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Quarta-feira, Abril 1, 2026
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FBI assume controle de botnet criada por hackers chineses

A screenshot of FBI director Christopher Wray at the Aspen Cyber Summit in Washington DC on Sept. 18, 2024.As autoridades norte-americanas confirmam que assumiram o controlo de uma rede que geria milhares de dispositivos conectados, criada e operada por hackers a soldo do governo chinês.

O grupo chinês Flax Typhoon criou uma rede que controlava milhares de dispositivos conectados, como câmaras, sistemas de gravação de vídeo e de armazenamento de informação, além de routers, com o objetivo de “espiar infraestruturas críticas nos EUA e no estrangeiro, desde empresas a organizações de media, universidades e agências governamentais”, avançou Christopher Wray, diretor do FBI , numa conferência de cibersegurança onde revelou que as autoridades americanas conseguiram tomar conta desta botnet.

Ao trabalhar em colaboração com os nossos parceiros, executámos as operações autorizadas pelos tribunais para tomar controlo da infraestrutura da botnet (…) quando os criminosos se aperceberam do que estava a acontecer, tentaram migrar os bots para novos servidores e até realizaram um ataque [do tipo DDoS – Distributed Denial of Service] contra nós”. As declarações de Wray foram feitas durante a conferência Aspen Cyber Summit.

Na quarta-feira, o FBI, a Cyber National Mission Force e a National Security Agency publicaram um comunicado onde ligam uma rede de 260 mil aparelhos comprometidos ao governo chinês e explicam que a rede estava a ser usada para ocultar as operações dos hackers. A rede estaria a ser operada e controlada pelo Integrity Technology Group, que tem ligações à China e que será o nome ‘formal’ do grupo de hackers Flax Typhoon.

MAIS: FBI revela campanha de ciberataque chinês que durou 14 anos

A botnet afetava dispositivos conectados com o Mirai, um malware desenhado para controlar grandes volumes de aparelhos. A ferramenta tornou-se código aberto em 2016, depois de um grupo de hackers a terem usado para lançar a maior vaga de ataques DDoS da altura.

Ascensão do comércio digital em África

A rápida transformação do espaço digital africano também não podia deixar o sector financeiro para trás. As tecnologias móveis e a acessibilidade à Internet têm vindo a melhorar constantemente em todo o continente, permitindo cada vez mais aplicações de plataformas de comércio electrónico por parte de investidores individuais e empresários.

As plataformas de economia introduziram os utilizadores na negociação de uma vasta gama de instrumentos financeiros – desde moedas e índices a acções – que oferecem aos africanos um acesso mais amplo aos mercados internacionais. Este artigo aborda o crescimento do comércio digital em África e as oportunidades consideráveis que oferece, ao mesmo tempo que dá uma visão dos desafios que têm de ser enfrentados.

A crescente popularidade das plataformas de negociação digital

Ao longo dos últimos anos, as plataformas de comércio em linha expandiram-se rapidamente em África. De acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento, a penetração da Internet em África aumentou de 28% em 2017 para 43% em 2023. Com o acesso fácil à Internet, mais pessoas participam no comércio em linha. Os métodos envolvidos nas plataformas móveis são populares entre os utilizadores porque o comércio pode ser feito a partir de qualquer lugar.

Os volumes de comércio aumentam com o aumento da conectividade

O aumento da penetração da Internet significa que os volumes de transacções em plataformas digitais no continente aumentaram. A Research And Markets afirma que os volumes de transacções Forex cresceram mais de 40% nos últimos dois anos na Nigéria. O Quénia e a África do Sul juntam-se à lista de países que registam fortes taxas de crescimento, uma vez que os cidadãos também tiraram partido das plataformas de negociação em linha fáceis de utilizar.

Este facto foi ainda mais impulsionado pelas aplicações de negociação baseadas em dispositivos móveis. As plataformas de negociação caracterizam-se por baixos obstáculos à entrada, o que torna relactivamente fácil começar a negociar. A ausência de taxas overnight e a disponibilidade de spreads reduzidos são bastante atractivas para os operadores de curto prazo que desejam obter lucros com os movimentos diários dos preços.

O papel da regulamentação no comércio digital

Outra forte força motriz do comércio digital na região africana é a ênfase na regulamentação. Vários dos seus países, incluindo a Angola, a África do Sul, o Quénia e a Nigéria, tentaram regulamentar estes mercados de negociação forex e online para proteger os investidores. A África do Sul, por exemplo, introduziu regras rigorosas para garantir a segurança e o licenciamento das plataformas de negociação.

Oportunidades para os investidores africanos

As plataformas de negociação digital abrem um mundo de oportunidades para os investidores africanos. A negociação de vários instrumentos financeiros globais, como moedas, índices e acções, abre possibilidades de diversificação da carteira – especialmente no caso das bolsas locais em África, que se caracterizam por uma baixa liquidez e volatilidade.

O mercado forex permite aos comerciantes ganhar dinheiro com os movimentos das moedas, oferece oportunidades únicas para o fazer. As moedas africanas, como a Naira nigeriana e o Rand sul-africano, têm registado uma grande volatilidade nos últimos anos, o que permite aos investidores ganhar dinheiro extra com essas flutuações cambiais.

Desafios do comércio digital em África

Embora se trate de uma grande oportunidade, os desafios continuam a ser muitos. A população carece de literacia financeira; de acordo com um inquérito realizado pela Standard Chartered este ano, apenas 25% dos adultos africanos estão confiantes nos seus conhecimentos financeiros relactivamente a decisões de negociação informadas. Este facto conduz a perdas, uma vez que a maioria dos operadores entra no mercado sem conhecimentos prévios sobre os riscos.

Em segundo lugar, é necessário enfrentar o desafio da infraestrutura digital, ou seja, a conectividade à Internet continua a ser pouco fiável e dispendiosa em algumas zonas de África, especialmente nas zonas rurais. Embora as redes móveis estejam a expandir-se, muito mais tem de ser feito para colmatar o fosso digital, de modo a que todos os africanos possam explorar as oportunidades criadas pelo comércio digital. Além disso, as lacunas regulamentares em alguns países também expõem os comerciantes à fraude e a corretores não regulamentados. O quadro regulamentar em todo o continente deve ser reforçado para proteger os investidores, oferecendo um ambiente mais seguro para a negociação e mais transparência.

Conclusão: O futuro do comércio digital em África

O futuro do comércio digital em África é brilhante, com mais pessoas a terem acesso à Internet e a melhorarem a literacia financeira. Com diversas plataformas de economia é agora mais fácil para os africanos negociar instrumentos financeiros globais, proporcionar oportunidades de criação de riqueza e formas de participar na economia. Há ainda desafios em questões como a literacia financeira, as infra-estruturas digitais e a regulamentação, que têm de ser ultrapassados para que o crescimento do sector seja sustentável.

A expansão da economia digital em África significa que o crescimento das plataformas de comércio em linha tem de ser acompanhado para moldar o futuro das finanças do continente. Ao ultrapassar estes desafios e capitalizar as oportunidades disponíveis, África tem potencial para emergir como um dos principais destinos na esfera do comércio digital a nível mundial.

Consultório MenosFios. Como adicionar membros na sua conta da Netflix

Nos últimos anos a Netflix tem mudado a forma de conectividade entre as contas, ainda que de uma forma que parece não agradar a todos. Muito recentemente e com o objectivo de acabar com a partilha de contas, a gigante do sreaming criou a possibilidade de adicionar membros. Apesar de não ser a solução perfeita, é algo a ter em conta.

No Consultório MenosFios de hoje mostramos como pode fazê-lo de forma rápida.

Para acabar com a partilha de contas, a Netflix tem uma nova forma de trazer utilizadores para o seu serviço. Estes têm um custo adicional de 3,99 euros por conta (cerca de 4.200 kwanzas), até ao máximo de 2 membros adicionais, nas contas premium.

Para criar estes membros adicionais, o utilizador precisa primeiro de aceder às Definições da Netflix. Recordamos que o plano Standard permite a adição de 1 membro e o plano Premium permite a adição de 2 novos membros no máximo.

Aqui dentro, os utilizadores encontram uma área chamada Membros adicionais. Esta não terá nenhum utilizador presente, devendo por isso ser escolhida a opção de comprar membro adicional para avançar no processo.

Neste processo, a Netflix vai mostrar ao utilizador as alterações que vai realizar. Ao mesmo tempo, irá também mostrar os novos valores que vão passar a ser pagos. Cada novo membro terá um custo adicional de 4.200 kwanzas, cobrados de forma mensal.

Será ainda pedido, num dos passos finais, que seja identificado o novo membro. Para isso são solicitados o nome e o email para onde será enviado um convite, para aceitar o acesso a esta nova conta. É ainda possível escolher o nome do remetente.

No final deste processo, o novo utilizador precisa apenas de aceitar o convite e fica de imediato pronto a usar o serviço da Netflix. Para isso terá de usar o endereço de email definido e também uma password que vai definir neste processo. Todas as preferências vão estar associadas a este novo utilizador.

Para além de criar o novo membro, o dono da conta Netflix poderá também gerir estes acessos. Uma das opções mais importantes é que a conta poderá ser eliminada a qualquer momento, novamente num processo simples. De notar que o acesso ficará ativo até ao próximo ciclo de pagamento.

É desta forma que a Netflix pensa acabar com a partilha de contas entre utilizadores. Requer um pagamento adicional, mas que ainda assim está abaixo do valor de uma assinatura completa. A opinião generalizada é que esta não será a solução perfeita e que provavelmente irá perder muitos utilizadores que têm manifestado o seu descontentamento e a receita associada.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Plataforma Akipaga lança serviço de remessas para o exterior do país

A plataforma de serviços de pagamentos AkiPaga vai lançar no próximo dia 25 o primeiro serviço de remessas para o exterior via mobile money, sendo um serviço inovador no mercado nacional e visa a inclusão financeira.

A informação foi revelada directora de Planeamento e Marketing da Kwattel, Plácida Savo, em entrevista ao Jornal de Angola, reiterando que o “AkiPaga é uma solução que destaca-se pelas transacções ocorrerem de forma instantânea; ou seja, as transacções acontecem na hora sem a necessidade de períodos de espera para compensações“.

Em adição a esta valência, os nossos clientes não precisam de ter conta bancária, poderão efectuar as suas transacções tanto num smartphone como num telefone analógico (vulgo Bombinha). Não precisam de saldo de dados ou de voz para acesso ao serviço e podem efectuar as suas transacções em qualquer parte do país e a qualquer hora. E obviamente com um custo inferior ao praticado no mercado, sendo que a Kwattel, por ser uma Fintech, não possui a mesma estrutura de custos das instituições financeiras tradicionais“, disse a responsável.

Segundo a Directora, para ter acesso ao serviço de remessas da Kwattel, o cliente deverá estar registado na plataforma de pagamentos AkiPaga, com um histórico de utilização activa da mesma, de pelo menos 3 meses, e deverá garantir que tem a sua documentação actualizada no sistema, podendo fazer esta actualização via WhatsApp ou email.

O meio de carregamento e levantamento de dinheiro nas carteiras AkiPaga não foram alterados, ou seja, continua sendo a partir dos nossos Agentes AkiPaga espalhados por todo o país. E para alternativas de carregamento, temos a possibilidade de transferência bancária nas contas oficiais da Kwattel, conforme publicação nas nossas redes sociais @AkiPaga Angola (Instagram, Facebook e LinkIdin), ou ainda no nosso website: www.kwattel.com. E em caso de dificuldade, o utente poderá entrar em contacto com a nossa rede de apoio ao cliente 923166680 das 7h30 às 18h30 nos dias úteis, para o devido auxílio” frisou.

Foi ainda destacado que neste momento, o “AkiPaga já é possível fazer o envio para mais de 30 países no mundo, dentre eles a China, Brasil, Portugal, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Congos, Senegal, Ghana, África do Sul, Guiné e Moçambique.  A lista completa dos países será divulgada no nosso website, e directamente com os clientes habilitados a utilizar o serviço. Dizer que o envio poderá ser feito para outras carteiras móveis e também bancos“, considerou.

Plácida Savo considera que a grande premissa desta solução financeira e tecnológica é a de oferecer a todos os cidadãos a possibilidade de apoiar as suas famílias no exterior do país, bem como as do exterior apoiarem os seus familiares em Angola.

Portanto, continua dizendo que serão valores que a maior parte se destina à ajuda de custos para a saúde, educação e peças sobressalentes, ou seja, despesas essenciais. A princípio será possível enviar até 250 euros por mês. O nosso objectivo é crescermos o valor das remessas logo que ultrapassarmos os constrangimentos de acesso às divisas. Desta forma, a Kwattel traz uma nova forma de investimento, e convida os investidores que têm o seu dinheiro parado, pessoas com depósitos em moeda estrangeira, a investirem no Fundo de Investimento da Kwattel (FIK), e desta forma rentabilizarem o seu capital.

WhatsApp vai oferecer mais opções de personalizar as conversas

O WhatsApp está a trabalhar numa nova funcionalidade que permitirá aos utilizadores da app de mensagens desfrutar de um maior grau de personalização.

A funcionalidade foi avistada pelo site WABetaInfo na mais recente versão beta do WhatsApp para Android, notando que será possível aos utilizadores escolherem diferentes fundos para a conversa, assim como para as cores das ‘bolhas’ de mensagens.

lista de filtros do whatsapp

Os utilizadores podem agora criar a sua própria lista de conversas, com grupos e conversas individuais que pretendam manter em destaque na caixa de entrada. Esta listagem pode depois ser guardada, para no futuro ser mais simples de aceder.

MAIS: WhatsApp lança funcionalidades para separar listas de contatos

A lista fica visível na parte superior da lista de conversas, e os utilizadores podem rapidamente organizar a caixa de entrada escolhendo a mesma. Estes filtros personalizados conjugam-se com os já existentes na plataforma, e que permitem apresentar, por exemplo, apenas mensagens não lidas, de favoritos ou de grupos.

Para já a novidade apenas se encontra disponível para alguns utilizadores na versão Beta do WhatsApp, mas é possível que venha a ficar acessível para mais utilizadores em breve.

Europa vai colaborar com Moçambique no sector de cibercrime

O secretário-geral do Conselho da Europa, Alain Berset, transmitiu nas Nações Unidas, a disponibilidade da mais antiga organização europeia em reforçar a colaboração com Moçambique no cibercrime e inteligência artificial, após reunir-se com o Presidente, Filipe Nyusi.

Temos com Moçambique uma excelente relação na Convenção para a luta contra o cibercrime. Estamos dispostos a implementar e desenvolver estas colaborações ainda mais“, disse Alain Berset, após o encontro com o chefe de Estado moçambicano, à margem da “Cimeira do Futuro”, promovida pelas Nações Unidas (ONU), que arrancou hoje em Nova Iorque.

Moçambique foi um dos países oficialmente convidado este ano para aderir à Convenção Europeia sobre Crimes Cibernéticos, também conhecida como Convenção de Budapeste, conforme divulgado anteriormente pelo Conselho da Europa.

Trata-se de um tratado internacional que aborda questões relacionadas com o cibercrime e a segurança cibernética, tendo sido adotada pelo Conselho da Europa em 2001, entrando em vigor em 2004.

“Foi também para mim uma boa ocasião para falar com o Presidente [Filipe Nyusi] sobre a nova convenção sobre Inteligência Artificial e, espero, também para desenvolver alguma colaboração”, acrescentou, em declarações aos jornalistas, o secretário-geral da organização, que conta com 46 Estados-membros, incluindo todos os países da União Europeia.

MAIS: A inteligência ao serviço do combate ao cibercrime

O ex-ministro do Interior da Suíça, Alain Berset, foi eleito este ano para o cargo e recordou que já visitou Moçambique em funções anteriores: “Agora tenho um novo cargo, como secretário-geral do Conselho da Europa, e foi uma ótima ocasião para acompanhar a discussão sobre democracia, Estado de direito e direitos humanos. E sei que muito em breve vão ter eleições democráticas [em 09 de outubro] em Moçambique, penso que é um elemento muito importante para ter uma democracia funcional”, concluiu.

O Presidente de Moçambique encontra-se em Nova Iorque para participar na “Cimeira do Futuro”, promovida pela ONU e que decorre até segunda-feira, antecedendo o arranque dos trabalhos da 79.ª Assembleia Geral da organização.

O Conselho da Europa é uma organização internacional europeia que atua na defesa dos direitos humanos, da democracia e o Estado de direito no continente. Foi fundada em 1949, sendo a mais antiga instituição europeia em funcionamento, tendo a sua sede em Estrasburgo, França.

Além dos países da União Europeia, conta com 19 outros membros, como a Suíça, Turquia, Geórgia, Azerbaijão e Ucrânia.

“Penso que se trata de uma organização muito importante, dedicada à democracia, aos direitos humanos e ao Estado de direito. E estamos sempre em contacto com todos os países e continentes que trabalham connosco”, concluiu Alain Berset.

Especialistas abordam Futuro da Transformação Digital em Angola

Decorre nos próximos dias 25 e 26 do mês corrente uma palestra sobre o Futuro da Transformação Digital em Angola, que vai abordar um diálogo estratégico sobre as tendências tecnológicas e a inclusão digital, essenciais para que Angola acompanhe as mudanças globais na área da transformação digital.

Segundo o comunicado oficial, o evento contará com a presença de diversos especialistas, que irão partilhar as suas perspectivas sobre o impacto das novas tecnologias nas empresas, na economia e na vida quotidiana dos cidadãos.

MAIS: Angola tem contribuido fortemente na transformação digital de África, revela governante

Entre os palestrantes do evento, destaque para representantes do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), do MUDA, e da TISTECH.

Apple corrige vulnerabilidades de segurança no iOS 18

A nova actualização dos dispositivos Apple, o iOS 18, foi lançada com correções para pelo menos 33 vulnerabilidades que afetam componentes essenciais dos dispositivos Apple, o que inclui funcionalidades de acessibilidade, Bluetooth, Centro de Controlo e Wi-Fi, com diversas falhas que possibilitam o acesso a dados sensíveis e até controlo do dispositivo por parte de atacantes maliciosos.

A empresa norte-americana detentora do iPhone deixou o alerta para os problemas em termos da componente da acessibilidade que permite que os cibercriminosos com acesso físico aos dispositivos possam usar a Siri para aceder a dados sensíveis, controlar dispositivos que estejam por perto e visualizar fotos recentes sem autenticação.

MAIS: Chegou o iOS 18. Saiba agora todas as novidades do sistema

Também foi documentado pela Apple uma falha crítica no centro de controlo que poderia ser explorada de forma a permitir que uma app móvel pudesse gravar o ecrã dos dispositivos.

O iOS 18 também corrige uma vulnerabilidade no Core Bluetooth que permite que um aparelho de entrada Bluetooth malicioso ultrapasse o emparelhamento do dispositivo afetado e várias outras vulnerabilidades ao nível do kernel, WiFi e Safari.

A empresa tecnológica não registou nenhuma das vulnerabilidades corrigidas pelo iOS 18 dentro da categoria de falhas exploradas.

X (ex-Twitter) volta a ficar inacessível no Brasil

A rede social X cedeu à justiça brasileira e voltou a tornar o seu serviço inacessível no país, depois de ter surpreendido no dia anterior ao conseguir contornar o bloqueio, disse à agência France-Press o provedor de internet.

“Pouco antes das 16h00, o X deixou de utilizar o serviço” prestado pela empresa de cibersegurança Cloudflare, que lhe tinha permitido contornar a ordem de bloqueio, disse à AFP o conselheiro da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) Basílio Rodriguez Perez.

A plataforma está agora novamente “bloqueada”, acrescentou.

Desde quarta-feira, alguns dos cerca de 22 milhões de utilizadores da plataforma no maior país da América Latina puderam voltar a aceder à rede social, porque, segundo explicou a Abrint a rede social efetuou na noite de terça-feira uma alteração técnica no Brasil que lhe permitiu contornar o bloqueio ordenado pela justiça brasileira.

A mudança para o Cloudflare torna o bloqueio da aplicação muito mais complicado”, já que, ao contrário “do sistema anterior, que usava IP [endereço de protocolo de internet] específicos e passíveis de bloqueio, o novo sistema faz uso de IP dinâmicos que mudam constantemente”, indicou.

Entretanto a rede social X (antigo Twitter) garantiu que o acesso a alguns utilizadores no Brasil, deveu-se a questões técnicas involuntárias.

Mesmo assim, o juiz Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro multou na quinta-feira o X em 5 milhões de reais por dia até que a situação se resolvesse, como aconteceu.

Perante as reiteradas recusas de Musk de retirar da rede social perfis de pessoas investigadas por transmitir mensagens antidemocráticas, o mesmo juiz Alexandre de Moraes determinou o bloqueio do X no final de agosto, decisão que foi reafirmada pelos outros quatro juízes da primeira turma do STF.

Moraes também impôs uma multa de oito mil euros a quem utilizar uma VPN ou um outro serviço de ocultação da localização para aceder ao X, que tinha cerca de 20 milhões de utilizadores no país.

Mais tarde, o juiz retirou a regra de proibição da oferta de aplicações que permitem o acesso à internet via VPN, mas manteve a multa. Não houve, até ao momento, porém, relatos sobre a imposição de multa aos utilizadores do X no Brasil.

Bancos internacionais criam plataforma digital de pagamentos transfronteiriços

Quarenta instituições financeiras privadas, com destaque para os bancos comerciais JPMorgan, HSBC e UBS, e sete bancos centrais responderam ao convite do Instituto de Finanlas Internacionais (IIF) para se juntarem a um projecto-piloto, com vista à criação de uma plataforma de moeda digital, destinada a acelerar e aprimorar os pagamentos transfronteiriços.

Idealizado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), o projecto conta nesta fase inicial com apenas uma instituição africana, o banco egípcio Amina.

O projecto Agora é estruturado como uma colaboração público-privada, com o objectivo de ver se os chamados depósitos bancários “tokenizados” podem ser usados em combinação com moedas digitais de bancos centrais tokenizados, isto em um sistema mais rápido e avançado.

MAIS: Elon Musk quer transformar Twitter num substituto para os bancos

Na fase de concepção, o projecto reúne sete bancos centrais, que trabalharão em parceria com as empresas financeiras selecionadas pelo IIF, instituição que actuará como aganete coordenador do sector privado, informa o BIS.

O projecto baseia-se no conceito de razão unificada proposto pelo BIS e investigará como os depósitos bancários comerciais tokenizados podem ser perfeitamente integrados ao dinheiro do banco central tokenizado numa plataforma financeira central público-privada programável“, frisa o BIS, reiterando que esta plataforma poderá “melhorar o funcionamento do sistema monetário e fornecer novas soluções” com recurso a “contratos inteligentes e programabilidade“.

Os “contratos inteligentes podem cpermitir novas formas de liquidação e desbloquear transacções que hoje não são viáveis ou práticas“, oferecendo a empresas e pessoas novas oportunidades, ressalta o Banco de Compensações Internacionais.