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Domingo, Abril 12, 2026
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Innovation Awards 2022: Abertas as candidaturas ao prémio de inovação e startups

Já estão abertas as candidaturas ao INNOVATION AWARDS 2023, evento que tem como objetivo reconhecer e distinguir as mais brilhantes organizações privadas e públicas, startups e projetos na região dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que utilizam a tecnologia e processos de inovação para promover a competitividade e a modernização dos mercados nos países onde operam.

Para a edição deste ano, serão distinguidas 6 categorias, as quais contemplam um total de 20 prémios, com destaque para Corporate Innovation, Inovação e Inclusão Financeira, Ecossistema de Empreendedorismo e Inovação, Startups, Apps e Especial.

Segundo o que foi revelado pelo comunicado do evento, enviado a redação da MenosFios, são elegíveis organizações públicas e privadas, Startups e Projetos que reúnam os requisitos previstos no Regulamento, que pode ser consultado clicando em aqui.

As candidaturas encerram no dia 15 de maio, e podem ser submetidas através do site acima, cumprindo determinados critérios de elegibilidade estipulados no regulamento, que serão posteriormente analisadas pelo júri para a elaboração da shortlist que será publicada no dia 20 de maio de 2023, para que a votação do público decorra até a dia 15 de junho.

MAIS: PayPay África eleita a melhor fintech de Angola no Innovation Awards

A cerimónia de premiação dos INNOVATION AWARDS 2023 será realizada no formato híbrido, no dia 24 de junho durante a Innovation Week.

Sobre a edição passada, registaram-se 22 projetos nomeados de Angola, Cabo Verde e Moçambique, e um total de 3.745 votos do público, tendo-se consagrado os seguintes vencedores: Prémio Melhor Projecto de Transformação Digital: Property Pactual Fund -Digital Real Estate (Angola); Prémio Melhor Projeto no Segmento de Telecomunicações e Tecnologia de Informação: Unitel T+ (Cabo Verde); Prémio Solução de Cibersegurança: Cetim Tecnologia (Angola); Prémio Cultura de Inovação: Unitel T+ (Cabo Verde); Prémio Melhor Fintech & Solução de Pagamentos Móveis: PayPay África (Angola); Prémio Melhor Startup/Solução: Teledoutor (Angola); Prémio Melhor App do Sector Não-Financeiro: Nha Taxi (Cabo Verde); Prémio Sponsor do Ecossistema: Unitel T+ (Cabo Verde); Prémio Melhor Programa de Ideação e Competição de Startups: 928 Challenge (CPLP); Prémio Melhor Programa de Aceleração e Incubação: IdeaLab (Moçambique); Prémio Empreendedor do Ano: Edmilson Ângelo/Changes 1´s Life (Angola).

Para qualquer esclarecimento ou pedido de informação adicional, contactar através do e-mail [email protected].

Zero Trust: a segurança no centro de todas as decisões

O modelo Zero Trust é uma abordagem proativa que coloca a segurança em primeiro lugar, em todas as interações na rede. Isto é especialmente importante num mundo cada vez mais conectado, onde a segurança informática tornou-se uma das principais preocupações para as empresas de todos os tamanhos e sectores.

À medida que as empresas tentam garantir a segurança das suas redes e dados, muitas estão a adoptar o modelo de segurança Zero Trust- confiança zero, em tradução livre, baseado na ideia de que não se deve confiar automaticamente em nada, nem nos utilizadores, nem nos dispositivos ou aplicações, mesmo que estejam no perímetro de segurança da rede. Em vez disso, a segurança deve ser estabelecida na comunicação entre cada elemento da rede e em cada solicitação de acesso aos dados.

Segundo os especialistas, a abordagem Zero Trust exige uma mudança de mentalidade, colocando a segurança no centro de todas as decisões de negócios e tecnologia. A autenticação e a autorização são as chaves, nesta abordagem, com todas as solicitações de acesso a serem verificadas e autenticadas antes de serem concedidas.

Isso significa que os utilizadores precisam de ser validados através de múltiplos fatores de autenticação, além de terem permissões limitadas com base na necessidade de acederem a dados específicos. O Zero Trust expressa a evolução do próprio paradigma da segurança, que passa de uma defesa fundada no perímetro da rede, para uma focada em utilizadores, ativos e recursos da organização.

Segundo a WatchGuard, 82% dos líderes de TI, reservam cerca de 1% a 6% do orçamento anual, para a adoção da segurança Zero Trust.

Uma das grandes vantagens deste modelo é criar um apouo para o trabalho remoto ou híbrido, nomeadamente porque ajuda a prevenir ou reduzir os danos e riscos de negócio resultantes de uma violação; identifica/protege dados e identidades comerciais sensíveis; satifaz os requisitos regulamentares; e aumenta a confiança no mercado, relativamente à postura de segurança e procedimentos de uma organização junto das suas diferentes partes interessadas- liderança, funcionários, parceiros e clientes.

Na abordagem Zero Trust, a identidade torna-se um fator crítico que ajuda a estabelecer regras e políticas com base nas necessidades de acesso do indivíduo. O modelo zero trust destaca-se por oferecer um nível de segurança elevado, pois assume que não se pode confiar automaticamente no dispositivo ou utilizador na rede.

Para a IBM, às organizações que adotam o modelo Zero Trust podem economizar até 43% em custos com violação de dados. A Check Point é da opinião de que, ao utilizar um modelo Zero Trust, os dados de uma organização estarão protegidos, independentemente da localização ou dos dispositivos.

Sistema financeiro com mais de 350 tentativas de ataques cibernéticos/dia

O sistema financeiro angolano regista, em média, mais 350 tentativas de ataques cibernéticos, segundo o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano.

O dirigente que falava no 1.º Fórum sobre Cibersegurança, promovido pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), disse que os ataques representam um aumento de cerca de 200%, de 2020 até ao momento, assegurando que o BNA tem a responsabilidade de criar estabilidade do sistema financeiro, que conta com um percurso de digitalização de 20 anos “e hoje, quando falámos sistema financeiro, os temas relacionados com cibersegurança são centrais”.

José Massano salienta que este exercício foi sempre colocado com grandes desafios, quer de adaptação, por parte das instituições, com a segurança nas transações que vão sendo cada vez mais tecnológicas.

Vamos ainda tendo muitas transações manuais, mas o grosso das transações de pagamento que temos hoje no estrangeiro representam o que nós temos de pagamentos, essencialmente, digitais”, reforçou.

Por isso, acrescenta o governador do BNA, a instituição tem de estar também preparada para proteger, no quadro das responsabilidades da gestão do sistema de pagamento, “mas também os operadores do mesmo modo, já que o banco orienta-se para um sistema financeiro estável e de confiança para todos os angolanos”.

MAIS: Angola vai ter agência de segurança cibernética para prevenir ataques

Na visão do governador, o facto de existir um ritmo de ataque sobre o sistema “e manter-se resiliente como temos observado, significa que há um trabalho que está a ser efetuado com um grau de sucesso assinalável, por parte dos nossos operadores do sistema financeiro”.

Fez saber que o BNA tem um Centro Alternativo de Continuidade de Negócios, onde os bancos comerciais são obrigados a realizar a sua operação, com centros de continuidade, tendo registado alguns bancos, com ataques e com um certo nível de sucesso, “no sentido de que houve penetração, mas conseguimos assegurar que nesse processo não tivéssemos perda de valor financeiro para depositantes”.

De informar que o 1.º Fórum sobre Cibersegurança juntou vários especialistas para discutirem estratégias, visando aprofundar a segurança das redes e dos sistemas de informação com objetivo de aumentar as garantias de uma utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço, por parte de todos os cidadãos e das entidades públicas e privadas.

Organizado pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), o evento contou com presença e intervenções do ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, bem como dos titulares das pastas das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, das Finanças, Vera Daves de Sousa, Energia e Águas, João Baptista Borges, e do governador do Banco Nacional de Angola, José de Lima Massano.

Governo vai capacitar quadros sobre conhecimento na área espacial

O Governo Angolano vai capacitar sobre conhecimento na área espacial vários quadros de instituições académicas, segundo o coordenador do Programa Nacional de Educação Espacial, Gilberto Gomes.

O dirigente que falava na abertura do 3ª Curso de Desenho, Construção e Lançamento de Pequenos Satélite (Cansat), promovido pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), através do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), disse que os quadros nacionais poderão ter a primeira experiência em projetos espaciais.

O CANSAT Angolano é um picossatélite construído pelo GGPEN com propósitos educativos, o qual possibilita aos estudantes obterem a sua primeira experiência num projeto aeroespacial.

Sobre a 3ª edição do curso, decorre de 8 de maio a 14 de junho, no Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação (ISUTIC) da Universidade de Luanda, onde participam 30 formandos de 15 universidades públicas e privadas do país, selecionados nas províncias da Lunda-Norte, Huambo e Uíge.

A formação visa munir os formandos de conhecimentos sobre as funções, arquitetura e integração de subsistemas que compõe um satélite, dando assim a possibilidade do envolvimento da Academia Nacional em projetos relacionados à Ciência e Tecnologia Aeroespacial.

O conjunto vai aprender a desenhar uma missão, a constituir os subsistemas, a testar, lançar, a fazer a captação dos dados, dar tratamentos aos dados e produzir as informações, um trabalho semelhante às operações feitas pelos operadores do Centro de Controle e Emissão do Angosat -2.

Gilberto Gomes explica ainda que a passagem de conhecimento visa a fortificação do binómio academia e indústria, justificando a necessidade de mais quadros nacionais para atenderem os projetos da área espacial. Com esta iniciativa, as universidades nacionais, nos próximos tempos, possam lançar o seu primeiro satélite, denominado “Cubesate Académico”.

Para isso, ao longo da formação, os formandos vão aprimorar técnicas de desenho, construção, testagem, lançamento, operação e processamento de dados obtidos de uma representação funcional de um satélite real integrado num volume de lata de refrigerante de 330 milimetros, o CANSAT.

Este grupo de formandos serão, de igual modo, contemplados com duas aulas magnas de professores renomados internacionalmente na academia e indústria de pequenos satélites, nomeadamente, a Robert Van Zil (AAC Space Africa) e Tayo Tejumola (International Space University).

Criador da WWW defende que plataformas têm de ser mais seguras

O criador da World Wide Web (WWW), Tim Berners-Lee, defendeu hoje que as plataformas da Internet terão de funcionar de forma mais eficaz e segura, num modelo que garanta a privacidade dos seus utilizadores.

O cientista britânico está a participar no V Encontro Internacional de Reitores de Universia 2023, onde recordou a evolução da www desde o seu aparecimento, nos anos 80, quando alguns ainda acreditavam que seria “apenas uma moda“, até aos dias de hoje, em que é apontada por muitos como instrumento responsável por acontecimentos como a eleição de Donald Trump ou pela vitória do ‘Brexit’.

Será inocente pensar que a ‘web’ vai mudar para melhor?“, questionou Tim Berners-Lee perante uma plateia de centenas de representantes das instituições de ensino superior de 14 países, que estão reunidos na Cidade das Artes e das Ciências, em Valência, para discutir o papel das Universidades na sociedade.

A www é uma coisa poderosa, mas o que tem de melhorar são as plataformas que as pessoas constroem. E podemos mudar as coisas“, defendeu o ex-aluno de Física da Universidade de Oxford.

Nos últimos anos, estávamos cada vez estava mais preocupados com o caminho que estava a levar“, disse, dando como exemplo problemas como a privacidade dos dados, a segurança, ‘fake news’ ou o eventual controlo de dados e manipulação de informação que terá levado à eleição de Donald Trump ou à vitória do Brexit.

Tim Berners-Lee lembrou que “a ‘web’ no início era uma coisa emocionante e muito poderosa”, mas depois começaram a tornar-se evidentes os perigos associados às grandes plataformas: “Quando as pessoas entram na ‘web’, são suscetíveis de encontrar informações falsas” que poderão ter levado “à eleição de Donald Trump ou do ‘Brexit‘”.

Por isso, defendeu que é preciso corrigir o atual modelo para que a Internet seja um espaço seguro e livre de manipulações.

No encontro, recuou até aos anos 80, quando já existia Internet, mas os computadores ainda não estavam ligados em rede e o jovem cientista pensou: “E se conseguíssemos ligar todos os computadores? Tudo o que nos limitava era a imaginação“, contou, explicando que era preciso “muita tecnologia” e “muita criatividade“.

A www nasceu em 1989, quando Berners-Lee trabalhava no laboratório da organização europeia de investigação nuclear (CERN) “com físicos de diferentes universidades” e, nessa altura, ainda se discutia se a descoberta “iria mudar o mundo” ou era “apenas uma moda“.

Tim Berners-Lee é um dos oradores convidados do V Encontro Internacional de Reitores Universia 2023, que contou com a presença da presidente do Banco Santander, Ana Botín, e do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

Gostas de desafios e queres trabalhar em projetos reais? Candidata-se ao LISPA Hack

Gostas de desafios, queres trabalhar em projetos reais, partilhar conhecimento e fazer networking?

É nessa senda que o Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos (LISPA), afeto ao Banco Nacional de Angola, lança o concurso Lispa Hack, que visa reunir programadores, designers, gestores de produtos/projetos, e outros profissionais ligados a áreas administrativas durante 4 dias intensivos, centrado nos moldes de uma maratona, para desenvolver soluções e inovações tecnológicas para o sector financeiro.

Segundo ainda a nota oficial do concurso, além de estarem em contacto com atores ativos no mercado, os participantes terão a oportunidade de ganhar prêmios até Kz 500.000,00.

As candidaturas ao concurso inovador estão abertas até ao dia 04 de Junho, onde podes submeter a sua candidatura clicando em aqui.

De informar que o LISPA é uma iniciativa do Banco Nacional de Angola (BNA) em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), e que através de vários programas inovadores visam promover a inovação, potencializar a oferta diversificada de produtos e serviços financeiros e de seguros ao consumidor, salvaguardando a gestão de riscos, a fim de impulsionar a inclusão financeira.

Gmail vai ganhar símbolo de verificação de identidade

A Google vai lançar uma funcionalidade que tem o objetivo de garantir a legitimidade de um contacto remetente. E a novidade tem um aspeto familiar – agora, quando receber um mail de uma empresa verificada, verá um ícone azul, com um certo ao centro, semelhante ao que vemos no Twitter, e que serve para comunicar que o se trata de um endereço fidedigno e não de um qualquer agente malicioso.

Ao passar com o cursor sobre o ícone, verá uma mensagem de confirmação. “O emissor deste mail verificou a propriedade deste domínio, bem como do logo que consta na sua imagem de perfil”. A acompanhar o texto, surgirá também um link que o redirecionará para uma página com mais informações.

A autenticação de emails ajuda os utilizadores e os sistemas de segurança, contribui para o combate ao spam e ajuda as marcas a construir confiança“, explica a Google.

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A funcionalidade deverá estar disponível para todos os utilizadores até ao final desta semana. Os administradores de contas empresariais podem começar já a configurar esta opção para as suas marcas.

Ao contrário do que acontece no Twitter, não vai ser possível comprar este “blue check”, uma vez que ele serve apenas para garantir a identidade de um utilizador.

Este sistema faz parte de um pacote de símbolos de identidade que a Google tem vindo a implementar com o objetivo de tornar o seu ecossistema num espaço mais seguro e confiável. O Brand Indicators for Message Identification, ou BIMI, permite ainda a autenticação de logos para contrariar as imagens forjadas utilizadas por remetentes maliciosos.

Contratos em teletrabalho em análise na nova proposta da Lei Geral do Trabalho

A celebração de contratos de teletrabalho é um dos aspetos a configurar na nova proposta da Lei Geral do Trabalho, que esteve em discussão na especialidade pelos deputados da Assembleia Nacional.

Segundo a deputada Elizandra Coelho, que esteve presente nas sessões de trabalho, disse que este tipo de contrato será extensivo a todas as classes profissionais, onde o trabalhador em regime de teletrabalho goza, com as devidas adaptações, dos direitos e deveres que os trabalhadores comuns têm.

Por isso, o trabalhador poderá exercer a sua atividade a partir de casa ou de um outro escritório.

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A parlamentar salientou ainda que na liberdade contratual, o trabalhador pode decidir trabalhar nesta modalidade em acordo com a entidade empregadora. Elizandra Coelho salienta que as duas têm de elaborar o método, embora que a lei estabelece que o funcionário pode ser chamado para encontros pontuais.

Por exemplo, referenciou que, em caso de licença de maternidade, a trabalhadora continua a ter direito a três meses, mais um sem remuneração e estendeu-se a possibilidade de poder ficar mais três meses em teletrabalho.

Esta realidade foi trazida pela Covid-19. Sentiu-se a necessidade de acolher legalmente porque se notou que é possível prestar o trabalho, se calhar com mais qualidade”, disse.

Para si, a proposta de lei está a merecer uma minuciosa apreciação dos parlamentares que estão a introduzir alterações de conteúdos e de forma em algumas normas.

Inteligência Artificial da Google vai chegar aos Android

A Google estará a planear integrar a tecnologia de Inteligência Artificial (IA) desenvolvida pela empresa – de nome Bard – nos seus telemóveis Pixel.

De acordo com o site 9to5google, a tecnológica de Mountain View planeia criar um ‘widget’ do Bard que estará disponível na página inicial do sistema Android disponível para os Pixel. Todavia, não se sabe ainda qual seria o propósito que a IA serviria para os utilizadores.

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Esta iniciativa da Google deverá ajudar o Bard a rivalizar mais eficazmente com o ChatGPT desenvolvido pela OpenAI, uma IA que está a ter um forte investimento da Microsoft.

Angola registou média semanal de 1.974 ciberataques por organização no Iº Trimestre

A Check Point Research (CPR) analisou os primeiros três meses do ano e divulgou recentemente as estatísticas e tendências dos ciberataques a nível global relativo ao primeiro trimestre de 2023, revelando que as perturbações no setor continuam em alta.

Embora o volume de ataques tenha aumentado apenas ligeiramente, assistimos a várias campanhas sofisticadas de ciber criminosos que estão a encontrar formas de utilizar ferramentas legítimas para ganhos maliciosos. Um exemplo recente foi a utilização do ChatGPT para a criação de código que pode ajudar os agentes de ameaças menos qualificados a lançar ciberataques sem esforço. A equipa da CPR também descobriu o Ransomware mais rápido alguma vez visto, o que demonstra como os atacantes continuam a cometer crimes cibernéticos.

Apesar do aumento moderado, é importante não ser complacente. Os CISO (Chief Information Security Officer) precisam de se concentrar no desenvolvimento e implementação de uma estratégia de segurança que elimine quaisquer pontos cegos e fraquezas em todo o panorama digital das empresas. Pode tratar-se de um ambiente de desenvolvimento de TI paralelo, de um acesso remoto ou de um vetor de correio eletrónico que constitua uma oportunidade para uma violação cibernética.

Ataques Globais Gerais

 Durante o primeiro trimestre de 2023, a média global de ataques semanais aumentou 7% face ao mesmo período em 2022, com cada organização a enfrentar uma média de 1.248 ataques por semana.

1 em cada 31 organizações em todo o mundo sofreu um ataque de ransomware

Ataques Globais por Indústria 

No primeiro trimestre de 2023, o setor da Educação/Investigação foi o mais atingido com o maior número de ataques, com uma média de 2.507 ataques por organização por semana, o que representa um aumento de 15% em relação ao primeiro trimestre de 2022. O setor Administração Pública/Defesa foi o segundo mais visado, com uma média de 1.725 ataques por semana, o que indica um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

O setor da Saúde registou um aumento significativo de ataques, com uma média de 1.684 ataques por semana, o que representa um aumento substancial de 22% em relação ao ano anterior. No entanto, a mudança mais significativa ocorreu no setor do Retalho, que registou o maior aumento, de 49%, em relação ao ano anterior, com uma média de 1.079 ataques por semana. O setor da Educação/Investigação continuou a ser o mais afetado, com muitas instituições ainda a debaterem-se com a necessidade de assegurar redes e pontos de acesso alargados durante a transição para o ensino à distância.

Ataques Globais por Região

No primeiro trimestre de 2023, a região de África registou o maior número médio de ciberataques semanais por organização, com uma média de 1.983 ataques, indicando uma ligeira redução de 2% em comparação com o primeiro trimestre de 2022. Por outro lado, a região da Ásia-Pacífico registou o aumento anual mais significativo na média de ataques semanais por organização, com um aumento de 16%, atingindo uma média de 1.835 ataques por organização, seguida da região da América do Norte, que registou um aumento anual de 9%, chegando a 950 ataques semanais médios por organização.

Qual é o caso de Angola no Iº trimestre de 2023?

Especificamente sobre Angola, os dados da CPR revelam que houve uma média semanal de 1.974 ataques por organização, valor que retrata uma queda de 42% face ao mesmo período do ano passado e representa a maior diminuição percentual entre todos os países analisados neste relatório.

Há um reconhecimento crescente dos perigos colocados pelos ciberataques e das suas consequências, como evidenciado pela introdução de regulamentação e políticas em vários países. Nos Estados Unidos, a regulamentação relativa à cibersegurança foi recentemente revista e os reguladores estão atualmente a analisar propostas destinadas a melhorar a comunicação de incidentes, a divulgação de informações, a supervisão e a modernização de legislação desatualizada.