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Segunda-feira, Abril 6, 2026
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Angola cria Prémio Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação

O Governo angolano criou, formalmente, o Prémio Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, para estimular e reconhecer a contribuição de investigadores científicos, inventores e inovadores angolanos e estrangeiros residentes em território nacional, que se destacam nesta área, para o desenvolvimento sustentável do país.

Instituído e regulamentado através do Decreto Executivo n.º 116/24, de 24 de Maio, do Ministério do Ensino Superior, Ciência Tecnologia, e Inovação, o prémio será atribuído a partir deste ano e contempla as categorias de Ciência, Inovação, Invenção, Carreira, Mulher Cientista, Jovem Cientista, Jovem Inovador e Jovem Inventor.

De acordo com o diploma, citado no site do Governo de Angola, podem concorrer ao prémio, de carácter anual, pessoas singulares ou coletivas que se dedicam à investigação, ao desenvolvimento e à transferência de tecnologia, inovação e empreendedorismo de base tecnológica.

O Executivo pretende, com esta iniciativa, estimular a criatividade e a produção de trabalhos de investigação científica e inovação tecnológica, bem como incentivar a participação de jovens e mulheres nas atividades de investigação e inovação, de acordo com os objetivos descritos no regulamento do Prémio Nacional de Ciência e Inovação.

Segundo a mesma fonte, as áreas a serem premiadas abrangem as Ciências Naturais, Engenharias e Tecnologias, Ciências Médicas e da Saúde, Ciências Agrárias e Veterinárias, Ciências Sociais, Humanidades e Artes.

“As candidaturas devem ser submetidas on-line e podem ser apresentadas por indivíduos, grupos ou instituições reconhecidas pelo Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia”, sublinha a publicação.

O valor dos prémios será determinado anualmente por despacho ministerial e os encargos financeiros da organização e atribuição do Prémio Nacional de Ciência, e Inovação são suportados pelo orçamento da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, podendo também contar com o apoio de mecenas, por declaração expressa dos mesmos, nos termos da lei.

Zimbabué aprova licença da Starlink

Zimbabué concedeu finalmente à Starlink uma licença para operar no país da África Austral. O Presidente afirmou que a prioridade da economia digital e a importância emergente da tecnologia nas “nossas atividades quotidianas exigem que o governo lidere a partir da frente, proporcionando um ambiente em que o investimento em tecnologia seja promovido”.

Este acontecimento surge semanas depois do Postal and Telecommunications Regulatory Authority of Zimbabwe (POTRAZ), a entidade reguladora das telecomunicações do Zimbabué, ter avisado que os indivíduos e as empresas que fossem descobertos a publicitar e a distribuir equipamento dos serviços de Internet Starlink seriam presos.

Subsequentemente, a entidade reguladora tem vindo a efetuar rusgas a nível nacional para prender as pessoas que utilizam o equipamento e os serviços da Starlink.

No sábado, Mnangagwa esclareceu a situação. “Aprovei o licenciamento da Starlink pela POTRAZ para fornecer Internet avançada e serviços de processamento digital conexos no Zimbabué através do seu único e exclusivo parceiro local, a IMC Communications (Pvt) Ltd.”

A SpaceX, da qual Elon Musk é um dos principais acionistas, opera o Starlink, um sistema de Internet por satélite que cobre mais de 60 países. A SpaceX começou a lançar satélites Starlink em 2019.

Angola vai criar Academia de Cibersegurança

O Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) vai instalar, nos próximos tempos, uma Academia de Cibersegurança, que terá a missão de combater os ataques cibernéticos no país.

O diretor nacional da Política dos Cibersegurança e Serviços Digitais do MINTTICS, Hecdiadro Nena, avançou esta informação no encerramento 1º Fórum CEO Angola, promovido pela “Líder Magazine”, contando com a participação de investidores, decisores políticos e jornalistas.

De acordo com Hecdiadro Nena, com o objetivo de combater os ataques cibernéticos, está em curso a atualização da Lei de Cibersegurança, que vai contribuir para mitigar o fenómeno do cibercrime.

A I edição do Angola CEO Fórum, que contou com especialistas nacionais e estrangeiros de várias empresas de telecomunicações e tecnologias de informação, abordou temas relacionados com o “Mobile Money como caminho para a promoção da inclusão financeira”, “Inovação tecnológica nos serviços de pagamento eletrónico em África” e “Cibersegurança em Angola, desafios, oportunidades e estratégias para um ambiente digital seguro”.

ChatGPT pode ultrapassar os 2 mil milhões de visitas mensais

A OpenAI passa as últimas semanas a anunciar e a demonstrar algumas das novas funcionalidades da sua Inteligência Artificial (IA), com algumas delas a estarem ligadas à ferramenta de IA generativa ChatGPT.

Diz o Business Insider que a popularidade do ChatGPT tem sido tal que o site poderá chegar ao final do mês de maio com um novo recorde de acessos e ultrapassar os 2,3 mil milhões de visitas. Tendo em conta que, durante as três primeiras semanas de maio, o site do ChatGPT tem uma média de 77 milhões de visitas diárias, é possível que este recorde seja batido.

MAIS: Atualização do ChatGPT traz novidades surpreendentes. Venha ver

O atual recorde mensal de visitas vai estabelecido em maio de 2023, quando o site do ChatGPT teve 1,8 mil milhões de visitas.

Serve recordar que, nos últimos tempos, a OpenAI se envolveu numa polémica com Scarlett Johansson ao desvendar uma voz semelhante à da atriz para o respetivo assistente digital.

Especialistas abordam soluções para redução dos ataques cibernéticos em Angola

Com o objetivo de apontarem soluções para redução dos ataques cibernéticos em Angola, vários especialistas reuniram-se na primeira edição do CEO Fórum Angola, que abordou sobre os “Desafios e estratégias para um ambiente digital seguro em Angola”.

O evento da iniciativa da revista Lider, juntou vários investidores, decisores políticos e outros especialistas, onde apresentaram soluções para a redução dos ataques cibernéticos nas instituições financeiras angolanas.

MAIS: Sector bancário em Angola sofre sete ataques cibernéticos em 2023

Esta edição contou ainda com um, grade leque de painéis, com destaque “Inovação Tecnológica nos serviços de pagamento eletrónico em África”, “Mobile Money como caminho para a promoção da inclusão financeira” e “Cibersegurança em Angola: Desafios, oportunidades e estratégias para um ambiente digital seguro”.

De referir ainda que o CEO Fórum Angola contou com a participação dos CEOs da Unitel Money, Africell Mobile Money, Pay4all(E-Kwanza), BayQi, Vodafone M-Pesa, Tistech, Innovation Makers bem como representantes da Setic, INFOSI, New Cognitos e Banco Atlântico.

Usa o Google Chrome? Há uma atualização que deve fazer o quanto antes

A Google lançou uma nova atualização de segurança para o navegador Chrome que corrige uma vulnerabilidade categorizada como sendo de elevada gravidade.

Numa publicação de blogue, a Google refere ter a informação que esta vulnerabilidade se encontrava a ser explorada ativamente – motivo que leva a empresa a apelar a todos os utilizadores do Chrome que atualizem o navegador de Internet.

MAIS: Google Chrome recebe novas funcionalidades de IA generativa

A tecnológica de Mountain View ainda não está pronta para avançar com detalhes sobre a vulnerabilidade ou a correção presente nesta atualização, indicando que aguardará até que “a maioria dos utilizadores atualize” o Chrome.

Baixo nível de inclusão digital dificulta desenvolvimento do “Mobile Money” em Angola

O baixo nível de inclusão digital, a fraca literacia financeira e a falta de implementação de meios de cibersegurança mais eficazes são alguns dos motivos do crescimento do serviço eletrónico “Mobile Money”, em Angola.

O modo de pensar veio de vários especialistas do sector que estiveram na primeira edição do CEO Fórum Angola, que trouxe em debate a utilização da moeda digital em Angola e onde os cujos participantes defenderam a necessidade de se intensificar as acções de educação financeira e dessa plataforma digital no país.

Segundo a presidente do Conselho de Administração do Afrimoney, Kátia da Conceição, sublinhou que o mercado informal angolano é um dos principais sectores que ainda apresenta a uma fraca literacia financeira.

Por isso, defende a intensificação de acções de literacia financeira e digital no sector informal, para que se reduza a circulação do dinheiro físico neste mercado, um mecanismo que pode ser feito por fornecedores, vendedores e clientes, explicando aos cidadãos as vantagens e funcionalidades da carteira electrónica Mobile Money, por exemplo.

MAIS: Aquisição de microcréditos via Mobile Money será o “salto” dos serviços nacionais

Por sua vez, o presidente do Conselho Executivo do Unitel Money, Gulami Nabi,  frisou a necessidade de se apostar na educação financeira e estreitar relações de todos os agentes deste sector, para promover iniciativas sustentáveis.

Na mesma ocasião, o director de Marketing do Banco Milennium Atlântico, Bruno Pinto, afirmou que já existem várias soluções que substituem o dinheiro físico pelo digital, mas urge a necessidade de se apostar mais na disseminação da carteira electrónica.

Já o director do E-Kwanza Bai, Nuno Veiga, considerou as plataformas financeiras digitais como uma ferramenta crucial para a inclusão financeira.

Em Angola, o serviço Mobile Money está disponível pela Unitel Money, Afrimoney,  E-Kwanza do BAI, E-Kumbu do Banco Sol, entre outras plataformas.

Quénia recorre à Google para reforçar a cibersegurança

A Google anunciou planos para colaborar com o Ministério da Informação, das Comunicações e da Economia Digital do Quénia para impulsionar os esforços de cibersegurança.

O anúncio foi feito durante a visita formal do Presidente queniano William Ruto a Washington, D.C., a primeira de um chefe de Estado africano em funções em quase duas décadas.

O Departamento de Serviços de Imigração e Cidadania está a explorar a solução CyberShield da Google Cloud e a experiência da Mandiant para melhorar a segurança da sua plataforma eCitizen.

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Segundo a Google, o CyberShield permite que os governos melhorem as capacidades de combate às ciberameaças, salvaguardem as infra-estruturas que envolvem a Web e ajudem as equipas a desenvolver competências e processos que apoiem operações de segurança eficientes.

“A colaboração apresentada esta semana é o mais recente passo para cumprir o nosso compromisso mais amplo de apoiar a transformação digital de África, o crescimento económico contínuo e a inovação”. Brian Quigley, VP, Infraestrutura de Rede Global, Google Cloud disse.

E acrescentou: “A Google está mais empenhada do que nunca em estabelecer parcerias com comunidades, empresas e governos em África para ajudar a promover ainda mais inovação em todo o continente, e estamos entusiasmados com este próximo capítulo para o Quénia e para a região.”

WhatsApp vai permitir criar fotografias de perfil com IA

O WhatsApp acaba de lançar uma nova versão beta da sua app para sistema operativo Android com uma novidade que, infelizmente, ainda não está disponível para utilização uma vez que ainda se encontra em desenvolvimento.

A funcionalidade em questão permitirá aos utilizadores recorrerem a Inteligência Artificial (IA) generativa para criarem fotografias que podem ser usadas no perfil da conta de WhatsApp.

MAIS: WhatsApp revela novo design para a sua interface

Como pode ver na imagem abaixo partilhada pelo site WABetaInfo, os utilizadores poderão usar a funcionalidade para descreverem uma imagem que, de seguida, é gerada pela IA incluída no WhatsApp.

Esta funcionalidade ainda não se encontra presente, mas pode muito bem vir a ser lançada numa futura atualização.

Programa conexões já beneficiou mais de 60 startups

Mais de 60 startups já benefciaram de mentoria por parte do Programa Conexões, iniciativa que vai permitir que vários projectos tecnológicos possam receber feedback de especialistas e mentores experientes.

A informação foi revelada pela directora do Programa Conexões, Tchissola Santana, falando na 3.ª edição do Angola Startup Summit by Unitel, referindo que a falta de mentoria constitui um dos vários entraves que emperram o desenvolvimento sustentável de soluções inovadoras emergentes, à semelhança da ausência de uma legislação específica e a facilitação do financiamento.

É esse tipo de ajuda que, em muitos casos, as startups não encontram porque muitos eventos de promoção acontecem no formato de concurso, que não permite fazer um acompanhamento permanente das iniciativas”, disse em entrevista à Economia & Mercado.

Neste sentido, salientou que as startups existem para impulsionar a economia através da inovação e respostas para os diversos problemas sociais, económicos e ambientais.

Por exemplo, uma das startups que vai participar num dos nossos eventos desenvolveu uma solução de inteligência artificial que ajuda a resolver problemas auditivos”, contou.

É com base nessa constatação que o referido programa vai promover, no decurso deste ano, seis eventos que visam fortalecer e promover o empreendedorismo digital através do acompanhamento de projectos e mediação junto dos investidores e outros intervenientes da cadeia.

Até o final deste ano, teremos seis eventos, sendo um sobre tecnologia e inovação, agendado para o dia 31 de Maio”, anunciou, realçando que estão, também, reservados sessões sobre fitness, saúde e bem-estar, agricultura e agro-indústria, energia, ambiente, transporte e logística.

MAIS: [Angola Startup Summit] Governo vai continuar a adotar decisões que elevam o papel da tecnologia

Até ao momento, explicou, o programa conta com 65 startups inscritas: “Para o evento do dia 31 de Maio, tivemos 15 inscrições, das quais nove passaram na primeira fase e seis estão na final”, especificou.

O programa Conexões vem para estabelecer a ponte entre as startups inovadoras e investidores. Sendo que no essencial o programa impulsiona o crescimento de negócios promissores, gerando novas oportunidades de trabalho, por via da promoção do bem-estar da população angolana, como indica a nota a que a MenosFios teve acesso.

Conforme a nota, o conexões vai permitir que as startups possam receber feedback de especialistas e mentores experientes, estabelecer contactos valiosos com outros empreendedores e líderes da indústria, bem como, aprender sobre as últimas tendências e inovações em seus sectores de actuação.

Assim, o programa conexões, idealizado pela AS Consulting, “é uma iniciativa inovadora que visa impulsionar o crescimento de startups angolanas e conectá-las a investidores e financiadores”, lê-se na nota.