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Sexta-feira, Abril 17, 2026
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Projectado para os PALOP, 1ª edição do Innovation Summit com foco em Angola

A pandemia que mais parou o mundo, denominado coronavírus (COVID-19), acabou por mudar o rumo das coisas, trouxe uma nova adaptação nos mais variados contextos, onde a tecnologia foi usada como de forma mais assídua como meio de comunicação, transmissão de conhecimento.

A prova de que a tecnologia tem ajudado muito, nesta fase muitos dos eventos migraram para o formato digital, e o Angola iSummit não fugirá da regra na sua primeira edição.  o evento num formato 100 por cento digital tem como principal objectivo contribuir activamente para a potencialização dos ecossistemas de inovação nos PALOP, de um modo geral, e em Angola, de um modo particular, na procura e promoção das boas práticas e a conscientização da Inovação como um desafio e oportunidade global no processo da competitividade.

Participarão no evento, oradores oriundos de diferentes cantos do mundo como Angola, Portugal, Cabo Verde, Israel, Canadá, EUA, Inglaterra e Brasil.

O evento será dedicado à inovação e à competitividade que proporcionará aos participantes especialistas, policy makers, opinion makers, gestores, empreendedores, jornalistas, e o público em geral, acesso ao conhecimento especializado, partilha de experiências, visibilidade e networking, através de quatro áreas de actuação, nomeadamente conferências, feira virtual, masterclass e lançamento de produtos.

Caso queira participar no referido evento e comprar o seu bilhete, clique aqui.

ITEL aposta no ensino à distância com lançamento da plataforma “AVITEL”

Com a longa paragem das aulas em Angola, devido à pandemia, ficou claro que o ensino presencial seria afectado. Reunir condições de biosegurança pode tornar-se extremamente oneroso para o sistema de ensino que tem de receber milhares de estudantes e professores diariamente.

E o ensino à distância?

Uma iniciativa do Instituto de Telecomunicações (ITEL), promoveu o lançamento das plataformas de ensino à distância, no dia 8 de Outubro. A plataforma poderá servir para outras instituições, uma vez que tem o suporte do Ministério das Telecomunicações, Tecnologia de Informações e Comunicação Social.

A ferramenta de ensino a distancia, denominada #AVITEL (Ambiente Virtual do ITEL) foi desenhada para permitir que os estudantes tivesse acesso ao conteúdo e outros serviços administrativos.

O evento de lançamento (presencial) contou com a presença da Ministra da Educação, Luísa Grilo, o Ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informações e Comunicação Social, Manuel Homem, o Secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologia de informação, Mário Oliveira, dentre outras distintas individualidades.

O Ministro Manuel Homem reafirmou que se sente encorajado todos os dias a fazer do ITEL uma escola técnico-profissional de referência, que entrega para o mercado de trabalho jovens com capacidade de responderem aos desafios que o país enfrenta.

“A educação é uma responsabilidade não apenas do MED, mas de todos os actores intervenientes desse sector. E o ITEL tem sido essa referência no esforço de fazer acreditar que é possível fazer-se formação com qualidade em Angola e no ensino público”. – Manuel Homem

Por sua vez, a Ministra Luisa Grilo desafiou o ITEL a partilhar tais iniciativas com as demais escolas, por afinal ser possível combinar a construção de escolas físicas com as salas virtuais que são rapidamente acessadas através da internet.“Aquando da visita do ITEL ao Ministério, desafiamos o seu Director a tornar isto realidade. A missão dada foi aceite e é bom ver hoje a concretização desse projecto. Desafiamos novamente o ITEL a estender o seu programa de gestão escolar as demais escolas”.

Sob o lema: “com o AVITEL a distância é um mito”, foram também apresentados o laboratórios de electrónica em Realidade Virtual e o novo site do ITEL que passa a oferecer diversos serviços como: matrículas online, solicitação de declarações e certificados e consulta de veracidade de documentos.

O Director do Instituto, André Pedro, explicou que o AVITEL possibilitará o aluno estudar à distância, minimizando assim os riscos de contágio pelo Covid-19. E para possibilitar que mais alunos possam estudar no ITEL, desafiou-se a implementar duas turmas 100% online para o próximo ano.

Acesso ao AVITEL.

Angola Telecom pretende liderar mercado nacional das telecomunicações

O presidente do conselho de administração da Angola Telecom, Adilson dos Santos, afirmou nesta quarta-feira, em luanda, que a empresa pública encontra-se a trabalhar com vista a melhorar a sua base de dados no sentido de atingir a auto sustentação e liderar o mercado nacional de telecomunicações.

Adilson dos Santos que falava à margem do colóquio online alusivo ao 45º aniversário da independência nacional, subordinado ao tema “A importância e os desafios das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social para o futuro do País”, sublinhou que a empresa pretende melhorar o serviço prestado, com o objectivo de reconquistar os mais de 162 mil clientes registados.“Temos que melhorar o nosso serviço para conseguirmos um parceiro de peso. O Estado, enquanto accionista, deverá conduzir os destinos para a reorganização da empresa, que passa por servir os habitantes com as melhores tecnologias, uma vez que a empresa está em plena melhoria nos segmentos residencial, empresarial e grossista”, disse Adislon dos Satnos.

Na ocasião, o presidente do conselho de administração destacou a evolução que se registou no sector das telecomunicações e tecnologias de informação no país, sobretudo no que toca à qualidade de informação aos utentes.

Em relação ao colóquio, o engenheiro Pedro Mendes considerou que as comunicações em Angola têm história e começaram no Reino do Congo, estendendo ao Gabão e à República Centro Africana. Acrescentou que, com a liberalização do mercado, surgiu a necessidade de haver um regulador e potenciar os operários, no sentido de tornar o sector forte.

A Angola Telecom é detentora de uma licença global para exploração de vários serviços, entre os quais de telefonia móvel, podendo adaptar-se a serviços da rede móvel, de voz, dados e televisão.

Stories chegam ao Google para destcar sites e jornais

Parece que o Stories não é apenas uma tendência passageira que o Instagram copiou do Snapchat. Após o recurso ser incorporado no WhatsApp e Facebook, o Google anunciou nesta terça-feira (6) que vai lançar o Web Stories no Discover.

Para os usuários do aplicativo do Google pelo smartphones já conseguem ver uma série de notícias recomendadas embaixo da aba de pesquisas e, a partir desde terça-feira, conseguirá ver um carrossel de stories para “criar uma experiência envolvente para o leitor em ecrã cheia”, segundo a gigante de tecnologia.Apesar do nome Web Stories, vale ressaltar que estes conteúdos não são feitos por usuários convencionais, mas por veículos de imprensa. Segundo o Google, esses conteúdos feitos por alguns sites e jornais já apareciam na busca, porém agora terão um destaque maior e vão aparecer na aba Discover — aquela área da aplicação do Google que mostra indicações de conteúdos baseados nos seus interesses ou no Android, quando usuário arrasta para o lado direito e aparecem uma série de notícias.

A ferramenta foi desenvolvida por profissionais brasileiros, americanos e indianos, que deram a ideia de como queriam que ela funcionasse. Segundo o Google, “muitos dos usuários já vêm obtendo bons resultados com as histórias exibidas nas suas páginas, redes sociais, newsletters e outro canais”.

Os primeiros países a receberem a novidade são Brasil, Estados Unidos e Índia, estando disponível no aplicativo do Google para Android e iOS.

iPhone 12 será apresentado já na próxima semana

Durante o evento habitual da Apple que por regra decorre em Setembro de cada ano, que desta vez aconteceu no dia 15 de Setembro de 2020, pouco se esperava pela apresentação oficial do mais novo smartphone da Apple, e no final do mesmo, teve-se a certeza de que, infelizmente não era o dia para se conhecer o iPhone 12.

Praticamente um mês depois, a Apple realizará mais um evento. Estranho, não? O que levaria a empresa a organizar um novo evento em tão curto espaço de tempo? Se a sua resposta tem a ver com a chegada do iPhone 12, entao está certo! A probalidade disto acontecer é de 99%, aquele 1% deixaremos para a margem de erro.

A Apple anunciou que o seu evento para iPhone acontecerá no dia 13 de outubro, com o convite provocando o anúncio com a frase “Hi, Speed”. Não é nenhuma surpresa que o evento do iPhone deste ano seja um pouco mais tarde do que o normal, já que a Apple garantiu em Julho que o iPhone perderia sua janela de lançamento usual em Setembro. O lançamento posterior é provavelmente devido a atrasos criados pela pandemia COVID-19.

Não se sabe ao certo como será o iPhone 12, mas segundo os rumores, o mesmo terá um novo design com bordas quadradas (talvez semelhante ao iPad Pro) e suporte para redes 5G. Ele também deve vir em quatro modelos diferentes, incluindo um novo tamanho de 5,4 polegadas (que seria menor que o iPhone 11 Pro) e um tamanho de 6,7 polegadas (que seria o maior iPhone de todos os tempos).

 

Mozilla faz parceria com o Sindicato Africano de Telecomunicações para promover conectividade rural

A Mozilla e a União Africana de Telecomunicações (UAT) assinaram um memorando de entendimento para um projecto conjunto que visa promover a conectividade rural no continente africano.“O projecto, atrelado ao uso de políticas de espectro, regulamentos e práticas, foi projectado para garantir acesso acessível à comunicação em todo o continente”, disse o secretário-geral da UAT, John OMO.

Embora metade do mundo esteja agora conectada à internet, os modelos políticos, regulatórios, financeiros e técnicos existentes não são adequados para o propósito de conectar as áreas rurais mais pobres e pouco povoadas. Mais precisa ser feito para alcançar as metas universais de acesso das Nações Unidas até 2030. Políticas claras e intervenções regulatórias que possam apoiar a inovação e novos modelos de negócios para acelerar o progresso são urgentemente necessárias.

Descobrir como tornar o espectro acessível, particularmente nas áreas rurais, é fundamental para colocar as pessoas online em todo o continente africano”, disse Mitchell Baker, CEO da Mozilla, “Estou comprometido com a Mozilla a fazer alianças para enfrentar esse desafio“.

A conectividade rural em África apresenta um conjunto único de desafios. Mais de 60% das populações africanas vivem em áreas rurais, mas não têm recursos e infraestruturas necessárias para conectá-las. Os usuários potenciais são frequentemente espalhados, dificultando o apoio ao caso tradicional de negócios para investimentos necessários para estabelecer a infraestrutura de banda larga.

Existem muitos fatores que contribuem para essa divisão digital, mas um dos maiores desafios é disponibilizar espectro sem fio para operadoras de baixo custo, que estão preparadas para implantar novos modelos de negócios para acesso rural, disse Mitchell Baker, CEO da Mozilla.

Para destravar a inovação e o investimento, devemos desenvolver instrumentos políticos e regulatórios para abordar o acesso ao espectro nas áreas rurais. A Mozilla fez uma parceria com a UAT para facilitar o diálogo entre reguladores, formuladores de políticas e outras partes interessadas, para explorar maneiras de desbloquear o potencial do espectro não utilizado.

A Mozilla e a União Africana de Telecomunicações desenvolverão recomendações baseadas nesses diálogos e boas práticas. As recomendações serão apresentadas na reunião anual do Conselho Administrativo da UAT de 2021.

Ruanda sediará Mobile World Congress 2021

A GSMA anunciou que a edição da Mobile World Congress (MWC) Africa 2021, acontecerá em Kigali, capital do Ruanda, que trará pela primeira vez a principal série de eventos mundiais para o continente. O diretor-geral da GSMA, Mats Granryd, anunciou a notícia durante o seu discurso de abertura na Thrive Africa, plataforma de eventos virtuais da GSMA.

A MWC Africa 2021 reunirá os principais nomes de negócios e tecnologia para se tornar o evento mais conectado e influente do continente. Este evento principal faz parte da principal série de eventos MWC da GSMA, que inclui edições em Barcelona, Xangai e Los Angeles.

“Estou orgulhoso do que construímos com o Thrive Africa e os eventos anteriores do Mobile 360, que ajudaram a moldar o futuro digital conectado do continente”, diz o diretor-geral da GSMA, Mats Granryd.

“A partir de 2021, celebraremos a MWC Africa, juntando-nos à nossa plataforma líder mundial de liderança de pensamento e tecnologia, reconhecendo o importante papel que a África desempenhará no nosso futuro conectado.” 

A GSMA publicou também o seu relatório anual de economia móvel subsaariana para coincidir com a Thrive Africa. Este estudo aprofundado explora os dados, previsões e tendências mais recentes para a região. Inclui uma série de recomendações políticas que ajudarão a garantir que a internet móvel faça a melhor contribuição possível para a economia regional, particularmente à luz da pandemia Covid-19.

A África Subsaariana continua a ser a região que mais cresce, com 477 milhões de assinantes móveis no final de 2019, com mais 137 milhões de assinantes no período até 2025.

Notavelmente, 272 milhões são usuários de internet móvel, representam 26% da população. Em 2019, as tecnologias e serviços móveis geraram 9% do PIB na África Subsaariana, uma contribuição de mais de US$ 155 bilhões.

A GSMA representa os interesses das operadoras móveis em todo o mundo, une mais de 750 operadoras com quase 400 empresas no ecossistema móvel mais amplo, incluindo fabricantes de aparelhos e dispositivos, empresas de software, fornecedores de equipamentos e empresas de internet, bem como organizações em sectores adjacentes.

Para saber mais sobre a GSMA Thrive Africa e participar do evento, clique aqui.

BNA avalia os riscos do uso da tecnologia Blockchain

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, disse, nesta quarta-feira, que estão a ser avaliados os riscos do uso da tecnologia de pagamento em dinheiro “criptográfico” conhecido por “Blockchain“.

O blockchain conhecido como o protocolo da confiança, é um banco de dados convencional que funciona como um livro de registros, mas inviolável, inderrubável e extremamente eficiente. E que usa blocos para registar e armazenar dados sobre transacções que ocorrem, usando o seu sistema, geralmente, associado a criptomoedas como Bitcoin, Ethereum e outros.José Massano, que foi orador no webinar sobre “ Inclusão Financeira e Globalização” promovido pela Academia de Santa Catarina, justifica a necessidade da protecção, em primeiro lugar, dos clientes e pesquisas em torno dos benefícios que envolvem esta nova modalidade de troca de moeda. “Temos de ver se é uma modalidade aceitável.

O blockchain é uma rede que funciona com blocos encadeados muito seguros que sempre carregam um conteúdo junto a uma impressão digital. A tecnologia está baseada em 4 fundamentos: o registro compartilhado das transações, o consenso para verificação das transações, um contrato que determina as regras de funcionamento das transações e finalmente, a criptografia, que é o fundamento de tudo.

O governador do Banco Central defende ainda a criação de um ambiente propício para a inovação, entre as quais regras para a protecção dos visitantes e o público em geral. Em Outubro de 2019, o Banco Nacional de Angola fez sair pedido de informação (Request for Information) em torno das soluções de Blockchain para o sistema financeiro angolano.

Na qualidade de Regulador do sistema bancário, o BNA procurou por empresas de tecnologias de informação que operaram no mercado nacional, para recolher informações sobre a aplicação da tecnologia Blockchain. Das empresas, o Banco Central queria ainda que estas fornecessem informações como poderiam contribuir para aumentar a transparência, eficiência e eficácia do mercado financeiro angolano, em torno do Blockchain.

Blockchain funciona como uma planilha de excel com, no mínimo, a origem, o destino e o valor da transação. Uma característica essencial do blockchain, entretanto, é que ele trabalha de maneira descentralizada e distribuída.

Tecnologia VSAT impulsiona agricultura no Botsuana

Segundo uma pesquisa da consultoria Agrilinks mostra que mais de 60% da população trabalhadora de África está engajada na agricultura, que representa um terço do PIB do continente. No entanto, o sector é atormentado pelo uso de métodos e ferramentas desactualizados, daí a necessidade de rápida modernização.

A falta de métodos modernizados e actualizados da agricultura tem sido um retrocesso para o sector agropecuário, que tem atribuído ao declínio da produção. O acesso a mercados, as novas tendências e as melhores ferramentas podem ser resolvidos através da digitalização e informações de alta velocidade. A recente introdução da tecnologia VSAT (Very Small Aperture Terminal) pela Botswana Telecommunications Corporation (BTC) tem visto agricultores locais a aproveitar o desenvolvimento para melhorar as suas operações. Há sinais de que a expansão da cobertura de internet de alta velocidade em assentamentos e áreas rurais impulsionou a produção da agricultura localmente. Os agricultores usam a internet para acessar informações de mercado, implementos de produção agrícola e detalhes vitais que influenciam as decisões agrícolas.

A tecnologia VSAT implementada permite a cobertura nacional mesmo nas partes mais remotas do país, dá aos agricultores conectividade à internet através da sua vasta rede de telecomunicações. Os resultados já começaram a aparecer especialmente na região de Kaká, que se orgulha de fazendas de gado.

Através da contribuição desta tecnologia que se enquadra na Quarta Revolução Industrial, é uma questão de tempo que a tecnologia de drone que suporta inúmeras aplicações importantes para a agricultura começa a ser totalmente utilizada pelos agricultores locais. A Tecnologia de drone aumenta a eficiência em certos aspectos da agricultura. Do monitoramento de culturas ao plantio, manejo da pecuária, pulverização de culturas e mapeamento de irrigação. O VSAT e tal tecnologia definitivamente funcionarão suavemente mesmo nas partes mais remotas do país, avança técnicos do BTC.

O povo de Botsuana e os defensores de tais tecnologias são inflexíveis de que a única maneira de impulsionar a agricultura localmente é seguir o caminho da Quarta Revolução Industrial. “Essas tecnologias têm potencial para ter um impacto positivo na productividade e rentabilidade do sector agrícola, especialmente durante este período da COVID- 19, que tem atrapalhado muito a cadeia de suprimentos a nível mundial. Com a ajuda da tecnologia na agricultura, Botsuana tem potencial para ser um país agrícola autossustentável”, disse um agricultor.

O estado de investimento na tecnologia em África

De acordo com os especialistas em consultoria de risco Control Risks e consultoria global independente NKC African Economicsna sua quinta edição do “Africa Risk-Reward Index“, avançam que o investimento na tecnologia em África atingiu níveis recordes nos últimos anos.

Em 2019, o financiamento das ações no sector tecnológico em África atingiu um recorde de US$ 2,02 bilhões, divididos em 250 negócios envolvendo 234 startups de tecnologia digital, diz o relatório. Foi um crescimento de 74% em relação a 2018, um aumento de 108% em relação a 2017.

Os especialistas destacam um estudo de outubro de 2019 da Briter Bridges e da AfriLabs, que descobriu que havia 643 centros tecnológicos em todo o continente africano, onde Egipto, Quénia, Nigéria e África do Sul eram pontos de acesso particulares. “A tecnologia digital tem sido o sector que mais cresce em África, impulsionado por investimentos em infraestrutura, desde cabos submarinos até soluções locais de hospedagem”.

As startups de tecnologia mais bem sucedidas são aquelas que reconheceram que a indústria em África não é impulsionada pelo credo do Vale do Silício de “disrupção”, mas por simples necessidade, dizem os especialistas. Segundo o relatório, as startups não tentaram ter sucesso apesar dos desafios no ambiente de negócios, mas ao abordar directamente esses desafios.

“O desenvolvimento mundial do dinheiro móvel da tecnologia africana, por exemplo, foi bem sucedido porque abordou um problema existente (falta de inclusão financeira) e o fez de uma maneira que estava ciente de restrições (não requer um smartphone).”

Os autores do relatório observaram que grande parte do financiamento para a tecnologia africana até agora tem sido de fontes estrangeiras em empresas lideradas por estrangeiros em busca de novas ideias, mas os investidores podem ser mais bem atendidos em busca de soluções desenvolvidas por aqueles com conhecimento local dos problemas.

É provável que o sector perca alguns desses ganhos em 2020, uma consequência tanto das recentes lutas sectoriais de alto perfil quanto do impacto da COVID-19 nas finanças externas. “No entanto, qualquer declínio desse tipo deve ser visto como uma oportunidade para redefinir expectativas e abordagens, não como uma indicação de que os sectores afectados estão a se tornar menos atraentes.

Os especialistas afirmam que a pandemia tem servido para enfatizar a necessidade de soluções tecnológicas e digitais em todo o continente. Isso desencadeou o desenvolvimento de aplicativos de saúde para ajudar a combater a pandemia, novos sistemas de pagamento e e-commerce para facilitar a vida dos que estão em quarentena.