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Sexta-feira, Abril 24, 2026
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África continua a ser a região menos conectada do mundo

África continua a ser a região menos conectada do mundo, com 40% de penetração da Internet, ainda que após aumento de 13%, revelou o mais recente relatório da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Segundo a investigação da UIT, o maior avanço foi dos estados árabes, que agora têm penetração de 70%. Curiosamente, a instituição não segrega as Américas, colocando o bloco continental como o de regiões mais conectada (com 80%). A Europa continua sendo a líder, com 89% da população online.

O estudo mostrou ainda que apesar de ter havido um crescimento na penetração da Internet, ainda há cerca de um terço da população mundial que está offline, o equivalente a 2,7 bilhões de pessoas. No ano passado, a pesquisa apontava para 2,9 mil milhões de desconectados.

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A entidade diz que até antes da pandemia, em 2019, havia 3,6 mil milhões de pessoas desconectadas, ou praticamente metade da população. Foi justamente os efeitos da covid-19 que acabaram acelerando a penetração da Internet. Mas em 2021, o crescimento foi menor que o observado no auge da crise sanitária global.

Desta forma, a estimativa da UIT é de que 5,3 mil milhões de pessoas estejam atualmente conectadas na Internet.

Enquanto o crescimento contínuo seja encorajador, a tendência sugere que, sem o aumento de investimento em infraestrutura e um novo ímpeto de fomentar as habilidades digitais, a chance de conectar toda a população até 2030 parece cada vez menor“, destaca a entidade no comunicado.

Elon Musk quer tornar o Twitter a “fonte de informações mais fidedigna do mundo”

O novo dono da rede social Twitter, Elon Musk, garantiu ontem(06) que quer transformar a rede social na “fonte de informação mais fidedigna do mundo”, defendendo a decisão de cobrar dinheiro pela verificação dos perfis.

Em mensagens publicadas no Twitter, onde tem cerca de 25 mil seguidores, o milionário disse ser essa a “missão” da empresa, acrescentado que a veracidade das informações que circulam na rede social deve torná-la “de longe” a fonte mais confiável.

Na semana passada, Musk anunciou que o Twitter vai começar a cobrar oito dólares (8,05 euros) por mês aos utilizadores que pretendam ver o seu perfil verificado, algo que até ao momento só era disponibilizado, de forma gratuita, a celebridades, jornalistas, governos e figuras políticas, científicas e culturais.

A verificação generalizada irá democratizar o jornalismo e fortalecer a voz do povo“, defendeu Musk, o homem mais rico do mundo.

Jornalistas que pensam que são a única fonte legítima de informação, essa é a grande mentira“, acrescentou, em resposta ao comentário de um utilizador.

MAIS: Twitter arranca com processo de demissão de funcionários

Sobre a moderação de conteúdo, Musk, que frequentemente se declara um “absolutista da liberdade de expressão“, disse hoje não ter planos para bloquear um perfil que segue os movimentos do avião particular do milionário, embora isso represente “um risco direto à segurança pessoal”.

Especialistas em redes sociais já alertaram que a decisão de cobrar dinheiro pela verificação pode levar a uma erupção de perfis falsos e aumentar o alcance e impacto da desinformação no Twitter.

Em protesto contra a decisão, algumas celebridades mudaram o seu nome na plataforma para “Elon Musk”, incluindo a atriz Valerie Bertinelli.

A marca de verificação azul “simplesmente significava que a sua identidade foi verificada“, observou Bertinelli. “Os criminosos teriam mais dificuldade em fazerem-se passar por outra pessoa“, acrescentou.

Em resposta, Musk ameaçou suspender, de forma definitiva, todas as contas com nomes falsos, com exceção de perfis que indiquem ser paródias, algo que já terá acontecido à comediante Kathy Griffin.

Acho que nem todos os moderadores de conteúdo foram dispensados?“, brincou mais tarde Griffin depois no Mastodon, uma rede social alternativa.

Musk assumiu o controlo do Twitter na passada semana, após comprar a rede social por 44 mil milhões de euros, tendo dissolvido de imediato o conselho de administração, além de expulsar os principais quadros e demitir cerca de metade dos 7.500 funcionários, incluindo toda a equipa dedicada aos direitos humanos.

Não é […] um começo animador” para a nova gestão do Twitter, disse, no sábado, o alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, que expressou “apreensão sobre o espaço público digital“.

Empresas angolanas devem evitar negociar resgate com criminosos cibernéticos, recomenda especialista

As empresas angolanas devem evitar negociar resgate com criminosos cibernéticos, visto que ao chegar-se a um acordo, se abre a possibilidade de se estar sempre por baixo de ataques cibernéticos.

Essa opinião foi defendida pelo especialista em crimes cinbernéticos Hélio Pereira, falando ao semanário Novo Jornal, frisando que “não se negoceia com o criminoso“, onde como alguém que conhece o funcionamento deste sector recomenda “a não pagar o resgate, porque, primeiro, não se tem qualquer garantia de que a chave é correta e, segundo, se abre a possibilidade de se estar sempre por baixo do atacante“.

Quer dizer, dizes ao hacker que ele pode, que ele conhece o caminho. Se não tapares o buraco, ele pode voltar ou usar a chantagem como um meio de comunicação“, sublinha o especialista.

Falando em alusão ao ataque cibernético que a empresa NCR sofreu, Hélio Pereira diz que no âmbito nacional “temos um crescimento significativo em nível de consciencialização da alta gestão“, onde temos visto uma “preocupação com a segurança, agora o que ainda dói é que muitos, na alta gestão, entre os nossos líderes superiores, precisam de adicionar o risco cibernético aos riscos a serem pensados em termos de estratégias“.

Por exemplo, nós temos países como a Ucrânia que não adicionaram os riscos cibernéticos às estratégias, por isso tornaram-se vulneráveis. Nós temos exemplos de empresas que não fizeram isso e perderam muito dinheiro“, reitera.

MAIS: Centro Tecnológico do Uíge cria aplicativos para combater ataques cibernéticos

Ainda na sua abordagem, o fundador da CyberSecur destaca a falta de literacia por parte de pessoas que utilizam os meios digitais, visto que “é muito preocupante, porque, numa escala de zero a cem, não estamos nem 5% educados sobre como usar os meios informáticos de forma segura“.

O que mais nos falta é a educação cibernética e controlo interno. Temos vários lugares que têm qualquer controlo e segurança cibernética. A alta gestão nem sabe o que é uma cibersegurança, não sabe qual é o perigo cibernético, ainda pensa que é coisa de outros países, sendo coisa dos filmes, e o que mais preocupa é que existem empresas que não sabem que estão a ser atacadas porque não têm controlo que monitora esse tipo de coisa“, informou.

Por fim, tendo como base o facto de empresas nacionais estarem a sofrer ataques cibernéticos nos últimos tempos, com destaque para a SONANGOL, BPC, NCR e muitas outras, finaliza que a uma necessidade urgente de se apostar cada vez mais e melhor na questão da segurança cibernética em todos os sectores do nosso país.

Angola poderá tornar-se o sétimo país de África a ter uma lei para as startups

Angola poderá tornar-se o sétimo país de África a ter uma lei que concede o título de startups as empresas de tecnologia e digital no país, com o objectivo de criar um programa abrangente para incentivar o desenvolvimento da economia digital em todo o território nacional.

Esse desejo vem através de uma reunião entre o Instituto de apoio às Micro Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e a Associação Angolana de Startups e Empreendedorismo Digital (ASSAED), no princípio desse mês de Novembro, que serviu também para conhecer as potencialidades do país sobre as startups e a criação de um projecto lei que poderá, num futuro próximo, conferir personalidade jurídica as empresas emergentes à luz do ordenamento jurídico angolano.

O respectivo encontro juntou o Conselho de Administração do INAPEM, destacando o Presidente do Conselho de Administração da instituição, João Nkosi, e as representantes do grupo ASSAED, Hsymée Cogle e Vanda de Oliveira, que serviu ainda para definir as balizas que poderão dar vazão ao lançamento do primeiro workshop nacional sobre startups, e a criação de uma lei que poderá ser a base de execução dos projectos dentro do âmbito jurídico, capaz de oferecer possibilidades de financiamento a estas junto da banca e similares.

MAIS: Startups angolanas empenhadas fazer parcerias e networking no Web Summit 2022

Segundo ainda o que foi revelado, na reunião foram acordados, a criação de um grupo e sub-grupo, que até o final deste mês, poderão ser já finalizados os preparativos do evento, para posteriormente ser entregue ao Ministro da Economia e Planeamento, Mário João Caetano, tendo em atenção os tramites a seguir a nível do órgão de tutela.

Para vários analistas consultados pela redacção da MenosFios, a criação de uma lei jurídica própria para as startups vem numa hora para incentivar a formação de startups, bem como acreditam que a mesma proporcionará a sua proteção.

Nos últimos tempos Angola tem-se distinguido em nível digital, em relação aos outros países da África Austral. Recentemente temos visto um crescimento na quantidade de startups, desde fintech, e-commerce, e-health e agritech.

Ainda falando do continente africano, o mesmo já tem seis países que têm um projeto de lei de startup aprovado, nomeadamente Congo, Nigéria, Tunísia, Quénia, Etiópia e Senegal

[Moçambique] Jovem cria plataforma de crowdfunding para realizar sonhos

Foi-se o tempo em que dar início a projetos e ideias de negócio só era possível quando se tinha recursos financeiros próprios. Felizmente, há alguns anos, plataformas de financiamento coletivo têm dado espaço para que novos empreendedores divulguem as suas ideias, adquiram engajamento social e consigam apoio financeiro para realizar os seus sonhos.

Um exemplo disso são os variados empreendedores moçambicanos que conseguiram alavancar as suas propostas de negócio a partir de recursos que arrecadaram na Midowe, uma plataforma que tem como propósito ajudar pessoas a conseguir suporte financeiro para causas pessoais, relacionadas a negócios, e causas sociais.

Criado pelo founder Mário Elísio, jovem moçambicano e Estrategista de Marketing Digital, o espaço permite a criação de campanhas, apoiar causas sociais, influenciadores digitais, youtubers, entre outros criadores de conteúdos digitais.

Falando para a revista digital Kabum Digital, Mário Elísio sublinha que uma das vantagens na plataforma é a integração das soluções de carteira móvel e pagamento online, como é o caso do M-Pesa e Paypal. O valor doado vai apenas ao angariador caso se confirme a autenticidade do pedido, caso não, o dinheiro será devolvido.

“Sonhos podem tornar-se realidade, e que o futuro pode ser melhor que o passado”, ressalta a plataforma no seu slogan oficial.

De informar ainda, em termos da sustentabilidade, até então o Midowe não cobra nenhum valor para o uso da plataforma. É de carácter sem fins lucrativos, perspetivando manter a sua sobrevivência por meio de gorjetas que podem ser doadas pelos utilizadores no momento de doações na própria plataforma.

Meta vai permitir venda de NFTs pelo Instagram

A empresa responsável pelo Instagram, a Meta, anunciou durante o evento dedicado aos criadores de conteúdos que permitirá que NFTs (tokens não fungíveis) sejam vendidas diretamente através da rede social.

Recordar que o Instagram já permitia exibir estas NFTs mas, graças a novas ferramentas, os criadores de conteúdos poderão fazer séries de itens colecionáveis e vendê-las aos respetivos seguidores.

MAIS: Contas bloqueadas sem motivo? Instagram diz que está a investigar

Neste momento estas ferramentas estão disponíveis apenas para um “pequeno grupo” de pessoas nos EUA, com a Meta a notar, no entanto que planeia disponibilizar para mais territórios no futuro.

AfricaPlan Foundation seleciona 20 founders para o HackathonAfrica 2022

Já iniciou a edição inaugural do HackathonAfrica, em Enugu, sudeste da Nigéria.

O programa HackatonAfrica, uma criação da AfricaPlan Foundation, com sede nos EUA, é um campo intensivo de treinamento de codificação de software para recém-formados que visam combater o déficit de habilidades digitais na região sudeste da Nigéria e criar oportunidades para os jovens empreendedores explorarem a crescente indústria de tecnologia.

Com a taxa de desemprego da Nigéria em mais de 35%, a Fundação Africanoplan disse que o HackathonaAfrica oferece uma das várias oportunidades únicas que devem ser exploradas para enfrentar criativamente a crise do desemprego através de um programa de upskilling digital inclusivo e estratégico que cria oportunidades para a próxima geração de jovens nigerianos desempenhar um papel ativo na economia digital.

O Hackathon atraiu enorme interesse de jovens de toda a região com mais de 300 pedidos de candidaturas recebidos.

No entanto, apenas vinte recém-formados foram selecionados para integrar a primeira turma, que incluiu dez homens e dez mulheres, ressaltando o compromisso estratégico da Fundação com a inclusão, concedendo assim oportunidades iguais a ambos os sexos.

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Um campo de treinamento de codificação de software residencial totalmente financiado, o HackathonAfrica durará três meses e englobará treinamento prático intensivo em Fullstack Web Development (MERN) e nos mais recentes e mais comumente usados programas de codificação de software e bancos de dados em tecnologia hoje em dia.

O fundador da AfricaPlan Foundation, um executivo e empreendedor da indústria de tecnologia, Oni Chukwu, falando na cerimônia de abertura, lamentou a escassez de habilidades digitais na África, o que está dificultando a capacidade do continente de aproveitar totalmente as oportunidades económicas da revolução tecnológica e o seu empoderamento econômico.

Oni Chukwu salientou que os avanços tecnológicos, especialmente no desenvolvimento de software, interromperam praticamente todas as indústrias, resultando numa maior desvantagem para qualquer economia sem habilidades digitais suficientes ou proporcionais para atender às necessidades da indústria.

O funder convocou os formuladores de políticas, governos de todos os níveis e indivíduos preocupados a abraçar a nova realidade e colocar em prática medidas deliberadas de modo a impulsionar a energia dos jovens e os equiparão para explorar o setor de tecnologia.

Em consonância com a estrutura e o design da HackathonAfrica, os 20 estagiários após completarem os seus três meses de treinamento, a AfricaPlan fará todos os esforços para implantar graduados nas organizações parceiras da HackathonAfrica dentro e fora da Nigéria para o seu estágio, com um salário da AfricaPlan Foundation.

Mais empresas parceiras que possam participar na oferta de oportunidades de estágio para os alunos são bem-vindas.

Alguns dos participantes que falaram com repórteres durante a cerimônia expressaram gratidão à AfricaPlan Foundation pela oportunidade e prometeram aproveitar ao máximo o programa para iniciar carreiras na indústria tecnológica.

Governo Angolano vai apostar na transição energética

O Executivo Angolano vai apostar na transição energética e conservação ambiental em todo o território nacional, segundo o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino de Azevedo.

O gestor público que falava durante o discurso de encerramento da Conferência Internacional das Energias Renováveis em Angola, frisou que a transição energética e as questões de conservação do ambiente constituem preocupação do governo angolano.

Sendo assim, a estratégia nacional neste domínio visa mobilizar recursos sobre estas preocupações, tendo em linha de conta a contínua exploração de petróleo e gás para a sustentabilidade da economia do país e financiar os esforços da transição energética.

Diamantino de Azevedo informou ainda que Angola detém imensos recursos hídricos, terras e excelentes condições climatéricas, mas “precisamos ser assertivos na transformação desses recursos de maneira adequada em alimentos, com base nos Objetivos do Desenvolvimentos Sustentável(ODS)“.

MAIS: Governo desafia “mais empresas” a investir no sector das energias renováveis

Ainda na sua abordagem, o Ministro reiterou que o país vai continuar a apoiar os empresários, investidores e demais iniciativas sobre as energias renováveis, em parcerias com as demais instituições públicas.

Privilegiamos a produção e consumo de energias limpas, provenientes das barragens hidroelétricas, assim como das fontes renováveis de energia, com destaque para projetos de fotovoltaicas, com parques solares”, sublinhou.

De informar que a conferência internacional das Energias Renováveis em Angola analisou questões como “Projetos de Energia Renovável fora da Rede e Autoconsumo”, “Projetos de energias renováveis ligadas à Rede”, “Financiamentos de Energias Renováveis”, “Hidrogénio verde para transição energética”, dentre outros temas.

Hackear um iPhone desligado é possível? 

 

Pesquisadores do Secure Mobile Networking Lab da Universidade de Darmstadt, na Alemanha, publicaram um artigo que descreve um método teórico para hackear um iPhone– mesmo que o dispositivo esteja desligado. O estudo examinou o funcionamento dos módulos sem fio, encontrou formas de analisar o firmware do Bluetooth e, consequentemente, de introduzir malware capaz de funcionar de forma totalmente independente do iOS, o sistema operacional do dispositivo.

Com um pouco de imaginação, não é difícil conceber um cenário em que um invasor mantenha um telefone infetado próximo ao dispositivo da vítima e transfira um malware, que poderá roubar as informações do cartão de pagamento ou até mesmo a chave virtual do carro.

Mas, por enquanto, isso ainda está no campo da hipótese. Isso porque os autores do artigo não demonstraram o risco, e pararam a um passo de uma implementação prática do ataque em que algo realmente útil desagradável é carregado no smartphone. Mesmo assim, os pesquisadores fizeram muito ao analisar a funcionalidade não documentada do telefone, fazer engenharia reversa do seu firmware Bluetooth e modelar vários cenários para o uso de módulos sem fio.

Então, se o ataque não aconteceu, sobre o que é este post? Vamos explicar, não se preocupe, mas primeiro uma declaração importante: se um dispositivo está desligado, mas a interação com ele (hacking, por exemplo) ainda é possível, então…. ele não está completamente desligado!

Como chegamos ao ponto em que desligar algo não significa necessariamente que está realmente desligado? Vamos começar do início:

  • O Modo de Baixa Energia da Apple

Em 2021, a Apple anunciou que o serviço Buscar Meu Dispositivo, usado para localizar um aparelho perdido, agora vai funcionar mesmo se o dispositivo estiver desligado. Esta melhoria está disponível em todos os smartphones da Apple desde o modelo iPhone 11.

Se, por exemplo, você perder o seu telefone em algum lugar e a sua bateria acabar depois de um tempo, ele não desliga completamente, mas muda para o Modo de Baixo Consumo, no qual apenas um conjunto muito limitado de módulos é mantido vivo. Estes são principalmente os módulos sem fio, Bluetooth e Ultra WideBand (UWB), bem como NFC. Há também o chamado Secure Element – ​​um chip seguro que armazena os seus segredos mais preciosos, como detalhes do cartão de crédito para pagamentos por aproximação ou chaves do carro– o recurso mais recente disponível desde 2020 para um número limitado de veículos.

O Bluetooth no modo de baixo consumo é usado para transferência de dados, enquanto o UWB serve para determinar a localização do smartphone. No modo de baixo consumo, o smartphone envia informações sobre si mesmo, nas quais os iPhones de transeuntes podem captar. Se o proprietário de um telefone perdido fizer login na sua conta da Apple online e marcar o telefone como perdido, as informações dos smartphones ao redor serão usadas para determinar a localização do dispositivo.

O anúncio rapidamente provocou uma discussão acalorada entre os especialistas em segurança da informação sobre os possíveis múltiplos riscos de segurança. A equipa de pesquisadores da Alemanha decidiu testar os possíveis cenários de ataque, na prática.

  • Em primeiro lugar, os pesquisadores realizaram uma análise detalhada do serviço Buscar Meu Dispositivo no modo de baixo consumo e descobriram algumas características anteriormente desconhecidas. Após desligar, a maior parte do trabalho é feita pelo módulo Bluetooth, sendo recarregado e configurado por um conjunto de comandos do iOS. Em seguida, ele envia periodicamente pacotes de dados pelo ar, que permite com que outros dispositivos detetem o iPhone <em>quase desligados</em>.
  • Descobriu-se que a duração desse modo é limitada: na versão iOS 15.3, apenas 96 sessões de transmissão são definidas com um intervalo de 15 minutos. Ou seja, um iPhone perdido e desligado poderá ser encontrado por apenas 24 horas. Se o telefone for desligado devido a uma bateria fraca, a janela será ainda menor – cerca de cinco horas. Isso pode ser considerado uma peculiaridade do recurso, mas um bug real também foi encontrado: às vezes, quando o telefone está desligado, o modo “beacon” não é ativado, embora devesse ser.
  • O mais interessante aqui é que o módulo Bluetooth é reprogramado antes de ser desligado; ou seja, a sua funcionalidade é fundamentalmente alterada. Mas, e se ele puder ser reprogramado em detrimento do proprietário?

Ataque a um telefone desligado

Na verdade, a principal descoberta da equipa foi que o firmware do módulo Bluetooth não é criptografado e não é protegido pela tecnologia Secure Boot. A inicialização segura envolve a verificação em vários estágios do código do programa na inicialização, para que apenas o firmware autorizado pelo fabricante do dispositivo possa ser executado.

A falta de criptografia permite a análise do firmware e a busca de vulnerabilidades, que posteriormente podem ser utilizadas em ataques. Mas a ausência do Secure Boot permite que um invasor vá mais longe e substitua completamente o código do fabricante pelo seu próprio, que o módulo Bluetooth executa. Para comparação, a análise do firmware do módulo UWB do iPhone revelou que ele é protegido pelo Secure Boot, embora o firmware também não seja criptografado.

A Apple não se impressionou com o estudo e recusou-se a responder. Isso por si só, no entanto, diz pouco: a empresa tem o cuidado de manter uma imagem de indiferença mesmo nos casos em que a ameaça é grave e demonstrada na prática.

Pelo lado positivo, o artigo não tem impacto imediato nos usuários comuns: os dados obtidos no estudo são insuficientes para um ataque prático. Como uma solução infalível, os autores sugerem que a Apple implemente um switch de hardware que mate completamente a energia do telefone. Mas, dada a fobia de botões físicos da Apple, você pode ter certeza de que isso não deve acontecer.

Já é possível esconder o seu status online no WhatsApp

As últimas horas foram agitadas para o WhatsApp e a sua equipa. As novidades não pararam de surgir e revelam que este serviço se está a reinventar. Depois das Comunidades, há outra novidade. Falamos de todos poderem esconder o seu status online.

Esta é uma das opções que mais vinham a ser pedidas pelos utilizadores, e que está finalmente disponível para todos.

As novidades não param de surgir no WhatsApp. O serviço de mensagens não abranda nas melhorias e funcionalidades que vai apresentando, garantindo assim que os utilizadores têm acesso a um fluxo constante de novas opções.

Assim, surge agora a opção que muitos esperavam e que era pedida há muito tempo. Falamos da possibilidade de esconder o status online, permitindo uma maior privacidade de forma imediata. Esta poderá ser aplicada a todos ou ter alguma filtragem aplicada. Ainda que já muitos tivessem acesso a tal opção, só agora foi disponibilizada de forma generalizada.

Como foi revelado no Twitter, os utilizadores podem ativar a opção de ver quando esteve online para várias opções. Assim temos o acesso universal ou os contactos dos utilizadores. Outras opções presentes permitem escolher de forma precisa quem pode ser o status online ou, no limite, não aparecer a ninguém.

MAIS: WhatsApp vai facilitar envio de mensagem para si próprio

Da mesma forma, existe a possibilidade de controlar quem vê quando o utilizador está online no presente. Esta lista é mais limitada e dá apenas 2 opções que podem ser usadas. Falamos de mostrar a todos ou usar a opção defina antes.

A privacidade dos utilizadores volta assim ao centro do WhatsApp e é simples de controlar. Com estas novidades, a invisibilidade torna-se mais óbvia e até um direito, e não uma consequência como acontecia antes.