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Terça-feira, Junho 16, 2026
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Telefonia móvel em Angola ganha mais de 2 milhões de novos usuários e atinge recorde de 28,4 milhões

Relatório do INACOM mostra expansão do mercado móvel angolano, liderado pela Unitel, impulsionado pela Africell e marcado pelo regresso competitivo da Movicel.

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O número de utilizadores da telefonia móvel em Angola cresceu em mais de 2 milhões durante 2025, atingindo um total de 28,4 milhões de inscritos activos, segundo dados divulgados pelo Instituto Angolano das Comunicações (INACOM).

Os números representam um aumento face aos 26,4 milhões de utilizadores registados em 2024, confirmando a contínua expansão do sector das telecomunicações móveis no país.

Entre os destaques da nova configuração do mercado está o crescimento da Africell, operadora que iniciou actividades em Angola em 2022 e que, quatro anos depois, já detém cerca de 25,5 % da quota de mercado. A Movicel, por sua vez, procura recuperar competitividade através da introdução de novos pacotes, produtos e serviços, mantendo actualmente uma quota próxima dos 2 %.

Apesar da ascensão da concorrência, a Unitel continua a liderar o mercado nacional, concentrando cerca de 73,3% dos utilizadores de telefonia móvel.

Os dados do INACOM mostram ainda que o maior salto no número de utilizadores ocorreu entre 2022 e 2023, quando o total passou de 15 para 26 milhões de inscritos. Em comparação, Angola registava apenas sete milhões de utilizadores em 2009.

A evolução do sector tem sido expressiva desde a introdução da telefonia móvel no país, em 1993, com a instalação da primeira célula da rede analógica pela Motorola. Entre 2001 e 2002, o número de utilizadores cresceu de 20 mil para mais de 70 mil, ultrapassando pela primeira vez o total de clientes dos serviços de telefonia fixa.

Os relatórios históricos indicam que, em Novembro de 2005, a Unitel atingiu a marca de um milhão de clientes, um número que ilustra a rápida expansão do mercado ao longo das últimas duas décadas.

Telefonia fixa continua em declínio

Enquanto a telefonia móvel mantém uma trajectória ascendente, o segmento da telefonia fixa continua a perder relevância. Em 2025, Angola contabilizou cerca de 77 mil inscrições activas neste serviço, menos três mil em relação ao ano anterior.

A taxa de penetração por domicílio também registou uma redução, passando de 1,02 para aproximadamente 0,88 por cento, acompanhando a tendência de diminuição do número de assinantes.

Luanda continua a concentrar a esmagadora maioria das ligações fixas, representando mais de 80 por cento do total nacional, com cerca de 66,5 mil inscritos. Benguela e Zaire surgem em seguida, com participações de 3,5 e 2,71 por cento, respectivamente.

No segmento da telefonia fixa, a MS Telcom lidera o mercado com uma quota de 43,76 por cento, seguida pela TV Cabo, com 42,30 por cento, e pela Angola Telecom, com 12,82 por cento.

Os dados constam do relatório apresentado pelo INACOM durante o ANGOTIC 2026, realizado entre os dias 11 e 13 de Junho, em Luanda, e evidenciam a crescente preferência dos angolanos pelos serviços móveis e digitais em detrimento das soluções tradicionais de comunicação.

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