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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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Inovadores angolanos criam aplicativo para dinamizar sector dos seguros no país

Imagem meramente ilustrativa
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Um grupo de programadores angolanos criaram um aplicativo móvel que permite às seguradoras e aos tomadores de seguros realizar pagamentos, consultar histórico e realizar simulações para contratar uma apólice, fazer renovações, solicitar o cancelamento e até comunicar um sinistro.

Segundo o que foi revelado ao Jornal Expansão, os jovens inovadores nacionais desenvolveram o aplicativo que está sob gestão de Márcia Miguel Macedo, denominado I4B (Intelligence for Business ou Inteligência Empresarial), que tem como objectivo permitir aos segurados e operadores do mercado angolano várias operações via online.

A plataforma tecnológica vai ainda permitir aos segurados, acesso à apólice, editar beneficiários, realizar o pagamento do seguro, solicitar o cancelamento e até comunicar um sinistro para a realização do atendimento.

No negócio de seguros, como em qualquer outro sector da economia, há uma busca contínua por soluções para reduzir os custos das atividades e melhorar a eficiência dos processos de negócios. Portanto, o sistema garante um espaço único de informação, visto que as companhias de seguros geralmente são estruturas de holding complexas com um único centro administrativo e um grande número de divisões, então o aplicativo garante a escalabilidade, ou seja, traz custos aceitáveis de modernização“, disse Massala Edgar, consultor da equipa de programadores da I4B, ao semanário angolano.

Foi revelado também que o aplicativo já está em conformidade com a legislação existente, nomeadamente cloud computing, controlo de apólices e sinistros, relatórios, atendimento ao cliente e CRM.

MAIS: Secretário de Estado incentiva jovens angolanos a contribuírem para o desenvolvimento do país

O mesmo poderá ser baixado por qualquer cidadão com o dispositivo móvel com o sistema android ou IOS com acesso à internet.

O ERP I4B contempla de forma detalhada as informações de controlo das apólices e sinistros, a entidade seguradora e a data de início do seguro. Assim garantimos, através deste controlo, que se evitem possíveis perdas financeiras e prejuízos oriundos de problemas legais“, informou.

Massala Edgar frisou ainda que o aplicativo vai ajudar as empresas angolanas a entender onde ganham dinheiro e onde perdem, assim como deixa claro a rentabilidade de cada apólice, produto ou carteira. Os clientes e os potenciais usuários terão acesso a uma série de funcionalidades para fazer toda a gestão do plano, ou seja, desde a pesquisa, passando pela adjudicação / emissão da apólice, pagamentos, sinistros e renovações.

Sobre a gestão da digitalização do mercado segurador, o consultor lamenta que haja ainda muitos processos que poderiam ser digitalizados através da simplificação dos back office.

Sendo assim, a digitalização permitirá que as seguradoras sejam ágeis, rápidas e centradas no cliente, digitalizando todo o ciclo de vida do seguro, através de todos os canais, sistemas e operações.

Quanto a ideia da criação do I4B (Intelligence for Business ou Inteligência Empresarial),  Massala Edgar diz que surgiu com a criação da empresa em 2015, “quando se reuniu um grupo de 5 programadores para desenvolver uma aplicação para ajudar uma empresa de corretagem de seguros que enfrentava o mesmo problema que todas as pequenas empresas enfrentam: gerir bem os seus processos porque não tinham um sistema que se adequasse às suas necessidades“.

Grupo hacker francês roubou USD 11 milhões em África

O grupo de ameaça de língua francesa, codinome OPERA1ER, teria realizado mais de 30 ataques cibernéticos bem sucedidos contra bancos, serviços financeiros e empresas de telecomunicações em África, entre 2018 e 2022, onde conseguiu roubar cerca de USD 11 milhões e possivelmente causou danos estimados em USD 30 milhões.

Isto é, de acordo com um novo relatório divulgado pela empresa de segurança cibernética Group-IB, com sede em Singapura, em colaboração com pesquisadores do Orange CERT Coordination Centre.

O relatório compilado em 2021 enquanto o agente da ameaça permanecia ativo, disse que um dos ataques do OPERA1ER envolveu uma vasta rede de 400 contas de mulas para saques fraudulentos de dinheiro.

Pesquisadores da Unidade Europeia de Inteligência de Ameaças do Group-IB identificaram e entraram em contacto com 16 organizações afetadas para poderem mitigar a ameaça e evitar novos ataques da OPERA1ER.

De acordo com o Group-IB, a OPERA1ER percebeu o seu crescente interesse na sua atividade e reagiu apagando as suas contas e alterou alguns TTPs (táticas, técnicas e procedimentos) para cobrir os seus rastros.

“A análise detalhada dos ataques recentes da gangue revelou um padrão interessante no seu modus operandi: o OPERA1ER realiza ataques principalmente durante os fins de semana ou feriados. Isso se correlaciona com o fato de que eles passam de 3 a 12 meses desde o acesso inicial ao roubo de dinheiro. Foi estabelecido que o grupo de hackers de língua francesa poderia operar a partir da África. O número exato dos membros da gangue é desconhecido”, Rustam Mirkasymov, chefe de pesquisa de ameaças cibernéticas do Group-IB Europe.

(Imagem: Grupo-IB)

O Group-IB acrescentou que uma característica distinta do grupo criminoso é o uso de programas de código aberto prontos para uso, malware disponível gratuitamente na dark web e estruturas populares de red teaming, como Metasploit e Cobalt Strike.

Mirkasymov acrescentou que o ritmo de desenvolvimento em toda a África está a aumentar e o investimento contínuo na região a torna um alvo cada vez mais atraente para os cibercriminosos.

“As organizações e empresas em África, como é o caso em todo o mundo, precisam levar a sério a crescente ameaça de ataques cibernéticos e procurar investir em soluções robustas de detecção e resposta a ameaças. Isso é ainda mais relevante porque o OPERA1ER utilizou com sucesso um kit de ferramentas pronto para uso. O uso de ferramentas de código aberto reduz a barreira de entrada para cibercriminosos, quando se trata das competências técnicas necessárias para lançar um ataque cibernético. Isso significa que outros possíveis cibercriminosos podem aproveitar os mesmos TTPs, potencialmente com resultados devastadores.”

“Novembro Digital” chega a Angola para impulsionar as culturas digitais

Começou ontem(03) a primeira edição do “Novembro Digital”, conceito que tráz em Angola um festival internacional de culturas digitais, organizado pelo Institut Francês e pela rede cultural francesa, em cinco continentes e no nosso país é realizada pela Aliança Francesa.

O evento que acontece nas instalações da Alliance Française de Luanda e no Liceu Francês de Caxito, onde teve abertura oficial pelo embaixador de França em Angola, Daniel Vosgien, vai reunir uma exposição digital onde as imagens expostas ganham vida através do App Faune, uma aplicação onde poder-se-ão  descobrir, através da realidade aumentada, os cartazes expostos a movimentar-se por todos os espaços e chegando a sair do cartaz.

Segundo o que foi revelado, o evento será composto por dez cartazes de grande formato (A0: 118,9X 84,1),  com a exposição disponível nos três espaços constam na programação uma série de ateliês preparados, por inscrição que finalizará com a criação de uma Banda Desenhada, nos sábados dias 12, 19 e 26 do corrente mês, com o apoio do X-LAB.

No próximo dia 25, na Mediateca da Alliance Française de Luanda acontecerá uma conferência seguida de debates, sendo que o evento decorrerá até ao dia 26 de novembro, estando reservado para os dias 16 e 18 deste mês, na Universidade Óscar Ribas, em Talatona, a realização de sessões de realidade virtual.

Twitter arranca com processo de demissão de funcionários

O Twitter vai começar a demitir funcionários esta sexta-feira, dia 4, disse a rede social num email enviado aos trabalhadores, uma semana após ter sido adquirida pelo empresário Elon Musk.

“Começaremos o difícil processo da redução de nossa força de trabalho global na sexta-feira [dia 4]”, disse o Twitter na quinta-feira, num e-mail visto pela agência de notícias France-Presse.

A mensagem indicou que todos os funcionários vão receber informações ainda esta manhã, assim que abrir o escritório do Twitter na Califórnia, no oeste dos Estados Unidos, mas não especifica quantas pessoas serão demitidas.

“Reconhecemos que vários indivíduos que fizeram contribuições notáveis para o Twitter serão afetados, mas essa ação infelizmente é necessária para garantir o sucesso da empresa no futuro“, disse a empresa aos funcionários.

Horas antes, o jornal Financial Times (FT) tinha dito que Musk pretendia demitir até metade dos 7.500 funcionários do Twitter, de acordo com fontes ligadas à compra da empresa digital, como parte do corte planeado de custos.

MAIS: Utilizadores do Twitter terão de pagar para manter conta verificada

Como parte desses planos, o bilionário pretende cortar cerca de 3.700 postos de trabalho da empresa digital adquirida por 44 mil milhões de dólares, indicaram fontes próximas do projeto.

O processo de demissão em andamento é uma farsa e uma desgraça. Os lacaios da Tesla tomam decisões sobre pessoas sobre as quais não sabem nada, exceto o número de linhas de código produzidas. Isso é um completo absurdo“, disse, no domingo, Taylor Leese, diretor de uma equipa de engenharia do Twitter, que disse ter sido demitido.

De acordo com o jornal britânico, Musk também pretende exigir o trabalho presencial nos escritórios a partir de segunda-feira, revertendo a atual política do Twitter, que permite aos funcionários trabalhar remotamente.

O FT acrescentou que Musk já deixou a marca no Twitter, desde que finalizou a aquisição, pedindo aos funcionários que trabalhem em tempo integral em projetos selecionados.

No final da semana passada, Musk reformulou a equipa, demitindo executivos, incluindo o responsável do Twitter, Parag Agrawal, enquanto levou para a empresa um pequeno grupo de conselheiros de confiança, incluindo o advogado pessoal Alex Spiro.

Angosat-2 atinge a sua posição final

O satélite angolano de comunicações ANGOSAT-2 atingiu a posição final, revelou hoje o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).

Confira abaixo o comunicado na íntegra.

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) informa que no dia 12 de Outubro de 2022, a partir do Cosmodromo de Baikanour, Cazaquistão, foi lançado com sucesso o satélite angolano de comunicações denominado ANGOSAT-2.

Após o lançamento a partir do nosso Centro de Controlo e Missão de Satélites, localizado em Luanda, na Funda, especialistas angolanos do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) durante 23 dias com apoio de especialistas russos em Luanda, Moscovo e Zheleznogorsk realizaram várias manobras que envolvem princípios de engenharia relacionados com mecânica orbital que permitiu com sucesso no dia 03 de Novembro de 2022 a colocação do ANGOSAT-2 na sua posição final 23E, na órbita geoestacionária a uma distância de cerca de 36000 km a nível da superfície da Terra. O público em geral pode verificar a posição orbital do ANGOSAT-2 através da página https://www.n2yo.com/?s=54033&live=1

Cabe referir que durante os próximos 15 anos os especialistas do GGPEN irão operar o ANGOSAT-2.

Com o parqueamento do ANGOSAT-2 na posição orbital 23E, segue-se a segunda fase de testes que é relacionado com a verificação do desempenho dos parâmetros dos canais de comunicação do satélite.Tem seis canais de comunicação na banda C, 24 feixes de comunicação na banda Ku.

O funcionamento do ANGOSAT-2 é nominal, as operações e os testes continuam a decorrer em conformidade com os procedimentos e o plano definido pelas equipas envolvidas no funcionamento e na manutenção em órbita do ANGOSAT-2.Para operação do ANGOSAT-2 foram formados pela Rússia, França, Inglaterra e Estados Unidos da América cerca de 67 especialistas do GGPEN que trabalham na gestão do programa espacial nacional dos quais 25 dedicados a operação do satélite.

A conclusão da segunda fase de testes do ANGOSAT-2, permitirá levar serviços de telecomunicações às zonas mais recônditas do país a preços competitivos. Irá cobrir todo o continente africano, parte significativa do Sul da Europa e cobertura quase total da região Sul de África, constituindo-se igualmente uma fonte de receitas.

O MINTTICS informa também que qualquer informação oficial sobre o funcionamento e acompanhamento dos testes do ANGOSAT-2, o público em geral  poderá aceder a página www.ggpen.gov.aocontactar o [email protected] ou ligar para o 222777312.

Startups angolanas empenhadas fazer parcerias e networking no Web Summit 2022

Termina hoje a sétima edição do Web Summit, que contou este com mais de 70.000 participantes, 2.630 ‘startups’ e empresas, 1.120 investidores e 1.040 oradores.

Sobre os projetos inovadores angolanos que estiveram presentes no maior evento tecnológico do mundo, nomeadamente as startups  Narisrec, cleantech prestadora de serviços de gestão e comercialização resíduos eletrónicos, Arotec e Kula Kids, a cimeira serviu para fazer parcerias, networking e elevar o nome de Angola no certame.

É um momento único de conexões e oportunidade de parcerias, que possibilitará o crescimento do kula Kids”, disse Luciana Costa, representante da Startup.

Por outro lado, para Délcio Silva, founder da Narisrec, diz que a  “nossa participação está a ser extremamente positiva e vem acrescentar valor a Startup Narisrec a nível internacional com a proteção da nossa marca e ideia tecnológica”.

Queremos mostrar ao mundo que em Angola já estamos a criar tecnologia sustentável e rentável”, frisou João Hosi da Arotec.

MAIS: Web Summit atinge máximo da capacidade com mais de 71 mil pessoas

De informar que as startups nacionais estiveram presentes no evento com o selo da Unitel, sendo vencedoras da última edição do UNITEL Go Challenge, que mais uma vez vai levou a sua valência como promotora do empreendedorismo tecnológico angolano que desde a sua génese tem apoiado diversas iniciativas que visam potenciar o Ecossistema Digital do País.

O UNITEL GO Challenge é um concurso de Negócios Digitais aberto todos os anos aos empreendedores e desenvolvedores de Angola assim como angolanos residentes na diáspora. Em 2022 mais de 220 projetos foram submetidos ao concurso, sendo que apenas 10 foram para a final e 3 deles convenceram o corpo de Júri.

Consultório MenosFios. Será que os Tokens são o futuro do dinheiro?

As mudanças tecnológicas no mercado financeiro estão a acontecer com tanta rapidez e ninguém é capaz de dizer com certeza como será o futuro do dinheiro. Mas vários especialistas pelo mundo já adiantam que, nos próximos cinco a dez anos, é possível que as fronteiras monetárias fiquem mais ténues. Afinal, a transformação está apenas a começar.

Estudiosos de todo o mundo prevê tudo: trabalho, casa e captar valores, por exemplo, para ampliar um pequeno negócio. Estes especialistas, a representarem diversas áreas, desde as criptomoedas a bancos digitais, concordam em dois pontos; o mundo financeiro já está em transformação e será muito diferente nos próximos anos.

Num período de cinco a dez anos, o dinheiro mudará de forma, as fronteiras monetárias ficarão mais ténues, a variedade de moedas vai multiplicar-se, cada vez mais as trocas de valor serão instantâneas, e até mesmo cidades virtuais ou “meta países” corporativos poderão abrigar unidades próprias de pagamento.

Nesse novo universo, tecnologias como a DeFi, NFT, criptomoedas, stablecoins, CBDC (Central Banl Digital Currency), metaverso e blockchain ditam as regras do jogo financeiro. Segundo o autor do livro “O Futuro do Dinheiro”, Rudá Pellini, o “dinheiro pode tornar-se num livre mercado onde vence o melhor”. Conforme o especialista, “caminhamos para isso, ou seja, ter diferentes tipos de moedas virtuais no mundo, como as emitidas por corporações”.

O especialista lembra que a própria Meta, controladora do Facebook, num passado recente anunciou a criação de uma moeda virtual para ser usada no seu ecossistema de redes sociais, batizada com o nome de Diem. A ideia continua viva, mas enfrenta a resistência de vários bancos centrais do mundo.

MAIS: Angola com primeira plataforma de tokens não fungíveis (NFTs)

Tudo isto é tão complexo, que começa a fazer sentido quando se explicam alguns conceitos utilizados neste contexto e os aspetos de segurança que começam a ser uma grande preocupação nesta “confusão” de ideias misturadas. Afinal, tudo começa com a possibilidade de digitalizar ativos reais.

Um token é uma chave eletrónica, um pedaço de código que representa algum ativo. Quando se fala sobre tokens na blockchain, agregam-se algumas características da tecnologia, sendo as principais a imutabilidade, a segurança e a transparência. Além disso, os tokens têm a característica de serem descentralizados, seguindo as regras dos seus smart contracts na rede.

Já a tokenização de ativos é a transformação de um ativo real num ativo digital, fragmentado em unidades criptografadas (os tokens). As transações desses tokens ocorrem em uma blockchain, que é uma rede de computacional descentralizada de registo público e seguem algumas funcionalidades de comunicação e interação pré-programadas na sua origem.

Esses tokens são criados de tal forma que podem ser subdivididos, negociados e armazenados em tecnologia de contabilidade descentralizada (DLT). Entre os exemplos de ativos reais que podem ser tokenizados estão os imóveis, empreendimentos da economia real, obras de arte, metais preciosos, etc.

Já entre os ativos não tangíveis que podem ser tokenizados, podemos citar os NFT, ações de empresas, moedas digitais dos bancos centrais (CBDC), patentes, propriedades intelectuais, royalties, entre outras possibilidades.

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Esse foi o episódio do Consultório MenosFios de hoje, onde esperamos que seja útil para todo e qualquer pessoa que queira saber mais sobre os Tokens. Agora, pedimos que os nossos leitores a comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do e-mail criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

[Moçambique] Índice de inclusão financeira desceu 12,76 em 2021

O Índice de Inclusão Financeira (IIF) global calculado pelo Banco de Moçambique (BM) situou-se em 12,76 pontos, em 2021, contra os 13,93 registados em 2020, refletindo uma redução de 1,2 pontos.

Esta queda resulta, fundamentalmente, da redução dos pontos de acesso (agências bancárias, micro bancos e cooperativas de crédito, agentes bancários, ATM e POS), com especial enforque na cidade de Maputo, bem como da retracção da atividade económica ao longo do período em análise (efeito Covid-19).

Segundo um relatório sobre a Inclusão Financeira publicado recentemente pelo Banco de Moçambique, o IIF, ao nível das províncias, continua, ainda assim, maior na cidade de Maputo (82,69 pontos), seguido da província de Inhambane (10,36 pontos) e Maputo (9,95 pontos).

Os níveis mais baixos observam-se nas províncias de Zambézia (2,84 pontos) e Niassa (3,67 pontos).

MAIS: Moçambique: Inclusão financeira no país entra em fase decisiva

No quadro das iniciativas do Governo orientadas para a inclusão financeira da população rural, há a destacar, em 2021, a realização das ações desenvolvidas à luz do projeto “Um distrito, um banco”, que permitiram a instalação de três agências, perfazendo um total de 45 agências desde 2016, ano de lançamento do projeto.

Também destaca-se o projeto Sustenta que na campanha agrária 2020/2021, beneficiou 103 distritos em oito províncias do país (exceto Inhambane, Maputo província e Maputo Cidade), sendo que no global, o programa abrangeu, direta ou indiretamente, 291.241 beneficiários.

Como benefícios da digitalização de pagamentos do Estado (G2P), no sistema obrigatório de Previdência Social do Estado, o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) elevou o efetivo de pensionistas pagos via transferência às respetivas contas bancárias, de um total de 165.722 pensionistas, em dezembro de 2020, para cerca de 184.433 pensionistas, em dezembro de 2021, representando um incremento de 18.711 pensionistas, passando para 95% dos pensionistas a receber as suas pensões via transferência bancárias.

Quanto ao grau de cumprimento do plano de ações da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF), até 2021, do total das 54 ações inscritas no Plano de Ações da estratégia 2016-2022, 17 ações (31%) foram realizadas, 21 ações (39%) encontram-se em curso, quatro ações ainda não foram iniciadas (7%) e 12 ações (22%) são de carácter permanente.

Refira-se que o Governo Moçambicano lançou, em 2016, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022, que visa fornecer uma abordagem estruturada para a implementação de políticas e ações prioritárias para o estabelecimento de mecanismos de monitoria, avaliação e coordenação de atividades a serem levadas a cabo pelos diversos intervenientes, visando acelerar o processo de construção de uma sociedade financeiramente incluída em Moçambique.

Plataforma da Google chega em Angola para avisar sobres futuras cheias

Angola foi escolhido como um dos 18 novos países que vão contar com o Google FloodHub, plataforma de informação da Google que visa sobre futuras cheias.

A chegada ao país do sistema de previsão de cheias criado pela Google vem como parte de uma expansão da plataforma para novos países, que conduz um evento sobre Inteligência Artificial (IA) em Nova Iorque.

Há um sentido de urgência com as alterações climáticas“, disse o vice-presidente de Engenharia e Investigação da Google, Yossi Matias, numa sessão de apresentação antecipada.

A nossa equipa IA utiliza machine learning [ML, aprendizagem de máquina] para prever a direção da água“, explicou o responsável, frisando que só no ano passado, o sistema enviou 115 milhões de alertas de cheias a milhões de habitantes em zonas de risco, como Índia e Bangladesh.

Com tecnologia, podemos endereçar este problema de forma eficaz“, considerou Matias, destacando que a análise da empresa mostrou que os sistemas de avisos atempados conseguem evitar 43% das mortes e 35% a 50% dos danos económicos associados a cheias.

Essa expansão para quase duas dezenas de países vem em altura em que a gigante de Mountain View está a criar uma plataforma centralizada com informações sobre cheias, Google FloodHub. A informação será incluída no motor de busca e nos mapas para “ajudar mais pessoas a ficarem em segurança em situações de cheias.

Um mecanismo preditivo semelhante está a ser usado para monitorizar e prever a evolução de grandes incêndios, que Yossi Matias diz ter sido o catalisador deste trabalho.

Foi um dos fatores que me motivou a olhar para isto“, referiu. “Há a expectativa de que a frequência e escala [dos incêndios] aumente por causa das alterações climáticas“, reiterou.

Sendo assim, a empresa está a trabalhar para que os seus modelos ML consigam identificar e seguir incêndios em tempo real, prevendo como vão evoluir para ajudar as populações e auxiliar o trabalho dos bombeiros. Este sistema está a ser usado nos Estados Unidos, Canadá, México e Austrália.

Windows 11 conta apenas com 15% de quota no mercado

A Microsoft tem vindo a incentivar os utilizadores para realizarem o upgrade para o Windows 11, mas, ao mesmo tempo, este processo também tem vindo a ser dificultado pelos requisitos que a nova versão do sistema possui – que deixam de lado uma grande parte dos utilizadores mesmo em hardware ainda considerado “capaz”.

No entanto, mesmo com os incentivos, parece que o Windows 11 ainda se encontra longe de ser um atrativo para a maioria dos utilizadores. De acordo com os dados mais recentes da empresa Statcounter, existem atualmente 15% de todos os sistemas Windows que estão na versão mais recente do sistema.

dados do Windows no mercado

Durante o mês de outubro de 2022, o Windows 11 ganhou 1.83% de quota no mercado, passando dos 13.61% para os 15.44%. Apesar de ser uma subida, ainda se encontra longe de atingir a popularidade do Windows 10, que atualmente continua com uma quota de 71.29% no mercado. Curiosamente, o agora “enterrado” Windows 7 ainda possui 9.61% de quota.

No geral, os sistemas Windows correspondem a 75.93% do mercado global de computadores pessoais, com o macOS a marcar 15.74% e o Linux cerca de 2.6%. O ChromeOS encerra a tabela com 2.38%.

É importante notar que cada empresa de medição no mercado possui a sua forma de validar os sistemas onde o Windows se encontra instalado. Se tivermos em conta os dados da empresa AdDuplex, o valor anterior encontrava-se em 23%, bastante superior aos dados que a Statcounter apresenta, tendo por base a forma como estes também foram recolhidos.

No entanto, a ideia geral mantém-se: ainda existe uma reduzida percentagem de utilizadores a realmente realizarem o upgrade para o Windows 11, sendo que a maioria ainda se encontra sobre o Windows 10, e deverá manter-se durante os próximos tempos, seja derivado das limitações de hardware ou por opção própria.