Internet em Angola esteve abaixo da média africana em 2019

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O continente africano tem números abaixo da média em relação ao resto do mundo no concernente à interconexão, sendo que aproximadamente 40 por cento da população acessa a Internet, segundo dados da AFRINIC (Organização Reguladora de Internet em África), que foram apresentados por Eddy Keyura (Director executivo da organização), durante a 31ª conferência da AFRINIC.

Quanto ao nosso pais, no âmbito da Conferência E&M “Transformação Digital na Banca e o Comércio Electrónico em Angola que aconteceu também nos finais de 2019, o consultor de telecomunicações, Abdul Santos, garantiu que Angola apresenta uma taxa muito abaixo da média africana em termos de acesso a Internet.

O especialista fez esta afirmação durante a apresentação do tema “Investimentos em Telecomunicações Enquanto Motor da Economia Digital”, que antecedeu três intensos debates que, entre outros intervenientes, contou com a participação de representantes do sector da banca e telecomunicações, com destaque para o PCA do Banco BIC, Fernando Duarte, e do director-geral da ITA, engenheiro Pinto Leite.

O âmbito da Conferência E&M “Transformação Digital na Banca e o Comércio Electrónico em Angola. O Presente e o Futuro”, o também engenheiro de telecomunicações referiu que o país ainda está muito abaixo da África do Sul, das Maurícias, da Namíbia e da Zâmbia, que têm as maiores taxas de tele-densidade no continente.

Para Abdul Santos, o sector das telecomunicações em Angola estagnou há cerca de quatro anos, considerando que “não há evolução tanto da tele-densidade como do aumento do usuários da Internet”. A situação não se alterou, acrescentou o especialista, referindo que estes indicadores pioram à medida em que a população angolana aumenta substancialmente. Por outro lado, referiu que não é fácil saber exactamente qual é o comportamento financeiro das empresas que operam no sector das telecomunicações, porque não há muita informação financeira disponível. Se existem dados, salienta, “são  reservados apenas aos conselhos de administração das respectivas empresas”.

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