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Sábado, Abril 18, 2026
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O custo da Internet em Angola

Não é novidade para ninguém que os preços da internet no país andam pelos céus. Nos últimos meses, a alteração sem aviso prévio de tarifários de algumas operadoras levou os consumidores a um ataque de nervos justificado. Os motivos por trás destas flutuações dos preços não são puramente comerciais. O acesso dos provedores de internet à fonte do sinal e a vista gorda da regulação a monopólios existentes explicam grande parte do problema.

Hélio Pereira

Quando há muito barulho e confusão é preciso parar um pouco, respirar fundo e entender o que realmente se passa. A dica é válida também para o problema dos preços da internet e para os aumentos aparentemente injustos e injustificados dos preços dos serviços móveis que têm causado polémica nos últimos tempos e um rombo nos bolsos dos consumidores.

Ao contrário do que seria de esperar, para os operadores nacionais, os preços altos, mais que uma oportunidade, são uma dor de cabeça. O poder de compra em Angola é conhecido. Assim como a capacidade de expansão do sector com base nesse mesmo poder de compra. No nosso país, a internet parece ser cada vez mais um artigo de luxo. E o país não está para isso.

As causas são várias e todas elas dão-nos uma internet de baixa qualidade e a preços instáveis e exorbitantes. Uma delas é que, em Angola, não existe tal coisa de partilha de infra-estrutura tecnológica. O conceito é simples: em vez de construir e investir sozinhas na sua própria rede digital, como acontece no nosso país, as operadoras juntam-se em consórcios para construir e interconectar uma teia digital ampla, onde todas põem a sua parte para levar internet de qualidade a todos os lados. Desta forma, baixam os custos de investimento, baixam os preços ao consumidor e ganha a rede digital nacional, que se torna mais vasta e robusta.

Em Angola, a lei obriga as operadoras a partilhar a infra-estrutura, mas na prática é lei morta. O Decreto Presidencial nº 16 de Novembro de 2017 é peremptório neste quesito, mas quem devia regular o sector, aplicar multas por incumprimento, abanar o sistema, simplesmente não o faz.

Este “egoísmo digital” das empresas de telecomunicações nacionais é, no entanto, apenas a ponta do icebergue. Porque o sistema está de cabeça para o ar desde a base. Em Angola, a internet chega através dos cabos submarinos de fibra óptica SACS e WACS. Os dois são geridos por uma só empresa, a Angola Cables, e este é, para as operadoras nacionais (as tais que também não partilham infra-estrutura), um bico de obra.

A palavra é “monopólio”. E com monopólios e falta de mão dura dos agentes reguladores, o sector fica um tanto ou quanto ao deus-dará, eliminando o factor concorrência que estimula o aumento da qualidade e a redução de preços. A tal da Estratégia Nacional de Banda Larga, que por vezes ecoa por aí, não é clara. Existe, de facto? É parte desse plano macro para recuperar infra-estruturas e que quer tornar Angola num hub digital? Ou é outra coisa?

Ao mesmo tempo, queixam-se os operadores, há a questão da carga tributária. Com a reforma do Código de Imposto Industrial de Julho passado, o sector das telecomunicações passou a ser taxado 35%. Além disso, há o dólar na sua dança diabólica. Os serviços digitais estão indexados a esta moeda. É sabido que as empresas do sector precisam de importar tecnologia, não só de produtos como de serviços. Como tal, a constante desvalorização da moeda e da inflação, que corrói qualquer bom resultado operacional das empresas.


Artigo escrito por Hélio Pereira, publicado no MenosFios com autorização da assessoria de imprensa do autor.

BioMec vence a sexta edição do SeedStars Maputo

A BioMec sagrou-se vencedora da sexta edição do SeedStars Maputo, a maior competição global de startups para mercados emergentes. O evento teve lugar na sexta-feira, 13 de Novembro, em formato virtual. Os participantes tiveram a chance de fazer a apresentação formal ao Júri e explicar o impacto dos seus projectos.

Startups concorrentes

10 startups foram seleccionadas para o evento: Bilheteira Inc, BioMec, COSYS – Consultoria e Sistemas de Informação, DESIGN Talk, Let’s Work, Ndula, Tech4Kids Academy, VOID – Tecnologias e Comunicação, We Deliva e Xaka Consulting.

Júri

A equipe do Júri foi composta por:

  • Lorraine Davis (Seedstars)
  • Joel Epalanga (KiandaHub)
  • Sasha Vieira (Incubadora Standard Bank Maputo)
  • Tiago Coelho (UX)
  • Silvio Chiau (FSDMoc)
  • Tiago Geada (Seedstars)

A grande vencedora

Depois das apresentações das startups, o Júri analisou os pontos fortes e fracos e chegou ao veredicto final: BioMec é a representante de Moçambique no evento regional. A BioMec é uma startup que fabrica próteses mecânicas confortáveis e de alto desempenho, com recurso a plásticos reciclados retirados do mar.

A BioMec vai representar Moçambique no SeedStars Global, em Abril de 2021, onde terá a chance de competir pelo prémio de 500 mil dólares norte-americanos, em investimentos.

Para além da BioMec, o pódio foi composto pela startup We Deliva, que ocupou a segunda posição, e as startups Bilheteira e a DESIGN Talk, que partilharam o terceiro lugar.

Em declarações ao Diário Económico, Cláudio Banze, do Standard Bank, principal patrocinador do evento, falou sobre o propósito do auxílio.

Apoiamos a realização deste evento porque pretendemos que os nossos jovens tenham as suas ideias expostas numa plataforma mundial, onde podem ter acesso a apoios diversos” – Cláudio Banze (Director de Tecnologias de Informação do Standard Bank)

A representante da SeedStars, Lorraine Davis, explicou que o principal objectivo da competição é “melhorar a vida das comunidades dos países emergentes através da tecnologia e do empreendedorismo, envolvendo, principalmente, os jovens”.

Twitter Fleets, uma versão do Stories está disponível para (quase) todos

Desde dia 17 de Novembro o Twitter anunciou que estaria a disponibilizar para todos os seus utilizadores, o recurso “Fleets”, uma funcionalidade semelhante ao Stories no Instagram, Status do Whatsapp e … claro, as publicações do Snapchat. O recurso Fleets, são tweets que desaparecem no espaço de 24 horas. A regra é simples: quem consegue ver os seus tweets, conseguirá ver o que publicou no “Fleets”.

A funcionalidade ficou em testes desde Março no Brasil, Itália, Índia e Coreia do Sul. Para os utilizadores em Angola, o Fleets começou a aparecer no dia 19 de Novembro.

O Fleets está disponível apenas na aplicação móvel do Twitter, se gosta de twitter apenas no seu computador… terá de aguardar mais um tempo.

Gostando ou odiando, o Fleets veio para ficar…

Nem tudo são boas novidades para o Twitter

O Twitter anunciou que vai parar temporariamente com o lançamento de “Fleets”, para corrigir “problemas de desempenho e estabilidade“.

Na altura do lançamento da funcionalidade, o Twitter informou que a sua intenção era fazer com que os utilizadores se sentissem mais confortáveis sem terem de se preocupar com os likes e os retweets.

Se ainda não tiver a funcionalidade, poderá não a ter durante mais alguns dias. Adoramos que tantas pessoas estejam a utilizar Fleets e queremos garantir que estamos a proporcionar a melhor experiência para todos“.

As frotas foram introduzidas com uma notória falta de características de segurança. Os utilizadores não são informados quando alguém fotografa uma frota, como acontece quando alguém toma medidas semelhantes noutras aplicações, e os utilizadores podem etiquetar contas que os tenham bloqueado sem notificar o utilizador.

Mais novidades à caminho

Assim como a funcionalidade Fleets, o Twitter está a testar o “Espaces”, que permitirão conversas de grupo através de gravações de voz, semelhantes à sua função de tweet de voz (que não está disponível para todos os utilizadores ainda…)

Actualmente, essa função está a ser disponibilizada para mulheres e pessoas de origens minoritárias antes de atingir a base de utilizadores mais ampla do Twitter. Se for bem sucedida, a função será lançada no final deste ano. Com o Espaces, os utilizadores poderão ver quem faz parte da conversa em grupo e quem está a falar. A pessoa que acolhe o Espaço será capaz de controlar quem pode ou não participar.


Então, é da equipe dos que gostaram da novidade ou achou péssima esta nova funcionalidade?

WhatsApp prepara a função “Ler mais tarde”, uma forma de evitar notificações excessivas

O WhatsApp está a testar uma novidade interessante para quem recebe muitas notificações no aplicativo. A função de arquivar conversas pode ser substituída em breve por um novo recurso chamado “Ler mais tarde“.

Assim como as conversas arquivadas, os chats marcados como “Ler mais tarde” vão desaparecer da janela inicial do WhatsApp. A grande diferença é que, por padrão, os contactos que ocultamos, não vão reaparecer na janela inicial se enviarem uma mensagem nova, tal como ocorre hoje com as mensagens arquivadas.

Outras formas de comunicação através de chamadas áudio ou vídeo são também desactivadas para contactos que são adicionados à categoria “ler mais tarde“, para reduzir as interrupções.

O teste da nova funcionalidade “Ler mais tarde” foi detectado na última versão beta do WhatsApp para a versão iOS, mais especificamente na versão beta do WhatsApp iOS 2.20.130.1, e espera-se que seja lançada em breve para os utilizadores da aplicação a nível mundial.

Embora as datas oficiais para o lançamento completo não tenham sido reveladas, as funcionalidades adicionais que foram anunciadas aos utilizadores incluem papéis de parede avançados (32 novos papéis de parede brilhantes e 29 novos papéis de parede escuros), bem como novos emojis.

Essa nova funcionalidade será útil para si?

Como os dispositivos acessíveis são uma grande oportunidade para impulsionar a migração 4G ?

Existem oportunidades de negócios significativas no espaço da banda larga móvel na construção de um ecossistema de dispositivos móveis acessíveis para apoiar a migração do usuário para a tecnologia de rede celular 4G e 5G. Esta foi a mensagem que emergiu do 5º Encontro de Banda Larga Móvel Huawei África, que decorreu no Africacom Africa Tech Festival online de 9 a 12 de Novembro.

Os delegados entenderam que a indústria de TIC nunca foi tão importante para a sociedade e que agora está na vanguarda do desenvolvimento social e da restauração das economias afetadas pela pandemia COVID-19.

“Conectividade é a base da transformação digital”, fez saber saber o facilitador do encontro, Mohamed Madkour, vice-presidente, Mrketing de Negócios e Soluções de Operadoras da Huawei. “Já é hora de abordarmos a conectividade móvel, não apenas em termos de velocidade, capacidade ou cobertura, mas também em termos de acessibilidade, preço, conveniência e valor do ecossistema”.

O evento percebeu que, de acordo com o GSM, o número de usuários 4G em África deveria triplicar nos próximos cinco anos, com a cobertura da população aumentando de 55% hoje para 80% em 2025.

A conectividade universal em África precisa de colaboração proativa de todas as partes interessadas para desenvolver negócios lucrativos e também incentivar o investimento”, afirma Mohamed Madkour.

Roy Zheng, Director de Desenvolvimento de Negócios no Exterior, uma das fabricantes de semicondutores, frisa que desde a pandemia, a demanda por tablets educacionais explodiu. Para atender a essa demanda, sua empresa estava a produzir chipsets que possibilitam a produção de tablets com preços a partir de 48 dólares norte-americanos.

“A adopção de tecnologia mais eficaz com menor custo pode levar à aderir a 4G ”, adianta Roy Zheng. “Podemos fornecer chipsets para telefones celulares com preços a partir de 31 dólares americanos, que poderiam ser os smartphones básicos ideais para a migração 4G.”

No Encontro, Lin Ranhao, CEO da fabricante de smartphones e tablets Tele 1, adiantou que durante os próximos anos, o crescimento mais rápido da base de usuários 4G provavelmente virá de África.

Lin Ranhao reiterou que África tem muitos usuários 2G a espera para mudar para 4G, mas que, apesar da infraestrutura pronta, a penetração do 4G ainda é relativamente lenta. Sugerindo caminhos para resolver isso, Ranhao fez uma analogia com a China, que incentivava a produção e compra de veículos elétricos por meio de subsídios.

“Se a conversão de 2G para 4G é uma tarefa tão urgente para as operadoras, devemos adotar uma estratégia mais proativa e conduzir esse processo por meio de subsídios. Afinal, agrupar planos de operadora com dispositivos subsidiados é uma prática comum em todo o mundo.”

Ranhao disse que programas de subsídios combinados com dispositivos básicos com preços competitivos reduziriam o limite para os compradores de smartphones pela primeira vez, acelerariam a migração 4G e abririam grandes oportunidades para negócios e para o desenvolvimento humano.

Os lados da demanda e da oferta são pilares importantes do negócio de banda larga móvel”, defende Mohamed Madkour. “A infraestrutura e o espectro representam o lado da oferta, enquanto os serviços e o ecossistema são o lado da demanda. Podemos impulsionar os negócios do consumidor mostrando o valor das parcerias em ecossistemas de dispositivos e serviços de conteúdo acessíveis.”

Huawei lança projecto de telefonia rural no Gana

A Huawei e o Ministério das Comunicações do Gana lançaram o Projecto de Telefonia Rural, que visa fornecer serviços de voz e dados para mais de 3,4 milhões de pessoas em comunidades carentes e não atendidas.

Espera-se que esta iniciativa, em parceria com a China National Technical, economize para o governo até 70% do custo de locais de celular tradicionais e estenda a cobertura de comunicação móvel nacional de 83% para 95% – acelerando enormemente o desenvolvimento económico local enquanto melhora a vida das pessoas.O Presidente do Gana, Nana Addo Dankwah Akuffo-Addo, diz que “o governo está empenhado em garantir que todos os ganenses, independentemente de tribo, religião, classe, localização ou identidade tenham acesso a conectividade de voz e dados acessível e confiável”.

A Ministra das Comunicações do Gana, Ursula Owusu-Ekuful, acrescentou que “ninguém, independentemente da sua situação financeira, económica, social ou local, deve ser privado de acesso a serviços de telefonia de qualidade, por isso o grande interesse do governo em garantir que o projecto seja entregue com sucesso”.

“Devo parabenizar o Ministério das comunicações e o Fundo de Investimento do Gana para Comunicações cElétricas, Huawei e as operadoras de rede móvel por trabalharem juntas para entregar este projecto. Como formuladores de políticas, continuaremos a oferecer liderança na implementação de soluções e programas para facilitar a conectividade rural. ”

Conheça o Pay2Key, o ataque complexo de malware

Os investigadores da Check Point identificaram uma operação de ransomware, chamado de Pay2Key com origem no Irão e que encripta dados das vítimas em menos de uma hora e recorre a ataques de dupla extorsão.
Pay2Key é o nome de um ransomware que encripta ficheiros com algoritmos de encriptação AES e RSA. Está escrito na linguagem de programação C ++. A pesquisa demonstra que os criminosos cibernéticos por trás dele têm como alvo as grandes empresas ao redor do mundo.
O alerta sobre o perigo do Pay2Key incide precisamente sobre a sua velocidade de atuação, uma vez que em menos de uma hora a informação pode ficar toda encriptada e nas mãos dos piratas. A Check Point adverte ainda que há a possibilidade de a cadeia escalar globalmente. Quatro das vítimas decidiram cooperar e pagar o resgate, permitindo aos investigadores identificar a localização do pagamento, em cooperação com a Whitestream, uma empresa de inteligência blockchain.

O fluxo de transações começa com wallets de bitcoin encontradas nas notas de resgate, passa por wallets intermédias e depois chega à wallet final associada à Excoino, uma criptomoeda iraniana. Esta entidade iraniana fornece serviços de transação de criptomoeda em segurança, destinados unicamente a cidadãos iranianos e exigindo um número de telefone iraniano válido e um código de identificação do país.

Os hackers chegaram a criar um website para a divulgação dos dados das suas vítimas que optassem por não ceder ao ataque de dupla exotrsão. Entre as vítimas que não pagaram, há registo de três empresas israelitas.

A instalação de malware pode ser evitada seguindo algumas destas recomendações:

  • Os programas e ficheiros devem ser efectuados de páginas oficiais confiáveis ​​e através de links diretos para descarregamento.
  •  Os programas instalados devem ser actualizados e activados (se necessário) com ferramentas e/ou funções fornecidas por os seus desenvolvedores oficiais.
  • As ferramentas não oficiais de actualização e activação de terceiros nunca devem ser usadas –  tendem a ser projectadas para instalar malware.
  • Não é legal activar programas licenciados com várias ferramentas de ‘cracking’ ou usar instaladores para software pirateado.
  • Anexos e links de sites em e-mails irrelevantes enviados por pessoas suspeitas, endereços desconhecidos também não devem ser abertos – é comum que os destinatários que os abrem causem a instalação de malware. Vale a pena mencionar que estes e-mails são projetados para parecer legítimos e importantes.

Os resgates exigidos são de sete a nove bitcoins, o equivalente a 110 mil a 140 mil dólares, sensivelmente.

Armazenamento gratuito ilimitado no Google Fotos termina em 2021

Se usa o serviço de armazenamento de fotos da Google, então esta notícia é para si. Principalmente se usa o Sistema Operativo Android, onde o serviço de Backup via Google Fotos é muitas vezes sugerido para ser a opção predefinida de backup das fotos.

A Google anunciou que o serviço Google Fotos deixará de oferecer armazenamento gratuito ilimitado para imagens em alta qualidade a partir de junho de 2021. O limite será de 15 GB de espaço gratuito, quem precisar de mais espaço, terá de pagar por isso, por meio da contratação de um dos planos do Google One.

A Google adicionou ainda que todo conteúdo que o usuário enviar para o serviço de backup de imagens antes da data limite não vai contar dentro do espaço de 15 GB. Além dessa mudança, o espaço gasto no Google Fotos também passará a contar entre os 15 GB gratuitos de espaço que cada usuário tem direito no Google Drive.

Há alguma acção imediata para salvar as suas fotos?

Por enquanto os usuários podem ficar descansados, o limite entra em vigor em junho de 2021 e a Google alertará sempre que um usuário estiver com a quota acima dos 15GB.

E, mais.. a Google planeia introduzir uma ferramenta que vai facilitar o gerenciamento de arquivos dentro do Google Fotos de forma a tornar mais fácil a exclusão de fotos “indesejadas” (desfocadas, repetidas…).

Fuga para a concorrência?

Para acalmar os utilizadores, a Google informou que mesmo com a mudança o Google Fotos continuará atrativo e afirma ainda que 80% dos usuários só chegará ao limite de 15 GB em três anos de uso.

Outro detalhe importante na nova política é que usuários que não acessam a conta por mais de dois anos terão seus dados automaticamente apagados para liberar espaço.

Huawei vai vender a marca Honor por 15 mil milhões de dólares

A Huawei está prestes a vender a sua marca de dispositivos low cost Honor a um consórcio chinês liderado pelo distribuidor Digital China e pelo governo de Shenzhen, por 15,2 mil milhões de dólares.

O negócio será uma venda a dinheiro e vai incluir todos os activos da Honor, desde a marca, capacidades de pesquisa e desenvolvimento e a gestão da cadeia de distribuição. Este negócio, a concretizar-se, irá permitir à Huawei focar-se no mercado de smartphones de gama alta.Assim, caso a venda se confirme, então a Digital China ficará com 15% da subsidiária. Haverá ainda a participação de mais três empresas apoiadas pelo governo de Shenzhen. E cada uma terá uma quota de 10% a 15% da Honor.

A Digital China, que já colabora com a Huawei em negócios de cloud computing, vai recorrer a empréstimos bancários e a três empresas de investimento apoiadas por fundos do governo financeiro e tecnológico de Shenzen.

A marca Honor foi criada em 2013 pela Huawei para ampliar a sua presença no mercado de smartphones de gama baixa e média, tendo como principais concorrentes a Oppo, Vivo e Xiaomi na China. A Honor está também presente em países asiáticos e europeus.

EMIS será operadora oficial do Sistema de Transferências Móveis e Instantâneas

Há algumas semanas o BNA atribuiu a licença de Prestador de Serviços de Pagamentos à Unitel, um dos passos importantes para o avanço da implementação dos serviços de pagamentos móveis.

Mas, para o pleno funcionamento do Sistema de Transferências Móveis e Instantâneas (STMI), faltavam algumas peças do puzzle… Agora, surge o anúncio oficial do BNA, dando conta que outro ponto fulcral do processo também foi finalizado: a escolha da “Entidade Integradora” para o processamento dos pagamentos móveis, uma vez que o BNA parte do princípio que várias operadoras estarão dispostas a implementar o Mobile Money… a Unitel é apenas uma delas.

A entidade integradora escolhida foi a EMIS (Empresa Interbancária de Serviços), após concurso público iniciado em Abril de 2020.


O BNA forneceu mais detalhes na comunicação oficial, que poderá ler na íntegra mais abaixo:

O Plano Nacional de Inclusão Financeira tem como um dos objectivos principais o aumento do acesso da população não bancarizada aos serviços financeiros, isto é, a inclusão financeira. Uma das formas de aumentar a inclusão financeira, passa pela implementação de um Sistema de Transferências Móveis e Instantâneas (STMI), vulgarmente conhecido como pagamentos móveis ou mobile money. Trata-se de um ecossistema onde, para além do regulador (Banco Nacional de Angola), farão parte sociedades prestadoras de serviços de pagamentos e sociedades operadoras de câmaras de compensação. No dia 20 de Outubro deste ano, o Banco Nacional de Angola (BNA) autorizou a subsidiária de uma empresa de telecomunicações a prestar serviços de pagamentos. Para além disto, actualmente, temos em nossa posse e sob análise vários processos de solicitação de licenças de prestador de serviços de pagamentos, provenientes de start-ups. Todas estas entidades, uma vez licenciadas, integrarão o ecossistema das transferências móveis e instantâneas. 

A implementação bem-sucedida do ecossistema do STMI pressupõe não apenas a existência de várias sociedades que se complementam na oferta de soluções financeiras mas também dois instrumentos fundamentais: uma plataforma de interoperabilidade e uma câmara de compensação. Estes permitirão que todos os integrantes do STMI consigam não apenas comunicar entre si mas também realizar transacções financeiras, à semelhança do que existe hoje com o subsistema Multicaixa.
A existência de uma nova infrastrutura de pagamentos – STMI – necessita de um operador. Com o objectivo de identificar um operador para a plataforma de interoperabilidade e a câmara de compensação, o Banco Nacional de Angola iniciou uma consulta ao mercado local e internacional, no dia 24 de Abril de 2020. 
Após ter recebido 53 (cinquenta e três) respostas de entidades que pretendiam operar a plataforma de interoperabilidade e a câmara de compensação, o BNA analisou as mesmas, tendo concluido este processo no dia 21 de Outubro do corrente ano. Neste mesmo dia, deliberou o Conselho de Administração do BNA que, dada a sua capacidade técnica, experiência e conhecimento do mercado local, a Empresa Interbancária de Serviços (EMIS) é a que reúne melhores condições para operar a plataforma de interoperabilidade e a câmara de compensação.


O Banco Nacional de Angola, a Empresa Interbancária de Serviços e os demais stakeholders do sistema de pagamentos de Angola trabalharão conjuntamente para que, durante o ano de 2021, esteja concluida a infrastrutura do STMI permitindo a total interoperabilidade entre as sociedades prestadoras de serviços de pagamentos móveis e instantâneos.