“Milongo” o sistema que fez a correcção da prova de ingresso do Ministério da Educação

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Recentemente decorreu a prova de ingresso para o concurso público do Ministério da Educação, o resultado destes exames já foram publicados e já são conhecidos os que foram aprovados, falou-se muito na correcção automática. mas muitos não sabem como isso foi realizado.

A correcção de provas de ingresso de professores no sistema de Educação, em Luanda,  está a ser feita por intermédio de um sistema informático denominado “Milongo”,  capaz de anular automaticamente alguma fraude eventualmente registada durante o processo de avaliação.

O Director do Gabinete Provincial de Educação, Narciso Benedito, disse ao Jornal de Angola que se optou por esse sistema informático para não haver vícios no processo de admissão de novos professores.

Como funciona esse sistema?

O termo “Milongo”, que na língua nacional kimbundo significa remédio, é um dispositivo informático que impede que sejam os professores a assumir a responsabilidade de correcção das provas e a determinar quem deve ou não ser seleccionado. A única intervenção que os professores têm no processo, segundo esclareceu Narciso Benedito, é a de fazer apenas a avaliação qualitativa do desempenho dos candidatos, com base nos qualificadores mau, suficiente, bom, muito bom e excelente.

O responsável salientou ainda que, após essa avaliação qualitativa, as provas são enviadas para a área onde funciona o gestor do sistema informático “Milongo”, que faz a inserção dos dados das provas no sistema. Segundo Narciso Benedito, o próprio sistema é quem faz a cotação das provas, a atribuição de notas, bem como a selecção dos melhores candidatos.

O director do Gabinete Provincial de Luanda da Educação avançou que os professores fazem a análise qualitativa sem saber a quem pertence a prova, porque a mesma fica sem a parte onde são inseridos os dados dos candidatos. Na eventualidade de haver uma dúvida em relação ao dono de uma determinada prova, Narciso Benedito disse que a folha traz um código “alfa numérico”, cujos caracteres permitem identificar o candidato na base de dados, onde constam os nomes de todos os candidatos, o número de ordem, ficha de inscrição, idade, género e área de formação, além de outros dados.

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