Governo desmente noticia do desaparecimento em órbita do Angosat-2

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O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) desmentiu hoje(29) a notícia do desaparecimento em órbita do satélite angolano Angosat-2, posto a circular em várias plataformas digitais.

Segundo aquele órgão nacional, o Angosat-2 encontra-se em órbita e a funcionar como o esperado, algo que foi verificado pela redacção da MenosFios na foto abaixo.

Localização do Angosat-2 (Atualizado as 21:29 do dia 29 de outubro de 2022)
Localização do Angosat-2 (Atualizado as 21:29 do dia 29 de outubro de 2022)

Ainda na nota, o GGPEN frisa que qualquer informação oficial sobre o satélite angolano está a ser divulgado através dos canais de comunicação da instituição, e onde podes localizar em tempo real o Angosat-2, clicando em aqui.

MAIS: Angosat-2 alvo de trabalhos de monitoramento

De informar que o Angosat-2 é muito diferente da primeira versão, tendo beneficiado de inúmeras alterações de acordo com a evolução tecnológica e das necessidades que hoje o país tem. Na altura, a grande preocupação era a comunicação por voz, que fazia com que o Angosat-1 tivesse 16 transponders da banda C (voz) e apenas 6 da banda KU (dados). O Angosat- -2 já é um satélite de dados, tem apenas 6 transponders da banda C e 24 feixes da banda KU.

A velocidade de transmissão de dados do satélite é também muito rápida, quase sete vezes mais, sendo que o anterior tinha uma velocidade de 2 gigabytes/minuto, e o Angosat-2 terá a possibilidade de enviar informações a 13,2 gigabytes/minuto. Para se ter uma ideia da capacidade do satélite, o Angosat-2 tem 24 feixes instalados mas com apenas 4 feixes (bins) será possível cobrir todo o território nacional, sendo que os restantes 20 poderão ser comercializados.

São feixes localizados, que permitem a sua orientação para outros territórios ou zonas específicas. De acordo com o que está publicado nos sites da especialidade, em África apenas o Egipto tem um satélite com estas potencialidades, sendo que a África do Sul, que tem cinco satélites, não tem nenhum com estas características, desta “nova” família de alta taxa de transmissão de dados.

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