2022: Windows foi o sistema operativo mais atacado, em relação ao macOS e o Linux

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Não podemos negar que, a recente pandemia da COVID-19 obrigou as empresas a encontrarem soluções e ferramentas mais inteligentes para conseguirem manter a continuidade das suas atividades. Por conta da necessidade de distanciamento social, muitos trabalhadores passaram a exercer as suas funções nas suas próprias casas de forma remota, fazendo com que os negócios ficassem mais expostos a diversas ameaças digitais.

Com o aumento de trabalhadores na modalidade de trabalho remoto, os cibercriminosos contam com superfícies de ataques mais abrangentes. Uma vez que essa adaptação teve que acontecer de forma imposta e muito rápida, a infraestrutura de rede das empresas ficou mais frágil e suscetível às ameaças de segurança.

Por outro lado, sabemos que, nunca a segurança dos utilizadores e dos seus sistemas operativos (Windows, macOS e Linux) esteve tão em causa, novo malware. Os utilizadores tentam proteger-se e aos seus dados, mas novas ameaças surgem de forma constante, para assim os colocar em perigo. Com o macOS a ter cada vez mais visibilidade, esperava-se que fosse uma vítima óbvia. Ainda assim, os dados mostram o contrário e o Windows foi 5000 vezes mais atacado que macOS e 60 vezes mais que Linux.

Há cada vez mais malware para o Windows?

Conforme foi visto ao longo de 2022, as ameaças de segurança e os ataques foram crescendo em número e em inovação. A cada mês surgiam novos tipos de malware, que se focavam nos sistemas operativos que estão no mercado e são os mais usados por todos.

A AV-TEST, que se dedica a avaliar e a testar as soluções de segurança no mercado, compilou todas estas ameaças e tem agora números muito interessantes para mostrar. Estes refletem o que foi o ano de 2022 em termos de malware e em especial as plataformas que foram mais atacadas.

O macOS e o Linux também não estão imunes

Os dados mostram haver cerca de 70 milhões de novas amostras de malware no Windows, o que supera o do macOS, que viu apenas cerca de 12.000 samples. Portanto, o número de arquivos maliciosos no Windows é mais de 5.000 vezes em comparação com o mac.

Esta mesma comparação, mas com o Linux, é muito mais favorável para o Windows, pois cerca de 2 milhões de amostras foram capturadas neste sistema. No entanto, os números do Windows ainda são mais de 60 vezes superiores ao que este sistema teve.

Curiosamente, e embora a contagem total de malware seja certamente muito alta para o Windows, a taxa de crescimento tem diminuído constantemente desde setembro.  No macOS, e embora a contagem total de malware seja relativamente baixa, a taxa de crescimento aumentou acentuadamente em novembro e dezembro. Já o Linux é provavelmente o mais impressionante, pois parece ter acabado completamente o novo malware. A taxa de crescimento tem sido muito baixa desde junho e continua assim até dezembro.

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