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Moçambique deve abraçar a cultura digital

O maior volume de negócios nos dias que correm são feitos no mundo digital, daí que Moçambique precisa retirar proveitos dessas plataformas digitais, de acordo com vários especialistas no decurso da conferência lusófona das ciências de comunicação. Em voz uníssono os painelistas defendem que é preciso inculcar a cultura digital nos cidadãos para alcançar o desiderato.

Intervindo no ato da conferência, a professora Esselina Macome, que falava na qualidade de moderadora referiu que não raras vezes as empresas confundem em que momento deve-se competir e colaborar pelo facto de se ter herdado a máxima de que “o segredo é a alma do negócio“.

Para Esselina Macome, não haverá transformação digital sem aposta em parcerias e trabalho colaborativo, se cada um quiser fazer sozinho não irá chegar longe. No mundo digital o segredo está na colaboração, enfatizou.

Ainda há muita resistência das pessoas sobre onde podem colaborar e onde podem competir. Pensam que em tudo é competição“, disse.

É preciso olhar a educação como motor para a transformação digital, criando mais investimentos, pois se houver mais competência vai potenciar a mudança de mentalidade. O presidente do conselho de administração dos Aeroportos de Moçambique, Américo Muchanga, observou ser urgente a digitalização dos serviços em toda a sua plenitude.

Para Muchanga o país é vasto e em algumas vezes, cidadãos percorrem distâncias na procura dos serviços de internet, daí que na sua opinião é preciso obter o serviço a partir do ponto em que se encontra sem precisar percorrer muito, isso ia contribuir sobre-maneira para um passo em frente.

Precisamos criar uma identidade digital através de um sistema que permita que as pessoas acedam os serviços de forma remota e identificar de forma individual e certa“, afirmou acrescentando a necessidade de consolidar os instrumentos existentes.

Para o representante do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) é preciso estender as infraestruturas digitais para o processo de digitalização e transformação digital.

Compra da Activision pela Microsoft finalizada nos próximos dias

A Microsoft deverá estar pronta para finalizar a aquisição de 68,7 mil milhões de dólares da Activision Blizzard até ao final desta semana, adiantou uma fonte próxima ao site The Verge.

O negócio poderá ficar concluído esta sexta-feira, dia 13, mas a conclusão ainda está dependente da aprovação final da Competition and Markets Authority do Reino Unido. No entanto, acredita-se que a entidade reguladora terá ficado agradada com as reestruturações aplicadas pela Microsoft ao negócio.

MAIS: Compra da Activision Blizzard não prejudicará indústria, afirma regulador britânico

Recordar que o negócio entre a Microsoft e a Activision Blizzard tem como prazo o dia 18 de outubro, pelo que até lá devemos ter novidades sobre este negócio.

Função pública precisa de uma inovação tecnológica para melhor combate à corrupção no país

Angola precisa ter uma base de dados tecnológica sincronizada de toda a informação da função pública para melhor atuação na prevenção e combate à corrupção no país, segundo a Inspeção-Geral da Administração do Estado (IGAE).

Para Paulo Alves, director do gabinete jurídico e intercâmbio da IGAE, falando na conferência sobre “Corrupção e Infrações Conexas”, frisa que uma inovação tecnológica permitirá uma maior ligação entre todas as instituições do Estado que “velam para o êxito da luta contra a corrupção“.

O director reitera que uma base de dados da função pública vai ajudar os técnicos da IGAE a trabalhar de forma mais célere.

Paulo Alves disse que a IGAE faz o seu trabalho em todas as províncias do País, mas necessita desta base de dados para poder trabalhar de forma mais célere. Atualmente, frisa o responsável, o IGAE tem de pedir os dados e muitas das vezes estes demoram a chegar.

Se não temos uma solução tecnológica, temos de os pedir, e esperarmos, e muitas vezes fogem as provas. Há toda uma situação que, se tivéssemos toda a informação da função pública compilada num só sítio, ajudava“, ressaltou.

[Rumor] Atualização para o Windows 12 não será gratuita

A Microsoft poderá estar a considerar lançar a próxima versão do seu sistema operativo – o Windows 12 – sob forma de um serviço de subscrição, adianta o site PC Mag.

Diz a publicação que foram encontradas no Windows Canary (uma plataforma onde a empresa testa novas funcionalidades e atualizações) algumas referências a “Subscription Edition”, “Subscription Type” e também “subscription status”.

MAIS: Microsoft pretende lançar até ao final do ano mais uma atualização para o Windows 11

A confirmar-se, significa isto que a Microsoft poderá alterar consideravelmente a experiência de aquisição do Windows, que até aqui exigia uma única compra. Ao alterar para um modelo de subscrição com pagamento mensal, o Windows 12 poderá também vir a estar disponível com uma versão gratuita com anúncios publicitários.

Claro está, tudo isto não passa de especulação pelo que teremos sempre de aguardar pelo anúncio oficial da Microsoft para termos certezas.

Spyware israelita imita sites para vigiar angolanos

O spyware israelita Predator foi usada como armadilha para atrair vários cidadãos angolanos a clicar em páginas falsas, acedendo a todo o conteúdo dos telemóveis, além de poder, usar a câmara e o microfone para vigiar os utilizadores.

Entre as páginas falsas criadas pelo spyware destaque para a de órgãos de comunicação social, como Jornal de Angola, Novo Jornal, Angop e uma lista extensa de endereços eletrónicos a que foram introduzidos pequenas alterações de modo a atrair cidadãos, ao passarem por ligações seguras.

Segundo o que foi revelado pelo Laboratório de Segurança da Amnistia Internacional e partilhados com o Expresso, o Predator toma total controle do telemóvel e incentiva o utilizador a clicar em links que imitam sites verdadeiros, como órgãos de comunicação ou redes sociais.

Destacar ainda que entre os sites noticiosos, foi feita uma versão pirata da CNN Portugal e página de reservas de voos da TAP, sublinhado que entre março e agosto de 2023, foram criados meia centena de URL de páginas infetadas com o Predator, “muitos deles semelhantes aos endereços de alguns sites de notícias populares em Angola”.

MAIS: Como mitigar o aumento dos incidentes cibernéticos em África

A investigação procurou as entidades envolvidas para comentar, mas não recebeu uma resposta.

No entanto, a rede EIC (European Investigate Collaborations) recebeu uma resposta dos principais acionistas e ex-executivos do grupo Nexa, que afirmam que a aliança Interllexa deixou de existir“, informa a nota.

O spyware israelita Predator foi concebido por uma startup especializada em hacking, a Cytrox, sediada na Macedónia do Norte. A Cytrox foi adquirida em 2018 pelo ex-chefe de uma equipa de hackers dos serviços secretos militares, Tal Dilian, antes de este se juntar à Interllexa, formada em grande parte antigos responsáveis dos serviços secretos israelitas.

Ciberataques atingiram 120 países impulsionados por espionagem

O relatório de Defesa Digital da Microsoft revela que os ciberataques atingiram 120 países, impulsionados por espionagem instigada pelos governos, e que a inteligência artificial (IA) já é usada como arma para aperfeiçoar mensagens de ‘phishing’.

De acordo com o documento, “os ciberataques atingiram 120 países, impulsionados por espionagem instigada por governos e com as operações de influência (IO) também a aumentar“.

Com base “em mais de 65 biliões de sinais diários, o estudo cobre as tendências entre julho de 2022 e junho de 2023 das atividades de Estado-nação, cibercrime e técnicas de defesa“, refere a Microsoft.

Desde setembro de 2022, os ataques de ‘ransomware’ mais que duplicaram (200%).

A Microsoft bloqueou dezenas de milhares de milhões de ameaças de ‘malware’, 237 mil milhões de tentativas de ataque a ‘passwords’ e 619.000 ataques ‘distributed denial of service’ (DDoS)“, adianta a tecnológica.

Quase metade dos ataques tiveram como alvo Estados-membros da NATO e mais de 40% “foram dirigidos a organizações governamentais ou do setor privado envolvidas na construção e manutenção de infraestruturas críticas“.

Segundo o relatório, “apesar dos ataques que estiveram em destaque no ano passado” tenham sido frequentemente associados “à destruição ou ao ganho financeiro com ‘ransomware’, os dados mostram que a motivação predominante voltou a ser a vontade de roubar informações, monitorizar secretamente as comunicações ou manipular o que as pessoas leem“.

Os serviços secretos russos “reorientaram os seus ciberataques para atividades de espionagem de apoio à guerra contra a Ucrânia, continuando simultaneamente a efetuar ciberataques destrutivos na Ucrânia, mas a desenvolver esforços de espionagem mais vastos, enquanto “os esforços iranianos, outrora centrados em derrubar as redes dos seus alvos, tendem também hoje a amplificar mensagens manipuladoras para promover objetivos geopolíticos ou aceder a dados que circulam em redes sensíveis“.

O relatório aponta ainda que “a China alargou o recurso a campanhas de espionagem para obter informações destinadas a impulsionar a sua iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ ou a política regional, para espiar os EUA, incluindo as principais instalações para as forças armadas americanas, e para estabelecer o acesso às redes de entidades de infraestruturas críticas“.

MAIS: FBI alerta para novas burlas informáticas com “phantom hackers”

Refere também que os “atores norte-coreanos têm tentado roubar secretamente informações confidenciais, visaram uma empresa envolvida na tecnologia de submarinos e, por outro lado, utilizaram os ciberataques para roubar centenas de milhões em criptomoeda“.

Além disso, “os atacantes já estão a utilizar a IA como uma arma para aperfeiçoar mensagens de ‘phishing’ e melhorar as operações de influência com imagens sintéticas“.

A IA “também será crucial para uma defesa bem-sucedida, automatizando e aumentando aspetos da cibersegurança, como a deteção, resposta, análise e previsão de ameaças” e “também pode permitir que os modelos de linguagem de grande dimensão (LLM) gerem informações e recomendações em linguagem natural a partir de dados complexos, ajudando a que os analistas sejam mais eficazes e reativos“.

O relatório indica que “já foi possível assistir a uma ciberdefesa impulsionada por IA a inverter a maré de ciberataques“, sendo que “na Ucrânia, por exemplo, a IA ajudou a defender a Rússia“.

Nesse sentido, “à medida que a IA transformadora reformula muitos aspetos da sociedade, é necessário apostar em práticas de IA responsáveis, cruciais para manter a confiança e a privacidade dos utilizadores e para criar benefícios a longo prazo“.

Os modelos de IA generativa “exigem uma evolução das práticas de cibersegurança e os modelos de ameaças para fazer face a novos desafios, como a criação de conteúdos realistas – incluindo texto, imagens, vídeo e áudio – que podem ser utilizados por atores de ameaças para espalhar desinformação ou criar código malicioso“, lê-se no relatório.

Gmail vai permitir reações a e-mails com emojis em breve

A Google anunciou que vai permitir aos utilizadores do Gmail reagirem a e-mails com emojis, uma novidade que deverá ajudar a tornar a sua caixa de e-mail um pouco mais animada.

A funcionalidade será lançada gradualmente para os utilizadores Android, com a Google a prometer que os utilizadores de dispositivos iOS e da versão web do Gmail poderão fazê-lo também algures durante os próximos meses.

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Caso tenha acesso a esta funcionalidade, verá um emoji no final de um e-mail e, ao selecionar esse botão, poderá ver um pequeno menu onde poderá encontrar as várias opções que tem à sua disposição.

Angola no último lugar do Índice Global de Inovação 2023

Angola ocupa o último lugar no Índice Global de Inovação (GII) deste ano de 2023, com 10,3 pontos, menos 5 pontos do ano de 2022.

Numa lista de 132 países, Angola é 28ª país de África bem posicionado após ter entrado pela primeira vez, em 2020, para o ranking de ecossistemas da StartUpBlink.

Não obstante, o cenário de incerteza e angústia global e o impacto negativo desta pandemia nos vários aspetos da vida do país, sente-se uma grande mobilização de empresas de base tecnológica, em resposta aos novos desafios, no desenvolvimento de soluções inovadoras suportadas por tecnologias, para ajudar a atenuar os impactos do coronavírus nas economias e na vida das pessoas.

Os três primeiros lugares do ranking mundial continuam a ser ocupados pela, Suíça, Suécia e os Estados Unidos da América, Reino Unido e Singapura seguem a seguir. Quanto aos Países de Língua Oficial Portuguesa, Portugal é o melhor classificado na 30ª posição (com 44,9 pontos), Brazil na 49ª posição (com 33,6 pontos) e Cabo Verde termina o pódio, na 91ª posição (com 23,3 pontos), sendo Angola o último representante no índice.

O Índice Global de Inovação 2023 é um relatório que mede o desempenho dos ecossistemas da inovação de 132 economias, e identifica as tendências globais mais recentes em matéria de inovação.

Segundo a análise dos mesmos, o Índice Global de Inovação deste ano mostra que apesar do enorme impacto da pandemia de COVID-19 na vida e nos meios de subsistência, muitos sectores demonstram uma notável resiliência – especialmente os que adotaram a digitalização, a tecnologia e a inovação. Enquanto o mundo procura reconstruir-se desde a pandemia, a inovação tem sido fundamental para superar os desafios mais comuns que as pessoas têm enfrentado e para construir um futuro melhor.

O Índice Global de Inovação é uma ferramenta única que tem como objetivo orientar os formuladores de políticas e as empresas na elaboração de planos, para se poder emergir mais forte apesar dos problemas recentes.

Somente a Suíça e a Suécia mantêm-se entre as três primeiras posições da classificação em inovação nos últimos dez anos. Suíça, Suécia, Estados Unidos da América e o Reino Unido estão entre as cinco primeiras economias há três anos, enquanto a República da Coreia entra, pela primeira vez em 2021, no grupo das cinco primeiras economias.

Para ver a lista completa, clica aqui.

Instagram vai permitir limitar alcance dos stories

O Instagram está a considerar dar aos seus utilizadores a capacidade de partilhar Stories com grupos específicos de amigos.

A ideia foi partilhada pelo responsável pela rede social, Adam Mosseri, que adiantou que a sua equipa começou a testar a criação de listas com diferentes grupos de seguidores. Ainda está para ser confirmado como funcionarão estas listas, mas, tendo em conta a existência da lista de Amigos Chegados, é possível que adicionar e remover pessoas seja feito de forma semelhante.

Isto permite partilhar Stories com grupos menores e dá-te mais controlo em relação a quem consegue ver as tuas Stories. Enquanto alguém que costuma usar os Amigos Chegados, estou muito entusiasmado em ser capaz de criar listas adicionais para as pessoas na minha vida, afirmou Mosseri de acordo com o site Engadget.

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Todavia, ainda não se sabe quando é que o Instagram lançará a capacidade de criar listas adicionais de amigos.

Multicaixas chegam a 84% da população bancarizada

Mais de 84% da população angolana possuem cartão de débito (Multicaixa) ativo e utilizam para pagamentos, revelou o Inquérito sobre Literacia Financeira (ILF), realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em parceria com o Banco Nacional de Angola (BNA).

Segundo a investigação, quanto a utilização das contas, 56% dos que têm conta bancária utilizam-na apenas uma vez por mês, 10%, duas a três vezes por semana, e 14%, uma vez por semana.

Para director-geral adjunto do INE, Hernany Luís, o indicador de atitude financeira, por área de residência, aponta 33,2% na zona urbana, 29,6% (Angola) e 23,7% na zona rural.

Quanto ao indicador de comportamento financeiro, por área de residência, os dados indicam para 22,5% na urbana, Angola 20,7% e 17,8% na zona rural.

Em relação ao indicador de conhecimento financeiro por área de residência, o resultado da pesquisa diz que 31,9% está na zona urbana, 17% zona rural, e 26,3% (Angola).

A recolha de dados foi realizada num período de quatro meses (abril, maio, junho e julho de 2022).

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Na ocasião, o director-geral do INE, José Calengi, disse que a realização do primeiro Inquérito de Literacia Financeira na história do sistema estatístico nacional acontece após ter sido rubricado um protocolo entre o BNA e o instituto.

Tendo se firmado o acordo, imediatamente, lançou-se em todo o território nacional a recolha dos dados que permitiram a produção dos indicadores de literacia financeira”, frisou.

O trabalho permitiu recolher dados junto dos agregados familiares, enquanto unidade de amostra da recolha.

Os indicadores demonstram a realidade mais concreta e, sobretudo, o conhecimento das famílias a respeito da atividade financeira em Angola.

“Acreditamos que os números produzidos deverão jogar um papel importante na dinâmica para formulação, correção de políticas no sector financeiro e bancário, em particular”, frisou.

Já a administradora Executiva do BNA, Marília Poças, considerou que o índice de literacia financeira é um importante instrumento de gestão para o regulador do sistema financeiro, bancos e fazedores de políticas.