Utentes aconselhados a trocarem os seus cartões de banda magnética por cartões com chip

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Os utentes são aconselhados a trocarem os seus cartões de banda magnética por cartões com chip (EMV), onde neste último oferecem mais segurança visto que os dados são criptografados e dinâmicos, dificultando a fraude.

Segundo Helena Rodrigues, Diretora de Operações do Banco BAI, em entrevista para a revista MERCADO, os cartões de banda magnética por serem físicos são facilmente identificados no cartão, onde os seus dados são estáticos e desprotegidos.

Com isso em mente, o BAI desabilitou recentemente o uso de cartões com banda magnética, de modo a garantir maior segurança aos usuários com tecnologia avançada e de maior controlo, bem como, o cumprimento das melhores práticas para o sector divulgada pela EMIS, em concordância com as regras do Banco Nacional de Angola.

Os cartões com chip oferecem ainda segurança contra as práticas de “clonagem de cartões”, se comparado com os de banda magnética, contam com a criação de padrões comuns no Chip (EMV) mantidos por uma organização privada gerida pelas principais redes de cartões, dando maior segurança a todos os consumidores.

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Helena Rodrigues reiterou que os cartões de crédito EMV oferecem maior proteção dos dados do titular de conta, contêm um pequeno chip de computador, que cria um código exclusivo para cada transação. Se os dados do cartão e o código único forem roubados, a informação não pode ser usada para criar cartões falsificados.

Ainda na sua abordagem, a especialista frisa que às mudanças nos cartões com outros dispositivos, como TPA ou ATM, a sua instituição considera positivas uma vez que o sistema de pagamentos foi adequado antecipadamente para que os equipamentos validassem os cartões EMV, com maior segurança.

De informar ainda que como vantagens para o sistema de pagamentos, destacar a autenticação forte, com micro circuito em cada cartão, visto que cada microchip gera um código dinâmico de uso único, ou criptograma, sendo enviado através do sistema de processamento de cartões para o processador e, em última análise, para o emissor do cartão.

Esta troca criptográfica, explica Helena Rodrigues, além dos métodos de verificação utilizados pelo titular do cartão (como PIN on-line), serve para reforçar o ecossistema de pagamentos e proteger contra fraudes presentes no cartão.

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