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Próxima edição do Angola Startup Summit já tem data e terá até 1000 startups

Já é conhecido o mês da 3ª edição do Angola Startup Summit, evento de empreendedorismo digital nacional e que irá acontecer em abril de 2024.

A informação foi revelada numa reunião conjunta do Ministério da Economia e Planeamento (MEP), através do Instituto Nacional de Apoio às Micros, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM), e a direção da Associação Angolana de Startups e Empreendedorismo Digital (AASED).

Para a edição de 2024, a meta passa por contar com mais de 1,000 startups presentes no evento, que para a presidente da AASED, Lisa Videira, é um grande desafio, mas assegura que a sua agremiação vai trabalhar de forma árdua, em parceria com o INAPEM, para o alcance desse objetivo.

Para isso, avançou, será necessário criar e pôr em prática um plano de incubadoras e programas de capacitação, bem como “caçar” novos talentos nos institutos e universidades do país, com vista a transformar as ideias inovadoras em negócios concretos.

Em declarações à ANGOP, após o ato de tomada de posse do corpo diretivo da AASED, a responsável apontou a criação ou surgimento de linhas de financiamento direto às startups como o outro desafio que ainda o mercado de negócios digitais enfrenta no país.

Atualmente, o mercado das staturps angolanas precisa de um maior investimento direto, para transformar as ideias ou projetos inovadores em prática e de forma sustentável, evitando a falência de boas iniciativas, antes mesmo de serem concretizadas”, destacou.

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Reconheceu que as atuais startups existentes no mercado nacional oferecem soluções tecnológicas valiosas, por apresentarem aplicativos virados à satisfação de várias necessidades dos cidadãos e resolução de problemas sócio-económicas do país.

A título de exemplo, a fonte apontou a startup “Sócia”, que desenvolveu um aplicativo para apoiar a poupança das famílias em tempo de crise, como uma das soluções tecnológicas criadas para satisfazer as necessidades familiares.

Para a mesma causa, a presidente da AASED convida as demais startups, empreendedores digitais em Angola e organizações interessadas a juntarem-se à associação, através do seu website ou do email [email protected].

Google bate recorde com ataque DDoS de valor sem precedentes

Os ataques de DDoS têm vindo a ficar cada vez mais poderosos nos últimos anos, e consequentemente, encontram-se a atingir recordes de forma também mais rápida.

A Google confirmou ter sido alvo de um dos maiores ataques DDoS que foram registados, durante o mês de agosto. O ataque teve atingiu o pico de 398 milhões de pedidos por segundo (RPS), um dos valores mais elevados de sempre.

Para comparação, este valor corresponde, nos dois minutos que durou, a todos os pedidos que foram feitos à Wikipédia durante o mês inteiro de setembro de 2023.

O ataque, registado e mitigado contra um cliente da Google Cloud, terá sido cerca de 7 vezes superior ao anterior recorde. Em 2022, o recorde encontrava-se em “apenas” 46 milhões de RPS.

DDoS contra a google

No entanto, a Google não foi a única empresa alvo de um ataque durante este período. A Cloudflare, empresa de serviços de internet e proteção de sites, também registou um ataque de 201 milhões de RPS, e até a Amazon AWS registou um de 155 milhões de RPS.

A Google afirma que os ataques desta magnitude começaram em agosto, e têm vindo a durar até aos dias de hoje – embora em escala menor do que nos picos atingidos. No caso da Google, a empresa afirma que, apesar do ataque e da sua intensidade, os sistemas da empresa conseguiram mitigar o mesmo com sucesso.

Face aos ataques, as três principais empresas alvo dos mesmos partilharam durante o mês várias informações e detalhes, para ajudar na mitigação.

Estes ataques exploraram uma nova técnica apelidada de “Rapid Reset”, que explora o protocolo HTTP/2 para realizar várias requisições a um sistema. O HTTP/2 possui uma funcionalidade que permite integrar vários pedidos de uma origem como apenas um – ou seja, a origem apenas realiza um pedido, mas os servidores recebem vários – na ideia de melhorar o carregamento de conteúdos e a velocidade dos mesmos.

No entanto, isto também leva a que a funcionalidade possa rapidamente realizar milhões de pedidos, com um volume relativamente pequeno de sistemas a enviarem os mesmos. Praticamente qualquer sistema que tenha suporte para HTTP/2 pode ser afetado por este ataque

Angola é o 4º país mais vulnerável a ataques cibernéticos em África

Angola classificada como o quarto país mais vulnerável a ataques cibernéticos em África, segundo a diretora de Território para Angola, Cabo Verde e Moçambique, Analise Ferreira, responsável para Angola, Moçambique e Cabo Verde da Check Point – empresa que atua em diversos países na área de segurança para internet.

Analise revelou estes dados, 11 de outubro, durante o CiberSecur Summit 2023, que segundo a directora Ferreira, em média, o país enfrenta cerca de dois mil ataques bem-sucedidos por semana.

Analise Ferreira destacou a África do Sul como o país mais seguro na região devido à sua notável capacidade de enfrentar e contornar os ataques direcionados contra a sua infraestrutura, estabelece-se como um exemplo positivo de resiliência cibernética na África.

O país precisa começar a criar mecanismos e as ferramentas adequadas para travar estes ataques”, acrescentou a responsável da Check Point, revelando que muitos ataques que acontecem em Angola não são divulgados.

Já o director-geral da Cybersecur, Hélio Pereira, adverte que se as empresas públicas e privadas continuarem a registar ataques cibernéticos, a imagem do país poderá estar comprometida o que pode inibir a entrada de empresários que pretendem investir em Angola.

Os governos devem desenvolver e implementar leis e regulamentos de segurança cibernética que definam responsabilidades e requisitos para empresas e órgãos governamentais, além de penalidades para práticas ilegais.

É necessário promover a educação em segurança cibernética na população e nas instituições, incluindo treinamento para funcionários públicos e privados. E estabelecer parcerias com outros países e organizações internacionais para compartilhar informações e colaborar na luta contra ameaças cibernéticas transfronteiriças.

Threads ganha botão de editar mensagens

A Threads anunciou o lançamento de um botão para editar publicações já partilhadas pelos utilizadores, uma opção que – ao contrário do que aconteceu na X (ou Twitter) – chega sem qualquer custo adicional.

A notícia foi partilhada pelo fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, que escreveu que os utilizadores da Meta já podem editar publicações e também partilhar mensagens de áudio para os restantes seguidores.

MAIS: Threads vai receber funcionalidade de pesquisa de publicações

Serve recordar que a Threads tem procurado implementar novas funcionalidades com frequência, tornando a plataforma uma alternativa cada vez mais completa à X de Elon Musk.

Indústria extrativa entre os principais beneficiados das soluções tecnológicas do Angosat-2

Várias empresas mineiras, petrolíferas, agrícolas já se tem beneficiado das soluções tecnológicas vindo do Angosat-2, onde que se socorrem às imagens deste satélite para apoiar a monitorização das suas atividades económicas.

Uma das soluções inovadoras é plataforma TECH-MINAS, que consta do Top 100 dos melhores projetos do mundo da inteligência artificial, estando alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), onde permite as empresas do sector localizar minerais com precisão, gerar alertas e monitorar a atividade das indústrias.

Segundo o técnico do Departamento de Estudos de Mercado do GGPEN, Hugo do Nascimento, uma outra solução que está ser bem aproveitada pelas variadas instituições é o TECH-AGRO, que está disponível para o monitoramento e mapeamento das áreas de cultivo, identificação automática do tipo de cultivo e estimativa da produtividade da colheita.

Diante da disponibilidade dessas soluções tecnológicas no mercado nacional, fica provado, mais uma vez, que o ANGOSAT-2 se encontra em fase comercial e está a ser utilizado para a prestação de serviços de telecomunicações aos operadores nacionais, revelou o ministro Mário Oliveira.

A criação das respectivas plataformas é uma das amostras mais evidentes que o ANGOSAT-2 está ao serviço da nação angolana e das empresas que operam em Angola. Temos um conjunto de operadores nacionais que já prestam serviços de comunicação por via do Satélite Angolano, que está a funcionar com toda a normalidade como qualquer satélite que opera no mundo”, assegurou.

MAIS: Empresas angolanas já exploram os serviços comerciais do Angosat-2

O Angosat-2 foi lançado no dia 12 de outubro de 2022, na Rússia, sendo um projeto do Executivo que faz parte do Programa Espacial Nacional, com o objetivo de diminuir a exclusão digital em Angola e no continente africano, permitindo expandir serviços de telecomunicações às zonas mais recônditas a preços competitivos.

O satélite comporta uma série de serviços, cobrindo o continente africano, com maior ênfase para a região Sul e parte significativa do Sul da Europa.

A sua capacidade de transmissão é de sete vezes maior do que o primeiro Satélite Angolano (ANGOSAT-1), possuindo seis “transponders” na Banda C, 24 na Banda KU e, como novidade, um retransmissor na Banda KA, contra 16 “transponders” (retransmissores) na Banda C e seis na Banda KU do aparelho anterior, lançado sem sucesso, em 2017, a partir do cosmódromo de Baikonur, Rússia.

Sendo um satélite de Alta Taxa de Transmissão (HTS), disponibiliza 13 gigabytes em cada região iluminada (zonas de alcance do sinal do satélite), baseando-se na plataforma Eurostar-3000, com aproximadamente 15 anos de vida útil.

O ANGOSAT-2 começou a ser construído a 28 de abril de 2018, nas instalações da Airbus, em França, onde foi instalada toda a carga útil do satélite, componente que permite o seu funcionamento.

Yango reúne-se com autoridades moçambicanas para falar das soluções de mobilidade

A equipa da Yango, aplicativo de táxi internacional, reuniu-se com o Ministério dos Transportes e o Presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, com o objetivo de demonstrar às autoridades do país como vai revolucionar a mobilidade urbana no país.

Tecnologia de ponta e compromisso com parcerias com empresas locais são a chave para oferecer aos usuários um serviço acessível, eficaz e ágil.

Em circulação nas ruas de Maputo desde novembro de 2022, em parcerias com operadores locais, a Yango apresentou às autoridades e aos empresários a tecnologia única de mobilidade que se desloca rapidamente a um custo muito vantajoso.

Numa semana em Moçambique, Anton Zykov, chefe das Relações Governamentais da Yango, reuniu-se com o Presidente da Confederação dos Empresários de Moçambique, Agostinho Vuma, com o Diretor dos Transportes e Comunicações, Fernando Sebastião Ouana, com o Presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, e outras autoridades municipais e governamentais.

Nessa reunião, Zykov enfatizou que a Yango não é uma operadora de transporte, mas uma empresa de tecnologia da informação que fornece uma plataforma para otimizar o serviço de empresas de transporte, bem como associações de táxi. Nesse sentido, demonstrou absoluta abertura para estreitar relações com empresas e entidades diversas, entre os quais a Associação de Táxis de Maputo, com que formalizou a intenção de estabelecer uma parceria.

MAIS: Aplicativo de mobilidade Yango chega a província de Benguela

Além de promover a qualidade e a acessibilidade do transporte urbano, o Chefe de Relações Governamentais da Yango destacou que as parcerias entre a plataforma e os operadores locais ajudarão a criar oportunidades de autoemprego para jovens que precisam de uma atividade económica em que todos saiam a ganhar.

A lista de oportunidades da Yango, inclui a vontade da plataforma de atrair investidores estrangeiros interessados no sector e fazer a ponte entre instituições de créditos internacionais e empresas locais interessadas em renovar frotas de táxis.

Mecanismos de segurança, como a possibilidade de partilha de itinerários em tempo real, acesso à informação de táxis, motoristas e uma tecnologia que monitoriza o estilo de condução dos condutores, que demonstraram interesse na proposta da plataforma, foram também apresentados às autoridades moçambicanas.

Além de Moçambique, os serviços digitais da Yango estão presentes em Angola, Argélia, Costa do Marfim, Gana, Camarões, Senegal, Zâmbia, Congo Brazzaville e República Democrática do Congo. A empresa está presente em mais de 20 países em diferentes regiões do mundo, incluindo Europa, Ásia Central e Oriente Médio.

Conecta Angola vai chegar a várias províncias nos próximos meses

O serviço Conecta Angola já permitiu a disponibilização de internet em vários municípios do país, com destaque para as comunas do Belo Horizonte, município do Cunhinga, província Bié, em junho, e Canzar (Cambulo, Lunda Norte), no dia 9 deste mês, com previsões de ser expandido para todas as províncias de Angola, com destaque para Lunda Sul, Moxico e Cuando Cubango, nos próximos meses.

Essa plataforma, enquadrada no Programa Espacial Nacional, foi criada com o objetivo na expansão dos serviços de telecomunicações nas zonas ainda consideradas cinzentas ou sem internet.

Com isso, o Conecta Angola permite a disponibilização de internet aos cidadãos, em geral, assim como contribui para a concretização do processo da digitalização da administração pública no país, segundo o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.

Entre outras valências, essa ferramenta poderá, igualmente, apoiar o sector da construção civil, por exemplo, facilitando a interação entre o empreiteiro ou especialista encarregue da obra com os demais intervenientes de uma determinada empreitada, enviando dados em tempo real, independentemente da localidade onde estiver.

““É um projeto que veio assegurar a interligação de todos os angolanos até a parte mais remota que faz parte da nossa missão. Temos dificuldades no método tradicional. E a construção de infraestruturas leva tempo mesmo que tenhamos todas as condições para fazer. Com os recursos do Angosat 2, podemos tornar isso mais fácil, portanto, entendemos que essa parceria do GGPEN, Angola Telecom e a Infrasat vem acelerar a ligação de todos os angolanos”, disse Adilson Santos, PCA da Angola Telecom, no ato de lançamento do serviço.

Fechado! Regulador aprova compra da Activision Blizzard pela Microsoft

A entidade reguladora para a concorrência do Reino Unido – a Competition and Markets Authority (CMA) – aprovou aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft. O negócio está avaliado em 68,7 mil milhões de dólares, o equivalente a 65 mil milhões de euros.

Sublinhar que, com esta aprovação, significa que a Microsoft tem caminho desimpedido para adquirir a editora e produtora de videojogos. Recordar que a Activision Blizzard é responsável por algumas das ‘franchises’ mais populares em todo o mundo, como é o caso de ‘Call of Duty’, ‘World of Warcraft’, ‘Diablo’, ‘Overwatch’ e também ‘Candy Crush’.

Notar, todavia, que, para aprovar o negócio, a CMA exigiu que a Microsoft fizesse alterações e, neste âmbito, a empresa decidiu transferir os direitos do mercado da ‘cloud’ para a Ubisoft. Ainda assim, ao final de 20 meses de um processo de aprovações junto das entidades reguladoras, a Microsoft estará certamente satisfeita com este resultado.

“Estamos agradecidos pela avaliação minuciosa e decisão da CMA. Ultrapassámos o último obstáculo regulatório para fechar esta aquisição, que acreditamos que beneficiará os jogadores e toda a indústria de videojogos”, pode ler-se na publicação partilhada pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, na rede social X (ou Twitter).

Crime informático: mais de 2 mil processos em andamento no País

Segundo o Chefe de Departamento de Crimes Informáticos do SIC, António Ndakupapo, até o momento, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) registou um total de 2.789 processos relacionados a crimes informáticos, sendo a maioria deles vinculados a atividades nas redes sociais.

António Ndakupapo revelou que, como resultado dessas investigações, as autoridades detiveram 97 indivíduos sob suspeita de envolvimento em diversos crimes cibernéticos desvendados pelo SIC.

Por outro lado, o engenheiro de Computação, Patrício Correia, acredita que o aumento da literacia digital é a chave para a redução do número de crimes informáticos, ajuda a prevenir que as pessoas continuem a ser vítimas de fraudes por meio das redes sociais.

Por outro lado, Elisabeth Cardoso, jurista com pós-graduação em Direito Digital, destacou a ausência de disposições legais que permitam uma abordagem eficaz na resolução de crimes no ambiente digital.

CRASA defende maior desenvolvimento das telecomunicações na África Austral

A Associação de Reguladores de Comunicações da África Austral (CRASA) defenderam o desenvolvimento dos sectores das telecomunicações e postal, de modos a impulsionar o progresso tecnológico da Região.

Segundo o presidente em exercício da organização, Joaquim Muongo, na abertura da 34° Reunião Ordinária do Comité Executivo da CRASA, e a pretensão da Associação é acelerar o desenvolvimento das Telecomunicações e Postal na Região Austral.

De acordo com o também Presidente interino do Conselho de Administração do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), a Associação deve ter igualmente, maior integração para solucionar casos de licenciamento, prestação de serviços, defesa do consumidor, entre outros.

Durante a reunião de dois dias na capital do país, Luanda, os participantes puderam a analisar, reportar e trocar experiências sobre tecnologia e comunicação social na África Austral, bem como abordar o plano operacional anual e os relatórios do Comité de especialidade na África Austral.

Já a secretária executiva da CRASA, Bridget Mphatso, considerou estável o atual estado das tecnologias e comunicação na região, tendo reconhecido a posterior, “o importante papel” que Angola tem desempenhado na África Austral.

De recordar que Angola assumiu a presidência da CRASA para o período 2022/2023, na última assembleia-geral anual que teve lugar em abril de 2022, em Luanda.

Fazem parte dos membros efetivos do CRASA, África do Sul, Angola, Botsuana, Congo, Democrático, Eswatini, Lesoto, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.