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Sábado, Fevereiro 21, 2026
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Angola com potencial para estar à frente no mercado digital, defende analista

Angola tem o potencial para estar, nos próximos 5 ou 10 anos, à frente no mercado digital no território africano, na opinião do empreendedor tecnológico Francisco Inácio.

O também diretor da “startup” Finácio, que falava numa palestra realizada na Mediateca do Cazenga, sobre o tema “Como as novas tecnologias de informação podem contribuir para a melhoria dos negócios”, destacou os investimentos feitos pelo Governo nos últimos anos.

Na sua abordagem, o founder destacou o lançamento do Angosat-2, que vai melhorar o acesso à Internet nas áreas mais recônditas do país.

“Outro investimento está a ser feito na expansão da fibra óptica marítima e terrestre, assim como no aumento das redes internas e na abertura do mercado, de forma a criar um ambiente de negócios favorável, para o surgimento de novas empresas com foco em tecnologias”.

Francisco Inácio defendeu ainda que as empresas e instituições trabalhem e apostem mais na inovação.

Os países mais desenvolvidos conseguiram se impor no mercado apostando na inovação tecnológica, através da criação de novos produtos tecnológicos”, referiu, além de considerar fundamental os quadros do sector apresentarem mais soluções tecnológicas.

DBS e ORACLE promovem encontro para debater soluções digitais para a banca

A Digital Banking Solutions Angola (DBS), em colaboração com a multinacional Oracle, realiza nesta quarta-Feira, 6 de dezembro, o evento tecnológico sobre “Soluções Digitais para a Banca”, onde vai explorar as últimas tendências e inovação dedicadas à Banca, destacando a importância crucial da Tecnologia no Presente e Futuro de um sector altamente dinâmico, como é o Sector Bancário.

Segundo o comunicado enviado a redação da MenosFios, o sector bancário atual encontra-se numa fase crucial da sua evolução, impulsionado pela constante Transformação Tecnológica. Por isso, o encontro vai partilhar as Tendências e a Inovação, bem como as Estratégias necessárias para a sua implementação no Mercado Local, bem como as novas Formas de Pagamento e implementação de Soluções Tecnológicas que promovem a eficiência operacional das Instituições e a Experiência do Cliente.

Um outro destaque do encontro vai ser o ênfase dado ao Open Banking, delineando o seu potencial, oportunidades e mais-valias para as Instituições Bancárias locais, e para o mercado em geral.

Este modelo revolucionário de partilha de dados não só impulsiona a inovação, mas também redefine a interação entre Instituições Financeiras e os seus Clientes.

MAIS: Open Banking começa a ganhar espaço em Angola mesmo sem regulamentação

Entre os oradores do evento, realce a Vice-Governadora do Banco Nacional de Angola (BNA), Maria Juliana de Carvalho Van-Dúnem e Representantes de Entidades Governamentais, nomeadamente do Ministério das Finanças e da Coordenação Económica.

O encontro terá ainda um leque variado de figuras de destaque da área Financeira e Económica do País e Especialistas em Tecnologia que, em conjunto, irão debater de que forma as soluções digitais estão a moldar a evolução da Banca no presente e a prepará-la para os desafios e oportunidades do Futuro.

O evento acolhe representantes do BNA, da ORACLE, EMIS, economistas e empresários nacionais, bem como representantes da DBS.

WhatsApp vai permitir partilhar o ecrã com transmissão de áudio

Falar do WhatsApp é sinonimo de novidades constantes e de melhorias a cada nova versão. A Meta tem apostado forte neste serviço e renovado todas as áreas a que o utilizador tem acesso constante. Agora, a Meta parece querer estar a mudar o WhatsApp, com uma novidade que deverá chegar em breve.

O programa de testes do WhatsApp tem permitido aos utilizadores terem acesso a algumas novidades antes do tempo. A ideia é que estes possam avaliar as criações mais recentes e descobrir situações que possam trazer problemas para o serviço de mensagens da Meta.

A build mais recente deste programa de testes veio revelar algumas novidades. Ao olhar ao código presente nesta nova app, foi possível descobrir uma potencial novidade que deverá chegar em breve. Falamos da partilha de ecrã, que passará a ser ainda mais completa e acima de tudo, mais útil para o utilizador.

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Até agora é apenas possível partilhar, sem ser transmitido qualquer áudio, o que irá mudar. Com esta versão isso parece ir mudar, sendo transmitido também o áudio, para uma experiência ainda mais completa para os utilizadores do WhatsApp.

Esperava-se que esta funcionalidade fosse integrada também nas chamadas de grupo, para serem ainda mais útil para os utilizadores. Ainda assim, não foi detetado qualquer código ou flags que possam apontar que esta alteração está a chegar para breve.

Não se sabe quando a esta novidade do WhatsApp chegará na sua versão final. Esta alteração à partilha de ecrã será útil para todos, tornado-se ainda mais completa e mais útil, ao incluir o áudio que estiver a ser passado no smartphone no momento em que esta acontecer.

EMIS culpa distribuição geográfica “assimétrica” para longa filas nos ATMs

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) informou que o facto de a rede multicaixa apresentar uma distribuição geográfica “muito assimétrica, o que desfavorece as populações das periferias” é um dos motivos a longas filas para se ter acesso ao serviço, o que se tem visto nos últimos tempos na capital do país, Luanda.

Segundo a operadora, no seu levantamento referente a este período (outubro), a EMIS sublinha que a assimetria na distribuição geográfica da rede ATM (multicaixa) é uma consequência do facto de a mesma se ter desenvolvido agarrada à rede de agências bancárias.

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Sendo assim, os dados da EMIS referem que a percentagem de ATM offpermises (fora das agências) tem vindo a crescer, mas representa somente 15% do total de máquinas instaladas.

Enquanto o desenvolvimento da rede de ATM estiver dependente do alargamento de balcões, a assimetria vai continuar a manter-se, porque o desenvolvimento de balcões é naturalmente lento e depende da atratividade do negócio bancário, em cada município ou mesmo região”, avalia o relatório da EMIS.

Numa perspetiva mais alargada, o município de Luanda detém o maior número de ATM com mil e seis caixas, seguindo-se pelo de Belas com 494, Viana com 282, Cazenga com 114, Icolo e Bengo com 15 e a Quiçama com apenas três, segundo dados da EMIS.

Contas bancárias móveis em Angola vai contribuir para o crescimento do PIB, defende especialista

O aumento das contas bancárias móveis em Angola vai contribuir para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), na opinião de João Rueff Tavares, diretor da EY.

Falando na conferência na VI Conferência sobre Transformação Digital, com o tema “Adoção Digital: O desbloqueio para a Modernização”, o gestor considera que o país apresenta “um contexto favorável para modernizar o sector financeiro” com os mercados informais a assumirem-se como uma “oportunidade para introduzir soluções de pagamentos capazes de alavancar os negócios locais, a inclusão financeira e a formalização da economia“.

João Rueff Tavares informou ainda que, tendo em conta à realidade angolana, onde os números mostram que 50% da população é bancarizada, existe um “forte potencial para Angola se aproximar de valores de contas bancárias móveis ao nível dos países mais desenvolvidos da região”, o que mostrará efetivamente um “crescimento do PIB, aumento da receita fiscal e um ambiente de negócios amigo do investimento direto estrangeiro e interno”.

Por fim, o responsável da EY reiterou que o desenvolvimento tecnológico e a adoção digital por parte das instituições financeiras têm permitido às pessoas realizarem operações de forma mais prática e concretizarem transações financeiras com maior celeridade, através do telemóvel, “a verdade é que lançaram também vários desafios aos bancos e aos próprios clientes“.

É importante a adoção de uma política de controlo e gestão sobre as atividades bancárias, para asseguramos a mitigação de crimes financeiros e a salvaguarda de danos reputacionais“, considerou, finalizando que é “crucial promover a segurança de informação para mitigar potenciais ataques cibernéticos“.

A VI Conferência sobre Transformação Digital voltou a trazer em debate os desafios e soluções tecnológicas que promovam a modernização e o crescimento económico, com presença no evento de especialistas dos sectores das Telecom, das Finanças (banca e seguros), da Administração Pública e operadores do segmento das TICs analisando o quadro atual da Adoção Digital no país sob várias perspetivas: literacia digital e tecnológica, capacitação tecnológica e financeira, infraestrutura e regulação, cibersegurança e inclusão financeira e social.

[Rumor] Apple poderá ter desistido de produzir modems 5G para o iPhone

A Apple terá (alegadamente) decidido desistir de desenvolvimento os seus próprios modems 5G em futuros modelos do iPhone.

A informação começou por ser avançada no site sul-coreano Naver, com a página Tech_Reve na rede social X (ex-Twitter) a confirmar por via de uma fonte dentro da Apple.

MAIS: Apple prepara versão mais barata dos seus óculos de realidade virtual

De acordo com as informações disponíveis, a Apple está a a reorganizar o investimento no departamento de desenvolvimento dos seus próprios modems 5G. Alegadamente, a ideia de integrar a tecnologia no próximo modelo do iPhone parece ter falhado e é esperado que seja completamente eliminada.

Recordar que, em setembro, a Apple estendeu até 2026 o contrato de fornecimento de modems 5G com a Qualcomm. Assim sendo, é provável que vejamos este contrato a ser prolongado caso esta informação venha a ser confirmada.

Arrancou 8.ª Feira de Ideias, Invenções, Inovação e Empreendedorismo

Arrancou ontem(30) a 8.ª Conferência Nacional sobre Ciência e Tecnologia (CNCT), evento que congrega investigadores angolanos e estrangeiros, bem como jovens expositores de diversas instituições de Ensino Superior com os seus projetos inovadores.

Para a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, que fez o discurso de abertura do evento, deve-se aumentar as ações para a produtividade científica no país, ao mesmo tempo que reconheceu os avanços de Angola na criação de um Ecossistema Nacional de Inovação e Empreendedorismo.

Esperança da Costa ressaltou que o atual governo está focado em tornar o sistema mais adequado à finalidade última, sendo contribuir, de modo determinante, para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e da Agenda 2063 da União Africana (UA).

MAIS: Inventores nacionais expressam falta de financiamento nos seus projetos

Em relação ao aumento da produtividade científica no país, a governante sublinhou que o Executivo vai reforçar as Instituições de Ensino Superior (IES) com a capacitação de investigadores científicos e pessoal técnico de apoio.

Esperança da Costa anunciou, para 2024, mais docentes e investigadores científicos com a admissão nas IES e no Centro Nacional de Investigação Científica de 923 quadros para estas carreiras especiais, através do concurso público de ingresso, a ser aberto em breve.

Angola assinou o acordo Artemis da NASA

O Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço assinou oficialmente o Acordo Artemis da NASA solidificando o compromisso de Angola com a exploração do espaço e a colaboração internacional. Este passo marca Angola como o terceiro país africano e a 33ª nação a nível mundial a endossar este acordo, seguindo os passos da Nigéria e do Ruanda , que assinaram o acordo em Dezembro de 2022.

O que é realmente o Acordo Artemis?

Os Acordos Artemis servem como um quadro orientador, enraizado nos princípios do Tratado do Espaço Exterior de 1967, com o objetivo de estabelecer um ambiente seguro e transparente que promova a exploração, actividades científicas e actividades comerciais para o benefício colectivo da humanidade.

Princípios para um futuro seguro, pacífico e próspero

Ao aderir a este acordo, Angola pretende contribuir para a visão partilhada de promoção da exploração pacífica e responsável para além da Terra. Enquanto a NASA lidera o programa Artemis, que visa iniciar uma nova era de exploração espacial e colocar a primeira mulher e pessoa negra na Lua em 2024, parcerias internacionais com vários países e empresas privadas são vitais para o seu sucesso.

Quais são os países que já fazem parte do Acordo Artemis?

De acordo com a NASA até ao dia 1 de Novembro de 2023, as nações que assinaram os Acordos Artemis são as seguintes (em ordem alfabética):

  1. Argentina
  2. Austrália
  3. Bahrein
  4. Brasil
  5. Bulgária
  6. Canadá
  7. Colômbia
  8. República Checa
  9. Equador
  10. França
  11. Alemanha
  12. Islândia
  13. Índia
  14. Israel
  15. Itália
  16. Japão
  17. Luxemburgo
  18. México
  19. Holanda
  20. Nova Zelândia
  21. Nigéria
  22. Polônia
  23. República da Coreia
  24. Romênia
  25. Ruanda
  26. Arábia Saudita
  27. Cingapura
  28. Espanha
  29. Ucrânia
  30. Emirados Árabes Unidos
  31. Reino Unido
  32. Estados Unidos da América

O endosso de Angola ao Acordo Artemis simboliza a sua dedicação à exploração e utilização pacífica do espaço exterior, promovendo a colaboração entre nações e entidades privadas para promover o conhecimento científico e o progresso colectivo da humanidade.

Microsoft implementa recursos de IA no Paint

Com o Windows 11 a Microsoft resolveu renovar muitas das suas aplicações, algumas sem novidades há muitos anos. Este é um processo natural e que trará novas funcionalidades a apps que muitos julgavam que iriam agonizar até desaparecer de forma aleatória.

Um exemplo perfeito deste cenário é o Paint, que tem já acesso a um conjunto de novidades integradas nos últimos meses. Após receber uma renovação completa, é agora o momento de ter acesso ao que a Microsoft já trouxe a outras áreas. Falamos da IA, que os utilizadores podem explorar.

Depois de algum tempo em testes, a Microsoft resolveu lançar para todos os utilizadores do Windows 11 esta novidade. Há um novo botão na sua interface que passa a conseguir converter texto em imagens, desenvolvido pelo modelo DALL-E 3 da OpenAI.

Com o novo botão Cocriador no Paint da Microsoft tudo muda, ainda mais agora que foi amplamente lançado. Os utilizadores conseguem definir uma descrição de algo que visualizam e depois obter três imagens geradas de onde podem escolher para continuar a editar.

Embora este gerador de imagens seja uma novidade no Paint, a Microsoft já incorporou este recurso do DALL-E 3 em outros dos seus outros serviços. O chatbot do Bing da Microsoft foi onde os utilizadores inicialmente puderam fazer pedidos de imagem, mas agora está integrado no assistente de IA generativo Copilot. A OpenAI também fornece aos utilizadores da app ChatGPT o acesso ao DALL-E 3.

Esta é uma excelente novidade para todos os que usam o Windows 11. Com o Paint a conseguir gerar imagens de forma automática e baseada na IA, tudo fica mais simples e mais uma vez esta app da Microsoft ganha funcionalidades que outras ainda não têm disponíveis.

Analistas garantem que instituições financeiras nacionais estão ciberseguros

Vários analistas reforçaram que a maior parte das instituições financeiras em Angola estão ciberneticamente seguros.

Para Filipe Quiteque, docente universitário e consultor de cibersegurança da CyberSecur, e Alberto Afonso, diretor de Segurança de Informação da CyberSecur, que discursavam na edição de 2022 do “CyberSecur Summit”, um evento sobre Investigação Corporativa e Segurança Cibernética em Angola, as empresas do sector financeiro são as que mais se preocupam com o fator cibersegurança, devido às normas do BNA que as, obriga a investirem em segurança da informação.

Fazendo uma análise do sistema financeiro angolano, tendo em conta aquilo que é a prestação de serviço que a CiberSecur faz a nível dos seus clientes, sim, o sector financeiro em Angola está seguro”, disse Filipe Quiteque.

MAIS: CyberSecur Summit 2023: APD preocupada com a recolha excessiva de Dados no país

Os especialistas frisaram ainda que o sector financeiro no quesito da cibersegurança está a dar os primeiros passos, sendo que é notável o nível de crescimento e a CyberSecur, enquanto parceiro, muito tem feito para que os números de ataques não cresçam e não tenham um impacto tão significativo naquilo que é a vida dos usuários desses sistemas.

Ao nível de startups ligadas às fintechs temos feito consultoria à várias startups, e juntos temos encontrado soluções dentro das suas necessidades”, afirmou o docente, acrescentando que grande parte das instituições financeiras estão ciberseguros.

O diretor de segurança de informação da CyberSecur defende ainda que os sistemas financeiros precisam acompanhar a dinâmica da tecnologia, “quanto mais fácil tende a ser a tecnologia, mais insegura ela se torna”.

Questionado sobre a aplicação muticaixa express, o especialista disse que o aplicativo tem vindo a melhorar, e que a nova versão disponível trouxe melhorias e seguranças, uma vez que a segurança é um processo e as aplicações precisam ser melhoradas à medida que elas vão aumentando as novas funcionalidades.