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Quinta-feira, Fevereiro 26, 2026
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[AngoTIC 2023] Sector tecnológico angolano está em “franco crescimento”

O sector das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação em Angola se encontra em “franco crescimento”, tendo em conta os últimos projetos concluídos e outros em preparação técnica.

Essa informação foi salientada pelo Presidente da República, João Lourenço, falando na sessão de abertura da edição 2023 do ANGOTIC, o maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações de Angola, que vem para contribuir no fomento das indústrias de telecomunicações e tecnologias de informação, turismo tecnológico, bem como para a atualização das plataformas digitais no fomento da agricultura de precisão, da saúde, educação, preservação do ambiente e investigação científica.

No seu discurso, o Chefe-de-Estado destacou a construção e colocação em órbita do satélite de comunicações Angosat-2, parte do Programa Espacial Nacional, as ligações terrestres e submarinas em fibra óptica para Cabinda, os trabalhos em curso com vista ao início da construção de um satélite de observação da Terra, o projeto de expansão da Rede Nacional de Banda Larga em fibra óptica, o projeto da Televisão Digital Terrestre, a participação no consórcio do cabo submarino de fibra óptica internacional 2-África e aumento dos programas de formação para os quadros jovens.

Na sequência das ações que o sector vem desenvolvendo para o apoio ao sector produtivo e social, o Chefe de Estado destacou o recurso a imagens de satélite para o apoio à agricultura, à produção petrolífera, ao ordenamento do território, ao mineiro, ao ambiente, ao controlo migratório ao longo das fronteiras, bem como o estudo de soluções que possam mitigar a problemática da seca que assola ciclicamente o Sul do país, em particular as províncias do Cunene, do Namibe e da Huíla.

Por outro lado, sublinhou o papel do sector das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social como alavanca para a modernização tecnológica da indústria e “propiciar o crescimento económico e social esperado e ambicionado por todos os angolanos”.

Apesar dos recursos minerais, petróleo e gás continuarem a ser relevantes para sustentar o desenvolvimento da nossa economia, estamos a viver um novo paradigma com perspetivas de um crescimento da economia não petrolífera, onde o sector privado é o principal ator”, ressaltou.

Quanto ao sector da banda larga, salientou a importância das redes de banda larga que, suportada numa rede robusta de comunicações eletrónicas, se tornam numa ferramenta fundamental para garantir aos cidadãos e à sociedade o acesso aos serviços da chamada sociedade da informação.

Realçou que as redes de banda larga podem suportar serviços como a telemedicina, o ensino à distância, a governação eletrónica e outros serviços associados, contribuindo para a melhoria dos indicadores de saúde, da educação, da inclusão social, da segurança alimentar, da igualdade de género e do combate à fome e à pobreza, garantindo o desenvolvimento sustentável do país.

João Lourenço apontou a visão da União Internacional das Telecomunicações, da qual Angola é Estado-membro, que no seu último relatório sobre os custos de acesso aos serviços das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação, de 2022, ressalta a necessidade dos custos e expansão da Internet deverem estar ao alcance do maior número possível de cidadãos do mundo, se possível de todos.

[AngoTIC 2023] Presidente João Lourenço pede aos jovens que “façam bom uso das redes sociais”

O Presidente da República, João Lourenço, pediu que os jovens angolanos “façam bom uso das redes sociais”, ressaltando que os mesmos devem ser educados desde tenra idade que uma ferramenta feita para produzir riqueza e saber, construir a paz e a concórdia, “lamentavelmente, pode também ser usada para destruir, para dividir, para semear a discórdia, criar o caos, dependendo apenas da atitude, enquanto utilizadores ativos ou passivos”.

O Chefe-de-Estado que falava na abertura da 3ª edição do ANGOTIC, salientou que na Era do Digital, as tecnologias de comunicação e informação evoluíram e puseram à disposição dos utentes ferramentas potentes como os tablets e telemóveis inteligentes, sobre os quais assentam as chamadas plataformas digitais.

Todos estes meios e recursos tecnológicos, ao fazerem de um telemóvel, de um simples telemóvel, um verdadeiro escritório volante comunicável com o mundo, ao clicar de uma tecla, fazem deles uma importante ferramenta de trabalho, de pesquisa, de investigação, de comunicação entre as pessoas, empresas e instituições, de intercâmbio cultural e científico”, disse.

Segundo João Lourenço, “mas como não há bela sem senão”, estes meios também podem ser usados para fins maléficos e até criminosos, para denegrir o bom nome e a honra de pessoas, organizações e instituições, para servir o crime organizado, para organizar rebeliões, motins e golpes de Estado.

No que diz respeito à juventude, o Presidente João Lourenço referiu que os jovens são o que se tem de mais querido, de mais valioso para o presente e futuro do país. “Vamos trabalhar permanentemente na educação moral e cívica deles, para a necessidade da defesa dos mais nobres valores da cultura e civilização cristã, para a necessidade do respeito da família, do próximo, da criança e do velho, dos símbolos nacionais e da pátria”.

O Presidente da República afirmou que a Internet, as plataformas digitais, as redes sociais devem ser utilizadas, sobretudo, para a superação académica, cultural e profissional ou para iniciar e promover os negócios.

Durante o discurso, apelou aos jovens a não desperdiçarem o tempo precioso com coisas negativas, com a propagação do boato, da mentira intencionalmente forjada, da intolerância política e do ódio.

Por último, o Chefe de Estado aconselhou os partidos políticos para que se abstenham de radicalizar os jovens, usando-os como armas de arremesso contra os seus adversários políticos e, muito menos, contra a pátria.

Avaliação das viagens de táxi de aplicativo: o poder da “estrelinha”

Nos aplicativos de táxi urbano, como a Yango, o passageiro tem um poder imenso à distância do clique. A ferramenta para avaliar a corrida é essencial para garantir a qualidade do serviço e detetar possíveis anomalias na atitude do motorista ou no estado do veículo, por exemplo, que devem ser corrigidas de imediato.

Não se esqueça só da estrelinha!”, dizem cada vez mais os motoristas da Yango no final de cada corrida. A dica é importante e é um apelo para que os clientes ganhem consciência da importância da ferramenta de avaliação para melhorar a experiência geral do passageiro.

Neste aplicativo, ao finalizar a viagem, aparece imediatamente no telemóvel a solicitação para avaliar. O cliente pode escolher entre 1 e 5 estrelas, segundo o grau de satisfação. Pode também entrar em detalhes e escolher de uma lista os aspetos que gostou ou não, desde o comportamento do motorista ao estado do veículo. A intenção é uma só: a Yango quer conhecer a fundo o que vai bem e não tão bem no serviço. Através dos comentários, pode também introduzir soluções que se adequem mais aos desejos e necessidades específicas dos clientes de Luanda.

Este sistema de avaliação permite também reforçar algo que sempre vem à baila quando se fala nos táxis por aplicativo: a segurança. No caso de receber alguma avaliação grave, a Yango pode suspender ou bloquear o condutor de imediato e chamá-lo para dar explicações. No outro extremo, se a avaliação for positiva, o algoritmo do aplicativo tudo fará para que o cliente viaje novamente com o motorista que lhe deu um serviço de excelência em corridas anteriores.

No mesmo sentido, o sistema de atribuição de corridas da Yango privilegia os motoristas com melhores avaliações. Quanto melhor for a classificação média (as tais estrelinhas), mais viagens o motorista vai ter. Cientes disso, quem conduz um táxi com o aplicativo da Yango sabe que só tem a ganhar ao proporcionar um serviço de qualidade. Por isso, a dica recorrente “Não se esqueça só da estrelinha”. Para além de educar o passageiro no uso da ferramenta de avaliação, receber bons comentários tem um impacto real na rentabilização do seu trabalho no dia a dia.

A par da avaliação, há outras formas do cliente expressar as suas impressões sobre as corridas. Por exemplo, quando cancela uma viagem, o aplicativo Yango de imediato pergunta o motivo – demora excessiva, mudança de rota do motorista, viatura que aparece não é a mesma que o cliente visualizou no aplicativo, entre outras. Uma vez mais, dependendo do motivo, o perfil do motorista em questão pode chegar a ser bloqueado até a Yango esclarecer, ponto por ponto o que aconteceu, sempre em conjunto com a empresa parceira onde o motorista está registado, e assim emitir uma decisão final.

A Yango também tem um Call Center disponível 24 horas, 7 dias da semana, pronto para receber qualquer comentário, dúvida ou reclamação.

Como diz recorrentemente à imprensa o Diretor da Yango em Angola, Ivan Mugimbo, “os passageiros são os principais fiscalizadores”. Não tem como não ser assim. São os clientes que vivem, in loco, a experiência. Ao usarem corretamente a ferramenta de avaliação, dão um feedback direto, essencial para o controlo a nível central dos motoristas que circulam com o aplicativo.

Em Angola, o apelo ao uso destas ferramentas é ainda mais urgente. Segundo Ivan Mugimbo, nas reuniões semanais entre os países africanos onde a Yango está presente, Angola surge constantemente como o país que menos avalia. Ou em que os clientes dão sempre 5 estrelas, só para “despachar”.

Por outro lado, em vez de usarem os canais corretos de avaliação no aplicativo, dando a oportunidade à Yango de agir de imediato no caso de alguma inconformidade, por vezes queixam-se disto ou daquilo, nas redes sociais, criando situações nem sempre claras que só adiam a solução.

Ao atuar desta forma, os clientes perdem a oportunidade de ser os “fiscalizadores” em tempo real, e de melhorar a qualidade de um serviço que já se tornou essencial no dia a dia de milhares de pessoas em Luanda.


Artigo escrito por Sténia Ribeiro, Líder de Call Center.

[AngoTIC 2023] Evite más contratações com a startup BISCATEIRO.AO

Em tempos de crise e alta do número de desempregados no país, muita gente se candidata a qualquer vaga que apareça. É nessa hora que a pessoa que pediu ou requisitou o serviço não sabe se a pessoa em questão é competente ou não.

É nessa hora que o projeto tecnológico BISCATEIRO.AO pode ser uma boa solução, uma plataforma web que ajuda na contratação de profissionais de confiança para qualquer projeto ou trabalho que precisares.

Em conversa com a equipa da MenosFios, na edição 2023 do ANGOTIC, foi revelado que o BISCATEIRO.AO é plataforma que ajuda na contratação de vários profissionais, com destaque para programadores, designer, gestor de redes sociais, tradutores e interpretes, formadores e contabilistas, bem como muitos outros profissionais.

Sobre o seu funcionamento e modo de operacionalidade, a responsável diz que a mesma permite ao cliente receber propostas e orçamentos de vários profissionais pelo seu telemóvel via SMS.

Eis os passos de operacionalidade da plataforma.

  1. Ligue para o número de atendimento ou preencha o formulário, explicando o trabalho que precisa ser feito e em quanto tempo.
  2. Escolha o orçamento estimado para o trabalho que precisa ser realizado para orientar os profissionais.
  3. Receberá propostas orçamentais e o tempo de entrega de diferentes profissionais interessados em realizar o trabalho.
  4. Após receber as propostas, escolha o profissional que melhor atende às suas necessidades. Poderá também solicitar recomendações.
  5. Para garantir que o trabalho seja bem-feito, pague na empresa, e nós pagamos o profissional com a sua autorização.
  6. O trabalho é seu, por isso recomendamos que o cliente acompanhe o trabalho para certificar que atinja as expectativas.
  7. Terminou o trabalho com sucesso? Agora a plataforma irá pagar o profissional pelo seu excelente trabalho.

O que achou dessa inovação de mais uma startup presente na edição de 2023 do ANGOTIC?

[AngoTIC 2023] Empresários esperançosos com principal evento de tecnologia de Angola

Vários empresários mostraram-se esperançosos com a edição 2023 do ANGOTIC, o maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações de Angola, que vem para contribuir no fomento das indústrias de telecomunicações e tecnologias de informação, turismo tecnológico, bem como para a atualização das plataformas digitais no fomento da agricultura de precisão, da saúde, educação, preservação do ambiente e investigação científica.

Segundo a presidente da comissão executiva da MSTelcon, Felisberta de Jesus, falando aos jornalistas no primeiro dia do evento tecnológico, informou que a expectativa da sua empresa nesta edição é grande, uma vez que a empresa, além dos serviços tradicionais de transmissão de dados, internet e telefonia, traz consigo serviços como dalanet, SMS pro e drone pro, para a monitorização de espaços industriais.

Já o gestor de conteúdo da empresa Dom, Abraão Teca, salientou que a sua instituição traz para esta edição uma solução para a medição de tráfego, onde se pretende monitorizar, em tempo real, o número e género das pessoas que veem uma publicidade em outdoor.

Quem também deu uma opinião sobre o ANGOTIC foi o responsável comercial da ITGEST, André Rijo, frisando que a sua companhia trouxe uma vasta gama de soluções em matéria de cibersegurança, bem como software de gestão em diversas áreas, desde sector energético, recolha de resíduos sólidos, laboratórios clínicos e industrial.

De informar que o ANGOTIC terá duração de três dias, abordando temas como a “Indústria espacial e tendências”, “Modelo de negócio para a tecnologia espacial”, “Metaverso para revolucionar o futuro do entretenimento, conteúdos e comércio”, “Conectividade e modernização tecnológica”.

O ANGOTIC 2023 é um evento global de tecnologias de informação e comunicação, realizado e promovido pelo Governo de Angola, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

O evento visa promover o debate em torno de temas atuais, globais e futuros das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a partilha de conhecimentos e facilitar o networking para entidades governamentais, expositores, especialistas, apresentar as inovações, bem como as tendências do sector.

[AngoTIC 2023] Angola com crescimento de 20% no acesso à internet nos últimos três anos

Angola teve um crescimento de 20% no acesso à internet nos últimos três anos, segundo o Presidente da República, João Lourenço.

O Chefe-de-Estado que falava na abertura da 3ª edição do ANGOTIC, adiantou ainda que houve um crescimento também de 55% do serviço de telefonia móvel, referindo que o sector garante o recurso a imagens de satélite para apoio à agricultura, à produção petrolífera, ao ordenamento do território, ao sector mineiro, ao ambiente, ao controlo migratório e de soluções para mitigar a problemática da seca que assola ciclicamente o sul do país.

No seu discurso, o João Lourenço anunciou também a pretensão de instalação no país de uma academia de cibersegurança, visando um serviço de telecomunicações e tecnologias de informação seguro e robusto em defesa dos utilizadores, ao mesmo tempo que se criam as condições regulamentares no uso das redes de telecomunicações.

João Lourenço referiu que, em parceria com as demais partes interessadas, foram redobrados esforços para a garantia da confiança e segurança no uso das redes de serviços com foco na proteção e defesa das infraestruturas críticas e dos serviços vitais de informação.

Adiantou ainda que foram tomadas medidas para potenciar uma utilização livre, segura e eficiente do ciberespaço por parte das entidades públicas e privadas.

No domínio da inovação, destacou o surgimento de startups digitais bastante dinâmicas e de sucesso, que, no seu entender, vem provar a pujança do ecossistema de empreendedorismo jovem angolano, o qual já mereceu diversas premiações internacionais pelo grau de inovação e impacto alcançados na economia.

[AngoTIC 2023] Estudante cria jogo para impulsionar línguas nacionais

Nos últimos anos, os jovens angolanos têm estado pouco ligado com as línguas nacionais, onde para contrapor essa baixa necessidade, um grupo de estudantes do Instituto das Telecomunicações criou o NATIONAL QUIZ, um jogo eletrônico que ajuda as pessoas a aprenderem mais sobre as respetivas línguas nacionais.

Quem contou mais a redação da MenosFios sobre essa inovação tecnológica foi o estudante inventor Domingos Kindieco. Confira no vídeo abaixo.

 

[AngoTIC 2023] Conheça os temas e palestrantes do primeiro dia

Para o primeiro dia do ANGOTIC estão preparados várias mesas redondas para debate, com destaque nesta manhã do webinar “Plenária: Conectividade e Modernização Tecnológica”, com intervenções de Mário Oliveira (Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social), Ann Rita Ssemboga (Representante do Gabinete Regional da UIT para África Austral), Felix C. Mutati (Ministro da Ciência e Tecnologia da Zâmbia) e Emma Theofelus (Vice-Ministra das TIC’s da Namíbia).

O período da tarde começa com uma palestra de alto nível sobre “Mercado e tecnologia 5.0”, presidida por Pedro Francisco, Especialista de Rádio da Huawei, bem como uma mesa redonda de Conteúdo e Media Digital, tendo como convidados: Antónia Pellegrino (Empresa Brasileira de Comunicação EBC), Herculano Coroado (Jornalista) e Sarchel Necésio (CEO da Platina Line).

De informar ainda que um dos destaques deste primeiro dia é o acordo que vai ser assinado entre o Instituto Nacional de Apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (INAPEM) e a empresa Angola Cables, que vai restringir-se em um acordo de cooperação que prevê, entre outros, garantir um conjunto de serviços e recursos tecnológicos da empresa de telecomunicações ao universo de MPMEs, certificado pelo INAPEM.

Confira abaixo outros temas preparados para hoje:

MasterClass: Tendências de Cibersegurança e como proteger o seu negócio – Dr. Daniel Jorge Ferreira (Chefe dos Serviços de Assessoria de Cibersegurança da NewCognito Angola), Marcelo Lau (Diretor Executivo da Data Security), Toure Khadidja (SaH Analytics).

Tecnologia Disruptivas: Blockchain e Inteligência Artificial – Leonardo Luciano de Almeida Maia (INATEL), Vicente Lopes (Presidente da Associação Angolana de Computação da UAN), Diogo Sousa (Management Consulting, Global Lead Partner, Head of EMA Telco CoE / KPMG), Moussa TRAORE (CEO da SaH ANALYTICS France), Daniel Sapateiro  (Economista).

Digital innovation Hubs: Inovação digital das PMEs – Antonio Ines Nlaza (Huawei), Adilson Camacho (TISTECH).

Modelo de Negócios para a Tecnologia Espacial – Mjumo Mzyece (University of the Witwatersrand, SA), Temidayo Oniosun (Space in Africa). Robert Van Zyl (AAC Space Africa), Andrei Alekhin (Glavscosmos).

 5G – principais desafios para implantação em África – Fabio Akira (Chefe de engajamento de vendas, garantia e serviços gerenciados da Huawei na África do Sul), Amadou Moustapha Niang (Managing Director Ericsson Angola), Amilcar Safeca (Administrador e Diretor Geral Adjunto da UNITEL), Gonçalo Faria (AFRICEL).

[AngoTIC 2023] Principal evento de telecomunicações arranca e com a presença da MenosFios

Arrancou hoje(12) a edição de 2023 do ANGOTIC, maior evento internacional de tecnologias, comunicações e inovações de Angola, que vem para contribuir no fomento das indústrias de telecomunicações e tecnologias de informação, turismo tecnológico, bem como para a atualização das plataformas digitais no fomento da agricultura de precisão, da saúde, educação, preservação do ambiente e investigação científica.

Com presença da redação da MenosFios no evento, esta edição vai servir para se passar em revista todas as tendências da indústria espacial, a conectividade e modernização tecnológica, com oradores nacionais e internacionais. O certame prevê juntar mais de 100 expositores que poderão apresentar as potencialidades que o mercado dispõe, para além de entendimento.

Para o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTIC), Mário Oliveira, considera que o Fórum Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação de Angola (ANGOTIC) pode contribuir para a diversificação da economia nacional.

Mário Oliveira afirmou ainda que o fórum servirá para refletir em torno do potencial e desenvolvimento das TICs para as novas soluções de negócios, dar visibilidade às competências do mercado nacional e internacional, com reflexos importantes na geração de emprego, renda e qualidade de vida.

Sobre o sector das startups, as mesmas vão ser desafiadas a apresentar projetos inovadores e disruptivos nos ramos da saúde, educação, mobilidade e agronegócio, num concurso denominado Acelera Pitch.

O concurso vai ser promovido pela Angola Cables, onde a startup vencedora levará para casa o prémio de Dois Milhões de Kwanzas e outros benefícios, sendo que os concorrentes terão a oportunidade de partilhar as suas ideias de negócios diante de um painel de investidores nacionais e internacionais bem sucedidos.

Para conhecer a lista dos oradores clica em aqui.

M-Pesa atinge um marco de USD365 mil milhões

A plataforma M-Pesa processou 364,8 mil milhões de dólares em valor de transações nos últimos doze meses, um aumento de 13%, consolidando a sua posição de topo no espaço fintech africano.

A M-Pesa, propriedade conjunta do Grupo Vodacom e da Safaricom, é a plataforma de dinheiro móvel mais bem sucedida de África e tornou-se um fluxo de receitas fundamental para ambas as empresas de telecomunicações.

O Grupo Vodacom divulgou o seu desempenho anual para o ano que terminou em março, afirmando que, nos 12 meses, as receitas internacionais da M-Pesa aumentaram 31,1% para 6,5 mil milhões de reais, contribuindo com 24,6% das receitas de serviços.

Shameel Joosub, CEO do Grupo Vodacom, diz que o crescimento foi apoiado por um forte desempenho na RDC, com o desempenho da Tanzânia a recuperar, uma vez que as taxas sobre o dinheiro móvel foram reduzidas durante o ano.

“A dinâmica subjacente da M-Pesa reflete as nossas melhorias contínuas de produtos nos segmentos de consumo e de comércio, apoiadas pela M-Pesa África. No segmento de consumo, lançámos novos produtos de seguros, empréstimos a prazo e poupanças de grupo, aumentámos as transferências internacionais de dinheiro e melhorámos a nossa aplicação M-Pesa durante o ano”, afirma Joosub.

Na Tanzânia, afirma: “Os empréstimos concedidos através do nosso produto de crédito “Songesha” mais do que duplicaram, atingindo 8,2 mil milhões de reais durante o ano. Para aumentar e diversificar o ecossistema M-Pesa, também acelerámos a nossa estratégia de comerciantes, mais do que duplicando o número de comerciantes ativos para 196 000.”

Comentando a licença de funcionamento concedida à M-Pesa na semana passada na Etiópia, Joosub diz que é um marco importante para o grupo, uma vez que acelera a sua “ambição de transformar vidas no país, à medida que procuramos ligar todos os etíopes à economia digital global”.

O M-Pesa é o serviço de pagamento móvel mais bem-sucedido de África. Lançado no Quénia em 2007, evoluiu desde então para se tornar um importante motor de inclusão financeira com mais de 50 milhões de clientes em sete países.

A M-Pesa processa mais de 61 milhões de transações por dia, o que a torna o maior fornecedor de fintech de África, e atraiu 42 000 programadores externos para criarem serviços adicionais para a plataforma.