Iniciaram os trabalhos de manutenção dos sistemas de controlo e operação do ANGOSAT-2

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No âmbito do projecto ANGOSAT e das responsabilidades da comitiva russa, nos últimos dias tem decorrido trabalhos de manutenção dos sistemas de controlo e operação do ANGOSAT-2, propriamente no Centro de Controlo e Missão de Satélites (MCC, na sigla em inglês), sito na Funda.

Conforme revela o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), os trabalhos que estão a ser feitos têm como objectivo efectuar a inspecção visual, a verificação do estado de funcionamento e observação das características de desempenho dos equipamentos de rádio frequência, bem como toda a infra-estrutura de tecnologias de informação instalada no MCC.

Essas manutenções obedecem a recomendação de ser feita a pré-avaliação sobre o estado de prontidão das infra-estruturas instaladas para a fase de lançamento do ANGOSAT-2, previsto para o ano de 2022.

De referir ainda que a manutenção actual do sistema de rádio frequência é vital por ser a infra-estrutura encarregue de realizar a comunicação entre o MCC e o satélite (envio de comandos) e satélite-MCC (recepção de telemetria).

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Por outro lado, enquanto se aguarda pelo lançamento do ANGOSAT-2, a infra-estrutura actual de rádio frequência tem sido utilizada para monitorar cerca de 96 portadoras (canais de comunicação) de capacidades em satélites fornecidas à Angola, no âmbito das compensações do ANGOSAT-1.

O Angosat-2 está feito acima dos 60%, e tem algumas inovações e correcções dos erros cometidos no Angosat-1, nomeadamente uma transmissão sete vezes mais do que o primeiro aparelho, que tinha 16 “transponders” (retransmissores) na Banda C e seis na Banda KU.

O Angosat-2 terá ainda seis “transponders” na Banda C, 24 na Banda KU e, como novidade, será acrescentado um retransmissor na Banda KA.

Com o peso total de duas toneladas, o Angosat-2 será ainda um satélite de Alta Taxa de Transmissão (HTS) e disponibilizará 13 gigabytes em cada região iluminada (zonas de alcance do sinal do satélite). O satélite será baseado na plataforma Eurostar-3000 e o tempo de vida útil será de 15 anos.

A construção deste novo satélite não trouxe custo para o Estado angolano, pelo facto de o contrato de mais de 300 milhões de dólares, rubricado com a parte russa, para construção do Angosat-1, ter acautelado os interesses de Angola, em caso de desaparecimento ou destruição do satélite.

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O Angosat-1 foi um satélite de comunicação construído pela empresa russa RSC Energia que seria operado pela Infrasat.

O satélite foi baseado na plataforma USP Bus e seu tempo de vida útil era de 15 anos. O contrato foi assinado pelas partes russas e angolanas no ano de 2009. Nos anos seguintes, ambas partes realizaram um trabalho conjunto para organizar o financiamento do projecto, que tornou possível proceder à sua aplicação prática em 2012.

O satélite Angosat-1 foi lançado com sucesso ao espaço no dia 26 de Dezembro de 2017, às 19:00 UTC, por meio de um veículo Zenit-3F/Fregat-SB, a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Na sequência, houve uma perda primária de contacto tão logo o satélite entrou em órbita.

As comunicações foram recuperadas e logo perdidas novamente até à presente data.

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