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[Moçambique] Rede móvel chega a Canchoere

Mais de 2000 habitantes da povoação de Canchoere, na localidade de Moatize, no Distrito com o mesmo nome, província de Tete, passaram a dispor de uma estação de telefonia móvel.

Com efeito, a população desta região deixa de percorrer longas distâncias para a sede distrital a fim de poder se comunicar por meio do telemóvel, aceder aos dados móveis, assim como fazer transações eletrónicas.

A inauguração da estação foi procedida pelo Diretor Provincial dos Transportes e Comunicações, Colen Pita, que classificou de oportuna a chegada da rede móvel, pois os residentes do povoado agora já podem facilmente conversar com os seus familiares.

MAIS: [Moçambique] População de Chipera, distrito da Marávia, clamam por rede de telefonia móvel

“Esse é um avanço que vai melhorar a qualidade de vida da população de Canchoere, visto que já podem usufruir dos serviços como transações eletrónicas, fazendo transferências bancárias, bem como realização de pagamentos e compras por meio de carteiras móveis”, disse.

Destacou, porém, que há mais 13 localidades que merecem especial atenção na expansão da rede móvel em Tete, nomeadamente, os postos administrativos de Chintolo, no distrito de Cahora Bassa, Chipembere, em Changara, Kassuende, Chipera, em Marávia, entre outras.

A diretora executiva regional centro da Vodacom, Maria Lisathi, disse que para instalação da infraestrutura foram investidos cerca de seis milhões de meticais e até ao fim deste ano pretende-se inaugurar seis estações que estão em fase de teste nesta região.

Reconheceu que esta estação não vai resolver totalmente a situação da cobertura neste ponto do país, mas advogou que representa um significativo contributo rumo ao desenvolvimento de Moçambique, conectando as pessoas.

E-Commerce em Alta: Crescimento de 5.807% na era pós-Covid-19

Nos últimos anos, a tendência para a realização de compras online e criação de lojas virtuais tem crescido acentuadamente em todo o mundo, tendo ganhado também um impulso com as restrições na locomoção impostas pela pandemia da Covid-19. Angola não foge à regra e também aqui os negócios online têm-se tornado cada vez mais frequentes e registado com grandes avanços.

O número de compras online aumenta, ano após ano, no País, uma tendência que surge como alternativa ao desemprego crescente. Mesmo após o levantamento das restrições impostas pela Covid-19, a nova tendência de consumo continua a ganhar espaço no mercado nacional.

Em 2022, a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) registou em compras online, um montante total de 2,8 mil milhões Kwanza, um crescimento de 5.807% em relação ao ano de 2020, ou seja, 60 vezes mais do que os 47,6 milhões Kz gastos dois anos antes. No mesmo período, registou-se ainda um total de 509.770 operações, um aumento de 16.685% em comparação às 3.037 transações realizadas em 2020.

O comércio online, também chamado de comércio eletrónico, ou ainda e-commerce, é um tipo de negócio em que há a compra e venda de produtos através da internet, onde todas as partes, a seleção, escolha de endereço para a entrega, forma de pagamento e compra do produto são feitas remotamente, através de plataformas virtuais.

Atualmente existem no país várias lojas virtuais que permitem aos clientes selecionar o produto e realizar o pagamento de forma remota com recurso a meios de pagamento virtuais, como Multicaixa express, Paypal, Paypay, AnyPay, BayQi, e receber a encomenda em casa. Nalguns casos o pagamento pode ser feito no momento da entrega.

Neste tipo de operações, também em alguns casos, a fatura é enviada por canais online como e- -mail ou outro. As compras incluem desde produtos alimentares, eletrónicos, vestuário, cosméticos, livros e até produtos de higiene.

Quanto às lojas que existem no mercado, algumas são mais conhecidas e outras nem tanto. A Buitanda, Quitanda, Que Rápido Angola, Stekargo, ITEC Angola, Ezandu, Angoshop, Lojabose são algumas delas.

Muitas das grandes empresas que atuam no território nacional e já possuem lojas físicas viram a necessidade de agregar ao negócio uma loja virtual para venderem também online e acompanhar a evolução do mercado. São os casos da NCR e do supermercado Kibabo, por exemplo.

Com o mercado de lojas virtuais a crescer, cresce também o perigo das burlas, já que ao comprar online o cliente não tem contacto direto com o vendedor e muitas vezes não tem como garantir que a mercadoria chega até si.

Nothing lança app para ter iMessage no Android

A Nothing acaba de anunciar uma nova aplicação para os seus smartphones que rompe com a barreira existente entre os utilizadores iMessage e o Android. Falo da Nothing Chats que promete trazer o suporte a várias funcionalidades da app de mensagens da Apple

A Nothing assegura que as conversas mantêm a encriptação de ponta-a-ponta e alinham-se à política de privacidade da Sunbird. A aplicação requer o login com um Apple ID para a configuração e, inicialmente, suportará tanto conversas individuais quanto em grupo, partilha de imagens ou vídeos em tamanho completo e notas de voz. Recursos como recibos de leitura, reações a mensagens e respostas a mensagens serão incluídos posteriormente.

A Nothing Chats não se limitará apenas ao iMessage, abrangendo também o suporte para mensagens RCS no Nothing Phone (2). Prevê-se que a aplicação esteja disponível a partir de 17 de novembro nos EUA, Reino Unido e União Europeia. Ainda não há informações sobre a disponibilidade para os proprietários do Nothing Phone (1) ou sobre a integração da aplicação diretamente no sistema.

A Nothing Phone (2) já está disponível para compra, destaca-se no mercado com a sua Interface Glyph e outras funcionalidades inovadoras. Com esta nova aplicação, a Nothing não apenas fortalece a sua posição no mercado de smartphones, mas também estabelece um novo precedente na interconexão entre plataformas de mensagens de diferentes ecossistemas.

Candidatos da Escola 42 Luanda preparam-se para última etapa

Os candidatos da Escola 42 Luanda preparam-se, desde a última segunda-feira, para a última etapa antes de serem admitidos na instituição.

Após o “check-in”, a segunda etapa do processo de candidatura, em que é verificada e validada presencialmente a identidade do candidato, segue-se a última fase, a “piscina”, onde os “pisciners” vão “mergulhar” num período intensivo de introdução à programação, com duração de 10 horas por dia ao longo de quatro semanas.

Nesta fase, terão de demonstrar a fibra, a coragem e a resiliência, bem como a forma como comunicam e trabalham em grupo e aprendem a colaborar uns com os outros. Posteriormente, saberão se têm o que é preciso para se tornarem alunos da Escola 42 Luanda e serem admitidos na instituição.

Trata-se de um grupo de 200 alunos que concorrem às 150 vagas disponíveis na instituição neste primeiro ano de existência.

Segundo a responsável, nesta primeira “piscina” são 200 candidatos para 150 vagas. “Temos agendadas três piscinas. Uma começou hoje, a segunda em janeiro e a terceira finais de fevereiro”, informou.

A primeira turma, continuou, conforme os resultados das três piscinas, será constituída em abril com 150 alunos.

“Hoje é o dia zero em que os nossos candidatos têm primeiro contacto com a programação. Trata-se de um trabalho em equipa, dinâmica, com provas semanais, uma vez por semana, sendo que os melhores alunos selecionados”, disse.

Explicou que os candidatos que passarem a esta última fase de seleção passarão a ser alunos da escola, incluídos no processo que se chama de “tronco comum”, com a duração de 16 a 18 meses.

Adiantou que acordo com o ritmo do aluno, vão para o estágio profissional obrigatório e remunerado. Frisou que após o estágio regressam à escola para a especialização em cibersegurança, arquitetura de redes, aplicações móveis, entre outras.

Como escolher um site seguro para jogar Aviator ?

Selecionar o site certo e seguro para jogar online pode ser muito complicado. Há várias coisas importantes a considerar, como se o site é seguro e protegido, se as opções bancárias são seguras, se os jogos disponíveis são justos e muito mais! Aqui está o seu guia sobre como escolher o melhor site para jogar Aviator online.


1) Certifique-se de que o site é licenciado.
Todos os sites licenciados têm o seu número de licença escrito no rodapé. Basta deslocar-se até ao fim da página, onde pode verificar os detalhes. O facto de ser licenciado significa que o operador segue regras rigorosas relativamente ao jogo justo, ao jogo responsável e à segurança dos dados. Um exemplo de um site licenciado é o Olabet.co.mz. É um dos sites mais seguros e protegidos para jogar Aviator em Moçambique.

2) Opções bancárias disponíveis.
Naturalmente, quando está a jogar num site, precisa de ter a certeza de que está a utilizar métodos bancários seguros e conhecidos para depositar e levantar fundos. Algumas das opções mais utilizadas e populares são M-Pesa e E-Mola. Ao utilizar estas opções, pode ter a certeza de que o seu dinheiro está seguro e estará na sua conta de jogo quando depositar e na sua conta pessoal quando levantar.

3) Jogo justo em todos os momentos
Quando estiver a jogar num site licenciado, pode ter a certeza de que todos os seus jogos são justos. Alguns jogos, como o Aviator, até fornecem uma ferramenta que lhe permite alterar a sua semente e verificar a imparcialidade do jogo. Jogos populares como Aero, Rocketman, JetX, Spaceman e outros são totalmente regulamentados. Podes verificar isso nas respectivas definições do jogo, onde é mencionado.

4) Jogar Aviator no telemóvel
Na maioria dos sites online, tem a opção de jogar Aviator no computador ou no telemóvel, dependendo das suas preferências. O processo de registo permanece o mesmo que no computador, bastando selecionar o jogo e fazer as suas apostas. O objetivo continua a ser o mesmo: evitar que o avião se despenhe para obter o máximo de multiplicadores.

5) Dicas e truques no Aviator
Existem várias dicas e truques para jogar Aviator online. Se és um jogador novo, joga primeiro a demo. Isto deve dar-te alguma prática antes de começares a apostar com dinheiro real. Evite prever o resultado do jogo, pois este utiliza um gerador de números aleatórios. Isto significa que o RNG cria eventos e ocorrências imprevisíveis. Por isso, é impossível prever os resultados do jogo. Gere a tua banca, evitando apostar mais do que podes perder. O Aviator permite-lhe mesmo saber quanto dinheiro pode perder se não levantar o dinheiro a tempo. Correr atrás de multiplicadores elevados trará certamente grandes prémios, mas é melhor ficar de olho no avião para fazer o Cashout antes que o avião se despenhe.

O Aviator é um dos jogos mais populares online e o Aero está certamente a seguir o exemplo, ganhando popularidade de dia para dia. Se quiser desfrutar de ambos os jogos, registe-se em Olabet.co.mz

WhatsApp lança funcionalidade de chamadas em grupos com 33 ou mais pessoas

O WhatsApp anunciou o lançamento de uma nova funcionalidade de conversas por voz que promete ser ideal para grandes grupos – uma solução que parece ser inspirada em outras plataformas como o Discord.

Como conta o site The Verge, esta funcionalidade pode ser usada por grupos entre 33 e 128 pessoas. Ao receberem a chamada, cada um receberá uma notificação que lhes permitirá juntarem-se ao grupo. Ao entrarem na chamada continuará a estar presente a janela de mensagens, com os controlos a ficarem disponíveis na parte superior.

MAIS: Novidade no WhatsApp Android: autenticação via e-mail

Esta novidade está a ser lançada gradualmente pelo WhatsApp para Android e iOS e deve chegar a cada vez mais pessoas ao longo das próximas semanas.

Governo vai reforçar investimentos na tecnologia 5G

A implementação do sinal em alta definição (HD) da Televisão Pública de Angola e a presença da Rádio Nacional de Angola através do streaming de todos os canais são alguns dos vários investimentos na tecnologia 5G que o Governo de Angola fez e tem procurado reforçar de forma permanente.

Segundo o Governo, o sector das telecomunicações e tecnologias de informação está a viver uma verdadeira, necessária e presente reviravolta com o funcionamento no país da tecnologia 5G, tecnologia esta, que quer revolucionar o dia-a-dia das milhares de empresas e de angolanos em todo o país.

O objetivo da implementação da tecnologia é de melhorar a situação de vida dos angolanos, com realce na facilitação e tornar acessível o acesso, as comunicações, facilitar e normalizar o acesso aos serviços públicos em todos os sectores da vida, reduzir o tempo de espera e o número de documentos, ir eliminando fatores promotores da corrupção, do suborno, e da garantia de vantagens.

Os cientistas em todo o mundo são unânimes em afirmar que os níveis sem precedentes de velocidade de conexão e para se baixar os dados, colocam esta rede sem fios ao nível da malha de cabos de fibra óptica.

MAIS: MINTTICS revela que apenas 29% dos angolanos têm acesso à Internet ao domicílio

A esfera de conexão com esta tecnologia reduz o tempo de forma BRUTAL: 200 vezes menos, o tempo de espera.

Um salto gigantesco para a frente e melhor, que o sector industrial angolano, o nosso sector do comércio e a nossa banca, mas não apenas, certamente necessitam. Aliás, há evidências que podem ser facilmente constatadas. A diversidade de serviços bancários, as mais variadas iniciativas empresariais que surgem todos os dias tendo como base a tecnologia, só para citar estes, evidenciam bem a grandiosidade da tecnologia em causa. E em Angola, já foi lançada esta moderna, impactante, necessária e moderna tecnologia: o 5G. Aliás, foi feito um grande investimento para instalar os cabos 5 G no país. Valeu, está valer e continuará a valer a pena. E que benefícios terão os milhares de angolanos e angolanas com o funcionamento e utilização da tecnologia 5G?

A eficiência energética é crítica para a indústria em todo o mundo. Em países como Angola, tal como muitos países, ganha contornos de urgência. A otimização dos recursos energéticos, não só neste sector, mas também na vida das populações, é uma das grandes oportunidades que a 5G nos traz.

Os especialistas respondem: a tecnologia 5G pode dar um empurrão a países como o nosso, com infraestrutura tecnológica em situação de fortalecimento e um parque industrial tecnológico em ampliação e outros, insípido com grande utilização de processos manuais, sobretudo. Com a tecnologia 5G, ganhamos tempo e avançamos mais rápido.

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social está amplamente envolvido na implementação, desenvolvimento e promoção do programa do Governo sobre a modernização e transformação tecnológica do país. Com a instalação e funcionamento do cabo de fibra óptica, procura-se tornar os serviços de telefonia, de internet e não só, em todo o país, com mais qualidade, maior velocidade e mais barato.

As operadoras nacionais e internacionais que operam no sector das telecomunicações, as empresas ligadas aos ramos de desenvolvimento económico no sector petrolífero, com a entrada desta tecnologia passaram a ser mais proficientes nas suas operações e gestão do tempo bem como nos serviços que prestam ao cidadão.

Para o manuseamento destas tecnologias de ponta e algo complexa, ainda, o Executivo angolano leva a cabo um amplo programa de formação, capacitação, treinamento, atualização de quadros angolanos, no interior e exterior de Angola.

O truque que o ajudará a ter senhas simples e seguras

Se gerir múltiplas palavras-passe para todas as suas contas são uma dor de cabeça, então vai gostar de saber que há uma forma mais simples de criar senhas mais fortes e poderem ser um pouco mais fáceis de lembrar.

Em vez de senhas compostas por letras (minúsculas e maiúsculas), números, sinais de pontuação e os mais variados caracteres, opte adicionar um ou outro emoji. É este o conselho dado por Stan Kaminsky da Kaspersky numa recente publicação de bloque da empresa de segurança.

“Quando intrusos tentam adivinhar uma senha com letras, números e sinais de pontuação, há menos de uma centena de variações para cada símbolo que escolham. Mas há mais de 3.600 emojis no Unicode, daí escolher um para uma senha força os hackers a experimentarem cerca de 3.700 variações por símbolo”, explica Kaminsky.

O conselho do especialista de segurança é criar uma frase e convertê-la posteriormente com um tradutor de emojis, o que em teoria resultará numa senha mais segura e menos vulnerável.

[Rumor] Apple planeia integrar Inteligência Artificial no iPhone 16

Após relatos de que a Apple estaria a sentir-se ambiciosa com o iOS 18, o jornalista Mark Gurman da Bloomberg acrescentou mais algumas informações sobre aquela que será a próxima geração do telemóvel da ‘Empresa da Maçã’.

De acordo com as informações disponíveis, a Apple espera integrar na próxima geração do seu telemóvel – alegadamente o iPhone 16 – uma série de funcionalidades de Inteligência Artificial (IA) generativa.

MAIS: Apple pode tirar Facebook, Instagram e X do iPhone na China

Ao que parece, a IA será o grande argumento da próxima geração do iPhone que não deverá contar com importantes mudanças ao nível de ‘hardware’.

Não se sabe que tipo de funcionalidades de IA é que estarão presentes no iPhone 16. Todavia, a julgar pelo trabalho que tem sido feito pela OpenAI com o ChatGPT e pela Google com o Bard, é provável que a Apple não queira ficar para trás e apresente (pelo menos) algo muito semelhante.

A importância da igualdade de género no mundo digital

Acontece que, atualmente, em todo o mundo, 37% das mulheres continuam excluídas do acesso à internet. Neste momento, há menos 259 milhões de mulheres do que homens com acesso à rede, ainda que elas representem metade da população mundial.

O teimoso fosso de género existente no acesso às tecnologias de informação foi, precisamente, alvo de reflexão do Dia Internacional da Mulher deste ano, que se assinalou a 8 de março, e teve como tema: “DigitALL: Inovação e Tecnologia para a Igualdade de Género”.

A efeméride pretendeu, por um lado, reconhecer e celebrar as mulheres e raparigas que triunfam no avanço das tecnologias transformativas e na educação digital e, por outro, perceber o impacto real do fosso existente entre homens e mulheres no acesso a tecnologias de informação.

Além disso, dá também destaque à importância de proteger as mulheres e as raparigas no espaço digital. Com efeito, de acordo com a União Internacional de Telecomunicações (UIT), a agência da ONU especializada em tecnologias de informação e de comunicação, apenas 63% das mulheres utilizam a internet, enquanto 69% dos homens são utilizadores da rede. No entanto, apesar de terem menor acesso, as mulheres são as que mais sofrem com a violência no mundo digital.

Do ensino online e ativismo digital à rápida expansão de empregos tecnológicos com salários elevados, a era digital gerou oportunidades inéditas para o empoderamento das mulheres. No entanto, o avanço da tecnologia também está a introduzir novas formas de desigualdades e a aumentar as ameaças aos seus direitos e bem-estar.

As mulheres e meninas continuam sub-representadas na criação, utilização e regulamentação da tecnologia. São também menos propensas a usar serviços digitais ou a ingressar em carreiras relacionadas com a tecnologia e estão significativamente mais expostas ao assédio e violência online.

Esta realidade limita não só o seu próprio empoderamento digital, mas também o potencial transformador da tecnologia como um todo: na última década, a exclusão das mulheres da esfera digital eliminou um bilião de dólares do PIB de países de baixo e médio rendimento.

O mundo vê-se agora numa encruzilhada: deve-se permitir que a tecnologia agrave as disparidades existentes e concentre ainda mais o poder nas mãos de poucos ou deve pô-la ao serviço de um futuro mais seguro, sustentável e igualitário para todos?

Com efeito, as escolhas feitas hoje impactarão profundamente o caminho a seguir e as Nações Unidas, nomeadamente a ONU Mulheres, agência da ONU especializada em direitos das mulheres, identifica quatro passos para que se avance na direção correta.

Em primeiro lugar, é necessário acabar com as diferenças de género no acesso à internet e às competências digitais. À medida que as nossas vidas se tornam cada vez mais digitalizadas, as diferenças de género no acesso ao mundo digital ameaçam deixar mulheres e meninas ainda mais para trás.

Nos países menos desenvolvidos– onde, apesar da rede de banda larga móvel cobrir 76% da população, apenas 25% está ligada – sendo que os homens têm 52% mais de hipóteses de pertencer a essa minoria online. Estes dados deixam claro que para reduzir as desigualdades digitais será necessário mais do que melhorar as infraestruturas digitais.

Abordar fatores como acessibilidade, acesso à eletricidade, privacidade e segurança online, normas sociais, competências digitais e alfabetização será fundamental para assegurar a inclusão significativa das mulheres. Nenhum sector pode fazer isso sozinho: será necessária a colaboração entre governos, empresas e organizações da sociedade civil e de direitos das mulheres, entre outros.

Por último, é necessário abordar a violência de género que resulta dos meios tecnológicos. Apesar da sua prevalência e gravidade, não existe uma definição universalmente aceite de violência de género facilitada pela tecnologia, mas pode ser entendida como qualquer ato de violência cometido, assistido ou agravado pelo uso das TICs com base no género. Embora tais atos geralmente ocorram na esfera virtual, eles resultam em danos tangíveis – físicos, sexuais, psicológicos, sociais, políticos e/ou económicos.