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Quarta-feira, Abril 1, 2026
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Startups angolanas presentes no concurso tecnológico 929 Challenge

Várias startups angolanas estarão presentes na edição 2024 do o 929 Challenge, concurso tecnológico de criação de negócios entre os Países de Língua Portuguesa e a China, com foco em ideias de negócios que promovam a sustentabilidade.

Segundo as informações que a redacção da MenosFios teve acesso, a fase final terá lugar em 9 de Novembro de 2024, em Macau, sendo que os finalistas podem, dentre outros benefícios, receber prémios avaliados em até 30 mil dólares norte-americanos para investimentos, além de uma vasta troca de experiências com potenciais investidores de alto perfil do mercado emergente chinês.

A competição busca essencialmente protagonistas de universidades, startups e empreendedores com projectos de inovação, sendo que as inscrições teve um grande leque de startups angolanas.

De informar que o envolvimento do ecossistema angolano na referida competição, resulta do acordo de cooperação assinado em Maio passado, em Luanda, entre o INAPEM e a Associação de Empreendedorismo e Inovação em Macau – China e Países de Língua Portuguesa, AEIMCP-MACAU, entidade gestora do programa “929 Challenge”.

Além de concorrer para o fortalecimento do ecossistema de empreendedorismo e inovação das duas regiões, o acordo prevê a troca de informações, o desenvolvimento colaborativo de projectos inovadores e a criação de oportunidades de negócios para startups e empreendedores tanto em Angola, quanto em Macau.

Tens uma ideia tecnológica ambiental? Candidata-se ao prémio de Inovação e Tecnologia Ambiental

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do prémio de Inovação e Tecnologia Ambiental (PITA), que tem como objetivo reconhecer e promover talentos angolanos que se destacam na criação de soluções tecnológicas e projetos ambientais inovadores para o país.

Segundo o comunicado oficial que a redação da MenosFios teve acesso, o prémio é realizado pela Omuenho e a AEGAA com um corpo de jurados especializados, o PITA pretende premiar os melhores projetos que demonstrem inovação, tecnologia ambiental e um impacto positivo na sociedade.

Pelo que foi revelado, os projetos mais destacados receberão prémios em dinheiro, bolsas de estudos e mentoria por um período de seis meses, onde os interessados devem submeter os seus projetos até 10 de janeiro de 2024 através do link.

Vale ressaltar que apenas projetos relacionados às temáticas elegíveis serão considerados, e projetos em grupo devem ter no máximo três membros, sendo obrigatório que os candidatos sejam angolanos ou residentes no país.

AGT promove literacia digital entre contribuintes

Com o objectivo de fomentar a literacia digital dos contribuintes, decorreu recentemente uma feira de serviços electrónicos e canais digitais na província de Malanje, realizada pela Administração Geral Tributária (AGT).

O evento teve duração de dois dias e decorreu sob o lema “Administração Geral Tributária à distância de um clique”, onde faz parte do plano estratégico da instituição, de aposta no fortalecimento da assistência ao contribuinte, na promoção da educação e cidadania fiscal, com foco na camada jovem.

MAIS: AGT vai digitalizar serviços para reforçar interação com os contribuintes

Segundo o chefe de secção de Legislação e Fiscalização Tributária da Repartição Fiscal de Malanje, Wilson Costa, o referido evento teve como plano de fundo facilitar o uso das ferramentas digitais disponíveis para o cumprimento das obrigações fiscais de forma autónoma e eficiente, por parte dos contribuintes.

De informar que muito recentemente a Segunda Região Tributária de Malanje realizou, à margem do evento uma campanha de cadastro massivo no portal do contribuinte, uma acção essencial para garantir a eficácia das notificações electrónicas.

Infrasat e MS Telcom únicas autorizadas a comercializar serviços do Angosat-2, revela GGPEN

A Infrasat e a MS Telcom são as únicas que foram autorizadas a comercializar os serviços do Angosat-2, onde depois revendem aos operadores interessados, revelou Zolana João, Director do  Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) .

Segundo o responsável, em entrevista ao Jornal Expansão, em termos práticos, as “empresas de telecomunicações gastam mensalmente entre 10 e 15 milhões USD a contratualizar serviços de comunicação no strangeiro, sendo que, nesta altura, uma parte deste valor já é feito através do satélite, o que representa uma poupança considerável de divisas ao BNA“, disse.

Por exemplo, a UNITEL é um dos operadores que já utiliza os serviços de satélites em zonas rurais ou sub-rurais, assim como 20% das agências bancárias nas províncias por via da Infrasta e MS Telcom“, afirmou.

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Zolana João reitera ainda que o Angosat-2 tem duas bandas, sendo que a banda C está praticamente toda comercializada, perto dos 70%, os restantes 20% são considerados reserva estratégica, utilizada, por exemplo, para os serviços de segurança do país.

A banda tem 6 transponders com 72 MHz, cobrindo África e parte da Europa, e 4 estão comercializados.

Quanto à banda KU, que é maior e medida pelo volume de dados, estará na ordem dos 20%. É sobre esta que estão agora a ser feitos esforços de comercialização, havendo inclusive parceiros internacionais interessados, estando a ser desenvolvido um programa com o Governo da Zâmbia“, sublinhou o Director.

 

Sem aprovação em Angola, Starlink atinge 4 milhões de subscritores

A SpaceX adiantou através da rede social X (ex-Twitter) que o serviço de Internet por satélite Starlink conta, neste momento, com quatro milhões de subscritores em todo o mundo.

A informação, que começou por ser partilhada numa audiência com legisladores do estado do Texas pela presidente da SpaceX, Gwynne Shotwell, foi posteriormente confirmada pela página oficial da empresa na rede social.

Como recorda o site TechCrunch, o serviço Starlink começou por ser lançado como uma versão beta em outubro de 2020 e, pouco mais de dois anos depois em dezembro de 2022, a SpaceX já tinha 1 milhão de subscritores.

Em setembro de 2023 a Starlink chegou aos 2 milhões de subscritores e, em maio deste ano, foi atingido o patamar dos 3 milhões de clientes – tornando claro que o serviço tem ganho cada vez mais clientes.

Quanto a implentação do serviço em território nacional, o mesmo está a espera de uma aprovação vindo do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), de modo a materializar a missão de fornecer acesso à Internet para Angola.

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Segundo o que conta o jornal Expansão, o serviço estava marcado para o II trimestre 2023 mas o INACOM não aprovou. Agora, a entrada da Starlink em Angola é ainda incerto.

Para todos os interessados, a Starlink  chegou mesmo a aceitar pré-inscrição angolana para o serviço, com um custo de 7.440 kwanzas (9 dólares).

A alta velocidade e a baixa latência tornam o serviço de internet por via SpaceX melhor do que as concorrentes no segmento por satélite, tornando-a também entre as mais caras, sendo acessível a classes económicas com mais posse, mesmo que o objetivo da empresa esteja assente na disponibilização de serviço de internet de baixo custo.

Em termos práticos, o sinal é captado por um Vsat da empresa, sendo instalado no telhado ou em alguma área aberta para captar o sinal e um router Wi-Fi da Starlink que recebe e distribui o sinal aos utilizadores.

Mobile Money vs Money Cash

Numa fase em que o país vai dando passos significativos na diversificação dos pagamentos móveis que é dominado pelo Multicaixa Express(EMIS) e aplicações de internet banking, embora nos últimos 2 anos já se ouve um pouco mais sobre Afrimoney, Unitel Money, PayPay, é-Kwanza e AKIpaga.

A EMIS acaba de anunciar o aumento de mais kz 20,000 no limite de levantamento diário passando assim para o valor máximo diário de kz 120,000. Sendo que os pagamentos móveis têm como finalidade a redução excessiva da circulação do dinheiro em espécie. Ainda mais num mercado como o nosso onde maior parte da economia é informal com apenas aproximadamente 30% da população adulta bancarizada.
Essa recente medida vem contradizer o actual discurso do seu CEO, que diz:
EMIS defende mobile money como chave para inclusão financeira em Angola”.
Embora tenha salientado que para uma questão de confiança, na qual acredito eu, estarmos todos de acordo, para uma questão de confiança da população para com os pagamentos móveis “é preciso garantir aos utilizadores que se tiverem a transformação do dinheiro físico em dinheiro electrónico, têm que ter a capacidade em qualquer altura, de transformar o dinheiro electrónico em físico”.
Assim sendo, acredito que a EMIS sendo actualmente a detentora do maior sistema de pagamento móvel e dos terminais de pagamentos do país e outras soluções como kwiki, deveria focar em ajudar outros players a terem maior confiança da população, como disse e bem o seu CEO, para uma melhor inclusão financeira.
Ao invés de aumentar casa vez mais a capacidade de a população ter a possibilidade de ter dinheiro físico em mãos.
O que leva cada vez mais a circulação do dinheiro físico, com uma baixa garantia de retorno ao sistema financeiro pelo facto a cima mencionado, obrigado mais impressão de papel-moeda, o que os economistas e financeiros sabem bem o quão dispendioso isso é, ainda mais para uma moeda em constante desvalorização como a nossa.
Então, vamos trabalhar na educação e inclusão financeira da população adolescentes e jovens (o mobile money permite cidadão a partir dos 15 anos de idade terem uma conta móvel, e aproveitamos fazer jus do ditado “é de pequeno que se torce o pepino”) garantindo a interoperabilidade entre as instituições financeiras (bancarizada e não bancarizadas) dando-lhes assim, segurança, que o seu dinheiro móvel pode ser convertido em físico ou transferido na sua conta convencional.

OpenAI planeja se tornar empresa com fins lucrativos

A OpenAI, mais conhecida por ser a dona do ChatGPT, está a trabalhar num plano para reestruturar todo o seu negócio. O objetivo, conta a “Reuters” é ser uma organização com fins lucrativos, deixando de ser controlada pelo conselho de administração enquanto uma empresa sem fins lucrativos.

O que isto quer dizer? A empresa quer abrir-se ao mercado e começar a fazer dinheiro, apresentando lucros, colocando a situação de forma mais simples. Esta abertura fará com que a organização se torne mais atraente para os investidores.

Ainda assim, fontes familiarizadas com o tema dizem à “Reuters” que a companhia sem fins lucrativos vai continuar a existir, procurando ter uma participação minoritária na empresa que quer apresentar lucros.

No entanto, esta mudança e separação pode ter implicações na forma como a empresa liderada por Sam Altman, considerado o pai do ChatGPT, vai gerir os risco de Inteligência Artificial (IA) numa nova estrutura empresarial. Isto porque os movimentos da empresa deverão ficar centrados no lucro como objetivo final, enquanto o dever do conselho de administração da OpenAI sem fins lucrativos é “para com a humanidade e não os investidores”.

A “Reuters” adianta ainda que Sam Altman, como CEO e fundador, poderá receber capital próprio na empresa pela primeira vez, que poderá ser avaliada em 150 mil milhões de dólares após a separação dos poderes. No entanto, a empresa tem de remover o limite no retorno dos investidores.

Todas estas mudanças acontecem numa altura em que a OpenAI procura mais investimento, com o objetivo de se tornar a empresa mais valiosa de base com IA. No entanto, há pessoas a abandonar o barco.

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A diretora de tecnologia, Mira Murati, anunciou a saída da empresa esta quarta-feira. Murati chegou a CEO interina quando Sam Altman foi despedido da empresa por breves dias.

Tudo indica que a responsável pela tecnologia se mantenha a trabalhar na organização enquanto negoceia a saída da empresa, isto após seis anos e meio a fazer parte da empresa que criou o ChatGPT.

Também o vice-presidente de investigação, Barret Zoph, e o responsável pelo gabinete de investigação, Bob McGrew, anunciaram a sua saída da empresa através da rede social X.

Para já não se sabe se estas saídas vão fazer com que estas mudanças voltem à estaca zero, embora a publicação invoque uma cláusula de retirada por parte dos investidores caso estes encontrem algo que signifique um impacto negativo para a companhia.

AGT vai digitalizar serviços para reforçar interação com os contribuintes

A Administração Geral Tributária (AGT) vai implementar um sistema totalmente digital a partir de 2025 para reforçar a interação com os contribuintes por meios eletrónicos e tecnológicos.

A informação foi revelada pelo presidente do Conselho de Administração da AGT, José Leiria, durante a 4ª Conferência da revista Economia & Mercado sobre Tributação, realizada em Luanda.

Segundo José Leiria, o objetivo é aprimorar o Sistema de Inteligência Tributária (SIT) para garantir uma gestão de impostos mais justa, eficiente e reduzir a concorrência desleal causada pela evasão fiscal.

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Pelo que informa o responsável, o novo sistema permitirá classificar os contribuintes, identificando aqueles que cumprem as suas obrigações fiscais e os que apresentam comportamentos evasivos.

Além disso, o gestor recordou que, em janeiro deste ano, a AGT iniciou a “operação informal”, que visa cadastrar contribuintes que exercem atividades lucrativas na informalidade.

Até ao momento, foram catalogados 29 mil estabelecimentos comerciais em Luanda, como cantinas e armazéns, resultando numa melhor identificação dos contribuintes e na notificação de vários que nunca tinham sido contactados por dívidas fiscais.

EMIS defende mobile money como chave para inclusão financeira em Angola

Uma aposta contínua em soluções de pagamentos Mobile Money é fundamental para a inclusão financeira das pessoas no país, revelou o presidente do Conselho Executivo da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), Duano Silva.

Falando  na abertura da segunda edição do “Techlnsigt”, o responsável informou que neste processo Angola está mais atrasada do que muitos países, como o Quénia, Tanzânia e Moçambique.

Temos uma realidade que provavelmente não é tão similar a que eles tinham no momento de partida”, disse.

MAIS: Baixo nível de inclusão digital dificulta desenvolvimento do “Mobile Money” em Angola

Duano Silva frisou que países africanos como o Quénia começaram com esta solução, que depois se estendeu para os países onde os operadores de telecomunicações foram vendo nesta uma oportunidade para fazer inclusão financeira e foram oferecendo serviços que permitiam às pessoas se diferenciarem.

Outro ponto mencionado pelo responsável foi a questão da logística, que aponta estar relacionado com a questão da confiança como o pilar fundamental, pois é preciso garantir aos utilizadores que se tiverem a transformação do dinheiro físico em dinheiro electrónico, têm que ter a capacidade em qualquer altura, de transformar o dinheiro electrónico em físico.

Para começarmos o movimento da inclusão financeira dos não bancarizados é preciso nos basearmos nesta estratégia”, finalizou.

X (ex-Twitter) suspendeu milhões de contas por quebrarem as regras

A rede social X (ex-Twitter) suspendeu milhões de contas que não cumprem regras éticas indica hoje o primeiro relatório sobre práticas de transparência desde que a empresa foi adquirida pelo multimilionário Elon Musk.

O relatório da empresa – referente ao primeiro semestre de 2024 refere que foram suspensas 5,2 milhões de contas além de terem sido apagadas 10,6 milhões de mensagens por violações às regras internas da plataforma digital.

Nos últimos seis meses foram denunciados, por motivos diferentes, 224 milhões de utilizadores da rede social X.

Entre outros, os assuntos mais frequentes são as denúncias relacionadas com abusos e assédio (2,5 milhões) e violência (2,2 milhões).

Na rede social X aplicamos o princípio da tolerância zero em relação à exploração sexual infantil e comprometemo-nos a eliminar os conteúdos que exibam abuso físico infantil. Também suspendemos os utilizadores que publicam este tipo de conteúdos para evitar a violência contra as crianças“, acrescenta-se no relatório.

A (rede social) X tem como objetivo garantir o diálogo público, garantindo um ambiente seguro onde todos possam participar livremente e com confiança. Com este relatório sobre a transparência pretendemos consolidar a (rede social) X como uma plataforma segura para todos“, indica-se no documento.

MAIS: X (ex-Twitter) volta a ficar inacessível no Brasil

As nossas políticas e os nossos princípios têm como base os direitos humanos e estamos concentrados em adotar regras com amplitude e holísticas com preocupações sobre a liberdade de expressão, investimento no desenvolvimento de medidas corretas, em especial na educação, reabilitação e na dissuasão“, referem os responsáveis da companhia norte-americana.

No documento, a rede explica como determina a aplicação de medidas coercivas em contas ou publicações quando as mensagens são “dirigidas a um indivíduo, a um grupo ou a uma ‘categoria’ de pessoas” ou se tiverem sido denunciadas “por uma vítima de abuso ou por uma testemunha”.

As regras referidas referem também que é analisado o “historial de violação” de um utilizador da rede social X.