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Segunda-feira, Fevereiro 23, 2026
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Ataque com malware raro assola operadoras móveis em três continentes

Há coisas que não vemos todos os dias. Uma delas é malware desenvolvido em Lua, uma linguagem de programação pouco popular entre os hackers. E essa é exatamente a notícia que te trazemos hoje. Descoberto recentemente por investigadores de cibersegurança da SentinelOne, um malware chamado LuaDream tem como alvo operadoras de telecomunicações em três continentes diferentes.Segundo as informações, os locais afetados são o Médio Oriente, a Europa Ocidental e o subcontinente Sul-Asiático. Mas o que torna este malware tão único e por que é importante que fiques a par desta situação? Vamos mergulhar nos detalhes.

Lua como arma cibernética: para além do convencional

O LuaDream não é um malware qualquer. Ele é escrito numa linguagem de programação chamada Lua, que não é exatamente o que os hackers costumam usar. Esta escolha pouco comum faz dele um caso raro, tendo sido observado apenas três vezes nos últimos dez anos. E não é só isso: o malware também utiliza um compilador just-in-time (JIT) para Lua, conhecido como LuaJIT.

O que o LuaDream quer?

LuaDream é um backdoor modular, multiprotocolo e bastante sofisticado. Ele tem 13 componentes principais e 21 componentes auxiliares. O objetivo é roubar informações do sistema e do utilizador, além de executar plugins adicionais, incluindo execução de comandos. Parece que estamos a falar de um projeto em grande escala, muito bem executado e mantido.

Sinais de uma operação complexa e bem planeada

O LuaDream foi detetado em agosto de 2023, mas a data no código-fonte aponta para junho de 2022. Isto sugere que a preparação para o ataque demorou mais de um ano. É algo bem orquestrado e que demonstra um nível de planeamento e execução considerável.

Possível ligação a atores chineses

Embora ainda não se saiba quem está por trás deste malware, há indícios que apontam para atores chineses. Além de LuaDream, foram detetadas intrusões estratégicas na África que se relacionam com ele e que também podem estar ligadas a grupos chineses.

Cuidados e medidas de proteção

Estes são eventos que mostram o quanto o mundo cibernético pode ser um campo de batalha complexo e perigoso. Portanto, é crucial manter sempre sistemas atualizados e utilizar soluções de segurança robustas.

Como se proteger contra ameaças emergentes

  • Mantém o teu software sempre atualizado
  • Utiliza soluções de segurança confiáveis
  • Fica atento a quaisquer sinais de atividade suspeita no teu sistema

Não estamos a falar de uma simples ameaça, mas de algo que parece fazer parte de uma estratégia muito maior e poder ter implicações sérias globalmente.

ENDE resolve “anomalia informática” que interrompeu vendas de energia pré e pós-pago

A Empresa Nacional de Distribuição de Eletricidade (ENDE) já resolveu a “anomalia informática” que impedia as vendas de energia Pré-Pago nos canais presenciais e não presenciais em todo o território nacional, revelou a empresa pública em nota oficial.

Pelo que informa a empresa, os sistemas foram restabelecidos às 14h00 de quinta-feira(21), depois de três dias de paralisação.

Segundo Lauro Fortunato, porta-voz da instituição, uma “anomalia técnica” causou indisponibilidade temporária do serviço, que, referiu, estará disponível faseadamente em todo o país, começando pelo sistema presencial e em seguida abrangendo outros canais habituais de pagamento.

Estamos a trabalhar para ultrapassar a anomalia o mais breve possível em todo o país“, sublinhou, acrescentando que a ENDE está preocupada com os transtornos que a situação causou a mais de dois milhões de clientes, dos quais 900 mil do sistema pré-pago, cujas recargas terminaram.

A falha registada no sistema informático fez com que moradores de vários pontos do país, com realce para Luanda, percorressem as várias cidades angolanas em busca de uma agência onde podessem fazer o pagamento pré-pago.

Grupo Paratus irá revender serviços da Starlink em África

Recentemente o INACOM não aprovou o lançamento dos serviços da Starlink em Angola para o IIº trimestre de 2023, falhou por falta de aprovação do regulador, mas o Jornal Expansão garante que vai estar disponível em Angola a partir do quarto trimestre deste ano.

Para a nossa surpresa, a instantes o Grupo Paratus anunciou que celebrou um acordo como distribuidor dos serviços de alta velocidade da Starlink em todo o continente africano. Este acordo permitirá à Paratus fornecer a Starlink aos seus clientes em toda a África, à medida que as licenças de operação forem concedidas à Starlink nesses países. Inicialmente, e, com efeito imediato, a Starlink será disponibilizada pela Paratus em Moçambique, Quénia, Ruanda e Nigéria, antes de ser alargada a mais países (que poderá ser o caso de Angola).

Com esse acordo, a Paratus por intermédio da sua subsidiaria em Angola (Paratus Angola anteriormente denominada ITA – Internet Technologies Angola) poderá fornecer aos seus clientes serviços fixos, de mobilidade e marítimos com efeito imediato (Caso não necessite de mais alguma autorização do INACOM). A Paratus poderá fornecer aos seus clientes apoio empresarial 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Será que a Starlink irá funcionar no país via Paratus Angola?

Moçambique vai aderir ao programa de aceleração digital da Microsoft

Moçambique está a negociar a sua inclusão na primeira edição de um programa de aceleração digital da Microsoft, anunciou hoje a administração da tecnológica norte-americana, após uma reunião, em Nova Iorque, com o Presidente moçambicano.

É o primeiro ano do programa, é um ano de lançamento. E estamos a tentar identificar quais são os países que vão avançar connosco. Moçambique, neste momento, está posicionado como um dos países da linha da frente em termos de avançar com o programa“, avançou André Aragão Azevedo, diretor do Programa de Desenvolvimento Digital da Microsoft, em declarações aos jornalistas após uma reunião com o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

De acordo com o responsável da tecnológica norte-americana, o encontro de hoje visou “trabalhar em conjunto com o Governo, em conjunto com o país“, para promover “essa aceleração da digitalização em Moçambique e das oportunidades digitais para a população de moçambicana“.

Na Microsoft criámos um novo programa que se chama um programa de desenvolvimento digital. O programa de desenvolvimento digital tem, na verdade, o objetivo de apoiar os países na aceleração da digitalização“, acrescentou André Aragão Azevedo.

MAIS: Cabo Verde e Microsoft assinam acordo para apoio tecnológico

Traz uma série de benefícios, uma série de vantagens para países em desenvolvimento, para os sistemas de digitalização, portanto, estamos neste momento num processo de identificação dos primeiros países com quem vamos trabalhar, dos cinco países com quem vamos trabalhar“, disse ainda o responsável, reconhecendo a “vontade enorme” de Moçambique entrar neste programa.

O senhor Presidente tem mostrado essa intenção e essa prioridade de investir neste tema da transformação digital. E, foi a pedido dele que de facto viemos falar e é proativamente o Presidente que está a dinamizar essa agenda“, concluiu.

O chefe de Estado moçambicano está de visita aos Estados Unidos da América, onde discursou terça-feira na 78.ª sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas.

A visita prevê a assinatura, na quinta-feira, no Capitólio, em Washington, com a Millennium Challenge Corporation (MCC), do segundo compacto de financiamento, de 500 milhões dólares, na presença de Filipe Nyusi.

Tens uma ideia inovadora? Candidata-se ao Programa de Incubação de Startups Kubanga Angola

A Universidade Óscar Ribas vai dar início a 3° edição do seu Programa de Incubação de Startups Kubanga Angola apoiado pela AFD – Agence Française de Développement de novembro de 2023 até abril de 2024.

O programa incubador terá uma duração de 6 meses, onde foi desenhado pela Schoolab, um hub de inovação internacional baseado em Paris, São Francisco e Ho Chi Minh, pioneiro no acompanhamento das startups com as metodologias de Design Thinking e Lean Startups.

Para esta 3° edição o programa de incubação vai contar com a participação de professores universitários, fundadores de startups angolanas, especialistas nacionais e internacionais, que partilharão os seus melhores conselhos e experiências.

O programa de mentoria está aberto a todo o estudante e/ou empreendedor que tenha uma ideia de negócio inovadora, mas não sabes por onde começar.

Para te candidatares preenche o seguinte formulário: bit.ly/recrutamentokubanga e onde a participação não tem qualquer custo e é garantida a confidencialidade dos projetos submetidos.

LISPA Boost divulga as startups selecionadas para a 2.ª edição do programa

Já são conhecidas as 14 startups que vão participar na 2.ª Edição do Programa LISPA BOOST, que visa apoiar empreendedores e estudantes universitários que necessitam de melhorar o seu desempenho e actuação no mercado empresarial.

  • Angro.IA
  • Doar Angola
  • Eco-Tint
  • GestoPlan
  • K-Pay LDA
  • Kandaride
  • Mborasystem
  • NjilaBrand
  • Nkaka Mariscos
  • Ntadidi
  • Organizze
  • Panorama
  • Upgrade Angola
  • Xicola

O programa acelerador é promovido pelo Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola (LISPA), uma iniciativa do Banco Nacional de Angola (BNA), em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI),

Conheça a quota do mercado de telefonia fixa de Angola em 2023

Em 2017 (Já lá se passa muito tempo), o mercado de telefonia fixa em Angola contava com quatro operadores, estando na época a Angola Telecom com 68% da quota de mercado, passando-se exatamente sete anos, o mercado apresenta um novo cenário e como um líder no mercado.

Segundo dados estatísticos que constam atualmente no observatório do INACOM, a TV Cabo tem a maior quota de mercado de telefonia fixa em Angola com 44,8% que vale 44.086 subscritores, MS Telcom com 35% que vale 33.854 subscritores, Angola Telecom com 17,2% que vale 16.203 subscritores, Startel com 1.9% que vale 1.761 subscritores e por fim a Paratus Angola (ex-ITA) com 0.1% que vale 65 subscritores.

Nestes sete anos, nota-se que a Tv Cabo e a MS Telcom foram as que mais aproveitaram as oportunidade e cresceram no mercado, sendo que a única novidade é a Paratus. Não se sabe o certo o que aconteceu para a decaída de empresas como a Angola Telecom e a Startel, só o tempo poderá ditar as próximas mudanças que podem acontecer nesse segmento.

Huawei vai focar-se em inteligência artificial

A Huawei anunciou uma mudança estratégica nos objetivos da empresa, indicando que o seu foco passará a estar em Inteligência Artificial.

À medida que a Inteligência Artificial cresce e aumenta o impacto na indústria, a estratégia All Intelligence da Huawei é desenhada para ajudar todas as indústrias a tirar o máximo partido das novas oportunidades estratégicas, pode ler-se no comunicado da empresa chinesa partilhado pela CNN.

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Serve recordar que esta é a primeira mudança estratégica da Huawei nos últimos dez anos, sendo que anteriormente a empresa focou-se em desenvolver as áreas de computação na ‘cloud’ e das propriedades intelectuais.

Angola presente no Fórum de Certificação Digital

Uma comitiva angolana está a participar na vigésima edição do Fórum de Certificação Digital, no Brasília, o mais importante evento de certificação digital no padrão de infraestrutura de Chaves Públicas do Brasil.

A delegação angolana é composta por especialistas do Instituto Angolano de Modernização Administrativa, chefiada pelo seu diretor geral, Meick Afonso, onde o objetivo principal da reunião é apresentar e debater a utilização de certificados digitais padrão ICP Brasil em aplicações que resultam na prestação de serviços a empresas e cidadãos.

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O fórum conta com a participação do público da área de pesquisa, gestão governamental, sociedade civil organizada, entre outros.

Segundo o que foi revelado por uma nota de imprensa da embaixada de Angola em Brasil, a que a ANGOP teve acesso, o diretor geral do Instituto de Modernização Administrativa de Angola, Meick Afonso, vai dissertar no último dia, no painel sobre Assinaturas Eletrónicas e Aplicações.

Empresários devem olhar as tecnologias de informação como investimento necessário

O Fundo de Garantia de Crédito (FGC) apela aos empresários a olharem para as tecnologias de informação como um investimento necessário, com o objetivo da contínua digitalização do sistema financeiro angolano.

Segundo o administrador para a área de negócio do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), Eduardo Mohamed, falando durante o Fórum Global de Finanças para as Pequenas e Médias Empresas, decorrido de 11 a 17 deste mês, em Mumbai (Índia), reiterou que a digitalização do sistema financeiro e de outros sectores é um “caminho irreversível”.

No seu discurso, o responsável reitera que qualquer tipo de negócio que “não esteja ligado à digitalização tem, provavelmente, os seus dias contados”.

Reconheceu que a digitalização em África e, particularmente, em Angola é uma dificuldade identificada pelas instituições financeiras no momento do acesso à informação das empresas.

MAIS: Angola ainda tem muito para crescer no sector das Tecnologias de Informação

Essa dificuldade, adiantou, é identificada no processo de concessão de crédito e da garantia pública, bem como na fase da análise do risco de crédito e no ato de pagamento de serviço da dívida pelas Pequenas e Médias Empresas (PME).

A importância da inclusão e o desenvolvimento dos ecossistemas digitais nas PME dos países em desenvolvimento foi, igualmente, defendida por gestores de empresas da Índia, Singapura, Alemanha e os Estados Unidos, que participaram no Fórum.

Ainda no quadro do Fórum Global de Finanças, os gestores também foram unânimes em afirmar que existem passos a serem dados para que se alcance o nível necessário no que concerne à implementação digital nas empresas, com vista à obtenção de financiamento.

Sudatta Mandal, subdirector geral do Banco de Desenvolvimento de Pequenas Indústrias da Índia, defendeu que a base de dados representa uma oportunidade para as empresas manterem, não apenas os seus registos comerciais, clientes e impostos, mas todo o historial que permita a classificação do risco no momento de solicitação de financiamento