualquer país, sublinha-se no documento.

Banco Comercial do Huambo alvo de ataque cibernético

O Banco Comercial do Huambo (BCH) foi alvo de um ataque cibernético do grupo ALPHV, que assumiu como responsável pelo ataque segundo as últimas informações publicadas na página do Twitter da Falcon Feedsio. O ataque pode ter causado a perda de uma quantidade de dados dos seus clientes e parceiros.

O grupo ALPHV informa que o BCH tem 72 horas para efetuar o pagamento do resgate das informações, tendo notado que, uma vez não pago, as mesmas serão vendidas no mercado negro para efeitos de branqueamento de capitais e outras atividades criminosas.

 

O mesmo grupo fez igualmente saber que entre as informações obtidas constam os dados financeiros e confidenciais sobre os parceiros da instituição, dados dos cartões de crédito, das contas bancárias, dados sobre o seguro, bem como informações pessoais de milhares de clientes do BCH.

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O Menos Fios alerta mais uma vez as instituições a preocuparem-se cada vez mais com a segurança das suas infraestruturas tecnológicas e formação das suas equipas técnicas. As instituições devem ter uma política de segurança bem definida, que abranja todos os aspetos da segurança cibernética, incluindo senhas fortes, atualizações regulares de software e hardware, backups regulares e medidas de segurança física.

As instituições devem realizar treinamentos de consciencialização de segurança cibernética: os funcionários da instituição devem ser treinados regularmente sobre as melhores práticas de segurança cibernética, incluindo como reconhecer e evitar ataques de phishing, senhas seguras e outras medidas preventivas.

TikTok e CapCut, ByteDance, entre os aplicativos mais baixados

A empresa App Figures partilhou um relatório com as aplicações com mais downloads no mês março em todo o mundo, relatório este que abrange tanto o ecossistema iOS como os sistemas Android.

É possível ver neste relatório algumas das apps mais conhecidas do mundo, mas, curiosamente, o Facebook parece estar ausente no ‘ranking’ da loja virtual da Apple. Como pode ver abaixo, a app do Facebook não está presente entre as dez aplicações mais downloads da App Store. No entanto, a aplicação está presente no segundo lugar do ‘ranking’ do Android.

No que diz respeito aos lugares cimeiros, o TikTok (seguido pelo CapCut, também detido pela ByteDance) está no primeiro lugar das apps do iOS neste relatório. Já o Instagram está no primeiro lugar das apps Android.

Olhando para o resultado combinado dos downloads entre o iOS e o Android vemos que o Instagram está no topo com 50 milhões de downloads, seguindo-se o TikTok com 47 milhões, o Facebook com 41 milhões, o WhatsApp com 34 milhões e o CapCut com 28 milhões. Seguem-se o Telegram, o Snapchat, a app da loja Shein e, no último lugar, o Messenger.

Governo vai apostar na modernização tecnológica do Serviço de Migração e Estrangeiros

O Governo Angolano vai apostar na modernização tecnológica do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), segundo o Ministro do Interior, Eugénio Laborinho.

O dirigente que falava no ato central das comemorações do 47º aniversário do SME, informou ainda que o seu pelouro tem vindo a fazer um esforço suplementar para a aquisição de meios e equipamentos tecnológicos especializados para continuar a potenciar e modernizar a instituição, bem como criar melhores condições sociais e de trabalho dos seus efetivos.

MAIS: Malanje: SME destaca avanços tecnológicos da ANGOP

Eugénio Laborinho apelou ao reforço da cooperação com os órgãos de Defesa e Segurança, as missões diplomáticas e consulares e com os órgãos que intervêm na administração da Justiça, visando a satisfação dos desígnios do Estado Angolano.

No seu discurso, o ministro fez saber ao efetivo do SME que a dinâmica da globalização, aliada à necessidade de maior abertura no domínio do investimento estrangeiro, impõe novos desafios às forças da ordem, “tendo em conta a necessidade de se garantir a segurança dos cidadãos e a proteção das fronteiras, incluindo a prevenção e combate à imigração ilegal e aos crimes de falsificação de documentos de viagem”.

Presidente do Brasil culpa videojogos pelos ataques violentos nas escolas

Os ataques a escolas têm sido motivo de grande preocupação no Brasil, com o presidente Lula da Silva a fazer um discurso sobre o assunto, aproveitando para culpar os jogos mais violentos.

Hoje a molecada [miúdos] joga com gente de outro país, passam noites jogando, e tudo isso resulta nessa violência no meio de crianças, declarou Lula da Silva de acordo com o GloboNão tem game [videojogo] falando de amor. Não tem game falando de educação. Os games estão ensinando a molecada a matar. Pode ser que tenha uma raríssima exceção que não faça isso, mas eu duvido que tenha um moleque de 8, 9, 10, 12 anos que não esteja habituado a passar a maior parte do tempo jogando essas porcarias.

As declarações acabaram por não ser bem vistas para generalidade do público, com o próprio filho do presidente do Brasil, Luís Cláudio, a fazer uma publicação no Twitter onde refere que o pai acabou por generalizar.

“O meu pai viu os filhos e os netos crescerem jogando videogame, ele sabe que isso não nos tornou violentos, ele fez uma declaração sobre um assunto polêmico ao vivo e acabou generalizando. Vídeo game é muito mais que violência, é arte, é lazer, é entretenimento”, escreveu o filho de Lula da Silva.

ChatGPT custa mais de 356 milhões de kwanzas por dia

A ferramenta de Inteligência Artificial (IA) da OpenAI, o ChatGPT, tem uma operação diária que custa 700 mil dólares (cerca de 356 milhões de kwanzas) por dia, conta o analista Dylan Patel da SemiAnalysis ao site The Information.

Patel refere que este custo se deve à grande potência necessária para calcular as respostas que deve dar durante as interações com os utilizadores. A maioria deste custo deve-se aos servidores caros, refere Patel, notando que o custo é calculado em relação ao GPT-3. Recordar que a atual versão da tecnologia está no GPT-4, pelo que por esta altura o custo será ainda maior.

MAIS: Samsung vaza dados confidenciais próprios com uso de ChatGPT

Este é um tema preocupante para a Microsoft que, de acordo com a publicação, se encontra a trabalhar num novo ‘chip’ de IA – conhecido como ‘Athena’ – de forma a reduzir os custos de operação da tecnologia da OpenAI.

Angola sobe cinco posições no ranking Global de Inovação

Angola subiu cinco posições no Índice Global de Desenvolvimento, segundo a ministra do  Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (MESCTI), Maria do Rosário Bragança.

A governante que falava na sessão de apresentação do Regime Jurídico do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que a melhoria de posição é ainda insatisfatório, sendo que deve-se apostar mais na educação, nas áreas das ciências, tecnologias de informação, engenharias e matemática.

Temos que prestar maior atenção ao investimento científico e a melhoria do empreendedorismo, pois são algumas das recomendações que recebemos para a melhoria da ciência e da inovação“, informou Maria do Rosário Bragança, frisando que a aposta nessas áreas é com o objetivo de melhorar o ambiente de negócios e a diversificação da economia no país.

MAIS: Angola vai contar com regulamentação a Ética na Ciência, Tecnologia e Inovação

Quanto ao sector do empreendedorismo, foi revelado que o MESCTI está a trabalhar para que as instituições do ensino superior tenham disciplinas e programas sobre o empreendedorismo.

Maria do Rosário Bragança salientou que a produtividade científica tem vindo a melhorar nos últimos anos, considerando, no entanto, ainda débil. Por isso e para inverter o quadro, defende a necessidade da capacitação contínua dos quadros, bem como o acesso as melhores revistas científicas, por serem fundamentais para o desenvolvimento científico do profissional.

Twitter retira o selo de verificação de contas que não pagam o Twitter Blue exceto três famosos

Conforme havia prometido, o Twitter removeu esta quinta-feira, dia 20 de abril, o ‘selo azul’ das páginas sem subscrições do Twitter Blue. A situação não passou despercebida aos utilizadores da rede social, que rapidamente perceberam que artistas, atores, ‘influencers’, celebridades e personalidades conhecidas ficaram sem as páginas verificadas.

Todavia, parece que nem todas as páginas com selo de verificação estão a pagar para o ter, isto porque o líder do Twitter, Elon Musk, está a pagar para que algumas celebridades o mantenham.

O próprio Musk confirmou através da rede social que está a pagar pessoalmente para manter as páginas de três celebridades com o ‘selo azul’, conforme pode ver mais abaixo.

MAIS: Twitter aumenta limite de caracteres para 10.000

Os ‘escolhidos’ de Elon Musk são o jogador de basquete LeBron James, o escritor Stephen King e o ator William Shatner. Como conta o site The Verge, sabe-se que um funcionário do Twitter terá contactado um representante de LeBron James com a oferta, a qual foi feita pelo próprio Musk.

Já no caso de King, o escritor notou na respetiva página que, apesar de não ter feito qualquer pagamento, continuava com o selo de verificação. “A minha conta de Twitter diz que subscrevi o Twitter Blue. Não o fiz”, notou King, ao que Musk respondeu com um simples “não tens de agradecer”.

Africell lança carteira móvel Afrimoney

A operadora de telefonia móvel Africell faz hoje o lançamento do Afrimoney, que consiste numa carteira eletrónica que armazena fundos numa conta associada ao número de telefone do utilizador.

O lançamento vem quatro meses após a empresa ter recebido a sua licença de mobile money, bem como das fases de testes que duraram seis meses e que foram feitos para aprimorar questões técnicas da aplicação e a inserção no ambiente regulatório do mercado.

MAIS: AFRICELL multada em 150 mil dólares por violação da Lei de Proteção de Dados Pessoais

Dessa forma, a Africell entra assim em mais uma ‘guerra’ de oferta de serviços com a concorrente Unitel, que lidera o sistema de pagamento móvel com a plataforma Unitel Money.

Segundo os últimos dados do BNA, Angola já conta com mais de um milhão de usuários do serviço “mobile money”, números esses que apresentam uma evolução de mais de meio milhão de adesão só no espaço de um ano, significando uma forte preferência dos detentores de telemóveis em beneficiar de serviços bancários por via dos dispositivos digitais.

Os desafios da cibersegurança em 2023

No ano da incerteza, como muitos lhe chamam, que ‘pedras’ podem os gestores encontrarem no seu caminho rumo a uma segurança mais eficiente que garanta o essencial: prevenção, deteção, proteção e recuperação? Conheça as tendências segundo os especialistas.

Contexto geopolítico

Inflação, guerra na Ucrânia, eventos políticos voláteis, ou disrupção nas cadeias de abastecimento são fatores perturbadores da ‘paz cibernética’ e podem potenciar os riscos de cibersegurança. Os ataques a infraestruturas críticas e governamentais tenderão a crescer neste contexto, o que exige igualmente uma maior preparação por parte das empresas.

Ransomware, a maior ameaça

Este é o tipo de ameaça que mais cresce a nível global, uma tendência que já se mostrava antes da pandemia, mas que ganhou músculo nos últimos dois anos. Só em 2022 foram vários os ataques que assumiram algum mediatismo a nível mundial, o que demonstra que ninguém está imune. As campanhas de ransomware estão cada vez mais profissionais e sofisticadas tendo, muitas vezes, o patrocínio de governos ou de grupos terroristas. Há uma ciberguerra em curso, e este tipo de ataques serão cada vez mais usuais.

Recursos escassos

Se a escassez de talentos tecnológicos especializados era uma realidade há mais de uma década, o cenário tem vindo a agravar-se com a crescente necessidade de perfis técnicos. Na área da cibersegurança esta escassez está a tornar-se ainda mais relevante, e colocar novos especialistas no mercado não acontece ao ritmo desejado. Requalificar é um dos caminhos.

Segurança móvel

A proteção dos dispositivos móveis – telemóveis, tablets, wearables, etc. – continua a ser desvalorizada. No entanto, estes dispositivos armazenam dados valiosos que, em caso de ataque informático, podem causar graves danos a indivíduos e empresas. Os ataques de phishing e de malware são os mais comuns e a falta generalizada de literacia digital contribui para a sua proliferação.

5G e IoT

A velocidade e a utilização mais ampla de ligações sem fios estão a criar desafios de segurança acrescidos às novas redes de telecomunicações. Criar ataques de maior dimensão é um dos problemas que se coloca. Segundo a Insider Intelligence, estima-se que existam 64 mil milhões de dispositivos IoT em todo o mundo nos próximos cinco anos.

O impacto da Inteligência Artificial (IA)

A influência positiva que esta tecnologia tem, e pode ter no futuro, nos negócios é diametralmente oposta ao impacto negativo da sua utilização com propósitos criminosos. A tecnologia deepfake é cada vez mais utilizada para manipular informações e destruir credibilidade, com efeitos significativos no terrorismo e no cibercrime.