
Angola vai contar nos próximos tempos com tecnologia de cirurgia robótica, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante o seminário sobre “Cirurgia Cardíaca”, ministrado por uma equipa americana.

Angola vai contar nos próximos tempos com tecnologia de cirurgia robótica, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, durante o seminário sobre “Cirurgia Cardíaca”, ministrado por uma equipa americana.
Segundo o especialista, que intervinha num dos painéis do “CEO Fórum Angola 2024”, o país conta atualmente com 8.9 milhões de utilizadores de Internet. Para a fonte, que abordava o tema “Cybersegurança em Angola: Desafios, oportunidades e estratégias para um ambiente digital seguro”, isso é resultado do investimento em infraestruturas tecnológicas que o país tem vindo a criar para a diminuição da literacia digital nas sociedades.
Em relação à cybersegurança, o responsável explicou que o instituto tem realizado fóruns com vista a levar a sensibilização das populações sobre a prevenção e cuidados com a utilização da Internet.
“Fazemos um trabalho de partilha de conhecimentos e hoje já podemos notar, nas instituições e na sociedade, um maior controle dos dados pessoais com mecanismos apropriados para evitar a sua perda e/ou vazamento”, salientou.
No que toca às áreas que mais sofrem essas tentativas, Delvi Silva disse serem as que estão diretamente ligadas às Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), principalmente ao comércio eletrónico. Por sua vez, o representante da empresa de segurança cibernética Setic, afeta ao Ministério das Finanças, Sandro Aveleira, disse que o país regista diariamente mais de 200 mil tentativas de ataques.
Para contrapor a situação, o responsável realçou que o país precisa formar, cada vez mais, quadros qualificados e certificados para dar resposta a essas ameaças. “Felizmente temos conseguido dar resposta positiva a essas tentativas de ataques, daí a necessidade de continuarmos a apostar na formação e sensibilização das empresas e das populações sobre esse fenómeno”, acrescentou.
O CEO Fórum Angola é um evento de negócios, que juntou investidores, decisores políticos e jornalistas, com o objetivo de apoiar iniciativas sobre temas relacionados com os líderes do sector empresarial angolano. Participaram no fórum responsáveis de empresas de segurança públicas e privadas, do sector bancário e membros da sociedade civil.

A empresa norte-americana AdventHealth quer implementar o método de cirurgia robótica no país, contribuindo assim no processo de melhoria do Sistema Nacional de Saúde (SNS).
A intenção foi manifestada pelo especialista do consórcio na área, Kenneth Palmer, no final de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço, que incluiu ainda uma equipa de avaliação constituída por especialistas em cirurgia robótica, assegurando que o país dispõe de condições para implementar este serviço médico.
“Nos últimos três dias, nós visitamos vários hospitais, nomeadamente o de Viana, de Caxito, de Cabinda e o Complexo Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, e creditamos que, de acordo com aquilo que nós vimos, Angola tem capacidade para implementar um programa de cirurgia robótica”, disse o responsável no final da audiência.
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, também presente na audiência, fez saber que a implementação deste serviço médico no país está para breve. Ao intervir no seminário sobre cirurgia cardíaca, ministrado por esta equipa americana, terça-feira, no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, considerou a aposta uma mais-valia para o Sistema Nacional de Saúde. A cirurgia robótica proporciona uma resposta mais moderna aos pacientes de Urologia, Ginecologia, Cirurgia Geral, Tórax e Cirurgia Cardíaca.
A cirurgia robótica ou cirurgia robô-assistida é um tipo de cirurgia onde o médico manipula um robot, que faz as incisões e recessões, através de um console joystick. Este tipo de cirurgia foi desenvolvido tanto para melhorar a capacidade dos cirurgiões, realizando cirurgias abertas, quanto para minimizar o impacto em cirurgias minimamente invasivas. Os Estados Unidos possuem, atualmente, mais de 2.800 robôs cirúrgicos em atividade.
A agenda de transição digital do país vai ser aprovada em breve, segundo o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida. O anúncio foi feito durante a sua intervenção, esta quarta-feira, 22 de maio, na 10.ª Conferência sobre Governação Digital, organizada pela e-Governance Academy, em Tartu, República da Estónia.
De acordo com o governante, a agenda é um documento orientador do processo de digitalização administrativa e deverá incluir a capacitação do capital humano e a mudança coletiva de mentalidade.
Na sua intervenção, o ministro de Estado destacou a predisposição de Angola para empreender o caminho da transformação dos serviços públicos, a importância do processo de digitalização para a modernização da Administração Pública e os desafios de simplificar, desburocratizar e desmaterializar os serviços públicos para torná-los mais acessíveis e eficientes para todos os cidadãos angolanos.
Na ocasião, Adão de Almeida testemunhou a assinatura de um acordo na base do qual se projeta a instalação em Angola de uma Academia de Governação Digital, destinada a formar e a capacitar quadros angolanos em matérias de tecnologias digitais.
O Memorando de Entendimento, rubricado entre o Instituto de Modernização Administrativa de Angola (IMA) e a e-Governance Academy da Estónia, junta-se a outros instrumentos jurídicos de apoio à cooperação bilateral entre os dois países, cujo ponto mais alto desta cooperação foi a visita do Presidente da República da Estónia, Alar Karis, a Angola, em março de 2024.
Além da Conferência, no âmbito de uma visita de quatro dias, Adão de Almeida participou na terça-feira, 21 de maio, em Talinn, capital da Estónia, no África Business Fórum, onde líderes de vários países discutiram oportunidades no mercado digital africano e soluções para a modernização administrativa.
A missão angolana à Estónia integra o secretário do Presidente da República para a Reforma do Estado, Pedro Fiete, o diretor-geral do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), Meick Afonso, o ministro conselheiro na Embaixada angolana na Polónia, Martinho Codo, e quadros da Casa Civil do Presidente da República, da Embaixada angolana na Polónia e da equipa de Serviço de Tecnologias de informação e Comunicação para as Finanças Públicas.

Uma comitiva angolana está presente no evento de alto nível sobre Governação Eletrónica, promovido pela e-Governance Academy, na cidade de Tartu, na Estónia.
Liderada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, a delegação participa no fórum que se destaca como um dos principais eventos internacionais dedicados à execução de políticas públicas de transformação digital, em uma agenda de trabalho que inclui reuniões com entidades locais, responsáveis pelas matérias em análise.
A Estónia é reconhecida mundialmente por possuir a maior taxa de digitalização de serviços públicos, servindo como um exemplo global na matéria.
Segundo o diretor-geral do Instituto de Modernização Administrativa (IMA), Meick Afonso, Angola realiza esta missão à Estónia na sequência da materialização das ações previstas no memorando de entendimento assinado entre os dois governos, em abril de 2023.
MAIS: Angola e Estónia assinam acordo em matéria de governação eletrónica
Meick Afonso referiu que o documento tem como foco a implementação das soluções de governação eletrónica para Angola. Por isso, acrescentou, a presente missão visa firmar um memorando de entendimento com o e-Governance Academy, com o objetivo de criar em Angola de uma academia de Governo Digital.
“A Academia do Governo Digital vem como um ativo importante de todo o ecossistema de governação eletrónica, porque visa trabalhar na componente humana, na realização de estudos para a promoção no país do Governo Eletrónico, bem como na estruturação de programas de capacitação para cidadãos e empresas”, realçou.
Tecnologia e futebol estão mais interligados a cada dia que passa.
Habitualmente denominado como “desporto rei”, o futebol, que move paixões nos quatro cantos do mundo, tem vindo a crescer a desenvolver-se “à boleia” da tecnologia.
De resto, se parar um pouco para pensar, rapidamente se aperceberá de vários exemplos nos quais a tecnologia tem contribuído para o desenvolvimento do futebol.
Nos últimos anos, a introdução do VAR (vídeo-árbitro) deverá corresponder à mais popular das novidades quando o tema é a ligação entre tecnologia e futebol, mas a relação vai muito para além do mecanismo que auxilia o ajuizamento de uma partida.
Para se perceber a dimensão da relação entre tecnologia e futebol, no primeiro dia do Mobile World Congress 2023, o Barcelona, um dos maiores emblemas do mundo, organizou uma série de eventos que promovem os dois tópicos.
Aos dias de hoje, a quantidade de dados disponíveis relativos aos intervenientes em uma partida de futebol é verdadeiramente impressionante.
Tudo é analisado ao pormenor, desde desempenhos individuais a coletivos. Dados estatísticos são usados para uma grande diversidade de aspetos associados ao “desporto rei”, desde as análises técnicas que visam preparar as equipas da melhor forma para enfrentar o adversário, passando pela imprensa que os utiliza para programas de comentário.
Existem diversos clubes que não têm a capacidade de proceder a uma recolha de dados cuidada, de os processar e administrar, delegando essa função a entidades externas como a African Sports Centre, por exemplo. Este tipo de entidade recolhe, organiza e processa dados estatísticos úteis para a preparação de cada encontro, sempre recorrendo a tecnologias de ponta.
Deste modo, no momento de entrar em campo, as equipas estarão a par de todos os aspetos importantes para enfrentar o desafio. Os melhores clubes do futebol africano têm todos estes aspetos em consideração, bastando olhar para a forma como trabalham os times que estão disputando a Liga dos Campeões da CAF.
Nesse momento, o Mamelodi Sundowns (3.00) é o maior favorito a conquistar a Liga dos Campeões africana olhando as odds para aposta online, seguido pelos egípcios do Al Ahly (3.50). Esses dois times, para estarem à frente da concorrência a nível de preparação e competitividade, procuram, naturalmente, se apoiar na tecnologia.
Para lá da componente desportiva e competitiva em si, existem outros aspetos passíveis de monotorização por parte da tecnologia.
A prevenção da lesões e a monitorização do estado de saúde e até dos níveis de fadiga de cada atleta são aspetos bastante importantes e cada vez mais relevados pelos clubes. Os coletes GPS, que permitem medir a performance de um atleta, são uma tecnologia cada vez mais utilizada pelos clubes.
As informações associadas a cada um dos atletas são recebidas em tempo real, interpretadas, processadas e podem ou não influenciar a decisão de um treinador. Neste caso, temos a tecnologia ao serviço da performance.
Clubes que possuem uma estrutura técnica menos profunda costumam recorrer a serviços externos de consultoria.
Este tipo de serviço não corresponde a mais que o recurso à equipas de especialistas independentes que reúnem informações em diversas áreas de atuação associadas ao mundo do futebol.
Neste domínio, o recurso a serviços externos para efeitos de scouting, a título de exemplo, é bastante comum. Vários clubes procuram perceber quem poderão recrutar junto de agências de consultoria que se dedicam à observação e recolha de dados de diversos atletas, procurando posteriormente apresentar os resultados requeridos aos técnicos.
São vários os domínios nos quais a tecnologia funciona como “bengala” do futebol.
A tendência, com o avançar dos anos, é para que esta relação seja cada vez mais íntima, com desempenhos otimizados e prestações melhoradas graças ao recurso à tecnologia.
Os clubes africanos têm um grande desafio pela frente, nomeadamente conseguir condições financeiras para poderem tirar o melhor partido deste tipo de tecnologias.

A Inteligência Artificial avançou tão rapidamente nos últimos anos, que uma série de funcionalidades e competências que agora estão disponíveis eram, até há pouco tempo, impensáveis. À medida que surgem novos avanços, os que existiam deixam de ser limitados e passam a estar disponíveis para todos os utilizadores.
Com o ChatGPT não é diferente. Desde os inícios desta plataforma, a OpenAI disponibiliza duas versões, uma gratuita e outra paga com muitas funções e capacidades extra.
Na semana passada, reporta o El Economista, a empresa de IA apresentou um novo modelo de linguagem, GPT-4o, com capacidades muito mais avançadas para interagir por voz. Além da chegada de um chatbot mais rápido e eficaz, a boa notícia foi a disponibilização gratuita de diversas funções que até agora eram exclusivas da versão paga.
Três recursos que ficaram disponíveis na versão gratuita do ChatGPT:
Consultas de internet em tempo real
Uma das grandes “falhas” da versão gratuita do ChatGPT era não estar ligada à internet, e as respostas limitavam-se a dados inseridos até 2022. Agora as respostas estarão disponíveis com base em dados e factos actuais.
MAIS: Dona do ChatGPT vai lançar motor de busca rival do Google
Capacidade multimodal
Embora um chatbot seja pensado para texto, é fundamental a IA ser capaz de compreender não só a escrita, mas também imagens e sons. Agora já é possível partilhar uma foto ou um áudio com a ferramenta.
Acesso a outros GPT
Há uns meses a OpenAI lançou a GPT Store, uma espécie de loja de apps onde se podiam criar aplicações com diversas funções baseadas no próprio ChatGPT, mas estava limitada à versão paga. Agora é possível descarregar e utilizar GPT personalizados que se adaptam às necessidades e interesses de cada utilizador.

A Food and Drug Administration dos EUA concedeu à Neuralink de Elon Musk a permissão para implantar em mais um paciente o seu dispositivo – um ‘chip’ experimental criado especificamente para ser implantado no cérebro.
Noland Arbaugh foi o primeiro (e até agora único) ser humano a ter tido um destes ‘chips’ implantados no cérebro, sendo agora capaz de interagir com interfaces de computadores recorrendo apenas ao cérebro.
MAIS: “Mudou a minha vida”. Paciente da Neuralink já joga xadrez com cérebro
Dado o sucesso desta primeira experiência, o Wall Street Journal refere que a Neuralink pode agora implantar o seu ‘chip’ em mais um paciente. Notar que, na semana passada, a empresa de Elon Musk partilhou uma mensagem na rede social X onde dizia estar à procura de mais candidatos.

O Governo Angolano vai continuar a adotar decisões que elevam o papel da tecnologia e do sector privado na economia do país, segundo à secretária de Estado para o Comércio e Serviços, Augusta Fortes.
Falando na 3ª edição do ANGOLA STARTUP SUMMIT by UNITEL, evento de empreendedorismo digital nacional e que reúne a juventude angolana criadora de projetos digitais, a responsável destacou o “papel fundamental” do empreendedor como imprescindível em qualquer sociedade, pois emana a criatividade e leva à concretização de ideias e negócios necessários para a construção do progresso das nações.
“Visitámos os stands e vimos soluções tecnológicas que têm a ver com resíduos, plataformas de logística e saúde, sendo que a educação constitui a novidade que nós aqui tivemos, o que demonstra que devemos mesmo apostar na diversificação da economia e na formação dos jovens“, disse a dirigente.
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A responsável sublinhou ainda a necessidade de se conceber um quadro legal específico de apoio às startups, salientando que o referido projeto é, nos próximos tempos, submetido à consulta pública, com vista à promulgação da “futura proposta da lei das startups“.
Augusta Fortes defendeu a necessidade da contínua aposta no capital humano, declarando que “este é o desafio do Governo, pelo que não temos outra saída”.