Moçambique: Governo vai exigir melhores serviços nas três operadoras de telefonia móvel

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O Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) pediu as três operadoras de telefonia móvel no país (Tmcel, Vodacom e Movitel) a melhorarem na prestação dos serviços que oferecem a sociedade civil, com o objectivo unicamente da satisfação dos clientes.

Esse pedido foi feito na semana passada, em uma conferência de imprensa, e onde essa exigência é resultado das constantes reclamações submetidas à Autoridade Reguladora, vindo dos utilizadores dos serviços de telefonia móvel, que se queixam da má qualidade, principalmente nas tecnologias 3G e 4G.

Na mesma cerimónia, o INCM informou ter realizado, de Março a Outubro de 2021, uma campanha para auferir a qualidade do serviço prestado pelas operadoras, isto é, em diversos pontos do território daquele país.

Por outro lado, Tuaha Mote, Presidente do Conselho de Administração do INCM, disse que a aferição da qualidade dos serviços no sector das comunicações em Moçambique constitui uma das grandes preocupações da instituição que dirige, pensando sempre no benefício dos consumidores.

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Sobre a campanha realizada, foi informado que foi através a um sistema automático instalado em uma viatura, equipada com dispositivos terminais e que garantem uma auferição simultânea e em igualdade de condições para todos os operadores de telefonia móvel celular.

A referida cerimónia reuniu representantes das três operadoras de telefonia do país, e onde o INCM deu a conhecer as mesmas os resultados dos testes de aferição, para que juntos possam tomar uma boa solução, para o bem dos usuários.

De informar ainda que o INCM, para a satisfação destas preocupações, tem desencadeado várias acções com o objectivo de garantir a melhoria dos serviços prestados a sociedade civil moçambicana, visto que um dos grandes constragimentos é o problema da qualidade de serviço.

“nós viemos apresentar a nossa posição de que estaremos aqui para defender os interesses do cidadão e dos consumidores. Por isso, como instituição, já estamos a reforçar a nossa capacidade institucional, quer tecnológica ou administrativa, para dar resposta às preocupações sobre a qualidade e serviço no mercado moçambicano” disse Tuaha Mote.

O PCA ainda acrescentou que, dentre as várias medidas colocadas em prática, para o ano de 2022, destaque vai para a montagem de um sistema de controlo de qualidade do serviço com base tecnológica, que consegue recolher informação em tempo real do lado do operador. Esse mesmo sistema consegue simular a experiência do cliente através de um celular a bordo de uma viatura que percorre uma velocidade máxima de 20 quilómetros.

 

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