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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026
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[FILDA 2023] Sistema de modelo de bilhética eletrotónica testado no evento

O sistema de modelo de bilhética com suporte de meios de pagamento on-line está a ser testado na 38ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), que decorre de 18 a 22 de julho, e que tem como tema “Economia digital: a nova fronteira da economia mundial”.

Segundo o que foi revelado ao Jornal de Angola, a Empresa Nacional de Bilhética Integrada (ENBI) está a testar o Cartão Giramais com alguns visitantes da FILDA, cartão esse que pode ser adquirido em qualquer loja Giramais espalhada pela cidade ou junto de agentes autorizados.

Esta experiência da ENBI é tendo em conta a implementação de todo o sistema de bilhética no país, permitindo a inclusão do passe social para alguns extratos da sociedade, projeto esse que vai diversificar e desenvolver o sector dos Transportes, bem como dar um maior controlo das finanças públicas em relação aos subsídios.

MAIS: Implementação do modelo de bilhética nacional vai contar com ajuda de Portugal

Para o Ministério dos Transportes, o alinhamento do sector com as organizações internacionais e o reajustamento jurídico-legal, permite uma maior capacidade de controlo, eficiência e a intervenção do sector privado constituem as principais reformas estruturais implementadas com vista a estabilidade macroeconómica do país.

Segundo os números divulgados pelo Ministério da Economia e Planeamento, o evento tem confirmada a participação ativa de 13 países e 16 províncias angolanas, sendo realizado mais uma vez na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, numa área de exposição de 28 mil metros quadrados.

Dos sectores da comunicação de Portugal às tecnologias alemãs, a FILDA 2023 vai tornar-se num evento no qual mil 307 empresas (o dobro das 624 do ano transato), das quais 139 estrangeiras vão tentar mostrar o seu potencial de internacionalização multissectorial. Sexta e sábado serão os dias de maior número de visitantes na exposição, segundo a organização.

Parlamento moçambicano oficializa ensino via internet no país

Estudantes moçambicanos do ensino superior passam, oficialmente a ter aulas online. A mudança já foi aprovada pelo Parlamento do país.

A lição para esta decisão veio do espaço que a internet ganhou com a eclosão da COVID-19. As instituições do ensino usaram plataformas online para as aulas, mas tal ainda não estava regularizado. Por isso não teve muitos apoiantes, devido à inexperiência de muitos profissionais da educação, falta de equipamentos, bem como conhecimento por parte dos alunos.

O Governo, com objetivo de regulamentar a ação, submeteu a proposta de revisão da lei do Ensino Superior, que vigora há 13 anos (desde 2009). Trata-se de uma proposta submetida ao Parlamento pelo Governo, que vê nas aulas via Internet como uma alternativa às presenciais sempre que necessário.

O modelo híbrido firmou-se de tal ordem que é preciso aceitá-lo e, bem assim, consciencializar os atores do Subsistema sobre a necessidade de investir em infraestruturas tecnológicas pedagogicamente apropriadas, na formação de docentes, discentes, e corpo técnico-administrativo, a fim de que tais sejam, por um lado, padronizadas no mínimo aceitável em todo o subsistema e, por outro, controladas na qualidade que ofereçam”, disse o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Daniel Nivagara.

MAIS: [Moçambique] Telemóveis afetam qualidade do ensino

Com esta revisão prevê-se ainda melhorar a qualidade do ensino, no sentido geral. Segundo o Governante, a essência da garantia de qualidade do ensino superior está em que se assegurem os padrões de qualidade da qualificação do corpo docente, da qualidade das infraestruturas e das condições para a realização de práticas ou estágios profissionais pelos corpos discentes e docentes e ainda da adequação dos programas e curricula. Assim, Nivagara diz que a lei prevê a “atribuição objetiva e clara de uma maior expressão do Conselho Nacional de Avaliação de Qualidade do Ensino Superior (CNAQ), como ente de Garantia de Qualidade no ensino superior, inclusão da avaliação e acreditação dos cursos e programas de ensino à distância no Subsistema de ensino superior, desenho e registo das Qualificações de ensino superior no Quadro Nacional das Qualificações”, entre outras ações.

Consultório MenosFios: Verdades e riscos sobre o acesso remoto a um computador

O acesso remoto a um computador tem muitas vantagens, desde o aumento da produtividade à poupança de custos. Existem muitas razões pelas quais deve considerar a utilização desta tecnologia. No entanto, existem também alguns riscos associados que deve considerar.

Cada vez mais pessoas e empresas estão a utilizar programas de acesso remoto aos computadores como, por exemplo, o TeamViewer ou o AnyDesk. Contudo, estes vêm com alguns riscos de segurança.

Então, quais são os riscos associados ao acesso remoto a um computador? E como pode mitigá-los? No Consultório MenosFios de hoje mostramos tudo sobre essa funcionalidade que definitivamente vem a calhar.

O que é o acesso remoto a um computador?

O acesso remoto a um computador é simplesmente a capacidade de ligação a outro computador ou rede a partir de um local remoto. Permite-lhe utilizar um dispositivo sem o manusear fisicamente. A tecnologia é popularmente utilizada para fornecer suporte técnico e correções rápidas a problemas de software.

Poderá ter experienciado acesso remoto quando obtinha a resolução de problemas técnicos no seu próprio computador. O técnico poderia ver o seu ecrã e controlar o seu rato e teclado para resolver o problema.

A tecnologia de acesso remoto a computadores ajudou muitas empresas durante a pandemia, uma vez que os empregados puderam aceder aos computadores do escritório permanecendo em segurança nas suas casas. Também provou ser uma solução rentável, uma vez que elimina a necessidade de despesas de viagem.

 

Como funciona esta tecnologia

Esta tecnologia funciona normalmente através da utilização de um modelo cliente-servidor. Para o acesso remoto ao trabalho, são necessárias três coisas: um cliente de acesso remoto, um servidor de acesso remoto, e uma ligação de rede entre eles.

O computador anfitrião, sendo o servidor, armazena todos os ficheiros e aplicações que o utilizador necessita. Do outro lado, o cliente é um programa que permite ao utilizador ligar-se ao servidor e utilizar os seus recursos. O programa cliente é instalado no computador do utilizador, e este pode utilizá-lo para se ligar ao servidor a partir de qualquer parte do mundo.

Uma vez estabelecida a ligação, o utilizador pode aceder a todos os ficheiros e aplicações armazenados no servidor. Podem também executar várias tarefas, tais como criar e editar documentos, enviar e receber emails, resolver problemas, e muito mais.

Riscos associados ao acesso remoto a um computador

1. Quebras de Segurança

Um dos maiores riscos associados ao acesso remoto é a violação da segurança. Quando permite o acesso remoto ao seu computador, está também a dar à pessoa do outro lado o controlo completo do seu sistema. Isto significa que pode aceder a todos os seus ficheiros, aplicações, e dados. Se a pessoa não for alguém em quem confia, poderá utilizar esta informação para fins maliciosos, tais como roubar a sua identidade ou vender os seus dados confidenciais.

Além disso, se estiver a aceder ao dispositivo do seu escritório a partir do seu PC pessoal através de acesso remoto e o seu PC tiver uma configuração de segurança fraca, existe a possibilidade de o hacker poder também obter acesso ao seu sistema de trabalho. Isto pode levar a muitos danos, tais como fuga de informação confidencial, dados roubados, e até perdas financeiras.

2. Ataques de malwares

Outra grande ameaça associada ao acesso remoto é a possibilidade de malware ser instalado no seu sistema. Se a pessoa do outro lado tiver intenções maliciosas, poderá instalar malware no seu computador sem que sequer saiba. Este malware pode então ser utilizado para recolher as suas informações pessoais ou danificar o seu sistema.

A maioria dos programas de acesso remoto ao computador não verificam os dispositivos envolvidos em busca de malware. Portanto, suponha que está a aceder remotamente ao computador do escritório com o seu PC pessoal infetado com malware. Nesse caso, pode inadvertidamente infetar o seu computador do escritório.

3. Perda de dados

A perda de dados é outra preocupação durante o acesso remoto. Se houver troca de dados e a ligação entre o cliente e o servidor for interrompida, pode resultar na perda de dados. Isto é especialmente crítico se se estiver a trabalhar em ficheiros ou projetos importantes. A perda de dados também pode ocorrer se o programa de acesso remoto falhar ou se houver uma falha de energia.

4. Questões de desempenho

Por último, outro risco associado ao acesso remoto são as questões de desempenho. Se a ligação entre o cliente e o servidor não for suficientemente forte, pode resultar numa experiência lenta. Isto pode ser frustrante, especialmente se se estiver a trabalhar em tarefas sensíveis ao tempo.

E se demasiadas pessoas estiverem a aceder ao mesmo servidor, isso pode resultar numa sobrecarga e abrandá-lo ainda mais.

 

Como é que se pode proteger ao usar esta tecnologia

O acesso remoto ao computador é arriscado, mas não se pode ignorá-lo completamente. Independentemente da profissão que tenha, poderá ter de o utilizar um dia. Portanto, eis o que pode fazer para se proteger dos riscos associados ao acesso remoto:

1. Utilize uma VPN

A primeira coisa que pode fazer para se proteger é utilizar uma VPN. Ela ajuda a encriptar a ligação entre o servidor remoto e o seu dispositivo. Isto dificulta os hackers intercetarem os seus dados ou acederem ao seu dispositivo.

2. Instale atualizações de segurança

Deve garantir que o seu sistema, bem como o servidor remoto, é atualizado com as últimas correções e atualizações de segurança. Isto irá ajudar a fechar quaisquer potenciais falhas de segurança que os hackers possam explorar.

3. Não utilize Wi-Fi público

Deve também evitar utilizar Wi-Fi público para aceder a servidores remotos. O Wi-Fi público não é seguro e pode ser facilmente pirateado. Se tiver de utilizar Wi-Fi público, certifique-se de que utiliza uma VPN em simultâneo.

4. Use palavras-passe fortes

Uma coisa importante a fazer é criar passwords fortes para o seu sistema e contas. Isto ajudará a evitar que os hackers tenham acesso à sua conta, mesmo que obtenham acesso remoto ao seu computador. Certifique-se que utiliza uma palavra-passe diferente para cada conta e as altera regularmente, de preferência em dispositivos não ligados a qualquer rede de acesso remoto.

5. Limite o acesso

Outra forma de se proteger é limitar o acesso ao servidor remoto. Forneça o acesso apenas a pessoas que realmente precisam dele e assegure-se de que cancela o acesso assim que elas já não precisem.

Estar seguro ao utilizar o acesso remoto

Ao seguir estas dicas, pode proteger-se do acesso remoto não autorizado. No entanto, mesmo que tome todas estas precauções, não há garantia de que não será hackeado. Portanto, esteja sempre atento a qualquer atividade suspeita.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

[FILDA 2023] EMIS lança KWIK para incluir pessoas fora sistema financeiro

No quadro da estratégia de bancarização da população, a Empresa Interbancâria de Serviços (EMIS) fez o lançamento do Kwık-Kwanza Instantâneo (KWIK), que vai incluir as pessoas ainda fora sistema financeiro.

O ato de lançamento decorreu nesta quinta-feira(20) na 38ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), a maior montra de negócios do país, onde o KWIK é uma plataforma de interoperabilidade do sistema de transferências móveis e Instantâneas que vai permitir aos clientes de vários prestadores de serviços de pagamento fazer transações entre si.

A ferramenta vem para trazer ao mercado de pagamentos operadores não bancários com vista a proporcionar soluções para a população não bancarizada, permitindo a inclusão financeira da população não bancarizada, sendo que após o lançamento, será prontamente disponibilizado em vários canais de pagamentos móveis, como o Unitel Money.

Créditos: Abraão Quitumba
Créditos: Abraão Quitumba

MAIS: [FILDA 2023] EMIS lança serviço “TPA Code”

Entre as suas várias valências, o KWIK permite o envio e recebimento de dinheiro, isto é, podes utilizar a plataforma para receber ou enviar dinheiro de forma instantânea, de amigos, familiares ou conhecidos, sem teres de andar com dinheiro no bolso.

O KWIK permite ainda o pagamento ou recebimento dos mais diversos tipos de compras e serviços, tais como táxis, zungueiras, motoboys ou outras despesas do dia-a-dia, ou ainda para pagar impostos, faturas, contas de água, energia ou telecomunicações, entre tantas outras possibilidades.

Segundo o que foi revelado, para teres acesso ao KWIK basta ter um smartphone ou um simples telemóvel de teclas para poderes usar a plataforma. Podes enviar kwanzas instantaneamente indicando o número de telemóvel, o e-mail, nicKname ou IBAN, independentemente do banco ou da carteira móvel usada pelo destinatário.

O KWIK é lançado com o objetivo de oferecer maior facilidade, comodidade e rapidez para fazeres pagamentos ou transferências de dinheiro, bem para contribuir para agilizar a economia, aumentar a inclusão financeira e aproximar Angola do futuro.

Relatório da EY Revela: mais empresas angolanas reforçam orçamento em cibersegurança

Cropped shot of an unidentifiable hacker cracking a computer code in the dark

Mais de 38% das empresas angolanas alocam de 6% a 15% em cibersegurança no orçamento geral de TI (Tecnologias da Informação), revelou um estudo realizado pela EY sobre Cibersegurança em Angola, junto de empresas angolanas dos sectores financeiro, petróleo e gás, energia, tecnologia e telecomunicações.

A investigação mostrou que do orçamento de cibersegurança, 44% é alocado a Risco, Conformidade, Resiliência, Proteção de Dados e Privacidade, apontando que a adoção da cloud como ferramenta essencial da transformação digital dos negócios cria os seus próprios riscos em matéria de cibersegurança, estando a merecer a atenção das empresas angolanas.

O orçamento global de TI é chamado a dar resposta às necessidades de digitalização do negócio, que se podem estender do apoio às equipas de venda, à gestão logística e da produção e até ao funcionamento das equipas de apoio, incluindo a financeira. O investimento em cibersegurança tem normalmente de concorrer com todas estas necessidades”, explica Sérgio Sá, partner da EY e responsável da área de Cibersegurança para Portugal, Angola e Moçambique.

Denominado ‘Cibersegurança: Prioridades apenas após o ataque?’, a EY frisa que o investimento em cibersegurança está também a ser acelerado em função da necessidade de proteger riscos, assegurar conformidade regulamentar e dar segurança a outras iniciativas de transformação digital.

De acordo com as empresas que participaram na investigação, notou-se uma forte sensibilidade para a importância e para a transversalidade das preocupações com a cibersegurança, sendo o CEO a linha de reporte direta do responsável de cibersegurança em mais de 40% das empresas inquiridas, o que demonstra a importância estratégica atribuída ao tema.

O ritmo de adoção de novas tecnologias digitais é o principal desafio para os responsáveis de cibersegurança em Angola, designadamente a consolidação e proteção dos dados dispersos nas organizações, muitas vezes em resultado de um passado que resulta em múltiplos sistemas e em pouca cultura de segurança dos utilizadores. É preocupante que um dos maiores desafios reportados seja o de conseguir definir e justificar o orçamento da área, o que ilustra um risco grave para as organizações”, frisa o responsável.

Das empresas consultadas, 41% afirma que a sua maior preocupação é que os ciberataques ameacem os dados de clientes, seguidos dos dados financeiros.

A menor importância relativa dada a riscos relacionados com sistemas industriais ou de suporte à operação pode indiciar uma exposição demasiado elevada em áreas que podem ter um elevado impacto financeiro”, salienta.

As respostas ao survey reflete uma ameaça significativa de exposição a riscos de cibersegurança através de parceiros externos, com uma percentagem muito significativa de casos em que não se procede a uma avaliação ou verificação dos requisitos de segurança, já que 33% das empresas revelam assumir gerir riscos externos com base em contratos que não verificam.

À semelhança de outras áreas tecnológicas, o acesso a recursos humanos qualificados para a área de cibersegurança é um dos maiores desafios para as empresas angolanas. Ao mesmo nível, os responsáveis de cibersegurança destacam a complexidade dos processos de parametrização e otimização de ferramentas.

As respostas ao questionário indiciam uma grande abrangência e versatilidade das equipas de cibersegurança, que se encontram ativas em múltiplas frentes, com destaque para patches/upgrades, segurança de rede, gestão de vulnerabilidades e gestão de identidades e acessos.

É imperativo que as empresas estejam conscientes da necessidade de elaborarem políticas de segurança de informação e de cibersegurança, contemplarem os riscos cibernéticos na gestão de riscos da organização, criarem um comité de cibersegurança e implementarem ferramentas de deteção de ameaças e vulnerabilidades, sem esquecer a existência de um modelo de governo bem definido e uma gestão do risco eficaz. Apenas assim vão, efetivamente, proteger os seus negócios”, explica Sérgio Sá.

De informar que a cibersegurança é um dos muitos serviços prestados pela equipa de Consultoria da EY em Angola, que colabora com várias entidades do mercado nacional, nos desafios associados à segurança de informação. A equipa de cibersegurança da EY tem apoiado na criação do desenho de sistemas e dados, para que as organizações possam assumir mais riscos, fazer mudanças transformacionais e possibilitar a inovação com confiança.

MOVITEL é a preferida dos utilizadores da zona rural em Moçambique

A operadora MOVITEL é a preferida dos utilizadores da zona rural em Moçambique, com uma taxa de 72% da população nestas zonas, segundo o primeiro inquérito nacional, por amostragem, aos utilizadores de telefonia móvel celular no país.

Realizado Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), o estudo dá grande destaque a MOVITEL como líder das telecomunicações no país, entre os utilizadores de 16 anos e mais que tem, pelo menos, um telemóvel, indicam que do universo dos utilizadores de telemóvel, em Moçambique.

O estudo feito pelo INCM ressalta ainda que a utilização destes serviços varia na razão inversa da idade, sendo maioritária na faixa etária de 20 a 24 anos de idade com 14.1%, seguida da faixa de 25 a 29 anos, com 12.2%.

MAIS: Comunicações móveis perdem negócios em Moçambique

A MOVITEL compreende 56,8% das comunicações da sociedade civil moçambicana, seguido da VODACOM (42,0%) e apenas 1,2% da TMCEL.

A investigação revelou ainda que quase 59% de utilizadores urbanos usa com frequência a operadora VODACOM. A percentagem de utilizadores da MOVITEL é maior entre utilizadores das províncias do Centro e Norte do País, enquanto a percentagem de utilizadores da VODACOM é maior entre utilizadores das províncias da região Sul do País.

Apple está a desenvolver IA para rivalizar com o ChatGPT

A Bloomberg está a avançar com a notícia de que a Apple se encontra a preparar uma ferramenta de Inteligência Artificial (IA) para rivalizar com o ChatGPT da OpenAI.

De acordo com a publicação, a IA em questão é conhecida internamente como ‘AppleGP’, com o nome verdadeiro a ser alegadamente ‘Ajax’. As fontes que confirmaram o projeto adiantaram que a Apple tem várias equipas envolvidas, notando que uma delas está a lidar especificamente com questões de privacidade.

MAIS: Apple com problemas na produção dos seus óculos de realidade virtual

Não se sabe qual será o objetivo da Apple em criar uma ferramenta de IA semelhante ao ChatGPT, mas, tendo em conta que a tecnologia se está a afigurar como altamente promissora para o futuro dos telemóveis, é provável que a tecnológica de Cupertino queira garantir este caminho.

Cibersegurança em destaque na XI reunião dos ministros das Telecomunicações da CPLP

O contexto da cibersegurança será um dos principais temas da XI reunião dos ministros das Telecomunicações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), segundo o comunicado oficial que a redação da MenosFios teve acesso.

Para Manuel Lobão, diretor para a Cooperação da CPLP, a reunião vai ainda abordar a questão do investimento pesado em cabos submarinos, passo esse que trouxe um grande avanço na maneira como circula a comunicação entre os Estados-membros e permite uma ligação mais rápida, com a tecnologia de maior velocidade entre os continentes ligados à comunidade.

O facto de existirem cabos submarinos, amarrados nos países-membros da CPLP, vai permitir uma nova agilidade que ainda está posturado”, disse o responsável, reiterando  que merece, igualmente, atenção dos técnicos e pode fazer parte da agenda dos ministros das Telecomunicações o roaming 0 na comunidade.

Manuel Lobão frisa que “isso será um benefício para toda a comunidade, porque quando o cidadão se deslocar de um Estado para o outro não terá as tarifas pesadas de roaming que são conhecidas”.

MAIS: Angola assume presidência da Comissão Eletrónica da CPLP

Já João Ramos, diretor de Telecomunicações de Cabo Verde, sublinha que o seu país está munido de uma estratégia forte de transformação digital na região económica da SADC e que, também, se pode partilhar com a CPLP.

Cabo Verde pretende tornar-se um hub de conectividade no Atlântico, ligando vários cabos submarinos que possam vir a potenciar a economia na comunidade (CPLP) e fazer com que os países, com parcos recursos, se tornem gigantes”, avançou.

Quanto o chefe da Assessoria Interna de Inclusão Digital das Comunicações no Brasil, Jeferson Nacif, afirmou que, atualmente, se está com 90 por cento da população a usar Banda Larga.

Existem, ainda, outros desafios a atingir e estamos a desenvolver políticas públicas sem deixar ninguém para trás. Essa é a experiência que estamos a apresentar nos encontros técnicos. Estamos, também, a ouvir dos outros pontos focais da comunidade e levar as experiências para implementar no nosso país”, disse.

[Moçambique] Deficientes visuais terão óculos inteligentes

Um jovem moçambicano criou um sistema automatizado de orientação e mobilidade de pessoas com deficiência visual, o que deverá ajudar na sua inclusão social, através da sua independência dos acompanhantes.

A tecnologia foi criada por Carlos Mondlane, um aficionado por sistemas digitais e antigo aluno de Engenharia Informática da Universidade Zambeze (UniZambeze).

O projeto compreende um sensor ultrassónico ligado a óculos de proteção, capaz de identificar vários obstáculos e de emitir sinais rápidos para o utilizador.

Em declarações ao NOTÍCIAS, o criador deste sistema, batizado como KUVONA (ver, em chagana), disse que o principal objetivo da sua invenção é dar maior independência às pessoas com deficiência visual para se deslocarem em segurança.

Esta é uma resposta para os nossos irmãos com problemas de visão. Esta solução é um mecanismo de ajuda para reduzir colisões que eles têm na sua vida diária e dará maior autonomia ao andar na estrada”, disse.

MAIS: [Moçambique] Jovens criam solução tecnológica para profissionais calcularem o seu valor no mercado

De acordo com Mondlane, os óculos com um sensor ajudarão a identificar objetos através de vários ângulos, cuja deteção através da bengala branca se revela ineficaz ou não assertiva a certos obstáculos em frente da pessoa.

“A bengala é importante, mas não pode detetar obstáculos fora do chão, por exemplo, galhos de árvores ou arames para secar a roupa que podem atingir a pessoa antes que este instrumento os possa identificar”, sublinhou, acrescentando que o KUVONA olha para vários ângulos definidos para o conforto do utilizador. No entanto, Mondlane espera obter financiamento para adquirir os componentes para continuar a aperfeiçoar o sistema e construir uma oficina com as necessidades de produção destes óculos.

A Associação de Cegos e Deficientes Visuais de Moçambique (ACAMO), por sua vez, congratula-se com o projeto que irá revolucionar a forma como andam, proporcionando-os maior segurança e independência.

Segundo a presidente do Comitê de Mulheres com Deficiência Visual, Isaura Baptista, o desenvolvimento desta tecnologia é um ganho porque será usado a favor destas pessoas com necessidades especiais e dar-lhes-á mais prestígio.

Refira-se que, este projeto venceu o prêmio Municipal da Juventude, no âmbito das celebrações dos 135 anos da Cidade Maputo, bem como representou Moçambique na 15.a Sessão Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CPDP), nos Estados Unidos da América.

Crianças do Cazenga beneficiados com ciclo formativo tecnológico inovador

Foi lançado no princípio desta semana o “Programa de Formação Tecnológicas para Alunos de Escolas Públicas no Município do Cazenga”, um ciclo formativo tecnológico para crianças que pretende combater a literacia digital e criar um ambiente que permite com que tenham um contacto com as ferramentas robóticas e a programação.

Com selo do entusiasta em tecnologia Augusto Firmino, o projeto inovador foca-se em trabalhar com crianças de escolas públicas, provenientes do município do Cazenga, onde se espera que o programa chegue para mais localidades nos próximos tempos.

Falando aos jornalistas, o responsável do projeto informou que durante o primeiro dia os alunos tiveram oportunidade de ouvir o diretor executivo do grupo Zahara, Aquiles Neto, sendo convidado como um ex-morador do mesmo município e falou um pouco sobre a sua trajetória.

MAIS: Crianças enaltecem feira de tecnologia do município de Viana

Augusto Firmino salienta ainda que o único critério para participar no programa é ser aluno de uma escola pública, onde a seleção para o primeiro grupo foi feita pela associação de estudantes do Cazenga, e que o processo vai-se repetir nas próximas iniciativas.

Por fim, o também Engenheiro Informático finaliza que esta ação de formação busca consciencializar as crianças desde cedo acerca da importância “de criarem referências e o poder de transformação dos estudos e do ensino“.