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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026
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Apple pode tirar Facebook, Instagram e X do iPhone na China

A Apple pode vir a ser obrigada a remover apps de redes sociais norte-americanas na sua loja virtual na China, adianta o The Wall Street Journal.

A empresa tecnológica de Cupertino pode ser forçada a “implementar regras rigorosamente” que proíbem apps estrangeiras não registadas como é o caso do Facebook, do Instagram, do WhatsApp e da X (anteriormente conhecida como Twitter).

MAIS: Apple pondera substituir o Google pelo seu próprio motor de pesquisa

Estas medidas da China foram anunciadas em julho e, de acordo com a publicação, executivos da Apple têm tido encontros com oficiais do governo chinês a propósito do assunto. O objetivo do governo chinês é combater esquemas online, pornografia e a circulação de informação que viole as regras de censura da China, diz o The Wall Street Journal.

Ainda que estas redes sociais sejam banidas pelo governo chinês, a existência das apps na App Store permite que os internautas usem VPNs para contornar as regras e continuarem a ter acesso às plataformas. No total, acredita-se que a Apple Store tenha mais de mil apps estrangeiras não registadas, as quais podem agora vir a ser afetadas com esta decisão da China.

ENDE resolve “anomalia informática” que interrompeu vendas de energia em Benguela

A Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade (ENDE) informou que já resolveu a “anomalia informática” que impedia as vendas de energia Pré-Pago nos canais presenciais e não presenciais na província de Benguela, anunciou o chefe de departamento daquela companhia, Celestino Malungo.

De acordo com Celestino Malungo, a recuperação da faturação da ENDE já começou e já solucionou a anomalia que não permitia com que os clientes tivessem acesso à compra de energia elétrica nos canais presenciais e não presenciais.

Nas últimas semanas a empresa pública interrompeu as vendas de energia Pré-Pago nos canais presenciais e não presenciais em todo o território nacional, “anomalia informática” que se tratou ataque cibernético reivindicado pelo BlackCat Ransomware Group via Twitter, onde a mesma declara-se responsável pelo que aconteceu a ENDE.

Os hackers da BlackCat utilizam técnicas de encriptação semelhantes a outros tipos de resgates, mas também acrescenta algumas medidas de segurança adicionais para dificultar decifrar ficheiros se estes forem encriptados. Isto inclui a utilização de dois algoritmos de encriptação diferentes e a garantia de que a chave de desencriptação nunca é armazenada na mesma unidade que os ficheiros encriptados.

Os criadores do BlackCat parecem visar empresas e organizações em vez de indivíduos, o que faz sentido uma vez que estes tipos de organizações tendem a estar mais dispostos a pagar o resgate do que os indivíduos estariam.

BlackCat é um grupo de cibercriminosos que tem como alvo as empresas para roubar a sua propriedade intelectual e informação pessoal. É conhecido por visar negócios nos sectores da construção e engenharia, retalho, transportes, serviços comerciais, seguros, etc

Hackers chineses atacam organizações de cibersegurança nos Estados Unidos e Japão

Diversas organizações e agências de cibersegurança dos Estados Unidos e Japão têm sido alvos de ataques de um grupo de hackers chamado BlackTech, alegadamente ligado ao governo chinês. Segundo avança a The Record, desde 2010 que o grupo é indiciado pelo FBI, NSA e outras agências de cibersegurança dos dois países visados por explorar vulnerabilidades em routers durante os seus ataques.

Segundo é referido, o grupo tem vindo a modificar o firmware dos routers para proceder à atividade, apontando as empresas localizadas nos Estados Unidos e Japão. No seu modus operandis, a BlackTech começa por ganhar acesso às redes internas das subsidiárias, ganhando acesso a outros ramos da estrutura empresarial até chegar ao centro das organizações visadas.

Os hackers aproveitam-se assim da relação de confiança entre as redes das subsidiárias, ganhando acesso de administrador aos equipamentos edge das redes, modificando o firmmare dos mesmos para manter a persistência da sua permanência na rede.

A agência CISA alerta para a sofisticação e agressividade das operações globais do grupo chinês e na sua capacidade de ganhar acesso persistente, que no caso da BlackTech tem originado no roubo de propriedade intelectual e dados sensíveis. As organizações vítimas do grupo são da área pública e privada, nos Estados Unidos e Leste asiático. São afetadas empresas dos sectores industriais, da tecnologia, média, eletrónica e telecomunicações.

MAIS: Hackers chineses atacam agências governamentais dos EUA

O grupo utiliza malware personalizado para tentar cobrir os rastros ao desligar a capacidade de autenticação nos routers, dificultando as ações de investigação. E os hackers atualizam as suas ferramentas para roubar certificados de autenticação, para que o software malicioso pareça legítimo. O grupo ataca pequenos equipamentos utilizados em escritórios mais remotos, mas ligados às sedes dos grupos.

Várias marcas de routers foram exploradas, mas diversas versões da Cisco foram alvo de malware personalizado. O respetivo firmware foi substituído, concedendo privilégios na rede. Em certos casos, os hackers conseguiram usar uma ferramenta da Cisco para automatizar tarefas que permitiam automaticamente remover os rastros do seu trabalho malicioso, refere a publicação.

No fim de setembro, hackers chineses aproveitaram uma falha da Microsoft para aceder a mais de 60 mil emails do Governo dos Estados Unidos. E o ataque aproveitou a entrada num equipamento de um engenheiro da gigante tecnológica, abrindo caminho de acesso a várias contas de funcionários federais.

Consultório MenosFios: Como descobrir o tamanho do televisor adequado à sua sala

Muitas vezes os utilizadores olham apenas para a resolução do ecrã, assim como o tamanho físico do televisor, se este cabe em cima do armário ou fica bem em determinada área da sala, como principais fatores de compra. Há que saber adaptar o televisor ao espaço útil da sala, sobretudo à distância que se vai sentar no sofá para assistir às suas séries ou filmes favoritos, ou mesmo jogar nas consolas.

Para ajudar a avaliar o espaço para receber um novo televisor, no Consultório MenosFios de hoje trouxemos um pequeno guia da TCL, considerando o tipo de utilização da mesma. A marca diz que a escolha do tamanho correto ajuda a obter a melhor experiência possível. Para a fabricante, existem algumas questões a considerar no processo de escolha.

Muito é debatido sobre qual dimensão que esta deve ter, contudo, a discussão é apenas no tamanho físico, tendo apenas como variável o tamanho da TV, sem nunca ter em conta se o tamanho é adequado ao espaço que irá estar”, naquilo que considera ser a distância entre o aparelho e o sofá.

Refere que a distância não depende apenas do tamanho e resolução, mas a posição do equipamento no ângulo de visão do utilizador. Este afeta a imersão dos conteúdos que são consumidos, dando o exemplo daquilo que acontece com os sistemas de som e da direção do qual é projetado. O ângulo de visão é um aspeto que está mesmo homologado como recomendações por parte das mais importantes entidades de tecnologia de cinema.

A Society of Motion Picture and Television Engineers (SMPTE), recomenda uma cobertura de 30º do campo de visão como o mínimo para o consumo de conteúdos. Por outro lado, a THX recomenda uma cobertura de 40º do ângulo de visão para o consumo de filmes e series.

Na tabela proposta pode ver a relação do tamanho dos televisores em termos de polegadas e a respetiva distância recomenda, tanto para um ângulo de 30 ou 40º. Por exemplo, os pequenos ecrãs de 25 polegadas devem estar a uma distância entre 1,04 metros a 77 cm. Mas se pensar instalar um ecrã gigante de 85 polegadas, a distância a que se senta em frente deve estar pelo menos a 2,59 metros de distância.

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Esse foi o Consultório MenosFios de hoje, onde pedimos que os nossos leitores as comentem e que contribuam com informações adicionais que julguem serem necessárias sobre esse mesmo tema.

Todas e quaisquer questões que gostassem de ver aqui respondidas devem ser colocadas no canal de comunicação exclusivo e dedicado ao consultório Menos Fios.

Falamos do email criado para esse fim: [email protected]. Este é o único ponto de receção das questões que nos enviarem. Usem-no para nos remeterem as vossas questões, as vossas dúvidas ou os vossos problemas. A vossa resposta surgirá muito em breve.

ChatGPT agora realiza pesquisas na internet em tempo real

A OpenAI anunciou que removeu uma das principais limitações do ChatGPT. Isto porque a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) é agora capaz de aceder a informação em tempo real.

Recordar que, quando o ChatGPT foi lançado em novembro de 2022, a versão gratuita da ferramenta de IA apenas era capaz de aceder a informação até setembro de 2021. Agora, com esta nova versão, o ChatGPT será capaz de fornecer respostas com informações atualizadas.

MAIS: Dona do Facebook está a trabalhar numa plataforma para competir com ChatGPT

O ChatGPT também é capaz de navegador pela Internet e fornecer informação sustentada com ‘links’, uma capacidade que até agora era exclusiva da versão ‘premium’ da ferramenta.

Apple pondera substituir o Google pelo seu próprio motor de pesquisa

Entre os muitos motores de pesquisa existentes, o Google continua a ser a principal escolha e é também o mais utilizado. Milhares de milhões de dispositivos têm a Pesquisa Google como motor de pesquisa predefinido, incluindo os fabricados pela Apple. Mas a Apple não é fã da utilização de tecnologias de terceiros nos seus produtos.

De facto, a empresa de Cupertino está a trabalhar arduamente no desenvolvimento do seu próprio motor de pesquisa que poderá substituir o Google como opção preferida nos seus dispositivos.

Na newsletter desta semana, Mark Gurman, da Bloomberg, refere que a Apple está a “mexer na tecnologia de pesquisa há anos“. O relatório sugere que o fabricante do iPhone ainda tem um longo caminho a percorrer, mas se a sua tecnologia de pesquisa interna alguma vez estiver em boa forma, os utilizadores da Apple desfrutarão de uma solução mais integrada e privada em comparação com o Google.

Conforme já tivemos oportunidade de ver, a Apple já testa cenários de utilização menores da sua tecnologia de pesquisa em algumas das suas aplicações. Esforços dessa pesquisa da Apple podem ser claramente vistos no Spotlight, que ajuda os utilizadores a encontrar coisas nos seus dispositivos. E é muito poderoso!

Nalgumas versões do iOS e do macOS, a Apple começou a adicionar resultados de pesquisa na Web a esta ferramenta, apontando os utilizadores diretamente para sites que poderiam responder às suas perguntas. Em diferentes alturas, estes resultados eram fornecidos pelo Bing da Microsoft Corp. ou pelo Google da Alphabet Inc. A Siri também utiliza essa tecnologia para apresentar resultados na Web.

Lê-se no relatório da Bloomberg.

MAIS: Apple disponibiliza Sonoma; veja quais mackbooks vão receber atualização

O interesse da Apple na tecnologia de pesquisa também é evidente pelos rumores de reuniões com a Microsoft com o objetivo de comprar o motor de pesquisa Bing. Embora a empresa de Cupertino não tenha avançado com a compra, as conversações exploratórias confirmaram o seu interesse.

Se a Apple substituir efetivamente a Google nos seus produtos, esta última sofrerá uma perda significativa nas suas receitas. Afinal, existem milhares de milhões de produtos Apple, incluindo iPhones, iPads e MacBooks, que utilizam as tecnologias de pesquisa da empresa de Mountain View.

Curiosamente, a Bloerg diz que a Apple recebe uma parte das receitas de anúncios de pesquisa da Google, uma comissão que rendeu cerca de 8 mil milhões de dólares por ano nos últimos anos.

Portanto, a Google paga para a Apple não investir no seu próprio motor de pesquisa.

Governo defende digitalização no Ensino Superior

O Governo angolano defende a digitalização no Ensino Superior, visto que a mesma vai tornar possível o ensino a distância com recurso a ferramentas “e-learning”, segundo a vice-Presidente da República, Esperança da Costa.

Falando durante o Ato Solene de Abertura do ano Académico 2023/2024, a governante frisou que a digitalização é “um requisito fundamental para a melhoria da nossa sociedade e do futuro”.

Esperança da Costa disse ser “inevitável o investimento na informatização dos serviços das instituições de Ensino Superior e a sua presença na Web”.

MAIS: Angola está a criar condições para implementação do ensino superior à distância

Para a Vice-Presidente da República, num mercado cada vez mais globalizado a qualidade da educação impacta diretamente na competitividade de um país, sublinhando que o processo de avaliação “não é apenas uma formalidade, mas um requisito fundamental para a melhoria da nossa sociedade e do futuro”.

A cerimónia de abertura decorreu nas instalações da Academia de Ciências Sociais e Tecnologias (ACITE), na Centralidade do Kilamba.

A cerimónia antecedeu o início das aulas, previsto para hoje(02), que comporta um calendário de 42 semanas letivas, distribuídas por dois semestres de 21 semanas cada, e nove semanas de preparação, com término previsto para julho próximo.

Cisco fortalece a sua liderança em cibersegurança com a aquisição da Splunk por USD 28mil milhões

A Cisco anuncia planos para adquirir a Splunk. Para o efeito, a Splunk será retirada da bolsa, oferecendo a Cisco 157 dólares por ação. Consequentemente, a aquisição total custará a Cisco cerca de 28 mil milhões de dólares.

A aquisição já recebeu o apoio unânime dos conselhos de administração de ambas as partes, indica a Cisco no anúncio. No entanto, a aquisição ainda não é definitiva; a Cisco deve primeiro comprar as ações da Splunk. Isto será feito a um preço de 157 dólares por ação. As partes esperam concluir a aquisição no terceiro trimestre de 2024.

A Cisco está assim a adicionar soluções de um dos principais intervenientes na cibersegurança e na observabilidade. Embora a empresa tecnológica não seja alheia a aquisições, as aquisições desta dimensão são uma exceção para esta empresa.

Aumentar a resiliência digital das empresas

Em conjunto, as partes esperam aumentar a resiliência digital das empresas. A deteção e a resposta às ameaças devem ser complementadas pela antecipação de ameaças futuras e pela proteção contra elas.

“Juntos, formaremos um líder global de segurança e observação que aproveita o poder dos dados e da IA para oferecer excelentes resultados aos clientes e transformar o setor”, disse Gary Steele, CEO da Splunk.

Observabilidade de pilha completa

A Splunk transforma a recolha de dados em meios para armar a sua empresa contra os cibercriminosos. A segurança cibernética e a observabilidade não são componentes separados para a empresa, mas formam um conjunto.

A Cisco pode tirar partido desta experiência para desenvolver a sua ideia de observabilidade de pilha completa. Este termo engloba a ideia de que todos os registos, métricas e traços se reúnem num único local para manter uma visão geral do estado de um ambiente de TI. As próprias empresas afirmam que a aquisição permitirá a observação em ambientes híbridos e multinuvem, permitindo aos utilizadores proporcionar experiências de aplicação mais suaves que apoiem as suas operações digitais.

GGPEN lança inovação tecnológica para ajudar empresas mineiras

O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) lançou na última sexta-feira(29) uma plataforma de dados geoespaciais para ajudar as empresas com operações mineiras do subsetor diamantífero no país, denominado “TECH-MINAS”.

Em parceria com Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), a inovação tecnológica vem para ser uma solução angolana internacionalmente reconhecida, que visa fornecer produtos e serviços de observação da terra para o sector mineiro.

O TECH-MINAS é um serviço que disponibiliza o estado de ativos mineiros, monitoramento e mapeamento da atividade mineira, bem como sobre o impacto ambiental, através do satélite angolano (ANGOSAT-2).

Por exemplo, a plataforma vai incidir também sobre a localização da atividade mineira clandestina, exercida por garimpeiros, de rios, vias rodoviárias e outras soluções.

Segundo o GGPEN, o TECH-MINAS apresenta inovação ao integrar as mais modernas técnicas e ferramentas de inteligência artificial para permitir melhorar a experiência dos utilizadores no uso de ferramentas web de Sistema de Informação Geográfico (WebGIS).

MAIS: GGPEN realiza atividades para despertar o interesse sobre a tecnologia espacial

O TECH-MINAS, de acordo ainda com o Gabinete, oferece vantagens como “otimização de recursos “, redução dos custos operacionais”, “valor agregado na gestão de serviços” e “pagamento em moeda nacional”, ao contrário de serviços adquiridos pelas empresas no estrangeiro e pagos com divisas.

Além daquela tecnologia, o GGPEN apresentou também a TECH-AGRO e a TECH- ECOLOGIA, duas ferramentas tecnológicas destinadas ao domínio agropecuário e ecológico, respetivamente.

Atualmente, segundo o Presidente do Conselho de Administração da ENDIAMA – Empresa Pública, José Ganga Júnior, que coorganizou o workshop com o GGPEN, a tecnologia TECH-MINAS já é utilizada nos projetos mineiros Luaximbo, Samacanda e Luaxe.

De informar que muito recentemente o GGPEN e a ENDIAMA assinaram vários acordos de parceria, com o objetivo de conferir as potencialidades dos estudos tecnológicos desenvolvidos pelos especialistas nacionais

Moçambique almeja criar academia de segurança cibernética

Moçambique poderá contar nos próximos tempos com um estabelecimento de um quadro legal e governança que passa pela criação de uma organização que permita reduzir os crimes cibernéticos, segundo o Diretor da Segurança Cibernética e Proteção de Dados no Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), Eugênio Jeremias.

Falando na última edição do Fórum de Governação de Internet em Moçambique (FGIMz2022), o director referiu que o Executivo pretende criar uma academia de segurança cibernética tendo em conta que os crimes cibernéticos constituem um grande desafio e para isso, Moçambique, Ruanda e Angola trocaram experiências com vista a combater os mesmos.

De acordo com Eugênio Jeremias, para além de uma organização que visa combater e reduzir os crimes informáticos, Moçambique pretende criar uma academia de segurança cibernética.

Temos em manga a criação da academia de segurança cibernética. Temos uma série de formações programadas para o próximo ano, já realizamos três capacitações neste ano. Enquanto a academia não estiver disponível estamos a disponibilizar cursos online em coordenação com outra parceria internacional que é a direção de segurança cibernética de Portugal. Estes cursos ajudaram bastante na questão da segurança cibernética. Também está prevista a criação do Conselho Nacional de Segurança que irá coordenar as ações estabelecidas na Polícia Nacional de Segurança Cibernética. Temos igualmente a Lei de Proteção de Dados Pessoais que será um instrumento importante“, disse Eugénio Jeremias.

O director de Segurança Cibernética e Proteção de dados no INTIC refere ainda que o cidadão pode desempenhar um papel importante na segurança cibernética do país, por isso, o Governo realizou uma série de workshop para sensibiliza-los sobre a segurança cibernética, uma vez que muitas crianças têm sofrido violência através das plataformas digitais.

MAIS: [Moçambique] Governo defende retenção de quadros para garantir segurança cibernética

Na sua intervenção no painel que discutia questões de Segurança de Nomes de Domínio (DNS), Segurança Cibernética, Amos Kamugambire, representante da direção da segurança cibernética do Ruanda falou dos feitos do país presidido por Paul Kagame no combate aos crimes cibernéticos.

Kamugambire apontou que o Ruanda alcançou resultados animadores no combate aos crimes cibernéticos por envolver o sector privado, tendo igualmente feito campanha de sensibilização para os envolvidos nesta segurança pautem pelo sigilo profissional quando se trata de dados que pode comprometer a soberania do país.

Amos Kamugambire declarou, por outro lado, que o Ruanda tem diversas plataformas para repelir possíveis ataques cibernéticos, mas reconheceu que ainda tem um longo caminho para melhorar a questão da análise seca de dados com vista a melhorar ainda mais a segurança cibernética.

Por sua vez, André Pedro, em representação da instituição que lida com o combate de crimes cibernéticos em Angola, referiu que o foco no combate contra crimes cibernéticos deve ser o homem, uma vez que os funcionários servem de ponta de entrada dos ataques cibernéticos.

O Fórum de Governação de Internet em Moçambique 2022 (FGIMz2022) é uma plataforma anual de debate inclusiva na área de governação da internet, onde pretende promover a auscultação pública sobre as linhas orientadoras de gestão e desenvolvimento da internet em Moçambique, estabelecendo consensos em matérias de políticas e estratégias de governação digital e governação da internet em particular, baseados em princípios democráticos e universais, onde decorreu em formato híbrido e contou com a participação de Angola, Portugal e Ruanda.