Início Site Página 74

Grupo Paratus impulsiona a inclusão digital nas escolas africanas

A Paratus, um fornecedor de serviços de telecomunicações em África, lançou o EduLink, uma solução de conectividade destinada a fornecer acesso à Internet a escolas em locais remotos e mal servidos em todo o continente africano.

A Paratus afirmou que o EduLINK utiliza a tecnologia de satélite de baixa órbita terrestre da Starlink para ligar as escolas através de uma campanha denominada “capacitar a educação em qualquer lugar”.

De acordo com a empresa, o pacote EduLINK fornece Internet de alta velocidade a escolas qualificadas no Botswana, Eswatini, Quénia, Moçambique, Malawi, Ruanda e Zâmbia, com dois terabytes de dados prioritários por mês, seguidos de um buffer de dados para melhorar a aprendizagem online e o acesso a recursos digitais.

SADC alinha estratégias para impulsionar banda larga na região

Paratus disse que a solução só é oferecida a escolas que tenham um certificado de ensino reconhecido. “Paratus EduLINK não se trata apenas de conectividade, mas de criar igualdade de acesso à educação”, disse Barney Harmse, presidente executivo do Grupo Paratus.

Harmse disse ainda que a mudança tem o objectivo de superar o obstáculo digital para milhares de estudantes que merecem as mesmas possibilidades que todos os outros, não importa quão remota seja a sua localização.

A Paratus também está presente em Angola, após a fusão com a antiga empresa ITA. Actualmente, é uma das operadoras de telecomunicações de referência no país, fornece circuitos a diversas empresas em todo o território nacional.

Instagram e TikTok planejam lançar apps para televisões

O YouTube revelou no começo do ano que há mais pessoas a assistirem a vídeos na plataforma através da televisão do que no telemóvel, dando assim conta da relevância crescente destes dispositivos para a aplicação.

Agora, parece que os principais rivais do YouTube planejam seguir esta mesma estratégia na esperança de ‘roubar’ a atenção dos consumidores de conteúdo. Diz o site The Information que tanto o Instagram como o TikTok estão a considerar desenvolver aplicações pensadas para o ecrã de maior dimensão das televisões.

Dado que o YouTube também permite assistir aos vídeos de curta duração Shorts, não será certamente difícil para o Instagram e para o TikTok levarem o seu formato vertical para os ecrãs horizontais das televisões.

O objectivo da Meta é trazer para TVs a exibição dos Reels, o que faria com que o aplicativo entre na disputa pela atenção do usuário até então focado exclusivamente no YouTube com o Shorts (que está já integrado aos apps de TV).

Já no caso do TikTok, o foco é refinar as  soluções já existentes, mirando em especial no consumo de conteúdos mais longos, podendo não só estimular a ampliação da presença de conteúdos longos na plataforma como de impulsionar o streaming esportivo e de novelas.

No entanto, serve adiantar que nem o Instagram nem o TikTok comentaram oficialmente estes rumores, pelo que teremos de continuar atentos para saber quando é que as duas empresas planeiam lançar aplicações dedicadas para televisão.

[Angola] Telemóveis com crescimento mais baixo em cinco anos

O número de subscritores de serviços de telemóveis em 2024 aumentou apenas 3% face a 2023 para 26,4 milhões. Esse foi o menor crescimento dos últimos cinco anos, de acordo com o relatório de 2024 do INACOM, entidade reguladora do setor.

O relatório destaca que o mercado está a atingir uma fase de maturidade, ou seja, já está bem consolidado e com menos espaço para crescimento rápido.

Durante o período 2020–2023, a média anual de crescimento foi de 22%, sendo que o ponto mais alto foi em 2022, altura em que o mercado foi “aquecido” com a entrada de um novo operador, a Africell, que implantou as operações apenas em Luanda.

Neste período, o mercado cresceu 55% para 23,7 milhões de cartões SIM ativos. Com a expansão para outras províncias do país, a operadora de origem americana, em 2023, conseguiu aumentar a sua base de clientes de 8,5% para 25,7 milhões de subscritores.

Assim, a taxa de penetração de telemóveis manteve-se em março de 2023, à volta dos 75%, abaixo da taxa média em África, fixada em 83%, e da média mundial (103%), conforme a Statista, plataforma alemã que estuda o crescimento digital no mundo.

Já em termos da quota do mercado, a Unitel continua líder com 73% da quota do mercado, com os seus mais de 19,3 milhões de assinantes, não registando uma mudança importante (p.p.) face a 2023. Imediatamente a seguir vem a Africell, que aumentou a sua presença para 25,5%, e já conta com mais de 6,6 milhões de subscritores.

A operadora privada, que está apenas em três províncias (Luanda, Benguela e Huíla), beneficiou também da morosidade da Movicel, que já foi um dos líderes do mercado de telemóvel, mas tem vindo a perder subscritores, e em 2024 perdeu mais 2,2 p.p em 2024.

Em relação aos subscritores de internet móvel, o mercado cresceu 2,5% para 12,6 milhões de subscritores, impulsionado pelo aumento de outros dispositivos (além dos telemóveis) que se conectam à internet, que aumentou 79,3%, para 3,12 milhões em relação ao ano anterior. Já os telemóveis com internet cresceram apenas 1,4% para 9,52 milhões.

No segmento de internet móvel, a taxa de penetração fixou-se em 36% para cada 100 habitantes, tendo crescido 4 p.p. em relação a 2023. Este crescimento esteve associado à melhoria na cobertura de rede, associada à introdução de pacotes de dados mais atrativos e acessíveis, segundo o INACOM.

[Angola] Pagamentos digitais crescem 35% em 2024

 

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, revelou que, em 2024, foram processadas 2,5 mil milhões de operações com instrumentos de pagamentos electrónicos num montante de 74 biliões de kwanzas.

Os dados apresentados nesta segunda-feira, 30 de Junho, no ciclo anual de conferências do BNA sob tema “Instrumentos Alternativos de Pagamentos”, revelam um crescimento de 35% face ao ano anterior.

Apesar do avanço, Manuel Tiago Dias admitiu que ainda há um “longo caminho a percorrer” para garantir o acesso da população não bancarizada e reduzir a dependência do dinheiro físico.

A transformação financeira em África: pagamentos digitais impulsionam o progresso

O governador salientou que o BNA está empenhado em modernizar o sistema de pagamentos, tornando-o “mais seguro, inclusivo e acessível”, com especial ênfase nos jovens e mulheres.

Como parte da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, o BNA vai intensificar campanhas de educação digital, em parceria com o governo, bancos e operadores de pagamentos. A iniciativa visa capacitar comerciantes, taxistas e vendedores informais, como as “quitandeiras”.

Portugal entre os países europeus com maior taxa de ataques de malware

O mais recente estudo da Kaspersky, IT Threat Evolution in Q1 2025: Non-Mobile Statistics, revela que 8,70% dos utilizadores de PC em Portugal foram alvo de ataques de malware no primeiro trimestre de 2025, um valor superior à média global de 6,46%.

Para avaliar o risco de infeção online, os especialistas da empresa de cibersegurança calcularam a percentagem de utilizadores Kaspersky cujos computadores ativaram o antivírus web durante o período em análise. Estes dados refletem o nível de agressividade do ambiente digital em que os equipamentos operam, variando significativamente consoante a região.

Metade das empresas paga resgate após ataques de ransomware

O estudo exclui deteções de programas potencialmente perigosos ou indesejados, considerando apenas objectos maliciosos classificados como malware. No ranking global dos países e territórios com maior incidência de infeções online, a Macedónia do Norte lidera com 10,17% de utilizadores afetados, seguida da Albânia (9,96%) e da Argélia (9,92%).

Portugal surge na 12.ª posição a nível mundial, imediatamente atrás do Peru (8,78%) e à frente do Nepal (8,38%). Considerando apenas os países europeus, Portugal ocupa a 7.ª posição, precedido pela Turquia (9,10%) e seguido da Roménia (8,26%). A Hungria fecha a tabela europeia com 8,12%.

Em média, durante o primeiro trimestre de 2025, 6,46% dos computadores dos utilizadores em todo o mundo sofreram pelo menos um ataque de malware baseado na web. Estes números evidenciam a necessidade de uma postura proativa de cibersegurança, tanto por parte das empresas como dos utilizadores individuais, destaca-se a importância da actualização regular de software, do uso de soluções de segurança robustas e da adoção de práticas de navegação segura.

Zap, DSTV e TV Cabo perdem mais de 35 mil clientes em 2024

O consumo da televisão tradicional está a cair em todo mundo e em Angola esta tendência começa a ganhar corpo com o aumento de dispositivos conectados à internet que garantem o acesso às plataformas de streaming e aos aplicativos piratas que transmitem canais de televisão através da net, denominadas de IPTV.

Assim, as plataformas piratas, que têm pacotes mais diversificados de conteúdos a preços mais baixos ‘roubaram’ às três operadoras do mercado (ZAP, a DSTV e a Tv Cabo) 35.131 clientes, equivalentes a quase 100 clientes por dia durante o ano passado, de acordo com cálculos do Expansão com base no relatório anual de estatística do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) de 2024.

Já é a maior perda de assinantes desde 2021, quando o sector foi arrasado pela crise económica e pelas ‘TVs comunitárias’, que subtraíram perto de 300 mil clientes às operadoras de televisão em Angola.

Entretanto, os tempos mudaram e os piratas também, visto que acompanharam a evolução tecnológica. Se antes eram necessárias centenas metros de cabos de televisão, boxes (descodificadores) e antenas para a captação do sinal), hoje basta apenas um aplicativo ou uma equipamento simples para aceder à internet para piratear os canais de televisão.

Com este novo conceito de pirataria, que se tem tornado um negócio milionário no mundo inteiro, quem mais sofre com a queda da TV por assinatura é o segmento de televisão por cabo, que inclui um pacote de televisão e internet integrada, que tem perdido clientes todos os anos desde 2021, no caso de Angola.

Em 2024, este segmento distribuído pela Zap (Finstar) e pela TV Cabo Angola, caiu quase 22% para 95.341 clientes. Já a televisão por satélite, que comercializa apenas pacotes com canais de televisão, teve uma queda ligeira de 0,4% para 1,91 milhões de assinantes durante o período em análise. No global, o número de assinantes de televisão caiu quase 2% para 2,01 milhões de assinantes, quando comparado ao ano de 2023.

Em termos práticos, mais de 26.838 deixaram de subscrever os canais de televisão a cabo, optando apenas por serviços de internet para assistir aos canais de televisão por meio de outras plataformas, sobretudo piratas, que cresceram todo mundo e que são difíceis de controlar.

Em Angola, os softwares piratas de IPTV e os descodificadores piratas também começaram a ganhar terreno, alguns deles já se popularizaram em Luanda. Do lado, a TV por satélite, apenas 8.293 deixaram de subscrever os canais de televisão. Com todas feitas, são hoje menos 35.131 clientes das televisões pagas.

A queda da televisão convencional está em contra-ciclo com o aumento de dispositivos (televisões e boxes, entre outros) que se conectam à internet, que tem crescido consistentemente todos os anos. Segundo cálculos do Expansão com base em dados do INACOM, o número de outros dispositivos conectados à internet, sem contar os telemóveis, aumentou 79,3% para 3,12 milhões no passado quando comparado a 2023. Já os telemóveis conectados aumentaram apenas 1,4% para 9,52 milhões.

Google expande presença em Angola em busca de novos parceiro

Segundo apurou o jornal Expansão, a Google tem representação em África através da empresa Accelera Digital Group – ADG que tem a sua sede no Dubai e escritórios no Quénia, Nigéria, África do Sul e Etiópia. E passa também a ter representação em Angola, que, no fundo, fará a ponte entre o País e a multinacional de tecnologia norte-americana.

Não foram avançados investimentos directos no País, mas a organização garante que é o início de uma caminhada que “poderá dar frutos mais lá para frente”.

“A ideia é mostrar a potenciais clientes angolanos e não só, os serviços da Google como soluções de vários problemas que o continente enfrente e como um veículo de aplicação da Inteligência Artificial em diversos sectores da economia”, disse uma fonte ligada ao evento apontando que África, e Angola em particular, tem sofrido vários ataques cibernéticos que poderiam ser solucionados com altos níveis de segurança desenvolvidos pela multinacional norte-americana.

Google lança funcionalidade com IA no Gmail para priorizar e-mails

A apresentação foi feita no âmbito da 17ª edição da Cimeira de Negócios EUA-África, que reuniu mais de 1.500 delegados, entre líderes políticos, empresários e investidores dos dois continentes.

Importa recordar que no final do ano passado, o presidente da Google Europa, Médio Oriente e África, Matt Brittin, anunciou, durante a sua visita à Nigéria e ao Quénia, um investimento de 3,6 milhões USD, que visa melhorar as competências em Inteligência Artificial e ciência de dados através de vários programas, incluindo a formação de jovens educadores.

A Google é uma empresa multinacional de software e serviços online fundada em 1998 na cidade norte-americana de Menlo Park (Califórnia). É a principal subsidiária da Alphabet Inc e é uma das maiores empresas em todo o mundo e vale, actualmente, cerca de 1,9 biliões USD.

Quadras de basquetebol com tecnologia LED: O futuro do jogo já começou

O basquetebol está a entrar numa nova era com a introdução das quadras com tecnologia LED. Esta inovação, que alia espectáculo visual, interactividade e ferramentas avançadas de análise, está a transformar por completo a forma como se joga, se assiste e se vive o basquetebol – tanto em ambiente competitivo como de treino.

Afinal, o que são quadras LED? São quadras de basquetebol com superfícies de vidro altamente resistentes equipadas com painéis luminosos que funcionam como um ecrã gigante. Isto permite que a quadra projecte imagens, gráficos, animações e dados em tempo real, criando uma experiência dinâmica e imersiva para jogadores, treinadores e público.

Esta inovação trás muitas vantagens e funcionalidades, veja algumas:

  1. Espectáculo e entretenimento: Cada cesto, jogada ou pausa pode ser acompanhado por gráficos animados, reacções visuais e efeitos especiais. Isto eleva o espectáculo para outro nível, tornando cada jogo num verdadeiro evento visual.
  2. Exibição de estatísticas e zonas técnicas: A quadra pode mostrar as zonas de lançamento mais eficazes, mapas de calor, percentagens de acerto, e até indicar posicionamentos defensivos e ofensivos em tempo real.
  3. Personalização e branding: Pode ser rapidamente personalizada com o logotipo de uma equipa, patrocinadores ou identidade visual de uma competição, sem necessidade de trocar pisos físicos. Ideal para grandes eventos e transmissões televisivas.
  4. Ferramenta de treino poderosa: Nos treinos, o treinador pode utilizar um tablet para indicar movimentações tácticas. As instruções aparecem projectadas directamente no campo: setas, zonas de bloqueio, trajectos de passe ou defesa. As anotações podem ser interactivas e sincronizadas com o movimento dos jogadores, melhorando a compreensão táctica e reduzindo erros.

Um dos exemplos mais marcantes do uso desta tecnologia foi o NBA All-Star Game 2024, onde a quadra LED foi usada pela primeira vez numa grande competição profissional. O campo transformou-se numa plataforma interactiva com animações a cada cesto, gráficos informativos em tempo real, e transições visuais incríveis nos momentos de intervalo. O impacto foi imediato: os adeptos vibraram com o espectáculo, e o evento ganhou ainda mais repercussão global nas redes sociais e nas transmissões.

A FIBA também já testou estas quadras em torneios como o Mundial de Sub-19, e tudo indica que a tendência será gradualmente implementada em outras competições internacionais e ligas profissionais.

Embora a tecnologia seja promissora, ainda existem barreiras como o alto custo de instalação, manutenção especializada e adaptação às regras oficiais de jogo. No entanto, com a evolução tecnológica e o aumento da procura, é provável que se torne mais acessível em academias, clubes e centros de treino de alto rendimento.

A segurança de rede é a primeira linha de defesa

A proteção de rede é um conjunto de políticas, práticas e tecnologias projectadas para defender as redes empresariais contra acessos não autorizados, ameaças internas e ataques externos. Esta prática é essencial, pois permite que as empresas controlem quem acessa os seus dados, previne tanto as violações de segurança quanto interrupções operacionais por ataques cibernéticos.

Para qualquer empresa, desde pequenas até grandes corporações, uma rede segura é a primeira linha de defesa contra ataques que podem resultar em perdas financeiras, principalmente se houver a paralisação temporária das operações. Além disso, a proteção de rede assegura a conformidade normativa, uma obrigação legal e regulatória em muitos sectores.

Ao investir em segurança de redes, as empresas não apenas protegem os seus activos, mas também garantem a confiança dos seus clientes e parceiros, pavimentam o caminho para um crescimento sustentável e seguro.

Existem múltiplas ameaças que podem comprometer a rede de uma empresa. Algumas das mais comuns incluem:

  • Malware e Ransomware: Estes programas maliciosos podem roubar informações, danificar arquivos ou bloquear o acesso a sistemas até que um resgate seja pago.
  • Phishing e Ataques de Engenharia Social: Estes ataques manipulam os funcionários para que partilhem informações sensíveis ou concedam acesso não autorizado à rede.
  • Acessos Não Autorizados: Redes inseguras ou senhas fracas permitem que os atacantes ingressem na rede e extraiam dados sensíveis.
  • Ataques de Negação de Serviço Distribuído (DDoS): Estes ataques podem sobrecarregar os sistemas empresariais, diminuindo a velocidade da rede ou interrompendo o acesso a serviços críticos.

Implementar soluções para mitigar estes riscos não só protege os dados, mas também fortalece a confiança dos clientes e parceiros comerciais na empresa.

Contar com um sistema de monitoramento contínuo permite identificar actividades suspeitas em tempo real e responder rapidamente a possíveis incidentes de segurança. A análise regular de logs e padrões de tráfego também ajuda a detectar ameaças antes que causem danos maiores. Esta estratégia proactiva é essencial em um ambiente onde as ameaças evoluem constantemente.

A proteção de rede é uma prioridade inegociável para qualquer empresa que busca resguardar os seus activos digitais e assegurar a continuidade das suas operações. Através de uma combinação de tecnologias avançadas, práticas de segurança estritas e uma cultura de conscientização, as empresas podem reduzir significativamente os riscos associados às ameaças cibernéticas. Proteger a rede de uma empresa é um investimento na estabilidade, na conformidade normativa e na reputação da organização.

Japão bate recorde de velocidade da internet: 1,02 Pbit/s

No entanto, imagine um cenário sem estas barreiras: quanto tempo demoraria a descarregar o catálogo completo da Netflix? Graças a uma inovação extraordinária vinda do Japão, a resposta é quase inacreditável: apenas 1 segundo. Esta é a proeza permitida por uma nova ligação recordista, que atingiu a incrível velocidade de 1,02 petabits por segundo (Pb/s).

Um feito de 1.02 petabits por segundo

De acordo com a IFLScience, em meados de dezembro de 2023, o catálogo da Netflix continha cerca de 18.000 títulos. Assumindo que cada título ocupa, em média, 7 GB de espaço, seriam necessários 123 TB de armazenamento para guardar tudo.

A nova velocidade recorde, alcançada por uma equipa internacional liderada pelo Laboratório de Redes Fotónicas do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação (NICT) do Japão, torna esta tarefa teórica instantânea. A velocidade de 1,02 Pb/s equivale a aproximadamente 125 Terabytes por segundo (TB/s), mais do que suficiente para descarregar os 123 TB do catálogo da Netflix num piscar de olhos.

A tecnologia por trás da velocidade alucinante

Este avanço foi possível através do desenvolvimento de um cabo de fibra ótica que, em vez de um, contém 19 núcleos de fibra separados. A utilização conjunta destes núcleos permitiu atingir a velocidade estonteante sobre uma distância impressionante de 1.808 quilómetros.

Claro que, na prática, mesmo que a Netflix o permitisse, o processo manual de iniciar o download de cada um dos 18.000 títulos demoraria muito mais do que um segundo. A façanha reside na capacidade de transferência instantânea dos dados assim que o processo fosse iniciado.

detalhes do cabo da velocidade recorde

Distância é a chave para o novo recorde

Esta não é a primeira vez que velocidades desta magnitude são atingidas. Em março de 2023, os mesmos investigadores conseguiram uma velocidade ainda maior, de 1,7 Pb/s. No entanto, o grande diferencial da experiência de abril de 2025 é a distância. Enquanto o teste anterior alcançou 63,5 km, o novo recorde foi estabelecido numa distância de 1.808 km, o equivalente a uma viagem de Berlim a Nápoles.

Este avanço é fundamental, pois demonstra a viabilidade de transferir enormes volumes de dados a velocidades incríveis entre cidades ou continentes, revolucionando a forma como a informação circula globalmente.

O futuro das transferências de dados globais

Vivemos numa era de produção massiva de dados, impulsionada em grande parte pelo desenvolvimento da Inteligência Artificial. Empresas de IA necessitam de aceder a vastos conjuntos de dados para treinar os seus modelos mais avançados. Segundo estatísticas da ExplodingTopics de abril de 2025, são criados quase 403 TB de dados todos os dias. Com a tecnologia do NICT, seria possível descarregar todo este volume em pouco mais de três segundos.

Embora o utilizador comum provavelmente não venha a ter uma ligação de 1 Pb/s em casa, empresas como a Netflix poderiam beneficiar enormemente desta tecnologia para mover dados entre os seus servidores espalhados pelo mundo de forma mais rápida e eficiente do que nunca.

Actualmente, as velocidades de internet mais rápidas disponíveis comercialmente rondam os 400 Gigabits por segundo, o que equivale a cerca de 50 GB/s. Ainda não há previsão para a implementação comercial desta nova tecnologia de fibra de 19 núcleos, mas os progressos contínuos do NICT sugerem que a sua adoção por países e grandes empresas de tecnologia é uma questão de tempo.