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Sexta-feira, Agosto 29, 2025
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África não dispõe de meios para lidar com ameaças da IA, revela investigador

O investigador norte-americano Nathaniel Allen afirmou à Lusa que a Inteligência artificial (IA) “está a desenvolver-se tão rapidamente que os governos africanos não dispõem – nem ninguém dispõe — de quadros legislativos para lidar com algumas das suas ameaças potenciais“.

“Quando temos algoritmos orientados por IA que conseguem ultrapassar sistemas de verificação, e criar falsificações profundas — “deep fakes” – convincentes de líderes mundiais, é difícil saber como responder e, normalmente, as respostas demoram tempo”, acrescentou Nate Allen, investigador e professor de Estudos de Segurança no Africa Center for Strategic Studies (ACSS), em Washington.

“Muitos governos africanos vão enfrentar grandes desafios em matéria de segurança e de aplicação de quaisquer quadros reguladores, que proporcionem uma base ética comum pela qual os governos, as empresas e os cidadãos possam ser responsabilizados”, disse.

O que acontece com a IA, ilustrou ainda, está neste momento a ocorrer com a tentativa de tipificação da cibercriminalidade a nível mundial.

“Não se pode aplicar uma lei se não se sabe ao que se aplica, e este é o grande problema do cibercrime, em que o mundo não consegue chegar a acordo sobre o que o constitui e há grandes disputas entre regimes autoritários e democráticos sobre um tratado global que o impeça, globalmente entendido o cibercrime enquanto tal”, explicou o investigador do ACSS.

Por outro lado, sublinhou, o simples facto de existir uma lei “pode fazer uma enorme diferença”, porém, “tão ou mais importante do que ter diretrizes, é que os países considerem o impacto da IA nas leis que já estão em vigor”.

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Por exemplo, perguntou o especialista, “o que é que as ‘deep fakes’ impulsionadas pela IA significam para as leis sobre fraude e falsificação de identidade e para as leis sobre difamação? E como é que essas leis podem ter de ser atualizadas no sentido de tomarem em conta o potencial de utilização da IA para fins de fraude”.

“Isso é tão importante, se não mais importante, do que ter em vigor algum tipo de normativo abrangente sobre a IA”, concluiu.

Na elaboração de políticas de utilização da IA em África, disse Allen, “o foco está um pouco mais na forma como é incorporada essa tecnologia para vários fins relacionados com o desenvolvimento e não se tem centrado suficientemente nos seus danos potenciais”.

Normalmente, são os ministérios da comunicação e outros do género que se ocupam do problema, mas, em contrapartida, “não há quase nenhum esforço de reflexão sobre as implicações militares e de segurança para os países africanos, no que diz respeito à IA, apesar de a IA já ter sido incorporada há algum tempo em algumas tecnologias militares”, disse.

“Sempre que um drone utiliza — e os drones estão a proliferar — a IA nos sistemas de reconhecimento de imagem, desde a leitura de matrículas a dados biométricos” há questões éticas, mas não apenas, que se colocam, disse Allen, chamando a atenção para o facto de os drones com incorporação de IA estarem a “ser cada vez mais utilizados na definição de alvos” militares.

“Segundo consta, a primeira arma autónoma, com incorporação de IA, foi utilizada em solo africano em 2020, durante o conflito na Líbia. Além de adotarem a tecnologia, não tenho conhecimento de nenhum Governo africano que esteja realmente a pensar em como utilizar e empregar eticamente este tipo de avanços, o que é um grande problema”, afirmou.

Nate Allen considerou que a principal forma como a IA está a ter um “impacto estratégico” em África é no modo como “molda o conteúdo com que as pessoas interagem online”.

“Esta é uma preocupação importante, porque, apesar de haver alguns países em África onde apenas 20% da população tem acesso à Internet, as conversas na Internet influenciam o que se passa ‘offline’ ainda que as pessoas não tenham consciência disso”, disse.

A questão que se coloca, sublinha Nate Allen, é: “E se esse conteúdo está a ser influenciado por um ator estrangeiro que está a espalhar desinformação? Ou por um algoritmo concebido por uma empresa de redes sociais que visa otimizar o envolvimento em vez de estar atenta ao facto ser veículo de um discurso político baseado em factos”.

“As consequências são problemáticas, desestabilizadoras e, em particular, os países onde não há muita capacidade e experiência no Estado para lidar com isto, vão ter problemas”, defendeu o investigador do ACSS.

A tecnologia progride à frente dos reguladores e “estará sempre à frente da capacidade da maioria deles de compreender, quanto mais de fazer alguma coisa”, disse Allen.

Mas, para dar resposta a este tipo de questões, acrescentou o investigador, “não é sequer necessário criar uma regulamentação sólida, basta ter consciência de que existe um problema em primeiro lugar”, em África, como em qualquer parte do mundo.

Serviços financeiros digitais em destaque na 12.ª edição da Semana Global do Dinheiro

Arrancou neste início da semana a 12.ª edição da Semana Global do Dinheiro, sob o lema “Proteja o seu dinheiro, garanta o seu futuro”, e onde a atenção estará também virada para os serviços financeiros digitais e para moeda eletrónica, com a divulgação e dinamização do sistema eletrónico “KWiK“.

O evento que vai até sexta-feira vai ainda abordar os instrumentos de pagamentos modernos, inclusivos e de fácil utilização, adaptado à realidade da população não bancarizada, e que começa a consolidar os seus passos no sistema financeiro angolano.

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A Semana Global do Dinheiro é uma iniciativa coordenada pela Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Económico (OCDE), que se realiza todos os anos, desde 2012, em mais de 176 países, com a finalidade de consciencializar as pessoas, sobretudo os jovens, sobre as principais temáticas relacionadas com a literacia financeira.

Em Angola, durante seis dias, nas províncias de Luanda, Cabinda, Malanje, Huambo, Huíla, Namibe, Cunene, Cuanza-Sul, Moxico, Uíge e Cuando Cubango vão ser realizadas palestras de educação financeira, campanhas de sensibilização para abertura de contas bancárias e de moeda eletrónica, com a participação dos supervisores do sistema financeiro, bancos, prestadores de serviços de pagamentos móveis, parceiros do sector público e privado.

Cuidado! Trojan é capaz de desviar pagamentos feitos com telemóvel

O Pix é uma das plataformas de pagamentos mais populares no Brasil e, tendo em conta que foi criado pelo Banco Central do Brasil, é tido como um serviço confiável para realizar este tipo de operações. No entanto, conta a Folha de S. Paulo que há agora uma ameaça capaz de burlar os utilizadores de telemóveis Android.

Chama-se PixPirate e começou por ser identificado no final de 2022 pela empresa de cibersegurança Cleafy. Trata-se de um ‘trojan’ bancário que é capaz de se esconder em telemóveis Android de forma a desviar pagamentos. Depois do utilizador apontar a câmara para um código QR – tal como se faz em Angola com o MultiCaixa Express – esse valor é desviado para outro destino à escolha dos piratas informáticos.

Mas como acontece a disseminação deste ‘trojan’? Ao que parece, o PixPirate pode infetar o telemóvel Android por via de mensagens de WhatsApp ou de vulgares SMS com um código URL. Notar, no entanto, que para correr o risco de ser infetado deverá clicar nesse código URL – aconselhando-se, portanto a que evite fazê-lo caso o tenha recebido de um remetente desconhecido.

Ao infetar um telemóvel, o PixPirate é capaz de instalar e desinstalar outras apps, realizar o registo de teclas premiadas (de forma a recolher palavras-passe e outros códigos de autenticação), aceder a contas, ler mensagens alheias e também desbloquear o sistema de proteção da Google.

Serve recordar que, mesmo que a grande maioria dos casos só tenham sido detetados no Brasil, este tipo de software ‘viaja’ rapidamente e, tendo em conta que está em constante mutação e adaptação, pode muito bem vir a tornar-se compatível com outros sistemas de pagamentos.

Aberta as inscrições para a 4ª edição do UNITEL Code Robótica

A UNITEL lança neste segunda-feira, dia 18 de março, a abertura das inscrições para a 4ª edição do UNITEL Code Robótica. O UNITEL Code Robótica, é uma formação que visa transmitir conhecimentos básicos sobre programação, ciência, tecnologia, engenheira, artes e matemática. A iniciativa visa essencialmente despertar o interesse pela robótica, através de metodologias inovadoras às crianças e adolescentes dos 8 aos 16 anos.

Os candidatos deverão ter noções básicas de matemática (soma, subtração, multiplicação e divisão), informática e internet na ótica do utilizador. As inscrições poderão ser feitas clicando aqui, no período de 18 de março a 28 de abril, sendo que o início das aulas está agendado para as seguintes datas:

Huíla – março
Bié – abril
Huambo – abril
Móxico – maio
Luanda- maio
O UNITEL Code Robótica, foi lançado em março de 2022 tendo já formado mais de 1.200 crianças e adolescentes nas Províncias de Cabinda, Huila, Malanje, Benguela, Namibe, Huambo, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Bengo, Zaire, Uíge e Luanda A formação UNITEL Code Robótica, é uma iniciativa que visa promover o empoderamento digital das comunidades, e é desenvolvida no âmbito da estratégia de Responsabilidade Corporativa da UNITEL, com o apoio da Arotec.

WhatsApp vai reforçar funcionalidades de segurança

O WhatsApp parece ter intenções de dar aos seus utilizadores mais formas de desbloquear a app de mensagens, permitindo usar outros métodos além da autenticação biométrica.

De forma a que apenas os legítimos donos do telemóvel tenham acesso ao WhatsApp, a app de mensagens pode ser trancada e apenas desbloqueada por via de reconhecimento facial ou sensor de impressões digitais. Todavia, caso haja algum mau funcionamento destas duas formas de autenticação biométrica, o WhatsApp permitirá usar, por exemplo, o código de acesso do dispositivo.

MAIS: WhatsApp: Aba para fixar conversas vai sofrer alterações

O objetivo é flexibilizar os métodos de segurança usados pelos utilizadores do WhatsApp e, ainda que de momento não esteja ainda disponível para os utilizadores da app de mensagens, afirma o site WABetaInfo que a funcionalidade já se encontra na versão beta da app para Android.

Docentes universitários capacitados em matérias de ensino à distância

Vários docentes universitários e técnicos foram recentemente capacitados em matéria de ensino à distância, um método eficiente e flexível, alinhado à demanda do mundo atual, revelou a secretária de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI).

Falando na cerimónia de abertura do ciclo formativo, a secretária de Estado referiu que o objetivo é continuar a capacitar docentes e técnicos nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TCIs), com ferramentas tecnológicas e metodológicas necessárias que atendam às necessidades de utilização de meios digitais nos processos de ensino e aprendizagem.

A inclusão dos técnicos das áreas das TCIs, salientou, garante a sustentabilidade na implementação dos cursos em B-Learning, uma metodologia de ensino com transmissão de conteúdos à distância e presencial.

Eles são os responsáveis pela manutenção do ambiente virtual de aprendizagem (plataformas de ensino online), através das quais os estudantes terão acesso aos conteúdos“, disse.

MAIS: Ensino a distância em Angola arranca em 2025

A formação foi ministrada pela Digital Factory, onde capacitou 52 docentes e técnicos de dez instituições de Ensino Superior, localizadas nas províncias de Benguela, Cuanza-Sul, Huíla, Luanda, Malanje e Namibe. O curso contou também com aulas presenciais e à distância. A coordenadora do programa UNI-AO, Miriam Bacchin, disse que o objetivo é contribuir para a diversificação da economia angolana através do apoio à formação de quadros qualificados em sectores prioritários para o desenvolvimento do país.

Na ocasião, a representante da União Europeia, Isabel Emerson, afirmou que a instituição, enquanto parceira mundial para a Educação, está comprometida em apoiar Angola, dando primazia à promoção das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem.

Google vai ajudar Apple a ter IA nos iPhones

Uma notícia avançada pela Bloomberg indica que a Apple e a Google estão atualmente em negociações de forma a permitir que os modelos de Inteligência Artificial (IA) Gemini da tecnológica de Mountain View possam ser utilizados no software dos iPhones.

A informação disponível aponta para “negociações ativas” da Apple com a Google e também com a OpenAI, com a Apple a desejar incluir funcionalidades de IA generativa a partir da ‘cloud’ já este ano. Há também rumores de que a Apple lançará este ano o iOS 18 que oferecerá outras funcionalidades de IA diretamente nos dispositivos.

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É possível que a Apple tenha mais novidades para anunciar em junho, altura em que costuma ter lugar o evento da empresa dedicado a developers – o WWDC. Contudo, não há até aqui uma data anunciada para o evento.

Bié. Escritores ganham plataforma digital para promover seus trabalhos

Os escritores da província do Bié vão ganhar uma plataforma digital para a divulgação das suas obras literárias, iniciativa do estudante universitário Diamantino Jumbi.

A inovação tecnológica já foi apresentada ao Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos da região, sendo que a plataforma visa contribuir em grande medida na divulgação de obras literárias dos escritores locais, com disponibilidade de acesso ao público através de computadores, telemóveis e tablets.

O jovem criador frisa que foi feito um estudo, onde concluiu-se que, num universo de 370 pessoas que usam a Internet, apenas cinco conhecem escritores bienos, daí a ideia da criação desta plataforma.

Assegurou ainda que o aplicativo possui níveis de segurança aceitável, porquanto o cidadão não deverá efectuar a cópia de livros, nem sequer reproduzir.

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Já o jornalista e escritor Fernando Chicapa ressaltou a necessidade do aplicativo ser também conhecido a nível nacional, quer pelo Ministério da Cultura quer por instituições afins, de modo que o seu proprietário e os escritores locais sejam reconhecidos e valorizados.

Por sua vez, o escritor Adilson Bumba Luís falou da importância desta plataforma estar de facto revestida de segurança, sob pena de ser invadida e colocar as obras literárias em risco de serem copiadas, violando, assim, os direitos autorais.

Entretanto, o escritor Auménides de Cássia Vussmua encorajou o alargamento do aplicativo para os demais escritores do país.

O chefe de Departamento da Acção Cultural, Sílvio André, agradeceu a iniciativa deste autor,  na medida em que vai de encontro aos objectivos do Governo, no que toca à motivação dos cidadãos a cultivarem o hábito da leitura.

Google vai reforçar segurança do Chrome

A Google anunciou que vai reforçar a segurança do seu Chrome, permitindo que o navegador consiga verificar – em tempo real – se o site que está a visitar é suficientemente seguro.

Numa publicação oficial no blogue da empresa, a Google explica que, até aqui, o Chrome baseava-se numa lista de sites seguros atualizada entre 30 minutos a 1 hora. No entanto, a empresa diz que percebeu que estes sites apenas se mantinham ativos por cerca de dez minutos – o que não criava garantias de segurança suficientes para os internautas.

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Assim sendo, o Chrome passará a verificar a segurança dos sites em tempo real. Agora, o modo de proteção Standard para o Chrome no desktop e iOS verificará sites em relação à lista do lado da Google em tempo real”, pode ler-se no comunicado.“Se suspeitamos que um site coloca um risco para ti ou para o teu dispositivo, verá um aviso com mais informação. Ao verificar sites em tempo real, esperamos bloquear mais de 25% mais tentativas de ‘phishing’”

Próximo evento da Google já tem data. Saiba quando

Se está curioso em saber o que a Google tem reservado para o ano de 2024, então é melhor marcar no calendário o dia 14 de maio.

Isto porque, como anunciou a empresa, será neste dia que terá início o Google I/O, um evento dedicado a developers onde serão anunciadas as mais variadas novidades – nomeadamente a versão Android 15 do sistema operativo para telemóveis e, muito possivelmente, o modelo acessível Pixel 8a.

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Tendo em conta a grande predominância de funcionalidades baseadas em Inteligência Artificial (IA), é provável que a tecnológica de Mountain View aproveite o evento para desvendar alguns ‘trunfos’ nesta área. O sistema Gemini, sobretudo, deverá ter direito a especial atenção.