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Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026
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Estado negocia venda do capital da Movicel

De acordo com o jornal Expansão, na sua edição desta sexta-feira(07/07), o Estado está a negociar com um investidor estrangeiro africano a entrada no capital social da Movicel, com capacidade para “pôr o dinheiro” necessário para salvar a empresa.

MovicelA operadora que perdeu mais de 2 milhões de clientes nos últimos cinco anos, tem muitos dos seus equipamentos desligados, o que implica graves problemas na cobertura de rede, além de ter perdido quase metade dos trabalhadores, passando de mais de 1 milhão para cerca de 600 mil.

Ao que o Expansão apurou, os salários são pagos com atraso, os colaboradores queixam-se de descontos injustificados e perda de algumas regalias, como, por exemplo o seguro de saúde para todos.

Também numa visita que o Expansão fez às principais lojas de Luanda foi possível constatar estarem sem movimento. As prateleiras das lojas que ficavam cheias de telemóveis e acessórios estão hoje praticamente vazias. Junta-se o aspeto degradado do exterior das lojas que levanta dúvidas sobre se estão a funcionar, com exceção daquelas que estão nos centros comerciais.

Uma agonia agravada pelo estado das contas da empresa, com dívidas enormes ao Estado e aos fornecedores. Muitos destes já cortaram o fornecimento de serviços e outros estão já a avançar para cobranças coercivas. Um cenário que é muito pouco atrativo para os investidores, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Ainda assim tem havido conversas com alguns interessados, sendo que o Expansão confirmou que nesta altura decorrem negociações avançadas com um operador africano, num negócio que poderá ficar fechado nas próximas semanas.

“Se for um economista a analisar o dossier, é um péssimo negócio. Agora se for um engenheiro, é um excelente negócio. A Movicel tem um ativo que cobre todas as suas dívidas, as infraestruturas. Apesar de não estar a funcionar, a empresa tem uma capilaridade nacional semelhante à Unitel. A “parte de leão” deste negócio existe e só precisa de ser reativada. Vejamos-se os problemas que a Africell tem tido para fazer crescer a sua atividade, exatamente porque não têm infraestruturas”, explica uma fonte ligada às negociações com o potencial investidor.

O Expansão apurou também que para pôr a funcionar estas infraestruturas e equipamentos de forma que possam cobrir eficazmente, pelo menos, os cinco principais centros de consumo do País – Cabinda, Luanda, Benguela, Huambo e Lubango – serão necessários cerca de 100 milhões USD. Que seriam gastos na compra de geradores para garantirem o funcionamento das antenas espalhadas pelos 164 municípios, compra de algum equipamento que foi roubado ou vandalizado, atualização de softwares, substituição de fibra que foi cortada, etc.

A este valor tem de juntar-se o investimento em locais e meios para relançar a atividade comercial, modernização do sector administrativo e fundo de maneio para garantir a operação. Ou seja, no mínimo, a Movicel precisaria nesta fase de 150 milhões USD para voltar a trabalhar com “normalidade”. E ainda ficam a faltar as dívidas ao Estado e fornecedores.

“No que se refere às dívidas ao Estado, posso informar que isso nunca será um problema para alavancar a Movicel. Sobre as outras dívidas a diversos fornecedores, nós podemos ajudar a renegociar, o que, aliás temos feito, uma vez que conseguimos congelar várias execuções coercivas nesta fase para que a operadora não parasse”, explicou uma fonte do ministério que está diretamente ligada às negociações. Aliás, isto mesmo foi prometido ao potencial interessado.

Isto quer dizer que o Estado vai ser flexível e dar tempo à empresa para poder voltar a ter condições de gerar mais-valias para pagar estes atrasados, ao mesmo tempo que vai “pressionar” os outros fornecedores a terem a mesma paciência.

Mário Oliveira. Governo vai focar-se em tornar a tecnologia acessível a todos angolanos

O Governo Angola vai continuar a enveredar esforços para tornar a tecnologia acessível a todos os angolanos, segundo o ministro das Telecomunicações, Tecnologias da Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.

O dirigente que falava na edição de 2023 do AngoTic, maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações de Angola, salientando que o evento focou-se em “dar tecnologia à economia para o desenvolvimento do país”.

Para mim, o mais importante não é o que foi gasto no Angotic. O mais importante é dar tecnologia ao povo angolano“, disse Mário Oliveira.

MAIS: [AngoTIC 2023] Sector tecnológico angolano está em “franco crescimento”

Sobre o balanço do Angotic 2023, o ministro revelou que o balanço do evento foi muito positivo e felicitou os jovens criadores e startups, avançando também que estiveram 60 empresas no fórum, cerca de 90 startups, e que os investidores estrangeiros mostraram-se “interessados em alguns produtos apresentados pelas nossas startups”.

Com duração de três dias, a edição deste ano abordou temas como a “Indústria espacial e tendências”, “Modelo de negócio para a tecnologia espacial”, “Metaverso para revolucionar o futuro do entretenimento, conteúdos e comércio”, “Conectividade e modernização tecnológica”.

O ANGOTIC é um evento global de tecnologias de informação e comunicação, realizado e promovido pelo Governo de Angola, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

O evento visa promover o debate em torno de temas atuais, globais e futuros das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a partilha de conhecimentos e facilitar o networking para entidades governamentais, expositores, especialistas, apresentar as inovações, bem como as tendências do sector.

[Moçambique] Jovens criam solução tecnológica para profissionais calcularem o seu valor no mercado

Um grupo de jovens inovadores moçambicanos criaram uma plataforma que permite que os profissionais possam saber ou estimar, calcular e partilhar os seus salários, onde o objetivo crucial da inovação tecnológica é dar informações precisas a quem pretende ingressar a uma profissão, sabendo já antecipadamente o seu valor dependendo dos anos de experiência, indústria ou sector de atuação.

Denominada Wei, a solução tecnológica contém dados para várias áreas profissionais, com destaque para as de Engenharia Informática, Direção de Arte, Design, Saúde, entre outras, segundo Ivan Billa, um dos fundadores do projeto.

MAIS: Moçambique: Jovens lançam plataforma de compra e venda de artigos em segurança

Com a plataforma, os usuários podem estimar, pesquisar e comparar dados salariais (baseados nos inquéritos preenchidos pela comunidade) a partir de vários sectores, para poderem “também impactar esta causa partilhando os teus dados salariais de forma anónima”, informa em comunicado oficial.

Um outro objetivo na criação da Wei, é eliminar o tabu quando o assunto é salário e através da tecnologia promover mais transparência e menos desinformação, sendo que a mesma compila dados dos inquéritos feitos pela equipa de 2019 a 2021 junto da comunidade de profissionais de Moçambique, com especial atenção aos engenheiros informáticos.

Ransomware representa 58% das vendas de malware as a service

Um novo estudo da equipa de Digital Footprint Intelligence da Kaspersky, onde foram analisadas 97 famílias de software malicioso distribuídas através da dark web, revela que o ransomware é o tipo de malware as a service (MaaS) mais prevalente nos últimos sete anos.

Os especialistas, que examinaram a venda de famílias de malware, além de chats, publicações e anúncios de pesquisa nos recantos mais obscuros da Internet, detalham que o ransomware representa 58% de todo o MaaS distribuído entre 2015 e 2022. A capacidade de gerar lucros avultados em menos tempo do que outros tipos de malware é a principal razão do seu sucesso.

Os infostealers representam 24% do MaaS distribuído durante o período em análise. Este tipo de software malicioso é concebido para roubar dados, como credenciais e palavras-passe, mas também informação de cartões e contas bancárias, histórico do browser ou dados encriptados de carteiras.

A equipa da Kaspersky explica que os serviços de roubo de informação são pagos através de um modelo de subscrição, com o preço a variar entre 92 e 280 euros por mês. Os atacantes também podem obter acesso a serviços adicionais por uma taxa extra.

MAIS: Ransomware continua a ser uma grande ameaça, com mais de 60% dos ataques dirigidos as MPEMs

Botnets, downloaders e backdoors compõem 18% de todo o MaaS identificado pelos investigadores, que indicam que este tipo de ameaças têm frequentemente como objetivo descarregar e executar outro software malicioso nos equipamentos das vítimas.

Os analistas da Kaspersky indicam que os cibercriminosos exploram as plataformas MaaS são habitualmente conhecidos como operadores. Já os que compram estes serviços são conhecidos como afiliados.

Ao fecharem um negócio, os afiliados recebem acesso a componentes como painéis de comando e controlo, programas para a criação rápida de amostras únicas de software malicioso, assim como atualizações de malware e de interfaces, apoio, instruções e alojamento.

Alguns tipos de MaaS, como os infostealers, permitem que os afiliados criem os seus próprios grupos e equipas para executar ciberataques. Estes grupos e equipas, que tomam o nome Traffers, tem como objetivo distribuir malware de modo a aumentar os lucros.

Como realça Alexander Zabrovsky, analista na equipa de Digital Footprint Intelligence da Kaspersky, compreender como está estruturado o mercado de comercialização de bens ilícitos, incluindo malware e dados roubados, é um dos passos fundamentais para compreender os métodos e motivações dos cibercriminosos, algo que pode ajudar as empresas a desenvolver estratégias eficazes para evitar ciberataques.

Tecnologia acelera entrega de assentos de nascimento na Caála

A digitalização dos assentos de nascimento da Direção de Registos e Modernização Administrativa do município da Caála, província do Huambo, melhorou os serviços públicos na localidade, sendo que pela primeira vez, foram entregues mais de 788 cédulas e assentos de nascimentos em formato digital.

Essa informação foi revelada pelo diretor local do Registo e Modernização Administrativa, José de Rosário Diogo, em entrevista a ANGOP, informando que ação é inserida no programa de intensificação do processo de atribuição de cédulas e assentos de nascimentos, levado a cabo pela Administração do município da Caála.

MAIS: Projetos inovadores em destaque na II edição do TIC-Huambo

Um outro fator no uso da tecnologia na emissão de documentos é para evitar a duplicação de registos e, em simultâneo, dinamizar o processo de atribuição de cédulas e assentos de nascimentos.

O Diretor frisa ainda que a digitalização dos documentos é um processo diferente do que era feito antes, onde foi concebido para melhorar as condições de recolha de dados e simplificar os métodos de atribuição das cédulas e assuntos de nascimentos.

De acordo com os números revelados, em 2022, por via dos processos fora dos formatos digitais, foram emitidos mais de 50 mil cédulas e igual número de assentos de nascimentos, principalmente, nas comunidades rurais

Maior parte dos sites compartilham informações de pesquisa com terceiros, revela estudo

Pesquisadores de segurança da Norton descobriram que 81% dos principais sites atualmente vazam informações sobre pesquisas na internet. Ou seja, oito em cada dez repassam os dados dos usuários a terceiros, geralmente anunciantes.

“Esses sites abrangem todas as categorias imagináveis ​​– adulto, compras, viagens e até saúde. Os termos de pesquisa coletados por esses sites podem incluir preferências sexuais e identidade de gênero, hábitos de compra e informações médicas”, disse Daniel Kats, pesquisador sénior da Norton no relatório.

Os pesquisadores analisaram, por meio de inteligência artificial, cerca de 1 milhão dos principais sites para ver as suas políticas de privacidade. O resultado foi preocupante, pois apenas 13% das políticas faziam menção explícita sobre como eram usados os termos de pesquisa dos usuários.

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A maioria dos sites (75%) mencionavam a partilha de dados com declarações genéricas como “a partilha de informações do usuário com terceiros”, não deixando explícito como esses dados seriam usados.

A ocultação dessas políticas de privacidade tornam o usuário exposto a ter os seus dados vendidos para empresas e anunciantes, e dificultam com que ele interrompa a exposição dos seus termos pesquisados na internet.

Batalha judicial entre Apple e Epic Games pode chegar ao fim

A Reuters está a avançar com a notícia de que a Apple pretende enviar para o Supremo Tribunal dos EUA o caso contra a Epic Games, procurando reverter as decisões de outros tribunais que consideraram que a empresa deve permitir que apps no sistema iOS tenham as suas próprias opções de pagamento.

Recordar que o caso que opõe a Apple à Epic Games remonta a 2020, quando uma atualização do jogo online ‘Fortnite’ permitiu que os jogadores adquirissem moedas digitais para o jogo através de pagamentos diretos que colocavam de parte a App Store.

MAIS: “A Apple tem de ser parada”, diz CEO da Epic Games

Dado que este método significa que a Apple teria de abdicar da comissão de 30% que cobra a todos os pagamentos, a Epic Games acabou por ser penalizada com a remoção de ‘Fortnite’ da App Store. Em resposta, a Epic Games processou a Apple por práticas anti competitivas com o objetivo de alterar esta política da empresa tecnológica.

Com o caso ainda por ser resolvido, é agora de esperar que seja concluído na mais alta instância de justiça dos EUA.

Biblioteca Provincial de Luanda vai digitalizar o seu acervo bibliográfico

A Biblioteca Provincial de Luanda vai digitalizar todo o seu acervo bibliográfico, no âmbito dos seus planos de modernização, de modo a dar resposta às necessidades atuais dos utilizadores.

Segundo Emília Daniela, técnica administrativa da biblioteca, falando em entrevista ao Jornal de Angola, informou que os avanços tecnológicos obrigam a mudança do físico para a era digital.

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A biblioteca, que antes funcionava na Câmara Municipal, na zona dos Coqueiros, foi fundada a 1 de janeiro de 1873 e um dos primeiros doadores de livros foi Castro Soromenho.

Localizada, atualmente, na sede do Governo Provincial de Luanda, a biblioteca, ao longo dos tempos, já sofreu várias remodelações, quer na sua estrutura, quer no acervo.

De informar que recentemente o Governo Angolano aprovou a criação de um repositório científico nacional on-line, para dar melhor e maior visibilidade dos conteúdos nacionais.

Nova rede social da Meta recebe críticas de Elon Musk e Jack Dorsey

Após terem surgido nas lojas virtuais as páginas relativas à nova app da Meta – a Threads – o atual dono do Twitter, Elon Musk, e o cofundador, Jack Dorsey, não tardaram a vir a público ‘apontar o dedo’ à plataforma rival.

Dorsey partilhou uma publicação onde criticava a política de privacidade da Threads, mostrando uma imagem que indica que a nova rede social poderá recolher dados potencialmente sensíveis dos clientes. Além dos contactos, o utilizador também deverá estar disposto a partilhar com a Meta informações de localização, compras, saúde, finanças pessoais e outros dados sensíveis.

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Todas estas tuas Threads pertencem-nos, escreveu Dorsey numa referência a um antigo meme. Musk respondeu a esta publicação do cofundador do Twitter mostrando que concorda com a avaliação de Dorsey em não confiar nesta nova app da Meta.

Serve recordar que a Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp) não tem um histórico positivo no que diz respeito à recolha e gestão de dados sensíveis dos utilizadores, pelo que será uma questão de tempo até vermos se a Threads conseguirá competir com o Twitter de Musk e até com a Bluesky, apoiada por Dorsey.

TEDxLuanda2023: Foi prolongada a data do evento

Atentos à conjuntura atual de Angola o TEDxLuanda, aclamado evento TED organizado de forma independente, vem por este meio informar que a 7ª edição ”Tocando as Estrelas” está marcada para o dia 21 de outubro de 2023 inaugurando o início do Verão.

Comprometidos com a comunidade que se junta há mais de dez anos a este dia que visa despertar a curiosidade, despertar novas ideias e explorar as possibilidades ilimitadas do potencial humano, decidimos assim manter a nossa dinâmica de comunicação baseada em talks exclusivos, na tecnologia, no engajamento com os nossos parceiros, oradores e amigos que se juntam a nós para o assinalar esta nova data.

Além da prorrogação da data do evento, a mesma que anteriormente estava previsto acontecer no espaço Mare Nostrum, na Ilha de Luanda, agora será realizado na ACADEMIA BAI (SAESP), Localizada no coração do centro económico da nossa capital, Luanda. Quanto ao painel de oradores, não existe nenhuma alteração.

Conheça os oradores do TEDxLuanda 2023