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Sexta-feira, Abril 17, 2026
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INACOM afirma que sinais de voz e de dados das operadoras satisfazem utilizadores em Luanda

O Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), lançou este mês, a sua 1ª edição do estudo de qualidade dos serviços de voz e de dados das operadoras Unitel e Movicel, concretamente na Baixa de Luanda, Centralidade do Kilamba, Município de Viana e Talatona.Baixa de Luanda

  • Nesta zona da cidade capital, por exemplo, as duas redes móveis usam a tecnologia 2G para o serviço de voz e fazem-no com qualidade de cobertura estimada em 99,6 por cento para a Unitel e 97,1 para a Movicel.
  • Neste ponto de Luanda, o serviço de dados, suportado pela tecnologia 3G, tem uma cobertura de sinal avaliada em 98,9 e 99,8 por cento para ambas as redes móveis.
  • Já para o serviço de dados “FTP Downlink Throughput”, a tabela de velocidade divulgada no estudo do Inacom mostra uma cobertura lenta, quer de uma quer de outra, fixada nos 90,3 e 92,8 por cento, respectivamente.

Centralidade do kilamba

  • A medição do nível de recepção de sinal foi também efectuada na Centralidade do Kilamba, onde o estudo estimou em 98,6 por cento a qualidade do serviço 2G de voz usado disponibilizado pela Unitel. A Movicel, por sua vez, foi apurada com uma cobertura de 99,4 por cento. Os números muito próximos do absoluto indicam que no Kilamba existem poucas zonas com dificuldade de cobertura.
  • Quanto ao sinal de dados (Internet), a Centralidade do Kilamba, servida com tecnologia 3G, regista uma cobertura de 96,4 por cento para a Unitel e 100 por cento para a Movicel, de acordo com os dados obtidos da monitorização do serviço.
  • Contudo, mesmo no Kilamba, é ainda lento os serviços de dados da tecnologia “FTP Downlink Throughput”, para as redes Unitel (82,2 por cento) e Movicel (66,7 por cento).

Município de Viana

  • O levantamento do INACOM avaliou também o município de Viana. Neste, a conclusão foi de que a operadora Unitel, nos serviços de voz (2G) e dados (FTP Downlink Throughput) cobre com qualidade a taxas de 97,6 e 89,3 por cento, sendo que a segunda representa a taxa de lentidão com que o serviço é disponibilizado.
  • A Movicel, por sua vez, ainda em Viana, opera no serviço 2G de voz com uma taxa de 90,4 por cento. A rede de dados “FTP Downlink Throughput”, considerada lenta, reserva uma taxa de 89,9 por cento, segundo o levantado na maior parte da rota monitorizada.

Nas conclusões apresentadas, através de tabelas na 1ª edição do estudo de avaliação da qualidade dos serviços de telefonia móvel, refere-se que em Talatona, Distrito Urbano do município de Belas, na província de Luanda, a cobertura de voz e dados, nas tecnologias 2 e 3G, ficam com taxas de 97,3 e 99,3 por cento, para a Unitel, e 95,1 e 91,4 por cento, para a Movicel.

Também é lenta a velocidade de acesso de dados por via do serviço “FTP Downlink Throughput”, reservando-se a taxas de 58 por cento para a Unitel e 68,5 por cento, para a Movicel. Estes indicadores revelam a existência de desafios contínuos às operadoras, sobretudo no que diz respeito à melhoria dos respectivos serviços.

Com o estudo, que deverá ter publicações regulares, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que tutela o Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), pretende colocar à disposição do mercado e investidores nestes e outros segmentos informação actualizada, fundamental para a tomada de decisão.

Aguardamos pelas próximas medições que decerto incluirão outras localidades do país…

MultiChoice lança Aplicativo MyDStv com opções de pagamentos online

A MultiChoice anunciou o lançamento do Aplicativo MyDStv que servirá para aumentar as opções de pagamento e trilhar novos caminhos nas plataformas de pagamento móvel e online em Angola.

O MyDStvApp é um aplicativo criado de raiz por uma equipa multidisciplinar angolana, que servirá para aumentar as opções de pagamento e trilhar novos caminhos nas plataformas de pagamento móvel e online em Angola.A MultiChoice contou com a colaboração da EMIS, Empresa Interbancária de Serviços, como parceira nos serviços interbancários, que permitiu a integração da tecnologia GPO (Gateway de Pagamentos Online), um recurso que permite às empresas integrarem pagamentos online em plataformas com o Multicaixa Express.

O MyDStv App foi desenvolvido em parceria com a startup angolana Appy People, conhecida por desenvolver aplicativos e oferecer produtos de alta qualidade com especial atenção para a experiência do cliente.

De acordo com afirmação do Marcus Valdez, Director de Operações da MultiChoice, “o aplicativo MyDStv é pioneiro na implementação do GPO para permitir que os clientes da DStv em Angola paguem as suas contas com segurança, dentro do ambiente do aplicativo”. “Estamos a viver num mundo digital e a nossa equipa está a liderar o caminho para tornar o atendimento ao cliente mais fácil, eficiente e seguro”.

Pedro Beirão, Director Geral da Appy People, diz que a empresa orgulha-se de trazer a sua experiência para um aplicativo que combina experiência e inovação “Todos os nossos aplicativos visam tornar a vida digital dos clientes o mais simples possível – e ao trabalharmos em estreita colaboração com a MultiChoice Angola, focamo-nos na satisfação dos clientes, estamos muito satisfeitos por fazermos parte deste projecto que abre novas opções para os pagamentos online.

A facilidade de utilização e a segurança oferecidas pela integração do GPO no aplicativo MyDStv trazem uma grande mudança no mercado de pagamentos online angolano”, afirma Meijidi Silva, Responsável pelo Multicaixa Express.

O aplicativo MyDStv está disponível para os clientes angolanos na App Store ou Google Play a partir de 27 de Outubro de 2020.

Gana lança Centro de Operações de Segurança de Tecnologia da Informação

O Gana lançou o novo Centro de Operações de Segurança (SOC- sigla em inglês) que fará parte da Agência Nacional de Tecnologia da Informação (NITA), uma agência subordinada ao Ministério das Comunicações, o centro visa proteger todas as plataformas digitais do governo contra a ameaça de ataques cibernéticos.

Falando durante o lançamento, a Ministra das Comunicações, Sra. Ursula Owusu-Ekuful, observou que a nova instalação visa melhorar o engajamento operacional e a eficiência entre os diferentes órgãos do governo ganês para uma resposta eficaz aos incidentes de segurança cibernética.Um dos principais benefícios do centro será a detecção de incidentes de segurança aprimorada entre os diferentes órgãos estatais para garantir um espaço digital seguro dentro do qual os órgãos podem operar e interagir.

Com a tecnologia analítica e de correlação avançada para reconhecer ameaças, o centro ajudará na identificação de padrões e priorização de problemas para recursos optimizados e gerenciamento de ameaças”, afrimou a ministra ganês das Comunicações.

De acordo com a análise da Equipa Nacional de Resposta a Emergências de Computadores do Gana (CERT-GH), os ataques baseados em malware constituem uma grande proporção de todos os incidentes de segurança cibernética relatados por ministérios, departamentos e agências governamentais no país.

A análise também revelou que os ataques relatados a sites do governo não eram ataques cibernéticos limitados, incluindo desfiguração de sites, Negação de Serviço (DoS) e Negação de Serviço Distribuída (DdoS), mas que incluíam vazamento de dados por meio de invasão de computadores e bancos de dados.

O Conselheiro Nacional de Segurança Cibernética, Dr. Albert Antwi-Boasiako destacou que o estabelecimento de um Centro de Operações de Segurança na Agência Nacional de Tecnologia da Informação marca um progresso na intervenção estratégica do governo para aumentar a prontidão para segurança cibernética. 

A atuação do Centro de Operações de Segurança baseia-se na prevenção e na capacidade de detetar riscos e ameaças, assim como reduzir a duração e o impacto de incidentes de segurança que explorem, neguem, degradem ou indisponibilizem os sistemas necessários às operações normais dos serviços públicos.

Um remédio chamado 5G

O estado do sistema de saúde angolano é crítico e precisa de um tratamento de choque. Mais médicos, mais hospitais, mais políticas públicas. E mais tecnologia. As novas redes móveis 5G podem ser uma das soluções para levar a assistência básica às zonas rurais e ajudar a resolver a falta crónica de médicos e especialistas que asfixia a saúde angolana.

Silvio Almada, Presidente da AAPSI

Uma prolongada e aguda dor de cabeça, assim poderíamos descrever a saúde em Angola. A infra-estrutura hospitalar do país é precária e insuficiente. Se nas cidades a falta de recursos humanos e insumos é grave, em muitos pontos do interior do país nem o básico existe. O diagnóstico é preocupante e exige um urgente cocktail de medicamentos de muitas cores.

A nova tecnologia 5G, dizem os especialistas, pode fazer parte desta receita, detonando um elemento activo conhecido por “telemedicina”. As experiências noutras partes do mundo dão-nos perspectiva. Na análise “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, a Huawei descreve como a China criou um exitoso sistema de consultas à distância em comunidades onde faltavam médicos.

Importa lembrar que o Livro branco 5G verde foi lançado a 19 de Julho deste ano, numa parceria entre a organização global de consultoria e pesquisa, Analysys Mason, e a Huawei, a multinacional chinesa presente em Angola há mais de 20 anos, ao longo dos quais tem apoiado os sectores público e privado em termos de transformação digital.

Também em países mais avançados, as 5G estão a revolucionar a saúde. Na Inglaterra, conta o documento, o desenvolvimento das novas redes móveis permitiu driblar a pandemia de coronavírus, garantir a distância social entre médicos e pacientes e realizar 25,5 milhões de consultas remotas desde Março deste ano. Ferramentas como o Microsoft Teams ou aplicações móveis criadas exclusivamente para o sistema de saúde inglês lideraram a mudança de paradigma.

Casos como estes dão-nos pistas sobre como a chamada e-Health poderia ajudar Angola a suavizar algumas dores crónicas, entre as quais a falta de profissionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no nosso país há apenas 2,1 médicos por cada 10 mil habitantes, entre 3 e 5 vezes menos que o recomendável. Os poucos que há, sabemos bem, concentram-se nas zonas urbanas, obrigando muitos angolanos a percorrer quilómetros e quilómetros para tentar chegar com vida a centros de saúde sem condições. A aposta em soluções potencializadas pelas 5G poderia, à semelhança de outros lugares do mundo, criar sistemas de consultas à distância com benefícios óbvios e imediatos.

A tecnologia agora à disposição pode também pôr um fim, ainda que paliativo, a ironias trágicas do nosso sistema de saúde. Como a dos aparelhos médicos de última geração, caríssimos, que apodrecem em hospitais porque ninguém os sabe usar. Algo parecido acontecia em centros de saúde chineses, lê-se em “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”. Para reverter o quadro, as autoridades maximizaram o potencial da plataforma das consultas médicas à distância para ensinar os técnicos de comunidades pequenas a usar empoeirados aparelhos de tomografia e de ressonância magnética. No limite, a tecnologia 5G possibilitará até o controlo remoto destes dispositivos a partir de um simples telemóvel. Para Angola, soluções de formação como estas seriam um bálsamo.

Cirurgias à distância e uma injecção de adrenalina

A lista das vantagens da telemedicina é longa e inclui, entre outras, a possibilidade de enviar para os telemóveis dos médicos ficheiros pesados (diagnósticos, raios-x, exames) ou de usar aparelhos e sensores IoT (Internet das Coisas) para medir e monitorizar remotamente, e em tempo real, a evolução de doentes. Contudo, no campo da saúde, a tecnologia das “cirurgias à distância” é a que mais desperta a atenção mediática nesta nova era.

As operações remotas não são novidade, mas as 5G estão a elevá-las a outro nível. A baixa latência desta geração de redes móveis faz com que as indicações de um médico em qualquer ponto do mundo cheguem ao bloco operatório num milésimo de segundo. Impulsionadas por esta rapidez, equipas de tecnologia e saúde já trabalham para que, num futuro não muito distante, um cirurgião se possa sentar no seu consultório, conectar-se a uma rede 5G e guiar de forma instantânea e com alto grau de precisão um braço robótico instalado numa sala de operações distante.

Neste cenário de “ficção científica”, as vantagens multiplicam-se. A inteligência artificial aplicada aos mecanismos 5G promete aumentar a capacidade de prever riscos de saúde latentes para os pacientes, aproveitando uma inédita capacidade de processamento dados. E a realidade virtual ou aumentada fará com que o pessoal da saúde crie diagnósticos interactivos e construa ambientes terapêuticos por computação espacial.

Estes “Hospitais do Futuro” entusiasmam a própria OMS. A instituição está atenta ao potencial das 5G e reconhece que a eficácia, inovação e baixos custos da nova tecnologia são vitais para desenvolver a assistência médica em todo o mundo.

Angola não tem uma sólida infra-estrutura tecnológica, é certo, mas as possibilidades estão aí e é urgente tê-las em conta. Neste tratamento prolongado, o novo mundo das 5G pode ser uma das injecções de adrenalina que o coração arrítmico do nosso sistema de saúde pede a gritos.


Artigo escrito por Sílvio Almada, originalmente publicado no Jornal O País e publicado no MenosFios com autorização da assessoria de imprensa do autor.

Huawei quer apostar na formação de quadros para o desenvolvimento da indústria de TIC em África

Com a série de campanhas vocacionadas para o ecossistema de talentos na África subsariana, como “Seeds for the Future” e “ICT Competition”, a Huawei conta melhorar a competência de mais de 600 mil profissionais de TIC até 2023. O objectivo é preencher a lacuna de talentos nesta área, avançando na transformação digital das indústrias.

Um total de 66 estudantes universitários das áreas das engenharias das províncias de Luanda, Benguela, Namibe e Malanje terminam sexta-feira, 23 de Outubro, o programa de capacitação em tecnologias avançadas e imersão cultural “Seeds for the Future” (Sementes para o Futuro), implementado pela Huawei em parceria com a UNITEL.

Face às restrições impostas pela OMS pela pandemia COVID-19, a formação, que teve início segunda-feira, dia 19, foi realizada via online durante e terá a duração de cinco dias, com término marcado para 23 de Outubro. Durante este período, os estudantes seleccionados têm vindo a conhecer soluções inovadoras de redes de banda larga fixa e móvel 5G, de computação em nuvem, Internet das Coisas (IoT) e têm aprendido mais sobre o conceito de cidades inteligentes. As formações são ministradas por especialistas globais da Huawei e incluem também um programa de imersão cultural e introdução ao mandarim.

Em visitas virtuais, os estudantes tiveram contacto com o ambiente de trabalho de uma empresa “gigante” da área das tecnologias de informação e comunicação como a Huawei. Interagiram com os profissionais que estão na sede da multinacional, visitaram os laboratórios de investigação e desenvolvimento, assistiram a demonstrações de soluções tecnológicas inovadoras e aprenderam de perto quais as competências necessárias para ter sucesso na área das TICs, num ambiente multicultural, inovador e criativo.

O programa seleccionou os melhores estudantes de todo o país com menos de 30 anos de idade, matriculados a partir do terceiro ano em universidades ou institutos superiores acreditados pelo Governo de Angola nas seguintes áreas de estudo: Engenharia Electrotécnica e Telecomunicações, Engenharia de Informática, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia Electromecânica, Ciências da Computação, Engenharia de Redes, Informática de Gestão, Engenharia Mecatrónica e Engenharia Electrónica.

De periodicidade anual, o programa “Seeds for the Future” quer promover a excelência dos melhores estudantes das universidades angolanas.

Experiência do ICT Competition 2019

Por outro lado, todos os anos a Huawei oferece aos melhores estudantes de engenharia de vários países, a possibilidade de viverem uma experiência única nas suas vidas: participar na competição global de tecnologia de informação e comunicação – a ICT Competition. Em 2019, quatro jovens estudantes angolanos representaram o país nas eliminatórias regionais em Joanesburgo, na África do Sul, e graças ao seu talento conseguiram incluir Angola na lista dos quatro países que representaram a região da África subsariana na grande competição final que aconteceu em Shenzen, na China.

O agora técnico de Plataformas da Ucall, José Simão, foi um dos participantes e conta a sua experiência: “Quando chegámos à África do Sul, fomos muito bem acolhidos pelo staff da Huawei. Os representantes da empresa são muito educados, notou-se isso tanto na África do Sul como na China. Aprendi muitos conceitos a nível de redes de computadores, que têm sido úteis para a minha vida profissional como técnico de plataformas”.

Por seu lado, José Monteiro, que foi o instrutor da equipa e também conseguiu um emprego na Velonet depois de ir a esta competição, exprime: “A nossa participação na China foi muito boa, tivemos a oportunidade de interagir com pessoas de diversas nações, diversas culturas, foi muito interessante.”

No mesmo sentido, o técnico da ITA, Joaquim da Conceição, testemunha que viveu “muitas experiências” e fez “muitas amizades que duram até hoje, principalmente com os irmãos moçambicanos”. “Melhorei as capacidades técnicas, o que ajudou bastante a identificar vários problemas que tenho tido com clientes no dia-a-dia”, acrescenta.

Também para Luis Almeida, o campeão nacional do ICT em 2019, a interacção com técnicos de outros cantos do continente foi o ponto de realce. “Foi muito ‘fixe’. Lembro-me bem que, quando estávamos na gala da cerimónia final na África do Sul, um dos colegas do Botswana disse-nos: ‘Se vocês venceram, então também venci’. Foi muito bom ouvir isso de uma pessoa de outro país”. A participação no ICT deu ao jovem a primeira oportunidade de emprego, como técnico de redes no BFA. “É muito gratificante”, regozija-se.

Os desafios do ICT Competition foram o que mais marcaram outro dos participantes, Neves Cutambo. O técnico de redes do BFA adianta que “a experiência de se preparar para uma prova de certificação, o contacto com os colegas, para além dos links que se estabelecem sempre que uma pessoa é submetida a uma competição do género, foi muito boa”. “O ICT Competition proporcionou-me oportunidades de emprego como instrutor na academia do ITEL, no CEFITEL e depois no BFA, por recomendação da Huawei”, confidencia.

Por último, o responsável pelo Ecossistema de Talentos da Huawei em Angola, Luís Erivaldo, recorda que a experiência foi tão entusiasmante como difícil. “Entusiasmante, porque foi a primeira vez a participar na competição; e difícil, porque tivemos de fazer uma preparação de base, de raiz, com todos os estudantes”, explica.

A percepção individual de cada participante é única, mas todos concordam que esta experiência possibilitou-lhes desenvolver habilidades, ganhar visibilidade, alargar a sua rede de contactos e crescer profissionalmente. Hoje, estes jovens alcançaram a inserção no mercado de trabalho, o que lhes permitiu aplicar os seus conhecimentos, progredir nas suas carreiras e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida das suas famílias.

Apesar da situação actual em todo o mundo, estes programas da Huawei na região da África subsariana não vão parar. O objectivo é formar 600 mil técnicos até 2023. Com isto, a multinacional dá um passo mais para a transformação digital de todos os sectores produtivos do país, levando o digital a cada pessoa, lar e organização, rumo a um mundo totalmente conectado e inteligente.

Huawei apresenta a série Mate 40

A Huawei anunciou oficialmente num evento online os seus novos smartphones da série Mate 40; incluindo o Mate 40, Mate 40 Pro, Mate 40 Pro + e o Mate 40 RS Porsche Design.

A série Mate 40 é alimentada pelo novo processador 5nm Kirin 9000 5G da Huawei, mas devido às restrições comerciais em curso impostas pela administração dos EUA, os rumores apontam que a Huawei tem um stock limitados destes excelentes processadores, o que poderá levar a que a fabricante também limite a quantidade de smartphones Mate 40 produzidos. Pelo menos, até que os fabricantes de semicondutores consigam alguma forma de poder fornecer a Huawei.

A série Mate 40 não possui aplicações e serviços do Google e são os serviços próprios que se substituem.

“Todos os anos, o Huawei Mate Series reúne a tecnologia mais emocionante num pacote impressionante. Isso é o que define o DNA da Série Mate e é tudo possível pela nossa dedicação à inovação”, diz Richard Yu, director executivo e CEO da Huawei.

O Mate 40 Pro possui um grande ecrã OLED de 6,76 polegadas com bordas excessivamente curvas que se inclinam nas laterais. Um amplo recorte de câmara abriga uma câmara selfie de 13MP (120 °) e sensores 3D de desbloqueio facial, enquanto há também um scanner de impressão digital no display para aqueles que preferem esse método biométrico.

Quando se trata de privacidade e segurança, o sistema operacional EMUI 11 (baseado no Android 10) sempre apresentou soluções abrangentes de segurança para proteger os usuários de dispositivos Huawei. A EMUI 11 também vem com novos recursos de privacidade. Ao transferir imagens, os usuários podem facilmente limpar dados pessoais confidenciais, como localização, hora e detalhes do dispositivo do arquivo antes de serem enviados.

Os novos topo de gama da Huawei incluem excelentes sistemas de câmaras com os quais poucas empresas podem competir, e a série Mate 40 não parece ser diferente. Todos os modelos usam o enorme sensor principal RYYB de 50MP que permite a entrada de uma quantidade incrível de luz. No Mate 40 Pro, isso é acompanhado por uma lente periscópio de 20MP ultra-grande angular (120 °) e 12MP com zoom ótico 5x.

A Huawei revelou que seus smartphones Mate 40 Series terão o preço da seguinte forma:

  • Huawei Mate 40 – USD 1.066
  • Huawei Mate 40 Pro – USD 1.422
  • Huawei Mate 40 Pro+ – USD 1.659
  • Huawei Mate 40 RS Porsche Design – USD 2.728

Aumento de casos de COVID-19 adia feira da IENA 2020

Nos últimos anos, Angola tem participado activamente na Feira de Ideias, Invenções e Novos Produtos (iENA), na sua 71ª edição que decorreu em 2019, vários trabalhos de investigadores angolanos atraiu interesse, ao ponto de serem galardoados com seis medalhas de ouro, também uma de prata e duas de bronze.

Com o surgimento do COVID-19, muitos dos grandes eventos a nível nacional e internacional foram cancelados ou adiados, e agora a IENA encontra-se numa das referidas situações. A Feira Internacional de Ideias, Invenções e Novos Produtos (IENA), para a qual Angola já tinha inscrito, em Setembro, 19 projectos voltados ao tratamento da COVID-19, foi adiada por conta da subida do número de infectados naquele país europeu, que voltou a encerrar várias actividades.

Uma nota à imprensa, da comissão angolana indicada a participar do evento, que cita a Direcção da AFAG – Feiras e Exposições GmbH, de Nuremberga – República Federal da Alemanha, empresa gestora da Feira ee IENA, tornou público o cancelamento da edição número 72 da “IENA 2020”.

A presente edição estava marcado para de 29 de Outubro a 1 de Novembro deste ano.

Angola perspectivava participar com 19 projectos intrínsecos ao desenvolvimento de tecnologias integradas para sistemas de alerta relacionados com as cheias, aplicativos de natureza múltipla (relacionados com o sistema de segurança electrónica e processos de fiscalização de actividades hospitalares).

Outros projectos de Angola têm a ver com o apoio na sistematização dos processos de arrecadação de receitas no ambiente da economia informal. De igual modo, com alertas da covid-19, máscaras faciais reutilizáveis, assim como a proposta fitoterapêuticas para cura e imunização da referida pandemia.

Os projectos inscritos por Angola são da autoria de investigadores e docentes das Universidades Agostinho Neto (7 projectos), Metodista de Angola (6 projectos), inventores do Complexo Escolar Eliada (2 projectos), SEAKA – Casa de Caminho Andre Luiz (3 projectos) e Técnicos da Empresa I&IT – Investigação, Tecnologia e Inovação (1 projecto).

A República de Angola participa na iENA – Alemanha, desde 2009 e venceu um total de 79 medalhas, sendo 19 de ouro, 28 de prata e 32 de bronze, até 2019.  Com este adiamento, Angola pode interromper um ciclo de dez anos de participação ininterrupta.

WhatsApp agora permite silenciar grupos para sempre

O WhatsApp anunciou na última quinta-feira (22) uma actualização na sua plataforma para os dispositivos Android e iPhones que permite silenciar conversas e grupos para sempre.

Esta novidade, na verdade, não o é de forma total. Já tinha sido descoberta há algum tempo nas versões de testes do WhatsApp, revelado que estaria prestes a chegar para todos. Esse momento aconteceu agora e foi devidamente anunciado na página do WhatsApp no Twitter.Agora que está na versão estável e pronto para ser usado, importa saber como é possível silenciar um grupo do WhatsApp rapidamente. As razões para isso são muitas, mas a principal é mesmo parar com as notificações de novas mensagens em grupos que estão constantemente ativos e com novas mensagens.

Saiba como silenciar conversas e grupos por tempo indeterminado pelo smartphone:

  1. Actualize o Whatsapp no seu telemóvel e abra o aplicativo;
  2. Entre na conversa ou grupo que deseja silenciar;
  3. Toque no nome da pessoa ou grupo, no topo do aplicativo;
  4. Acesse a opção “Silenciar notificações” (Android) ou “Silenciar” (iPhone);
  5. Escolha a opção “Sempre” (Android) ou “Tempo indeterminado” (iPhone).

Ao carregar em Ok a opção fica activa e todas as notificações do grupo do WhatsApp desaparecem de forma permanente. Muitos utilizadores preferiam que fosse apenas opor 1 ano, mas a decisão foi esta. Para mudar este comportamento devem repetir o processo, de forma inversa.

Está finalmente lançada uma das opções que muitos utilizadores vinham a pedir há algum tempo. Está na mais recente versão lançada e como tal pode ser usada por todos.

Especialista alerta sobre Lei de partilha de infraestruturas de TIC para expandir a internet em Angola

Nos últimos anos em Angola, no sector das Telecomunicações muito se tem abordado sobre a partilha das infraestruturas de telecomunicações, onde o governo já garantiu que vai “exigir” aos operadores de telecomunicações que operam no país o cumprimento da legislação que obriga à partilha das infraestruturas.

Relativamente ao referido tema, o especialista em segurança cibernética defendeu ontem, num Webinar dirigido a jornalistas, que a falta de aplicação da lei da partilha de infraestruturas cria vários entraves ao desenvolvimento do sector das telecomunicações em Angola, porque impede a entrada de mais players, com consequências no preço e na qualidade e diversidade dos serviços prestados ao consumidor final.

Durante a interação com os jornalistas Hélio Pereira lembrou que actualmente, em angola, as instituições de maior relevo, incluindo ministérios, investem individualmente em infraestruturas de telecomunicações próprias. Se o decreto presidencial Nº 166/14 fosse aplicado este investimento seria repartido por várias empresas, assim como os seus custos operacionais e de manutenção.

De acordo com o especialista quem sofre é o consumidor que é obrigado a pagar mais caro por serviços de voz e dados. Cinco vezes mais caro se compararmos Angola a países como o Quénia e a Argélia. “Em angola um gigabit custa a volta de 3,189 Kwanzas, no Quénia o mesmo 637 Kwanzas. Considerando que o consumo médio mensal em Angola é de 17.569 Kwanzas, dá para perceber que quase não sobra dinheiro para internet depois de feitos os gastos com alimentação, necessidades domésticas e outros gastos vitais”.

O impacto do custo exorbitante da internet em Angola ficou mais evidente durante a pandemia visto que a grande maioria dos estudantes ficaram prejudicados por não terem acesso à internet para acompanhar aulas virtuais ou porque as próprias escolas ou universidades não têm internet.

Hélio Pereira, especializado em segurança na internet, lembrou que Angola já conta com infraestruturas de telecomunicações robustas, graças aos investimentos realizados pelo Estado ao longo dos últimos 10 anos. Entretanto, é fundamental que esta Infraestrutura para que mais operadores entrem no mercado, para que melhores serviços sejam prestados, para que as telecomunicações tenham um custo para o consumidor mais baixo.


Mais detalhes sobre o palestrante:
Hélio Pereira, perito forense digital e investigador de crimes cibernéticos, especialista em mitigação de risco cibernético e combate aos crimes informáticos desde 2017. Trabalhou em casos de instituições financeiras e órgãos governamentais brasileiros, formador no Departamento Estadual de  Investigação Criminais no Brasil. Ao longo de sua carreira actuou em consultorias brasileiras como Perito e Investigador de crimes cibernéticos e mitigação de crises.
Perito acreditado pela Associação de Peritos Judiciais do Estado de São Paulo APEJESP e CRA-SP, membro da HTCIA (HIGH TECHNOLOGY CRIME INVESTIGATION ASSOCIATION).
Nos últimos 2 anos proferiu mais palestras e formações sobre segurança da informação, investigação e Perícia forense digital e actuações  em casos complexos, inclusive em  colaboração com polícias especializadas.

Unitel Go Challenge : grande vencedor será revelado hoje

O concurso promovido pela Unitel, é aberto a todos os empreendedores em Angola, assim como angolanos residentes na diáspora. O UNITEL GO Challenge permite a apresentação do projecto de forma individual ou em grupo de até 5 elementos. Os candidatos tiveram de submeter um protótipo funcional (ex. Aplicação móvel, Website ou outra Tecnologia Digital) para que fossem aceites pelo júri do concurso.

A final do concurso terá transmissão televisiva em directo. Poderão acompanhar na TPA1, TPA Internacional ou no Facebook da UNITEL, a partir das 16 horas (23/10/2020).

Startups concorrentes:

  • ARO
  • Bazza Karga
  • Ingresso Prático
  • Karapinha de Algodão
  • Nawabus
  • Sócia
  • SSD
  • Stekargo
  • View Town Tours
  • Waysolid

O vencedor terá direito aos seguintes prémios:

  • 4 Milhões akz
  • Ate 5 Computadores
  • Participação no WebSummit
  • 1 Ano de Telecomunicações Grátis
  • Divulgação na TV e Rádio

[Actualização] A final pode ser vista no canal da Unitel no Youtube.