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Segunda-feira, Maio 18, 2026
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EUA testam drones capazes de neutralizar atiradores em menos de um minuto

Tecnologia inspirada em cenários de guerra promete resposta quase imediata a ataques em escolas.

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Um novo sistema de segurança está a ser testado nos Estados Unidos com o objectivo de reduzir drasticamente o tempo de resposta a ataques armados em escolas. A proposta envolve o uso de drones que podem intervir em menos de um minuto após a activação de um alerta.

A tecnologia está a ser desenvolvida pela Campus Guardian Angel, que aposta numa abordagem baseada em drones de resposta rápida, inspirados no uso militar observado em conflitos recentes, como a Guerra na Ucrânia.

Segundo Khristof Oborski, director de operações tácticas da empresa, a ideia surgiu da eficácia dos drones FPV (pilotados em primeira pessoa) em cenários de combate. “Observámos como estes sistemas são difíceis de evitar e pensámos em como poderiam ser adaptados para responder a um problema crescente: os tiroteios em escolas”, afirmou à AFP.

Como funciona o sistema

Antes da implementação, as escolas são mapeadas em 3D para definir rotas estratégicas. Os drones ficam posicionados em mini-hangares distribuídos em pontos-chave, formando esquadrões prontos para intervir.

Quando um alerta é activado, por exemplo, através de um telemóvel os drones descolam de imediato. São controlados remotamente por operadores a partir de uma central em Austin, com o objectivo de alcançar o suspeito em cerca de 15 segundos.

A resposta varia conforme o cenário. Em situações menos críticas, os drones utilizam sistemas de áudio bidireccional para emitir ordens. Já em casos de ataque activo, podem recorrer a medidas como impactos cinéticos ou spray de pimenta não letal para neutralizar o agressor.

Contexto e necessidade

O desenvolvimento desta tecnologia surge num contexto de crescente preocupação com a segurança nas escolas norte-americanas. De acordo com dados do portal IntelliSee, só em 2025 foram registados 233 incidentes com armas de fogo em instituições de ensino.

Um dos casos mais marcantes ocorreu em 2022, na cidade de Uvalde, onde um atirador matou 19 alunos e duas professoras. O agressor foi neutralizado apenas 77 minutos após o início do ataque um intervalo que tecnologias como esta pretendem reduzir drasticamente.

Um futuro em debate

Apesar do potencial para salvar vidas, o uso de drones em contextos escolares levanta questões éticas e operacionais, sobretudo no que diz respeito ao uso da força e à segurança dos próprios alunos.

Ainda em fase de testes, a solução da Campus Guardian Angel representa mais um exemplo de como tecnologias originalmente desenvolvidas para a guerra estão a ser adaptadas para aplicações civis, neste caso, com o objectivo de proteger vidas em ambientes escolares.

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