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Sexta-feira, Abril 3, 2026
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Governo angolano pressiona Meta por falhas de segurança no WhatsApp

Actualmente já não deve ser novidades para muitos as burlas via WhatsApp, o novo normal tem sido agora a clonagem dos números no WhatsApp, onde já pudemos certificar, em alguns grupos onde o utilizador envia mensagem sobre a venda de 8000 USD, parece que a situação tomou outro rumo e o Governo angolano decidiu entrar em acção.

A Agência de Protecção de Dados (APD) pediu esclarecimentos à Meta sobre a onda de violações de contas privadas no aplicativo WhatsApp em Angola, “fenómeno conhecido vulgarmente por clonagem”, para salvaguardar a privacidade dos utilizadores.

Segundo comunicado da APD que consta no website, a Meta confirma a recepção de reclamações de utilizadores angolanos, cujas contas foram comprometidas e garante fornecer à APD e aos utilizadores os recursos necessários para lidar com essas preocupações. A Meta recomenda que os utilizadores revejam regularmente os dispositivos associados ao WhatsApp, “indo para as configurações, a fim de poderem identificar eventuais dispositivos suspeitos”.

A empresa detentora da aplicação mais popular de troca de mensagens, aconselha ainda aos utilizadores, no caso de receberem e-mails ou mensagens de texto não solicitadas, a pedir a alteração do PIN de “verificação de dois passos” ou o código de registo de conta do WhatsApp, devem evitar clicar em qualquer link sugerido pelo contactante porque podem ser tentativas de clonagem da conta.

No comunicado, a APD aconselha, ainda, aos utilizadores para, em caso de registo de algum incidente de segurança nas contas do WhatsApp, apresentarem queixa aos órgãos de investigação criminal e comunicarem à Meta através do centro de ajuda disponível no aplicativo. Recentemente a MenosFios apresentou ainda uma serie de recomendações aos utilizadores do WhatsApp, para se evitar assim a clonagem de contas, e caso queira saber as maneiras de proteger-se clique aqui.

Ataques cibernéticos ao Windows crescem 23% em três meses

De acordo com os especialistas da Kaspersky, os atacantes estão a visar cada vez mais o Windows através de ataques aos drivers vulneráveis. No segundo trimestre de 2024, o número de sistemas atacados através desta técnica aumentou quase 23% em comparação com o primeiro trimestre deste ano.

Os drivers vulneráveis podem ser explorados para uma vasta gama de ataques, incluindo ransomware e Ameaças Persistentes Avançadas (APTs).

Os ciberataques que utilizam drivers vulneráveis são conhecidos como BYOVD (Bring Your Own Vulnerable Driver). Estes ataques têm como objetivo tentar desativar as soluções de segurança de um sistema e aumentar os privilégios, permitindo realizar várias atividades maliciosas, tais como instalar ransomware ou estabelecer uma ligação para espionagem ou sabotagem, especialmente se um grupo de Ameaça Persistente Avançada (APT) estiver por detrás do ataque.

A Kaspersky informa que esta técnica de ataque aumentou em 2023 e que, atualmente, está a ganhar força, com impacto tanto nos indivíduos como nas organizações. No segundo trimestre de 2024, o número de sistemas atacados com a técnica BYOVD aumentou quase 23% em comparação com o trimestre anterior.

“Embora os próprios drivers sejam legítimos, podem conter vulnerabilidades. Estas vulnerabilidades podem então ser exploradas para fins maliciosos. Os atacantes utilizam várias ferramentas e métodos para instalar um driver vulnerável no sistema. Assim que o sistema operativo carrega este driver, o atacante pode explorá-lo para contornar os limites de segurança do kernel do sistema operativo para os seus próprios objetivos”, destaca Vladimir Kuskov, Diretor de Pesquisa Anti-Malware da Kaspersky.

Um aspeto preocupante desta tendência é a proliferação de ferramentas que exploram drivers vulneráveis – podem ser encontradas online. Apesar de ainda existirem relativamente poucas destas ferramentas em 2024 – apenas foram publicados 24 projetos em 2021 – os especialistas da Kaspersky observaram um aumento no número destas ferramentas publicadas online no ano passado.

“Embora nada impeça realmente os cibercriminosos de desenvolverem as suas próprias ferramentas privadas, as disponíveis publicamente eliminam a necessidade das competências específicas necessárias para pesquisar e explorar drivers vulneráveis. Só em 2023, identificámos cerca de 16 novas ferramentas desta natureza, o que representa um aumento substancial em relação às que observámos em anos anteriores. Tendo em conta este aumento, é altamente recomendável implementar medidas de proteção robustas para qualquer sistema”, explica Vladimir Kuskov.

Para combater as ameaças relacionadas com a exploração de drivers vulneráveis, recomenda-se que:

– Compreenda a sua infraestrutura e monitorize de perto os seus ativos;

– Proteja a sua empresa contra uma vasta gama de ameaças através de soluções da linha de produtos Kaspersky Next. Esta gama de produtos oferece proteção em tempo real, visibilidade de ameaças, capacidades de investigação e resposta de EDR e XDR para organizações de qualquer dimensão e indústria, bem como sistemas de proteção contra a exploração de drivers vulneráveis.

– Implemente um processo de Gestão de Patches para detetar software vulnerável dentro da infraestrutura e instalar prontamente patches de segurança. Soluções como Kaspersky Endpoint Security e Kaspersky Vulnerability Data Feed podem ser muito úteis.

– Efetue avaliações de segurança regulares para identificar e corrija as vulnerabilidades existentes, antes que estas se tornem um ponto de entrada para um atacante.

Angola vai beneficiar-se de tecnologia indiana no sector agrícola

Angola vai beneficiar-se de tecnologia indiana para impulsionar o sector agrícola e marítimo direccionada à produção de alimentos, revelou o ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns.

Falando na na 19.ª Conferência de Negócios Índia – África, o dirigente friosu que a parceria entre Angola e a Índia tem sido crucial para o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades económicas e sociais do país. Destacou o quadro evolutivo das relações entre Angola e a Índia, desde a década de 80, marcadas por iniciativas, acordos bilaterais e investimentos privados de empresas e cidadãos indianos na economia nacional.

MAIS: Angola e Moçambique reforçam parceria no domínio das TICs

A Índia, prosseguiu o ministro angolano, tornou-se um parceiro económico importante para Angola, dados os investimentos financeiros, assistência técnica, formação profissional e a sua colaboração em diversos sectores de interesse mútuo. Em concordância com a prioridade da política económica do Governo de Angola, no domínio agrícola e tecnologias de agroindústria, Rui Miguêns disse que o país tem disponíveis vastas áreas de terras agrícolas que podem contar com o apoio da Índia.

“Estas terras podem contribuir para a nossa segurança alimentar e diversificação económica, promovendo o crescimento económico e bem-estar social nas áreas rurais do nosso país”, ressaltou o ministro.

Justiça brasileira pondera bloquear X(ex-Twitter) em todo país

Tudo indica que a rede social X deverá ser suspensa no Brasil por ordem do juiz Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), isto depois de o dono da rede social X, Elon Musk, ter ignorado a ordem de apontar um representante legal da plataforma no país.

Esta obrigação imposta por Moraes aconteceu depois de o X ter encerrado todos os seus escritórios no Brasil, uma iniciativa que foi justificada com o receio de proteger os funcionários no âmbito das investigações sobre disseminação de notícias falsas na plataforma.

MAIS: Brasil abre investigação a Elon Musk por ataques à Justiça

O caso parece ter impactado outras empresas de Elon Musk, como é o caso da SpaceX. Diz a Reuters que as contas bancárias da rede Starlink foram bloqueadas no Brasil, com a SpaceX a apontar que a decisão foi tomada de modo a pressionar Musk a aceitar as ordens de Morais.

No início desta semana, recebemos uma ordem do juiz Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil que congela as finanças da Starlink e impede a Starlink de realizar transações financeiras no país”, pode ler-se num comunicado. “Esta ordem baseia-se numa determinação infundada de que a Starlink deveria ser responsável pelas multas aplicadas – inconstitucionalmente – contra o X. Foi emitida em segredo e sem proporcionar à Starlink qualquer dos devidos processos legais garantidos pela Constituição do Brasil. Pretendemos abordar o assunto legalmente”.

Clientes bancários angolanos acolhem positivamente a digitalização, destaca ABANC

Os clientes bancários angolanos estão a receber positivamente a digitalização e modernização das operações, na opinião do Presidente da Associação de Bancos de Angola (ABANC), Mário Nascimento.

Falando ao semanário Expansão, no contexto de o Multicaixa Express transacionar mais dinheiro do que os ATMs, o especialista frisa que isso significa que os angolanos estão a desmaterializar a utilização do dinheiro e dos cartões físicos.

Ainda assim, admite que a digitalziação da banca não passa só pela utilização do Multicaixa Express, que é um canal que privilegia muito a instantaneidade das operações. Mário Nascimento adianta que há mais a ser feito pela banca no sentido de digitalizar o sistema financeiro nacional, onde há já bancos que permitem abrir contas e fazer solicitação de crédito por via de mecanismos digitais, embora considere que é necessário trazer mais produtos e serviços para os meios digitais, até porque o futuro da banca no País depende da digitalização.

Nascimento defende que esta modernização do sistema bancário vai diminuir custos ao sector, já que os bancos num futuro mais distante vão deixar de instalar ATMs, que elevam os custos com energia e manutenção, e vão deixar de emitir cartões físicos e outros produtos que requeiram equipamentos físicos.

MAIS: ABANC vai apostar na digitalização dos bancos angolanos

Já Nelson Prata, Presidente da Associação Angolana de Defesa do Consumidor de Serviços e Produtos Bancários (ACONSEBANC), considera que ainda é cedo para pensar numa digitalização efectiva, mas admite que há “claramente uma mudança ou alteração no perfil dos clientes bancários e, consequentemente uma maior adesão aos canais digitais. Por outro lado, enquanto continuarmos a ter um elevado nível de informalidade na nossa economia, o dinheiro físico continuará a ditar as regras na srelações económica se comerciais“.

Para o responsável da ACONSEBANC, o maior desafio da digitalização dos produtos e serviços financeiros continuará a estar relacionado com as questões de segurança dos depósitos dos clientes.

Facilmente os clientes perderão a confiança se não se sentirem seguros. E a banca digital trás consigo muitos riscos para os utilizadores com baixo nível de instrução digital“, defende.

Consultório MenosFios: Conheça os profissionais de TI mais procurados na dark web

Uma nova investigação, levada a cabo pela equipa da Kaspersky Digital Footprint Intelligence (DFI), revela que programadores, attackers (especialistas que realizam ataques a redes, aplicações web e dispositivos móveis) e designers estão entre os profissionais de TI mais procurados por cibercriminosos na dark web.

Os especialistas analisaram 227.000 anúncios publicados em 155 fóruns na dark web entre janeiro de 2022 e junho de 2022. Segundo os dados partilhados pela empresa de cibersegurança em comunicado, 46% dos anúncios foram publicados em 2020, tendo atingido um pico de atividade em março.

Ao analisarem os anúncios publicados durante o período em análise, os peritos da Kaspersky selecionaram um conjunto, com mais de 160 propostas, que indicavam claramente o tipo de remuneração oferecida. Os salários médios variavam entre os 1.300 e 4.000 dólares mensais, com o mais alto a ser encontrado em anúncios que procuravam especialistas em engenharia reversa.

O salário mensal mais elevado que os investigadores identificaram rondava os 20.000 dólares, para uma posição de developers. Além dos salários, alguns dos anúncios contavam com indicações relativas a bónus e comissões para projetos bem-sucedidos.

Os programadores afirmam-se como os profissionais com mais procura na dark web, perfazendo 61% de todos os anúncios. Seguem-se os attackers, que correspondem a 16%, e os designers, com 10%. Do conjunto de profissões de TI mais procuradas na dark web incluem-se administradores (6%), especialistas em engenharia reversa (4%), analistas (2%) e testers (1%).

Como indica Polina Bochkareva, Security Services Analyst na Kaspersky, a “caça” por profissionais de TI “é um dos muitos tópicos que são constantemente discutidos” na dark web. “Hoje, seguir o interesse dos cibercriminosos e analisar continuamente as suas atividades é vital para as empresas que querem fazer face aos ciberataques e manter a segurança da informação no mais alto nível”, enfatiza.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

Instagram lança novas ferramentas de texto para fotos

Os utilizadores do Instagram estão prestes a ter muito mais liberdade no tipo de fotografias que partilham, permitindo muito mais opções de personalização.

Ao carregar uma fotografia (ou várias), será possível adicionar texto e até sobrepôr outras imagens sob forma de ‘stickers’. Isto oferece a flexibilidade criativa para fazer com que o teu conteúdo se destaque e explorar um ‘storytelling’ novo e mais divertido com fotografias e carrosséis, pode ler-se no comunicado oficial do Instagram.

MAIS: Instagram resgata função nostálgica inspirada no Hi5

Serve recordar que o Instagram decidiu aumentar recentemente o número máximo de fotografias em carrosséis de 10 para 20, oferecendo assim muitas mais possibilidades aos utilizadores da rede social.

Fraude SIMBOX nas Telecomunicações, o que é?

A fraude SIMBOX é uma prática ilícita nas telecomunicações que envolve o uso de dispositivos conhecidos como SIMBOX para contornar as taxas de interconexão aplicadas pelas operadoras. Esses dispositivos permitem que múltiplos cartões SIM sejam conectados a um único sistema, redirecionando chamadas internacionais como se fossem chamadas locais.

Infelizmente, nos últimos anos, registaram-se volumes de fraude sem precedentes no sector das telecomunicações. Mas enquanto a forma mais discutida desta fraude foi o smishing – uma tentativa de phishing utilizando SMS – os operadores de redes móveis também foram duramente afectados pela fraude.

Em 2019, a Associação internacional de Controlo da Fraude nas Comunicações publicou o seu inquérito semestral sobre a perda de fraudes. Descobriu-se que o sector das telecomunicações perdeu 28,3 mil milhões de dólares devido a fraude, com 2,71 mil milhões de dólares perdidos em tipos de fraude de interconexão, o que representa quase 10% de todas as receitas perdidas devido a fraude.

O desvio de interconexão baseia-se nas chamadas internacionais. Essencialmente, uma vez que as tarifas das chamadas internacionais são mais elevadas do que as tarifas nacionais, os autores das fraudes estão a utilizar métodos ilegais para encaminhar as chamadas internacionais através do VOIP e evitar as tarifas de ligação internacionais.

Mas qual é a motivação dos burlões? Não se trata de uma operação Robin dos Bosques que está a tentar fazer com que as pessoas paguem menos pelas chamadas. Os utilizadores pagam a tarifa normal das chamadas internacionais. Quando os burlões interceptam a chamada, encaminham-na através de VOIP para fazer parecer que se trata de uma chamada local e depois embolsam a taxa que o operador de rede local deveria ter recebido.

MAIS: Detido Chinês que desviava Chamadas da UNITEL e AFRICELL

A utilização de SIMBOX é a forma mais comum de fraude de desvio de interligação. Trata-se de uma peça de hardware que tem centenas ou mesmo milhares de cartões SIM pré-pagos ligados a si, cada um deles capaz de reencaminhar uma chamada. Embora possam ganhar apenas alguns cêntimos por minuto, tudo isto se acumula quando há centenas de chamadas em curso que duram vários minutos de cada vez.

How SIM boxes work What is Sim Box Fraud

Como evitar a fraude SIMBOX?

O primeiro passo para proteger a empresa de potenciais perdas é ter um sistema de gestão de fraudes que possa detectar o reencaminhamento do tráfego através de canais cinzentos, fazer um teste de esforço da rede ou realizar uma monitorização em tempo real. Para além de fazer alterações técnicas, ter uma equipa jurídica forte que possa salvaguardar os contratos com todas as partes interessadas pode ajudar a reduzir o impacto da fraude.

A utilização dos mais recentes métodos de deteção forense através de parceiros fiáveis pode reduzir a incidência de fraudes e melhorar a eficiência da empresa. Com a ajuda da inteligência artificial (IA) e da aprendizagem automática (ML), a análise aprofundada e em tempo real pode ajudá-lo a combater as fraudes de desvio de interconexão em constante mudança, a salvaguardar os fluxos de receitas e a melhorar a experiência do cliente.

Para as organizações que se encontram no caminho da transformação digital, a agilidade é fundamental para responder a um panorama tecnológico e empresarial em rápida mutação. Agora, mais do que nunca, é crucial cumprir e exceder as expectativas organizacionais com uma mentalidade digital sólida apoiada pela inovação.

Nas telecomunicações, considera-se fraude o ”roubo” de serviços ou o uso de serviços para cometer alguma ilegalidade. As vítimas deste tipo de fraude podem ser os consumidores ou até mesmo as operadoras que fornecem os serviços de comunicação.

Afrimoney inaugura a sua primeira agência de dinheiro móvel em Angola

Não é novidade nenhuma que, em Angola, a adopção do moela electrónica ainda é lenta e a Afrimoney acredita ser importante a existência de uma agência física que desempenhe o papel crucial de fazer a ponte entre as transações tradicionais baseadas em dinheiro físico e a economia digital. Neste processo de transformação digital, a empresa percebeu que os clientes precisam de um espaço físico que ajude a trazer a confiança nos serviços digitais, para onde se possam dirigir para adesão aos serviços, esclarecimentos e assistência técnica.

A Africell Mobile Money “Afrimoney” umas das empresas autorizadas pelo Banco nacional de Angola a emitir moeda electrónica, inaugura, esta Quinta-feira, 29, em Luanda em frente ao Centro de Medicina Física e de Reabilitação, a sua primeira Agência de Serviços de Pagamento Afrimoney, para atender aos agentes e utilizadores daquela carteira digital. O ponto de acesso ira também assistir aos agentes Afrimoney na liquidação e reactivação de contas, tratamento de segundas vias, e servirá também para a manifestação de interesse de todos quanto pretendem ser agentes ou comerciantes Afrimoney.

Segundo Katia da Conceição, Diretora Geral da Afrimoney Angola, Para que o dinheiro digital seja bem-sucedido à escala, é necessário que existam elevados níveis de confiança, sensibilização e compreensão.

 

Para Gonçalo Farias, Presidente do Conselho de Administração da Afrimoney, este passo está alinhado aos esforços de formalização da economia informal, feitos pelo do Governo angolano através de iniciativas como o Programa de Reconversão da Economia Informal (PREI). Salientou ainda que, “Em Angola, muitas pessoas não estão em condições de abrir uma conta bancária por falta de documentos ou acesso a agências bancárias, este tipo de serviços e agências que a Afrimoney traz fornecem um ponto de entrada crítico no sistema financeiro do país”.

Com a abertura da sua primeira Agência de Serviços de Pagamento, a Afrimoney espera construir confiança, educar utilizadores, proporcionar acessibilidade e apoiar o crescimento geral do ecossistema de dinheiro digital em Angola, servindo assim de via de trânsito entre as economias tradicional e digital.

Banco Nacional de Angola autoriza 16 empresas a emitir moeda electrónica

Recentemente o Banco Nacional de Angola (BNA) por intermédio do Instrutivo nº 07/2024 de 15 de Agosto, oficializou a abertura de contas de moeda electrónicas mesmo sem documentos, tanto os particulares como as empresas já podem abrir contas de moeda electrónica através dos 16 Prestadores de Serviços de Pagamento (PSP) autorizados pelo BNA a emitir este tipo de activos.

Essa iniciativa pretende facilitar o acesso aos serviços financeiros, especialmente para aqueles que não possuem conta bancária, além de proporcionar um melhor controlo dos fluxos financeiros numa economia em que a informalidade ronda os 80%. Em termos práticos, a moeda electrónica é um valor monetário armazenado electronicamente, que tem a mesma utilidade que outras moedas transaccionáveis, sendo movimentada por meio electrónico através de um arranjo de pagamento instantâneo, no caso de Angola o KWiK (kwanza instantâneo), muito associado à agilidade das transacções.

O KWik lançado pelo BNA é o mecanismo de pagamento que vai operacionalizar a moeda electrónica, garantindo a interoperabilidade entre os vários Prestadores de Serviço de Pagamentos, sendo parte importante da estratégia do banco central para aumentar o acesso aos serviços financeiros e formalizar, de certa forma, as transacções financeiras em Angola, já que a taxa de bancarização ainda é bastante baixa, fixada em pouco mais de 30%.

As contas electrónicas já começaram a ser abertas pelas sociedades PSP do sistema financeiro angolano, que constam na lista do banco central, nomeadamente a Africell, com o seu Afrimoney e a Unitel, com a carteira Unitel Money, e outras 14 empresas.

Estes operadores estão autorizados a emitir moeda electrónica, mediante troca de um montante em Kz equivalente, ou seja, o cliente paga um valor em Kz ao prestador onde tem a conta aberta, que é convertido automaticamente em moeda electrónica para a sua conta. Diferente das moedas digitais que são geradas por equipamentos informáticos robustos, como a Bitcoin, por exemplo.

De acordo com Eduardo Bettencourt, administrador executivo da EMIS, o crescimento bem-sucedido deste tipo de transacções requer um foco contínuo na educação digital, na segurança cibernética e na conformidade regulatória.

“É fundamental garantir que todas as partes envolvidas estejam em conformidade com os padrões de segurança para manter a confiança dos utilizadores e a integridade das transacções”, disse o especialista ao Expansão.

Segundo o Instrutivo n.º 07/24 do banco central, as contas em moedas electrónicas podem ser abertas por cidadãos maiores de 18 anos, nacionais ou estrangeiros residentes no País. Também por cidadãos menores, desde que tenham autorização dos seus responsáveis legais, mas só quando se tratar de contas para fins particulares.

Os cidadãos não residentes, com visto de estadia de curta duração válido também podem abrir contas de moeda electrónica. Já para pessoas colectivas, apenas as micro ou pequenas empresas podem abrir contas, desde que a sua utilização se destine a fins comercias.

Confira as 16 empresas autorizadas pelo BNA a emitir moeda electrónica

  • Africel, Mobile Money – Prestação de Serviços de Pagamento, S.A.
  • Any Pay, Lda.
  • Conectando, Lda.
  • FaciAngola, Lda.
  • Ginga Transfer, Lda.
  • Kwattel, S.A.
  • LinkedPay, S.A.
  • Max Pay, Lda.
  • NellPay, Lda.
  • Now Now Digital Payments Systems – Angola, Lda.
  • PagAqi (Su), Lda
  • Pay4all, S.A.
  • Real Transfer, Lda.
  • SunPay, Lda.
  • Unitel – Serviços Financeiros Móveis, (SU), S.A.
  • Victória Transfer, Lda.

Tipologia das contas sem documentos…

Segundo as instruções do BNA, as contas de moeda electrónica são definidas em 5 tipologias, em função dos documentos de identificação que o cidadão possuir..

As contas do tipo I são de inclusão financeira, já que não restringe a abertura por critério de documento de identificação. Podem ser abertas por qualquer cidadão sem requisitos de identificação, mas com restrições de operações de pagamentos e também limites de utilização. Nesta categoria de conta, o cidadão pode usar até 180 dias (seis meses) a conta.

Depois deste período a PSP deve verificar a identidade do titular da conta com base nos requisitos mínimos exigíveis. Entenda-se por requisitos mínimos exigíveis, uma declaração de testemunho assinada por pessoa idónea que confirma a identidade e a morada do proponente. Caso assim não proceda, findo o prazo, a conta fica bloqueada.

As contas do tipo II só podem ser abertas com a declaração exigida no tipo I. Já as contas do tipo III, IV e V são contas com todos os requisitos de identificação e diligência de clientes cumpridas. As contas electrónicas do tipo I, II e III estão limitadas a pessoas singulares e uso particular. As do tipo IV é para pessoas singulares, mas para fins comerciais. Enquanto a conta do tipo V estão destinadas para utilização comercial e limitada às empresas