Será que os angolanos sabem diferenciar notícias falsas e verdadeiras na Internet?

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O fenômeno de informações falsas na Internet é tão antigo quanto a própria rede e evoluiu com o passar do tempo, foram aperfeiçoados novos método e assimilados novas formas de comunicação online. Nos últimos tempos informações falsas tem sido  um problema grave, que ganhou destaque nas últimas semanas depois que o Facebook foi acusado de influenciar na vitória de Donald Trump na corrida presidencial dos Estados Unidos.

Muitas informações circulam pela internet e nem sempre elas são verdadeiras. Mas como identificar o que é verdade e o que é falsa? O Menos Fios traz algumas orientações, que podem auxiliar os nossos leitores a terem mais cuidados nas mais diversas notícias que muito têm circulado na internet. Claro que não são perfeitas e estão sujeitas a falhas, mas podem ser de grande ajuda. Confira:

  • Verifique sempre a informação que recebeu, se cita uma fonte confiável- fontes confiáveis são os sites oficiais( por exemplo www.menosfios.com), páginas de jornais conhecidos ( por exemplo www.jornaldeangola.sapo.ao), blogs respeitados ( como www.cenasquecurto.net).
  • Pesquise na web para ver se mais de uma fonte confiável publicou a notícia. Informações verdadeiras costumam ser publicadas por vários sites confiáveis.
  • Verifique sempre a data em que a notícia foi publicada. De vez em quando, notícias antigas voltam a circular como se fossem recentes. Embora possam ser verdadeiras, o contexto poderá ser diferente.
  • Há muitos erros de português na notícia? Isso é um bom indício de que o texto não foi escrito a sério.
  • Se estiver com dúvida, evite compartilhar informações recebidas. Afinal, você não quer passar uma mentira para os seus amigos.
Recentemente, o Google anunciou que pretende actualizar a política de uso do seu programa de anúncios AdSense. O objectivo é evitar a distribuição de publicidade em sites com notícias falsas. Por sua vez, o Facebook, disse que actualizou a política de uso da rede Audience Network, que é o responsável pela distribuição de publicidade em sites e aplicativos. As duas empresas possuem a intenção de acabar com a publicidade em noticias falsas.

Nos Estados Unidos, os pesquisadores da Universidade de Stanford, realizaram um estudo com 7.804 estudantes de 11 a 18 anos para verificar se eles sabem diferenciar “conteúdo patrocinado” de notícias confiáveis. E o resultado não é nada animador. Detectaram que 82% dos estudantes não souberam diferenciar os conteúdos noticiosos dos não-factuais. Muitos deles, ainda, julgaram a credibilidade de tweets na quantidade de detalhes que continham ou se havia uma foto grande ilustrando a postagem, em vez de verificar a fonte.

“Não importa se começou a utilizar a internet há pouco tempo, ou se está na rede há anos. Às vezes, nos deparamos com notícias falsas que foram tão bem elaboradas, que nós acreditamos que são reais, simplesmente porque queremos acreditar. Por tanto, antes de deixar que crenças pessoais ajudem a propagar notícias falsas, precisamos manter um olhar crítico, pois um erro pode colocar a sua vida e de pessoas ao seu redor em risco”.

Qual é o método que utiliza para detectar notícias falsas na internet?

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